Otoneurologia: Sistema Vestibular

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Estudo das estruturas, fisiologia e patologias do sistema vestibular para estudantes de medicina e profissionais de saúde.

56 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 56

Canais Semicirculares
Estruturas que detectam acelerações angulares da cabeça nos três planos do espaço por meio da movimentação da endolinfa.
Mácula do Utrículo
Órgão otolítico orientado horizontalmente que detecta acelerações lineares horizontais e a inclinação estática da cabeça.
Mácula do Sáculo
Órgão otolítico orientado verticalmente responsável por detectar acelerações lineares verticais, como a força da gravidade.
Crista Ampular
Região sensorial situada na ampola de cada canal semicircular, contendo células ciliadas recobertas pela cúpula gelatinosa.
Cúpula
Estrutura gelatinosa desprovida de otocônias que se estende pela crista ampular e é fletida pelo fluxo de endolinfa.
Otocônias
Cristais de carbonato de cálcio sobre a membrana otolítica que conferem inércia e sensibilidade à gravidade e aceleração linear.
Cinocílio
Cílio mais longo e espesso da célula ciliada; a deflexão dos estereocílios em sua direção causa despolarização celular.
Despolarização Vestibular
Ocorre quando os estereocílios inclinam-se em direção ao cinocílio, abrindo canais iônicos e aumentando a taxa de disparo neuronal.
Hiperpolarização Vestibular
Ocorre com a inclinação dos estereocílios para longe do cinocílio, fechando canais de potássio e reduzindo a taxa de disparo.
Endolinfa
Fluido rico em potássio e pobre em sódio que preenche o labirinto membranoso, essencial para a despolarização dos receptores.
Perilinfa
Líquido semelhante ao líquor, rico em sódio e pobre em potássio, que preenche o espaço entre os labirintos ósseo e membranoso.
Reflexo Vestíbulo-Ocular (RVO)
Mantém a imagem estável na retina durante os movimentos da cabeça, gerando movimento ocular conjugado em sentido oposto.
Reflexo Vestíbulo-Espinhal (RVE)
Coordena a contração dos músculos antigravitacionais do tronco e membros para manter o equilíbrio e a postura ereta.
Reflexo Vestíbulo-Cólico (RVC)
Regula a musculatura cervical em resposta a estímulos vestibulares, estabilizando a posição da cabeça no espaço.
Lei de Ewald - Primeira Lei
Os movimentos oculares e cefálicos ocorrem no plano do canal semicircular que foi estimulado.
Lei de Ewald - Segunda Lei
No canal horizontal, o fluxo endolinfático ampulípeto é excitatório e gera resposta motora mais intensa que o ampulífugo.
Lei de Ewald - Terceira Lei
Nos canais verticais, a corrente ampulífuga é excitatória e a corrente ampulípeto é inibitória.
Corrente Ampulípeto
Fluxo da endolinfa direcionado para a ampola do canal semicircular.
Corrente Ampulífugo
Fluxo da endolinfa que se afasta da ampola em direção ao corpo do canal semicircular.
VPPB - Vertigem Posicional Paroxística Benigna
Doença periférica comum causada pelo deslocamento de otocônias para o interior dos canais semicirculares.
Canalolitíase
Mecanismo da VPPB no qual otocônias flutuam livremente no braço do canal, gerando nistagmo transitório com latência.
Cupulolitíase
Mecanismo da VPPB em que otocônias aderem diretamente à cúpula ampular, gerando nistagmo imediato e prolongado.
Manobra de Dix-Hallpike
Teste postural padrão-ouro para o diagnóstico de VPPB dos canais semicirculares posteriores e anteriores.
Manobra de Epley
Procedimento de reposicionamento canalicular indicado para tratar canalolitíase do canal semicircular posterior.
Manobra de Lempert (Roll Test)
Teste diagnóstico posicional indicado para avaliar o envolvimento dos canais semicirculares horizontais.
Nistagmo Geotrópico
Batimento da fase rápida do nistagmo voltado em direção ao solo ao virar a cabeça na manobra posicional.
Nistagmo Apogeotrópico
Batimento da fase rápida do nistagmo direcionado para o teto, frequentemente associado a cupulolitíase de canal horizontal.
Neurite Vestibular
Inflamação do nervo vestibular que causa vertigem aguda súbita, desequilíbrio e náuseas, sem sintomas auditivos.
Doença de Ménière
Hidropsia endolinfática caracterizada por crises de vertigem, perda auditiva flutuante, plenitude aural e zumbido.
Hidropsia Endolinfática
Aumento excessivo do volume e da pressão da endolinfa dentro do labirinto membranoso.
Nistagmo Vestibular Periférico
Nistagmo horizonto-torsional, unidirecional, cuja intensidade diminui com a fixação visual e segue a lei de Alexander.
Lei de Alexander
A intensidade do nistagmo aumenta quando o paciente olha na direção da sua fase rápida.
Fase Lenta do Nistagmo
Componente patológico do nistagmo mediado pelo sistema vestibular que desloca o olho em direção à lesão hipofuncionante.
Fase Rápida do Nistagmo
Movimento de correção sacádico gerado pelo tronco encefálico para recentralizar o olho, que nomeia a direção do nistagmo.
Supressão por Fixação Visual
Inibição de nistagmos periféricos quando o paciente foca um ponto estático, mediada pelo córtex e cerebelo.
Head Impulse Test (vHIT)
Avalia o ganho do reflexo vestíbulo-ocular em alta frequência; refixações sacádicas indicam hipofunção do canal testado.
Sacada Overt
Sacada de refixação compensatória que ocorre após o término do movimento cefálico, visível a olho nu.
Sacada Covert
Sacada compensatória rápida que ocorre durante o movimento da cabeça, detectável apenas pelo vHIT.
Protocolo HINTS
Tríade de testes (Head Impulse, Nystagmus, Test of Skew) usada para diferenciar AVC cerebelar de neurite vestibular aguda.
Test of Skew
Desalinhamento ocular vertical detectado no teste de oclusão alternada, altamente sugestivo de lesão em tronco encefálico.
Nistagmo que Muda de Direção com o Olhar
Nistagmo de direção variável ao mudar o olhar lateral, indicativo inequívoco de patologia de origem central.
Fístula Perilinfática
Comunicação anormal entre a orelha interna e média, causando vertigem induzida por mudanças de pressão ou ruído alto.
Fenômeno de Tullio
Indução de nistagmo e vertigem desencadeada por sons de alta intensidade, comum na deiscência de canal semicircular.
Sinal de Hennebert
Vertigem e desvio ocular gerados pela aplicação de pressão positiva ou negativa no meato acústico externo.
Deiscência de Canal Superior
Ausência óssea sobre o canal semicircular superior, criando uma terceira janela móvel na orelha interna.
Schwannoma Vestibular
Tumor benigno originado na bainha de mielina do nervo vestibular no meato acústico interno, causando perda auditiva e desequilíbrio.
Migrânea Vestibular
Causa comum de vertigem episódica central associada a histórico de enxaqueca, cefaleia ou hipersensibilidade sensorial.
Vertigem Posicional Central
Nistagmo posicional sem latência e sem fatigabilidade, muitas vezes vertical puro, secundário a lesões do tronco ou cerebelo.
Nistagmo Vertical Puro
Nistagmo puramente para cima ou para baixo (downbeat/upbeat), patognomônico de lesão neurológica central.
Downbeat Nystagmus
Nistagmo com batimento para baixo, tipicamente associado a lesões do vestíbulo-cerebelo ou na junção craniocervical.
Upbeat Nystagmus
Nistagmo com batimento para cima, comumente relacionado a lesões no tegmento pontino ou bulbo dorsal.
Compensação Vestibular
Processo de plasticidade neuronal central pelo qual o cérebro restaura o equilíbrio estático e dinâmico após lesão labiríntica.
Fascículo Longitudinal Medial (FLM)
Via que conecta os núcleos vestibulares aos núcleos oculomotores, essencial para a sincronização dos movimentos oculares.
Núcleos Vestibulares
Complexo situado na transição pontobulbar (superior, lateral, medial, inferior) que integra sinais proprioceptivos, visuais e labirínticos.
Cinetose
Desconforto gerado pelo conflito sensorial entre estímulos visuais, vestibulares e proprioceptivos de movimento.
Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP)
Distúrbio vestibular funcional crônico com tontura e instabilidade não vertiginosa exacerbadas por postura ereta e estímulos visuais.

Conjuntos relacionados

Mais em Patologia e doenças →