Primeiros Socorros Básicos
Conceitos e procedimentos essenciais de primeiros socorros para leigos e estudantes de saúde.
Cartões · 56
- Primeiro passo ao chegar a qualquer cena de emergência
- Avaliar a segurança da cena para não se tornar mais uma vítima.
- Números de emergência principais no Brasil
- SAMU 192 e Corpo de Bombeiros 193.
- Como checar a responsividade de uma vítima inconsciente
- Tocar nos ombros com firmeza e chamar em voz alta: Você está bem?
- Como avaliar a respiração em uma pessoa inconsciente
- Observar o tórax por 5 a 10 segundos buscando movimentos de expansão respiratória.
- O que caracteriza a parada cardiorrespiratória (PCR)
- Inconsciência aliada à ausência de movimentos respiratórios normais (apneia ou gasping).
- Frequência correta de compressões na RCP em adultos
- De 100 a 120 compressões por minuto.
- Profundidade correta das compressões torácicas no adulto
- Entre 5 e 6 centímetros, permitindo o retorno completo do tórax.
- Posição correta das mãos na massagem cardíaca em adultos
- Centro do peito, na metade inferior do osso esterno, com dedos entrelaçados e braços retos.
- Proporção de compressões e ventilações na RCP padrão de leigo treinado
- Ciclos de 30 compressões torácicas para 2 ventilações de resgate.
- Conduta para socorrista leigo não treinado em ventilação
- Realizar RCP contínua apenas com as mãos (compressões ininterruptas) até o socorro chegar.
- O que NÃO fazer durante a reanimação cardiopulmonar
- Não interromper as compressões por mais de 10 segundos e não apoiar o peso sobre o tórax no recuo.
- Função primária do Desfibrilador Externo Automático (DEA)
- Identificar ritmos cardíacos chocáveis e aplicar descarga elétrica para restaurar o ritmo normal.
- Primeira ação ao ter acesso ao DEA em uma emergência
- Ligar o aparelho imediatamente e seguir com rigor as instruções de voz.
- Sinal clássico de engasgo grave (obstrução total das vias aéreas)
- Vítima leva as mãos ao pescoço, não consegue falar, tossir nem respirar.
- Manobra de desengasgo em adultos conscientes (Manobra de Heimlich)
- Posicionar-se atrás da vítima, fechar o punho entre o umbigo e o apêndice xifoide e puxar para dentro e para cima.
- O que fazer se a vítima de engasgo perder a consciência
- Amparar a queda até o chão, ligar 192 e iniciar imediatamente ciclos de RCP.
- O que NÃO fazer em caso de engasgo de pessoa consciente
- Não dar água, não bater nas costas se a vítima estiver tossindo com força e não introduzir o dedo às cegas.
- Manobra de desengasgo em bebês (menores de 1 ano) conscientes
- 5 batidas firmes com o calcanhar da mão nas costas seguidas de 5 compressões no tórax, com a cabeça mais baixa.
- O que NÃO fazer no desengasgo de bebês
- Nunca sacudir o bebê e não tentar pinçar objetos na garganta sem vê-los claramente.
- Primeira ação no controle de hemorragia externa ativa
- Pressão direta e contínua sobre o local do ferimento com gaze ou pano limpo.
- O que fazer se o curativo encharcar de sangue
- Colocar novos panos limpos por cima do curativo encharcado sem nunca retirar os primeiros.
- Indicação do uso de torniquete comercial
- Hemorragias graves e abundantes em membros que não cessam com pressão direta.
- O que NÃO fazer com um torniquete aplicado
- Não afrouxar periodicamente para liberar circulação e não remover até avaliação médica definitiva.
- Sinais de gravidade no sangramento nasal (epistaxe)
- Sangramento com duração superior a 20 minutos, perda excessiva de sangue ou sensação de tontura.
- Conduta correta para sangramento nasal simples
- Sentar a vítima, inclinar a cabeça levemente para a frente e apertar as narinas por 10 minutos.
- O que NÃO fazer durante um sangramento nasal
- Não inclinar a cabeça para trás, pois engolir sangue irrita o estômago e mascara a perda sanguínea.
- Primeiro socorro para queimaduras térmicas de 1º e 2º grau
- Resfriar imediatamente com água corrente fria ou morna (não gelada) por pelo menos 15 a 20 minutos.
- O que NÃO fazer em qualquer tipo de queimadura
- Não aplicar manteiga, pasta de dente, café ou óleo, e nunca estourar bolhas formadas.
- Sinais de gravidade em vítimas de queimadura
- Queimadura em face, mãos, genitais, vias aéreas, extensão superior a 10% do corpo ou dor ausente por lesão profunda.
- Conduta em caso de roupas em chamas na vítima
- Fazer a vítima parar, deitar e rolar no chão, ou abafar as chamas com um cobertor pesado.
- O que fazer em caso de queimaduras químicas
- Lavar abundantemente com água corrente contínua por no mínimo 20 minutos após remover pós secos.
- Conduta imediata durante uma crise convulsiva
- Proteger a cabeça com algo macio, afastar objetos perigosos ao redor e cronometrar a duração.
- O que NÃO fazer com a vítima durante uma convulsão
- Nunca segurar os membros, não colocar objetos na boca e não tentar puxar a língua.
- Posição recomendada após o término de uma convulsão
- Posição Lateral de Segurança (PLS) para manter as vias aéreas desobstruídas e drenar secreções.
- Sinais de alarme em uma crise convulsiva
- Crise com duração superior a 5 minutos, crises repetidas sem recuperação da consciência ou histórico de gestação.
- Como identificar suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC/SAMU)
- Sorriso (assimetria facial), Abraço (perda de força nos braços), Mensagem (dificuldade de fala) e Urgência (chamar 192).
- O que NÃO fazer com uma pessoa com suspeita de AVC
- Não dar alimentos, água ou medicamentos para pressão antes da avaliação hospitalar imediata.
- Sinais clássicos de infarto agudo do miocárdio (IAM)
- Dor em aperto no peito que pode irradiar para braço esquerdo, mandíbula ou costas, com suor frio e náusea.
- Conduta inicial diante de suspeita de infarto em paciente consciente
- Acionar socorro médico imediatamente, acalmar o paciente e mantê-lo em repouso absoluto sentado ou recostado.
- O que fazer em caso de hipoglicemia em pessoa consciente
- Oferecer 15 a 20 gramas de carboidrato de rápida absorção, como meio copo de suco adoçado ou água com açúcar.
- O que NÃO fazer em caso de hipoglicemia com paciente sonolento ou desacordado
- Nunca introduzir líquidos ou alimentos na boca pelo alto risco de aspiração broncopulmonar.
- Primeira conduta diante de fratura fechada ou entorse
- Imobilizar a articulação acima e abaixo da lesão na posição em que for encontrada, sem forçar o membro.
- O que NÃO fazer em uma fratura exposta
- Não tentar empurrar o osso para dentro da pele e não aplicar pomadas no local ferido.
- Como proteger o osso em uma fratura exposta
- Cobrir o ferimento com gaze ou pano estéril úmido e controlar eventuais sangramentos ao redor.
- Quando aplicar o protocolo POLICE/RICE (gelo) em traumas ortopédicos
- Aplicar compressas de gelo protegidas por pano nas primeiras 48 horas, por 15 a 20 minutos por vez.
- Conduta correta diante de um objeto encravado no corpo
- Estabilizar o objeto no local com bandagens volumosas sem tentar retirá-lo.
- O que NÃO fazer com um objeto empalado (faca, vergalhão, vidro)
- Nunca remover o objeto, pois ele pode estar tamponando um vaso sanguíneo importante.
- Sinais precoces de choque hipovolêmico
- Pele fria e pálida, sudorese excessiva, confusão mental, pulso rápido e respiração acelerada.
- Conduta para socorrer vítima em estado de choque circulatório sem trauma espinhal
- Deitar a vítima de costas, elevar as pernas em cerca de 30 cm e aquecê-la com manta.
- O que NÃO fazer em vítimas de trauma com suspeita de lesão na coluna
- Não movimentar o pescoço da vítima, não retirar capacete (salvo se impedir ventilação) e não dobrar o corpo.
- Sinais de gravidade após traumatismo cranioencefálico (TCE)
- Perda de consciência, vômitos em jato, sonolência profunda, confusão mental e pupilas de tamanhos desiguais.
- Primeiro socorro para picada de animais peçonhentos (como cobras e escorpiões)
- Lavar o local com água e sabão, manter a vítima em repouso absoluto com o membro elevado e buscar hospital.
- O que NÃO fazer em picadas de animais peçonhentos
- Não fazer torniquete, não cortar a pele, não tentar sugar o veneno com a boca e não passar café ou querosene.
- Sinais de gravidade em reação anafilática grave (choque anafilático)
- Inchaço nos lábios ou língua, rouquidão súbita, estridor respiratório, chiado no peito e queda de pressão.
- Conduta principal se a vítima anafilática possui autoinjetor de epinefrina
- Ajudar a vítima a aplicar a injeção na face lateral externa da coxa e acionar imediatamente o 192.
- Como proceder diante de amputação traumática de dedo ou membro
- Envolver a parte amputada em gaze estéril, fechar em saco plástico seco e colocar esse saco sobre gelo (nunca direto no gelo).