RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar)

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto aborda os conceitos e procedimentos da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), sendo ideal para estudantes e profissionais da saúde.

99 cartões Português Nível: Ensino superior Primeiros socorros Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 99

O que significa RCP?
Ressuscitação Cardiopulmonar, conjunto de manobras para manter a oxigenação e a circulação sanguínea durante uma parada cardiorrespiratória.
O que é Parada Cardiorrespiratória (PCR)?
Cessação súbita da atividade mecânica ventricular útil e da respiração espontânea eficaz.
Primeira atitude antes de iniciar a RCP
Garantir a segurança do local para o socorrista e a vítima antes de qualquer aproximação.
Como checar a responsividade de um adulto?
Chamar a vítima em voz alta tocando firmemente em seus ombros.
Conduta imediata se a vítima não responde
Chamar ajuda de imediato, acionar o serviço de emergência (192) e solicitar um DEA.
Como avaliar a respiração na PCR?
Observar os movimentos torácicos por no máximo 10 segundos buscando ausência de respiração ou gasping.
O que é respiração em gasping?
Respiração agônica, ruidosa e ineficaz, considerada sinal de parada cardiorrespiratória.
Checagem de pulso por leigos
Leigos não devem perder tempo checando pulso; basta ausência de resposta e respiração anormal para iniciar a RCP.
Checagem de pulso por profissionais de saúde
Palpar o pulso carotídeo em adultos por no mínimo 5 e no máximo 10 segundos.
Sequência mnemônica primária do BLS
C-A-B: Compressões torácicas, Abertura das vias aéreas e Boa ventilação.
Posição correta da vítima para compressões
Decúbito dorsal sobre uma superfície plana, rígida e firme.
Posicionamento das mãos nas compressões em adultos
Região hipotenar de uma mão sobre o centro do tórax (metade inferior do esterno) com a outra entrelaçada por cima.
Posição dos braços do socorrista
Braços retos, cotovelos estendidos e ombros alinhados verticalmente sobre o esterno da vítima.
Profundidade recomendada das compressões em adultos
Pelo menos 5 cm e não mais de 6 cm de profundidade.
Frequência recomendada das compressões torácicas
Entre 100 e 120 compressões por minuto.
Importância do retorno completo do tórax
Permite o enchimento ventricular e maximiza o fluxo coronariano e sistêmico entre as compressões.
Relação compressão-ventilação sem via aérea avançada (adulto)
30 compressões torácicas para 2 ventilações de resgate (30:2).
Tempo máximo de interrupção das compressões
Interrupções devem ser minimizadas ao máximo, durando menos de 10 segundos.
Fração de compressão torácica (FCT) recomendada
Idealmente superior a 80%, com meta mínima de pelo menos 60% do tempo de atendimento.
Manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo
Técnica padrão para abrir vias aéreas em vítimas sem suspeita de trauma cervical.
Manobra de tração da mandíbula (Jaw-thrust)
Técnica preferencial de abertura de via aérea em vítimas com suspeita de lesão da coluna cervical.
Volume corrente de cada ventilação de resgate
Aproximadamente 500 a 600 mL, suficiente apenas para promover a elevação visível do tórax.
Duração de cada ventilação de resgate
Aproximadamente 1 segundo por ventilação.
Risco de hiperventilação na RCP
Aumenta a pressão intratorácica, diminui o retorno venoso e reduz a perfusão cerebral e coronariana.
RCP somente com as mãos (Hands-only CPR)
Indicada para socorristas leigos sem treinamento ou relutantes em realizar ventilações boca a boca.
O que é DEA?
Desfibrilador Externo Automático, dispositivo que analisa o ritmo cardíaco e aplica choques quando indicado.
Primeiro passo ao dispor de um DEA
Ligar o aparelho imediatamente e seguir as instruções verbais ou visuais emitidas.
Posição padrão das pás do DEA em adultos
Ântero-lateral: uma abaixo da clavícula direita e a outra no lado esquerdo do tórax, abaixo do mamilo.
Conduta do socorrista durante a análise de ritmo do DEA
Afastar todos da vítima e garantir que ninguém toque no paciente durante a análise.
Ação imediata após a aplicação do choque do DEA
Reiniciar imediatamente as compressões torácicas sem checar pulso ou ritmo antes de 2 minutos.
Ritmos chocáveis na PCR
Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem pulso (TVsp).
Ritmos não chocáveis na PCR
Assistolia e Atividade Elétrica sem Pulso (AESP).
Fibrilação Ventricular (FV)
Atividade elétrica ventricular caótica e desorganizada, incapaz de gerar débito cardíaco mecânico.
Taquicardia Ventricular sem pulso (TVsp)
Ritmo ventricular rápido e regular com QRS largo, sem pulso periférico detectável.
Assistolia
Ausência completa de atividade elétrica e mecânica miocárdica no traçado do monitor.
Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)
Presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma sem pulso arterial palpável.
Protocolo da linha reta na assistolia
Checar cabos, conexões, ganho do aparelho e mudar derivação para descartar falsa assistolia.
Energia inicial recomendada em desfibrilador bifásico
120 a 200 Joules, ou a carga máxima recomendada pelo fabricante.
Energia recomendada em desfibrilador monofásico
Carga fixa de 360 Joules para todos os choques indicados.
Frequência de troca de funções entre compressores
A cada 2 minutos ou a cada 5 ciclos de 30:2 para evitar a fadiga do socorrista.
Dose de adrenalina no ACLS adulto
1 mg por via intravenosa ou intraóssea a cada 3 a 5 minutos.
Momento da primeira dose de adrenalina em FV/TVsp
Após o segundo choque desfibrilatório não sucedido, durante as compressões.
Momento da primeira dose de adrenalina em ritmos não chocáveis
O mais precocemente possível após a constatação de assistolia ou AESP.
Primeira dose de amiodarona na PCR refratária
Bolus intravenoso ou intraósseo de 300 mg após o terceiro choque em FV/TVsp.
Segunda dose de amiodarona na PCR refratária
Bolus adicional de 150 mg se a FV/TVsp persistir.
Alternativa farmacológica à amiodarona em FV/TVsp
Lidocaína: 1 a 1,5 mg/kg na primeira dose e 0,5 a 0,75 mg/kg na segunda dose.
Indicação de sulfato de magnésio na PCR
Tratamento de Torsades de Pointes associado a intervalo QT prolongado (1 a 2 g diluídos em bolus).
Mnemônico dos 5 Hs das causas reversíveis de PCR
Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia e Hipotermia.
Mnemônico dos 5 Ts das causas reversíveis de PCR
Tensão no tórax (pneumotórax hipertensivo), Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar (TEP) e Trombose coronariana (IAM).
Tratamento imediato de pneumotórax hipertensivo na PCR
Descompressão torácica imediata por toracocentese por agulha ou toracostomia digital.
Tratamento presuntivo de hipovolemia na PCR
Infusão rápida de volume por soluções cristaloides aquecidas ou hemoderivados.
Tratamento de hipercalemia grave na PCR
Gluconato ou cloreto de cálcio IV para estabilização de membrana miocárdica, associado a medidas de desvio celular.
Via de administração preferencial de fármacos no ACLS
Via intravenosa periférica; na falha de acesso rápido, estabelece-se via intraóssea.
Conduta após injeção de droga por acesso venoso periférico
Flush imediato de 20 mL de solução fisiológica e elevação transitória do membro por 10 a 20 segundos.
Ventilação com bolsa-válvula-máscara (BVM)
Uso da técnica da letra C-E para selar a máscara na face enquanto a outra mão comprime a bolsa.
Frequência ventilatória após intubação orotraqueal no adulto
1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações por minuto) contínua, sem pausar compressões.
Compressões torácicas com via aérea avançada instalada
Compressões contínuas na taxa de 100 a 120/min sem interrupção para as ventilações.
Método padrão-ouro de confirmação de intubação traqueal
Capnografia quantitativa com onda contínua (detecção de dióxido de carbono exalado).
Valor de EtCO2 indicativo de RCP de alta qualidade
Valores de capnografia sustentados entre 10 e 20 mmHg ou superiores.
Significado de aumento súbito e sustentado do EtCO2 (> 35-40 mmHg)
Indicador fidedigno de Retorno da Circulação Espontânea (RCE).
Uso de pás adesivas vs. pás manuais do desfibrilador
Pás adesivas são preferíveis por permitirem monitorização contínua e aplicação segura e rápida do choque.
Conduta com marcapasso implantado ao colar pás do DEA
Posicionar a pá a pelo menos 2 a 3 cm de distância da saliência do gerador do marcapasso.
Conduta com tórax molhado antes da aplicação do DEA
Secar rapidamente o tórax da vítima antes de colar as pás condutoras.
Conduta com adesivos transdérmicos de medicação
Remover o adesivo e limpar a área antes de posicionar as pás de desfibrilação.
Papel do líder da equipe de reanimação
Coordenar ações, garantir a qualidade das manobras, atribuir papéis claros e manter a comunicação em alça fechada.
O que é comunicação em alça fechada?
Confirmação verbal explícita do recebimento, compreensão e execução de uma ordem emitida.
Checagem de pulso no lactente (menor de 1 ano)
Palpação da artéria braquial na face interna do braço por até 10 segundos.
Checagem de pulso na criança (1 ano até puberdade)
Palpação da artéria carotídea ou artéria femoral por até 10 segundos.
Técnica de compressão em lactentes por 1 socorrista
Dois dedos posicionados sobre o esterno, logo abaixo da linha intermamilar.
Técnica de compressão em lactentes por 2 socorristas
Técnica dos dois polegares com mãos envolvendo o tórax do lactente.
Profundidade de compressão em lactentes
Cerca de 4 cm ou pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax.
Profundidade de compressão em crianças
Cerca de 5 cm ou pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax.
Relação compressão-ventilação pediátrica com 1 socorrista
30 compressões para 2 ventilações (30:2).
Relação compressão-ventilação pediátrica com 2 socorristas
15 compressões para 2 ventilações (15:2).
Causa mais comum de PCR em pediatria
Insuficiência respiratória e choque progressivo (hipóxia), e não eventos cardíacos primários.
Indicação de RCP em recém-nascidos na sala de parto
Frequência cardíaca inferior a 60 bpm após 30 segundos de ventilação com pressão positiva eficaz.
Relação compressão-ventilação neonatal
3 compressões para 1 ventilação (relação 3:1), totalizando 120 eventos por minuto.
Desfibrilação pediátrica: primeira dose de carga
2 Joules por quilograma de peso corporal.
Desfibrilação pediátrica: segunda dose e doses subsequentes
4 Joules por quilograma, podendo progredir até 10 J/kg ou carga máxima de adulto.
Dose de adrenalina no PALS
0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução a 1:10.000) por via IV ou IO a cada 3-5 minutos.
Particularidade da RCP na gestante a partir de 20 semanas
Desvio manual contínuo do útero gravídico para o lado esquerdo a fim de descomprimir a veia cava inferior.
Cesariana perimortem (histerotomia de emergência)
Procedimento indicado aos 4 minutos de PCR materna sem RCE, visando o parto até os 5 minutos.
RCP na PCR por afogamento
Iniciar com 2 a 5 ventilações de resgate antes das compressões torácicas devido à etiologia hipóxica primária.
Manejo da hipotermia acidental grave na PCR
RCP contínua acompanhada de medidas ativas de reaquecimento interno e externo; aquecer até declarar óbito.
Manejo da PCR por suspeita de overdose de opioides
Administrar naloxona intranasal ou intramuscular concomitante ao suporte básico de vida.
RCP em pronação (paciente em posição prona)
Comprimir a coluna torácica posterior entre as escápulas se a reversão para decúbito dorsal não for viável imediatamente.
O que define o Retorno da Circulação Espontânea (RCE)?
Presença de pulso arterial palpável, elevação abrupta do EtCO2 e retorno de pressão arterial mensurável.
Meta de pressão arterial média (PAM) pós-RCE
Manter PAM maior ou igual a 65 mmHg com infusão de fluidos ou vasopressores.
Meta de saturação de oxigênio (SpO2) pós-RCE
Manter entre 92% e 98% para evitar tanto a hipoxemia quanto as lesões por hiperóxia tecidual.
Meta de PaCO2 nos cuidados pós-PCR
Normocapnia, mantendo a PaCO2 entre 35 e 45 mmHg.
Indicação de coronariografia de emergência pós-RCE
Todos os pacientes com supra de ST no eletrocardiograma pós-PCR ou com forte suspeita clínica de IAM.
Controle Direcionado de Temperatura (CDT) pós-RCE
Manutenção ativa da temperatura central entre 32°C e 36°C por pelo menos 24 horas em pacientes comatosos.
Evitar hipertermia pós-parada cardiorrespiratória
Prevenir e tratar ativamente qualquer elevação de temperatura central acima de 37,7°C.
Critério de tempo para prognóstico neurológico pós-PCR
Avaliação formal apenas após pelo menos 72 horas do RCE e retorno à normotermia.
Contraindicação para uso de dispositivos mecânicos de compressão
Não são recomendados rotineiramente em substituição a compressões manuais, exceto em transporte ou cenários específicos.
O que é fração de fluxo coronariano na RCP?
Pressão de perfusão coronária gerada durante o relaxamento da compressão torácica, preditora de sucesso no choque.
Critérios para cessação dos esforços de RCP em ambiente intra-hospitalar
Falta de RCE sustentado, etiologia irreversível, ausência de ritmo chocável e decisão clínica multidisciplinar.
Quando NÃO iniciar manobras de RCP
Sinais óbvios de morte biológica (rigidez cadavérica, livores declives, decapitação) ou diretiva antecipada formal de não reanimar.
Posição de recuperação
Decúbito lateral estável para vítimas que voltaram a respirar espontaneamente com pulso, sem suspeita de trauma.

Conjuntos relacionados

Mais em Primeiros socorros →