RCP em Adultos
Este conjunto de flashcards aborda os protocolos oficiais de reanimação cardiopulmonar em adultos. Destina-se a estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 52
- Primeira ação ao encontrar uma vítima inconsciente
- Avaliar a segurança da cena para o socorrista e a vítima.
- Como checar a responsividade de um adulto?
- Tocar nos ombros da vítima e chamar em voz alta: 'Você está bem?'.
- Ação imediata se a vítima não responder
- Pedir ajuda chamando o serviço de emergência (192 no Brasil) e solicitar um DEA.
- Como avaliar respiração e pulso simultaneamente?
- Observar o movimento torácico e palpar o pulso carotídeo por no mínimo 5 e no máximo 10 segundos.
- Local correto para checar o pulso no adulto
- Artéria carótida, ao lado da traqueia na região do pescoço.
- Conduta se houver dúvida sobre a presença de pulso
- Considerar ausente e iniciar imediatamente as compressões torácicas.
- O que caracteriza a respiração agônica (gasping)?
- Ruídos e movimentos respiratórios ineficazes e irregulares; deve ser tratada como ausência de respiração.
- Sequência mnemônica padrão do Suporte Básico de Vida (BLS)
- C-A-B: Compressões, Abertura de vias aéreas e Boa ventilação.
- Posicionamento das mãos nas compressões torácicas
- Metade inferior do esterno (centro do tórax), com as mãos sobrepostas e dedos entrelaçados.
- Posição dos braços do socorrista durante a compressão
- Braços estendidos, cotovelos retos e ombros diretamente acima das mãos da vítima.
- Frequência recomendada das compressões torácicas no adulto
- Entre 100 e 120 compressões por minuto.
- Profundidade correta da compressão torácica no adulto
- Pelo menos 5 cm (2 polegadas), evitando ultrapassar 6 cm (2,4 polegadas).
- Por que o retorno total do tórax é essencial?
- Permite que o coração se encha completamente de sangue antes da próxima compressão.
- Qual a superfície ideal para realizar a RCP?
- Superfície plana, firme e rígida (preferencialmente no chão).
- Relação compressão-ventilação com um socorrista no adulto
- 30 compressões para 2 ventilações (30:2).
- Relação compressão-ventilação com dois socorristas no adulto
- Permanece 30 compressões para 2 ventilações (30:2).
- Manobra para abertura de vias aéreas sem suspeita de trauma
- Inclinação da cabeça e elevação do queixo (Head-tilt / Chin-lift).
- Manobra para abertura de vias aéreas com suspeita de trauma cervical
- Tração da mandíbula (Jaw-thrust), mantendo o alinhamento da coluna.
- Duração ideal de cada ventilação de resgate
- Cerca de 1 segundo, suficiente para produzir elevação visível do tórax.
- Risco de ventilações excessivas ou muito rápidas
- Insuflação gástrica, vômito, aspiração pulmonar e redução do retorno venoso.
- Procedimento da RCP apenas com as mãos (Hands-Only CPR)
- Compressões contínuas de 100 a 120/min sem interrupção para ventilações, indicado para leigos não treinados.
- Momento de usar o DEA (Desfibrilador Externo Automático)
- Assim que o aparelho estiver disponível no local da emergência.
- Primeiro passo ao ligar o DEA
- Abrir e ligar o aparelho e seguir imediatamente as instruções de áudio/visuais.
- Posicionamento correto das pás adesivas do DEA no adulto
- Uma abaixo da clavícula direita e a outra na lateral inferior do tórax esquerdo (linha axilar média).
- Conduta se o tórax estiver molhado antes de aplicar o DEA
- Secar rapidamente o tórax com pano ou toalha antes de colar as pás.
- Conduta com pelos excessivos no tórax ao usar o DEA
- Raspar rapidamente os pelos com a lâmina do kit ou usar uma primeira pá para arrancá-los.
- O que fazer com adesivos de medicação no tórax antes do DEA?
- Remover o adesivo e limpar o local rapidamente antes de colar a pá.
- Cuidados com marca-passo implantado ao posicionar as pás do DEA
- Posicionar a pá a pelo menos 2,5 cm de distância do volume visível do marca-passo.
- Ação crucial durante a análise do ritmo pelo DEA
- Garantir que ninguém toque na vítima para não interferir na leitura.
- Ação imediata após a aplicação do choque pelo DEA
- Reiniciar imediatamente as compressões torácicas, sem checar pulso antes de 2 minutos.
- Conduta do DEA quando o ritmo não é chocável
- Reiniciar imediatamente a RCP (compressões e ventilações) por 2 minutos até nova análise.
- Intervalo padrão para revezamento entre socorristas nas compressões
- A cada 2 minutos (ou a cada 5 ciclos de 30:2), ou antes se houver fadiga.
- Tempo máximo permitido para pausas nas compressões
- Menos de 10 segundos, limitadas a choques, ventilações e checagem de ritmo.
- Fração de compressão torácica (CCF) recomendada
- Manter as compressões ativas durante pelo menos 60% a 80% do tempo total da parada.
- Quais são os ritmos chocáveis na PCR?
- Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP).
- Quais são os ritmos não chocáveis na PCR?
- Assistolia e Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).
- Dose de energia inicial no desfibrilador bifásico
- Geralmente de 120 a 200 Joules, de acordo com a recomendação do fabricante.
- Dose de choque no desfibrilador monofásico
- 360 Joules em todos os choques.
- Via de administração de medicamentos preferencial na PCR avançada
- Acesso intravenoso periférico (IV); se falhar rapidamente, acesso intraósseo (IO).
- Dose e intervalo da Epinefrina (Adrenalina) no adulto
- 1 mg a cada 3 a 5 minutos por via IV ou IO.
- Momento da primeira dose de Epinefrina em ritmos não chocáveis
- O mais rápido possível após o reconhecimento do ritmo.
- Momento da primeira dose de Epinefrina em ritmos chocáveis
- Após o segundo choque desfibrilatório mal sucedido.
- Dose da Amiodarona na PCR com ritmo chocável refratário
- Primeira dose: 300 mg em bolus; segunda dose: 150 mg.
- Antiarrítmico alternativo à amiodarona na PCR refratária
- Lidocaína (1 a 1,5 mg/kg na primeira dose; 0,5 a 0,75 mg/kg na segunda).
- Taxa de ventilação no adulto com via aérea avançada instalada
- 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações por minuto) com compressões contínuas.
- Causas reversíveis de PCR: os 5 H's
- Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia.
- Causas reversíveis de PCR: os 5 T's
- Tensão no tórax (pneumotórax), Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar, Trombose coronária.
- Sinais de Retorno da Circulação Espontânea (RCE)
- Presença de pulso palpável, aumento abrupto do ETCO2 (≥ 40 mmHg) e respiração espontânea.
- Valor de capnografia (ETCO2) que indica RCP de baixa qualidade
- ETCO2 persistentemente menor que 10 mmHg.
- Posição recomendada para vítima que recuperou pulso e respiração normais
- Posição lateral de segurança (se não houver suspeita de lesão na coluna).
- Objetivo do Controle Direcionado de Temperatura (CDT) pós-RCE
- Manter a temperatura central entre 32 °C e 36 °C para neuroproteção por pelo menos 24 horas.
- Alvo de saturação de oxigênio (SpO2) no cuidado pós-PCR
- Manter entre 92% e 98%, evitando hipóxia e hiperóxia lesiva.