Princípios de Radioproteção

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Princípios fundamentais, normas e aplicações práticas de radioproteção para profissionais da saúde e da indústria.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Saúde pública e SUS Publicado
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Princípio da Justificação
Nenhuma prática com radiação deve ser autorizada a menos que produza um benefício líquido positivo para os indivíduos expostos ou para a sociedade.
Aplicação clínica da Justificação
Avaliar se uma tomografia de crânio pós-trauma leve é indispensável ou se um exame clínico sem radiação é suficiente.
Princípio da Otimização (ALARA)
As exposições devem ser mantidas tão baixas quanto razoavelmente exequíveis, considerando fatores econômicos e sociais.
Aplicação clínica do ALARA
Ajustar os parâmetros de kV e mAs na radiografia pediátrica conforme a espessura anatômica da criança.
Princípio da Limitação de Dose
As doses individuais não devem exceder os limites regulamentares estabelecidos pela autoridade nacional para trabalhadores e público.
Não aplicação de limites a pacientes
Limites de dose individuais não se aplicam a exposições médicas; o foco exclusivo no paciente é a justificação e a otimização.
Fator Tempo de Exposição
A dose total recebida é diretamente proporcional ao tempo de permanência próximo à fonte emissora de radiação.
Fator Distância da Fonte
A intensidade da radiação decai com o quadrado da distância; dobrar a distância reduz a taxa de dose a um quarto.
Fator Blindagem
Uso de materiais absorvedores entre a fonte e as pessoas para atenuar a intensidade do feixe de radiação incidente.
Lei do Inverso do Quadrado na hemodinâmica
O operador dá dois passos para trás durante a cineangiografia para reduzir drasticamente a radiação espalhada recebida.
Tempo na fluoroscopia intervencionista
Utilização de fluoroscopia pulsada com menor taxa de quadros por segundo para reduzir o tempo total de feixe ligado.
Blindagem estrutural de salas de raio X
Instalação de mantas de chumbo nas paredes de alvenaria para proteger salas contíguas e áreas de circulação pública.
EPI: Avental de borracha plumbífera
Protege o tronco do operador contra a radiação secundária dispersada pelo paciente durante procedimentos radioscópicos.
EPI: Protetor de tireoide plumbífero
Blindagem com espessura equivalente a chumbo (0,25 ou 0,5 mm) para resguardar a tireoide, órgão altamente radiossensível.
EPI: Óculos plumbíferos
Previnem a opacificação do cristalino e o desenvolvimento precoce de catarata radioinduzida em radiologistas intervencionistas.
Camada Semirredutora (CSR)
Espessura de material necessária para atenuar a intensidade de um feixe de fótons monoenergéticos à metade de seu valor original.
Limite de dose para IOE de corpo inteiro
20 mSv por ano em média aritmética em 5 anos consecutivos, não podendo ultrapassar 50 mSv em nenhum ano isolado.
Limite de dose para o público geral
Dose efetiva anual de 1 mSv, garantindo margem de segurança contra contaminações ou exposições ambientais.
Limite de dose para o cristalino de IOE
Limite atualizado de 20 mSv por ano, visando mitigar a formação de danos e opacidades oculares a longo prazo.
Limite de dose para extremidades (mãos e pés)
Dose equivalente anual de 500 mSv para Indivíduos Ocupacionalmente Expostos em práticas clínicas ou industriais.
Proteção para IOE grávida
A dose na superfície do abdômen não deve exceder 1 mSv durante o restante do período gestacional após a notificação.
Efeito Determinístico (Reação Tecidual)
Possui limiar de dose conhecido; a gravidade do efeito aumenta progressivamente com o aumento da dose absorvida.
Exemplo de efeito determinístico
Radiodermite grave ou eritema cutâneo induzido por excesso de radiação contínua em intervenções cardíacas complexas.
Efeito Estocástico (Probabilístico)
Não possui limiar de dose seguro; a probabilidade de ocorrência, e não a gravidade, aumenta com o acréscimo da dose.
Exemplo de efeito estocástico
Desenvolvimento de leucemia ou tumores sólidos anos após sucessivas exposições a baixas doses ocupacionais.
Colimação primária do feixe
Restringe o feixe de radiação estritamente à área de interesse clínico, reduzindo dose no paciente e radiação espalhada.
Filtração adicional do feixe de raio X
Lâminas de alumínio ou cobre que removem fótons de baixa energia incapazes de formar imagem, poupando a pele do paciente.
Níveis de Referência Diagnóstica (DRLs)
Valores de dose investigativos usados para identificar práticas com exposições excessivas em exames médicos de rotina.
Dosimetria individual termoluminescente (TLD)
Monitor pessoal mensal usado no tórax do operador sobre o avental de chumbo para registrar a dose acumulada.
Dosímetro de anel na medicina nuclear
Monitor usado no dedo para medir a alta dose equivalente nas mãos durante a eluição e manipulação de radiofármacos.
Área Controlada
Área sujeita a regras especiais de proteção e segurança com acesso restrito a trabalhadores treinados e monitorados.
Área Supervisionada
Área mantida sob vigilância contínua onde as condições de trabalho são avaliadas, sem exigir todas as barreiras da área controlada.
Símbolo Internacional de Radiação Ionizante
Trifólio preto ou magenta sobre fundo amarelo, obrigatoriamente afixado nas portas de acesso a fontes radioativas.
Sinalização luminosa de aviso de disparo
Luz vermelha na entrada da sala de exames que acende automaticamente enquanto o tubo de raio X emite radiação.
Blindagem móvel em leito hospitalar
Biombos plumbíferos sobre rodas posicionados ao lado do leito de UTI durante o uso de equipamento móvel de raio X.
Braquiterapia de alta taxa de dose (HDR)
Uso de sistema de pós-carregamento remoto comandado fora do quarto blindado para evitar exposição dos profissionais.
Câmara de exaustão e blindagem em radiofarmácia
Capela com blindagem frontal de vidro plumbífero e fluxo laminar para manipulação segura de iodo-131 e tecnécio-99m.
Gamaografia industrial: delimitação de área
Cálculo de raio de isolamento físico com cordões e alarmes para proteger operários civis em canteiros de obras.
Colimador de tungstênio na radiografia industrial
Direciona o feixe emitido por fontes de irídio-192 apenas para a solda a inspecionar, atenuando a radiação parasita.
Irradiadores industriais de alimentos
Instalações com fontes de cobalto-60 em poços profundos de água, garantindo blindagem hídrica quando fora de uso.
Uso de pinças de longo alcance
Aumenta drasticamente a distância manual ao manusear pequenos recipientes com radionuclídeos de alta atividade.
Auditorias de rejeição de filmes e exames
Controle de qualidade que investiga radiografias repetidas para corrigir erros de posicionamento e evitar overdoses.
Posicionamento do tubo sob a mesa cirúrgica
Colocar a ampola de raio X abaixo da mesa reduz significativamente a taxa de dose espalhada nos olhos e tireoide da equipe.
Teste de fuga do cabeçote
Medição física com câmara de ionização para assegurar que a radiação de fuga da ampola não exceda os limites da norma.
Monitor de contaminação de superfície
Detector Geiger-Müller com janela fina usado para checar bancadas e calçados após manipulação de radionuclídeos não selados.
Decaimento de rejeitos hospitalares
Armazenamento provisório de resíduos radioativos de meia-vida curta em sala blindada até atingirem níveis de liberação.
Quarentena radiológica de pacientes tratados com I-131
Internamento em quarto com piso impermeável e paredes baritadas até que a taxa de dose emitida seja segura ao público.
Plano de Proteção Radiológica (PPR)
Documento obrigatório formalizando normas, equipamentos de emergência, procedimentos e deveres de toda a equipe técnica.
Função do Supervisor de Radioproteção (SPR)
Profissional qualificado responsável por coordenar a segurança, aplicar normas regulatórias e monitorar a dosimetria no serviço.
Controle de qualidade da grade antidifusora
Garantir o alinhamento do feixe para absorver radiação espalhada sem exigir incrementos desproporcionais de dose no paciente.

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