Processos Proliferativos Não Neoplásicos

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Este conjunto cobre processos proliferativos não neoplásicos, como hiperplasia e metaplasia, detalhando definições, mecanismos e reversibilidade para estudantes de medicina.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Hiperplasia
Aumento no número de células em um órgão ou tecido em resposta a estímulos. Mecanismo: proliferação celular mediada por fatores de crescimento. É um processo reversível se o estímulo for retirado.
Hiperplasia fisiológica hormonal
Proliferação do epitélio glandular mamário na puberdade e gestação. Mecanismo: estimulação por estrogênios e progesterona via receptores nucleares. É totalmente reversível após a cessação do estímulo hormonal.
Hiperplasia fisiológica compensatória
Regeneração do parênquima hepático pós-hepatectomia parcial. Mecanismo: citocinas como IL-6 e fatores de crescimento HGF/EGF ativam ciclo celular. É reversível ao restaurar a massa tecidual original.
Hiperplasia endometrial patológica
Proliferação excessiva de glândulas endometriais por desbalanço hormonal. Mecanismo: estímulo estrogênico despolarizado por falta de progesterona. É reversível com terapia progestágena ou cirurgia.
Hiperplasia prostática benigna (HPB)
Aumento nodular do estroma e glândulas na zona de transição prostática. Mecanismo: ação da di-hidrotestosterona (DHT) sobre receptores androgênicos locais. É parcialmente reversível com bloqueio farmacológico.
Hiperplasia tireoidiana (Bócio difuso)
Aumento difuso de folículos tireoidianos por deficiência de iodo. Mecanismo: elevação de TSH induz proliferação celular e acúmulo de colóide. É reversível com a reposição adequada de iodo.
Hiperplasia por papilomavírus (Verruga vulgar)
Proliferação epitelial cutânea decorrente de infecção por HPV. Mecanismo: proteínas virais desregulam proteínas de controle do ciclo celular (ex: p53 e pRb). É reversível mediante regressão imune ou ablação.
Hiperplasia linfoide reativa
Aumento nodular linfonodal por antígenos estranhos. Mecanismo: expansão clonal de linfócitos B e T nos folículos e paracórtex em resposta a citocinas. É reversível após eliminação do estímulo antigênico.
Hiperplasia gengival medicamentosa
Crescimento excessivo gengival induzido por fármacos como fenitoína ou ciclosporina. Mecanismo: estimulação anormal de fibroblastos e secreção de matriz extracelular. É reversível com a troca ou suspensão do fármaco.
Hipertrofia
Aumento do volume celular que resulta em aumento do órgão sem novas células. Mecanismo: síntese aumentada de proteínas e organelas estruturais via vias de sinalização celular. É reversível com alívio da sobrecarga.
Hipertrofia miocárdica fisiológica
Aumento dos miócitos em resposta ao exercício físico extenuante contínuo. Mecanismo: via PI3K/Akt ativada por estímulos hemodinâmicos normais. É reversível após interrupção duradoura do esforço atlético.
Hipertrofia miocárdica patológica
Aumento do tamanho dos cardiomiócitos por hipertensão arterial ou estenose aórtica. Mecanismo: ativação de genes fetais e via da calcineurina/NFAT por sobrecarga crônica. É potencialmente reversível em estágios iniciais.
Hipertrofia muscular esquelética
Aumento do diâmetro das fibras musculares por musculação. Mecanismo: ativação da via mTOR impulsionada por tensão mecânica e aminoácidos. É reversível com a redução permanente da atividade contrátil.
Hipertrofia da musculatura lisa uterina
Aumento massivo do volume das fibras musculares uterinas na gestação. Mecanismo: hipertrofia associada à hiperplasia induzida por estrogênios. É reversível através da involução puerperal completa.
Metaplasia
Substituição reversível de um tipo celular adulto diferenciado por outro de mesma linhagem. Mecanismo: reprogramação de células-tronco teciduais por fatores de transcrição alterados. É totalmente reversível se o estresse cessar.
Metaplasia escamosa no trato respiratório
Troca de epitélio pseudoestratificado ciliado por escamoso estratificado em fumantes. Mecanismo: resposta protetora à agressão contínua da fumaça. É reversível com a cessação definitiva do tabagismo.
Metaplasia intestinal no estômago
Substituição da mucosa gástrica por epitélio colunar com células caliciformes. Mecanismo: adaptação à agressão crônica induzida por Helicobacter pylori. É reversível se a bactéria for erradicada precocemente.
Metaplasia escamosa do colo uterino
Substituição do epitélio colunar eversor da ectocérvice por escamoso estratificado. Mecanismo: adaptação do epitélio ao pH ácido vaginal fisiológico. É um processo fisiológico adaptativo definitivo e estável.
Esôfago de Barrett (Metaplasia colunar intestinal)
Epitélio escamoso esofágico substituído por colunar com células caliciformes. Mecanismo: resposta adaptativa crônica ao refluxo gastroesofágico ácido/biliar. É reversível com controle estrito do refluxo ou ablação.
Metaplasia óssea (Miosite ossificante)
Formação de tecido ósseo lamelar maduro no interior de músculo estriado após trauma. Mecanismo: diferenciação osteogênica imprópria de células-tronco mesenquimais. É irreversível espontaneamente (requer ressecção).
Metaplasia apócrina da mama
Transformação do epitélio acinar mamário em células semelhantes às glândulas sudoríparas apócrinas. Mecanismo: alteração hormonal local dentro de alterações fibrocísticas. É tipicamente benigna e irreversível.
Granuloma piogênico
Lesão reativa vascular na pele ou mucosa bucal. Mecanismo: proliferação endotelial e tecido de granulação exuberante desencadeados por microtrauma ou hormônios. É reversível mediante remoção de irritantes ou excisão.
Pólipo inflamatório colônico
Projeção mucosa composta por tecido de granulação e epitélio reativo. Mecanismo: cicatrização excessiva e regeneração mucosa crônica em colite ulcerativa. É reversível quando o processo inflamatório intestinal remite.
Tecido de granulação exuberante
Hiperproliferação de miofibroblastos e capilares em feridas dérmicas abertas. Mecanismo: sinalização prolongada de TGF-beta e VEGF sem reepitelização adequada. É reversível com cauterização ou debridamento.
Fasciíte nodular
Proliferação pseudossarcomatosa benigna de fibroblastos e miofibroblastos na fáscia. Mecanismo: fusão clonal de genes (MYH9-USP6) associada a microtrauma. É frequentemente autolimitada e sofre involução espontânea.
Miosite proliferativa
Crescimento reativo pseudomaligno intra-muscular com células ganglionares atípicas. Mecanismo: reação reparadora fibroblástica após injúria tecidual sutil. É uma lesão benigna autolimitada e que regride espontaneamente.
Cicatriz hipertrófica
Acúmulo excessivo de colágeno dentro das bordas de uma incisão prévia. Mecanismo: desequilíbrio entre síntese de colágeno tipo III e colagenólise mediado por TGF-beta. É parcialmente reversível com o tempo ou corticóides.
Queloide
Depósito maciço e desorganizado de colágeno tipo I espesso além das bordas originais da ferida. Mecanismo: hiperativação sustentada de fibroblastos e TGF-beta. É irreversível espontaneamente e tem alta recidiva.
Histiocitoma fibroso cutâneo (Dermatofibroma)
Nódulo dérmico benigno composto por fibroblastos e histiócitos. Mecanismo: hiperplasia tecidual reativa desencadeada por picadas de inseto ou microtraumas. Geralmente persiste indefinidamente de forma estável.
Fibromatose gengival hereditária
Supercrescimento fibroso difuso da gengiva. Mecanismo: mutações genéticas provocando síntese descontrolada de matriz celular por fibroblastos. Não sofre regressão espontânea, exigindo gengivectomia.
Neuroma traumático (Neuroma de amputação)
Massa nodular de axônios emaranhados, células de Schwann e colágeno. Mecanismo: tentativa desorganizada de regeneração axonal após transecção do nervo. É irreversível sem intervenção cirúrgica corretiva.
Hiperplasia pseudoepiteliomatosa
Proliferação benigna da epiderme imitando carcinoma epidermoide. Mecanismo: hiperplasia induzida por inflamação crônica subjacente (ex: úlceras ou micoses). É reversível assim que o foco inflamatório é tratado.
Pólipo fibroepitelial (Acrocórdon)
Projeção cutânea pediculada recoberta por epiderme com eixo fibrovascular. Mecanismo: hiperplasia dérmica associada ao atrito contínuo e resistência insulínica. Lesão persistente, mas facilmente removível por excisão.
Acantose
Aumento da espessura do estrato espinhoso da epiderme. Mecanismo: hiperproliferação de queratinócitos basais estimulados por fatores epidérmicos ou fricção. É reversível após eliminação da irritação mecânica crônica.
Hiperqueratose
Espessamento acentuado da camada córnea da pele. Mecanismo: retenção de queratinócitos ou produção acelerada de queratina sob atrito constante. É totalmente reversível com o fim da agressão tópica ou queratolíticos.
Papilomatose dérmica
Ondulação e projeção irregular das papilas dérmicas para o interior da epiderme. Mecanismo: estímulo hiperplásico crônico por inflamação ou fatores de crescimento. É reversível conforme o estímulo primário é contido.
Hiperplasia de células neuroendócrinas gástricas
Proliferação linear ou nodular de células enterocromafins na mucosa oxíntica. Mecanismo: hipergastrinemia crônica compensatória à acloridria da gastrite atrófica. É reversível se os níveis normais de gastrina forem restaurados.
Sinovite vilonodular pigmentada (Forma reativa localizada)
Proliferação exuberante de células sinoviais com deposição acentuada de hemossiderina. Mecanismo: resposta proliferativa e fagocítica a hemartroses repetidas. Parcialmente reversível com controle dos episódios de sangramento.
Pólipo endometrial funcional
Projeção séssil ou pediculada da mucosa endometrial contendo estroma e glândulas. Mecanismo: hiper-responsividade focal aos estrogênios sem ação de progesterona. Geralmente não involui espontaneamente, requer curetagem.
Hiperplasia linfoide folicular benigna amigdaliana
Aumento bilateral das tonsilas palatinas com centros germinativos proeminentes. Mecanismo: hiper-reatividade de linfócitos B diante de infecções orofaríngeas recorrentes. É reversível após resolução do quadro infeccioso.
Metaplasia cartilaginosa
Formação de cartilagem hialina em tecidos moles inflamados cronicamente ou cápsulas articulares. Mecanismo: diferenciação condrogênica de células mesenquimais por estresse mecânico. É irreversível de forma espontânea.
Epúlide fissurada
Dobras hiperplásicas de mucosa fibrosa no sulco vestibular bucal. Mecanismo: hiperplasia conjuntiva e epitelial crônica decorrente de prótese dentária mal adaptada. É reversível após ajuste protético e excisão cirúrgica.
Hiperplasia adrenal secundária (ACTH-dependente)
Aumento bilateral das zonas fasciculada e reticular do córtex adrenal. Mecanismo: superprodução de ACTH por adenoma hipofisário ou fonte ectópica. É reversível caso a fonte de hiperestimulação por ACTH seja erradicada.
Hiperplasia de ilhotas pancreáticas (Nesidioblastose)
Aumento no número e volume das células beta produtoras de insulina. Mecanismo: resposta proliferativa endócrina à hiperglicemia materna fetal crônica. É reversível em recém-nascidos após estabilização metabólica.
Pólipo hiperplásico gástrico
Proliferação benigna das fovéolas gástricas com lâmina própria edematosa. Mecanismo: reparação exagerada de erosões crônicas da mucosa na gastrite. É reversível caso a causa inflamatória de base seja controlada.
Pólipo hiperplásico colorretal
Pequena projeção mucosa de aspecto denteado sem displasia nuclear. Mecanismo: redução na taxa de descamação e apoptose com acúmulo celular apical. Lesão estável de baixo risco, removida com polipectomia.
Hiperplasia nodular focal (HNF) hepática
Nódulo hepático benigno composto por hepatócitos normais com cicatriz estrelada central. Mecanismo: resposta hiperplásica localizada a uma anomalia vascular congênita prévia. É lesão estável e não tende à regressão espontânea.
Hiperplasia mesangial glomerular
Aumento do número de células mesangiais dentro dos tufos glomerulares renais. Mecanismo: aprisionamento de imunocomplexos ativando fatores mitogênicos mesangiais. É reversível com imunossupressão ou eliminação de antígenos.
Metaplasia de células colunares da bexiga (Cistite glandular)
Substituição do urotélio superficial por epitélio colunar com mucina. Mecanismo: irritação crônica do trato urinário por cálculos ou infecções de repetição. É reversível se a fonte de cistite crônica for tratada.
Hiperplasia endotelial papilar intravascular (Tumor de Masson)
Proliferação papilífera exuberante de endotélio dentro da luz de veias trombosadas. Mecanismo: organização e recanalização excessiva de um trombo pré-existente. É um processo benigno curado definitivamente por excisão.

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