Qualidade na Fase Pré-Analítica
Este conjunto aborda os conceitos e termos técnicos da fase pré-analítica em laboratórios clínicos, voltado para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 52
- Sangue que estragou porque as hemácias estouraram
- Amostra hemolisada decorrente de lise eritrocitária pré-analítica.
- Sangue branco e leitoso por excesso de gordura
- Soro ou plasma lipêmico devido a hipertrigliceridemia ou desrespeito ao jejum.
- Amostra amarelada escura ou amarronzada
- Amostra ictérica decorrente de níveis elevados de bilirrubina sérica.
- Deixar o elástico apertado no braço por muito tempo
- Garroteamento prolongado gerando hemoconcentração local.
- O paciente não comeu nada antes do exame
- Jejum biológico pré-analítico cumprido conforme protocolo.
- Paciente mentiu ou esqueceu o jejum e tomou café da manhã
- Estado pós-prandial imediato, interferente potencial na glicemia e lipídios.
- O paciente correu ou foi para a academia antes de tirar sangue
- Atividade física extenuante prévia, causadora de aumento de CK e lactato.
- Pedir para o paciente abrir e fechar a mão com força várias vezes
- Bombeamento muscular de punho, promotor de pseudoipercalemia.
- Colocar o sangue no tubo com a cor de tampa errada
- Incompatibilidade de anticoagulante ou aditivo para a dosagem requerida.
- Tirar menos sangue do que a marquinha do tubo exige
- Volume inadequado de preenchimento, alterando a proporção sangue/aditivo.
- Tubo de tampa roxa cheio de pedacinhos de sangue duro
- Presença de microcoágulos em tubo com EDTA por homogeneização deficiente.
- Chacoalhar o tubo com força de um lado para o outro
- Agitação vigorosa do tubo, mecanismo indutor de hemólise mecânica.
- Virar o tubo devagar de cima para baixo algumas vezes
- Homogeneização por inversão suave do tubo para mistura de anticoagulante.
- Confundir a ordem de encher os tubos de sangue
- Violação da ordem correta de coleta dos tubos, gerando contaminação cruzada.
- Colocar a etiqueta com o nome de outra pessoa no tubo
- Erro de identificação do paciente na amostragem primária.
- Perguntar nome completo e data de nascimento antes de colher
- Dupla checagem ativa da identidade do paciente pré-coleta.
- Tirar sangue do mesmo braço onde está descendo soro
- Punção venosa ipsilateral ou proximal à venóclise, causando hemodiluição.
- Espetar a veia através de uma mancha roxa de sangue
- Punção em área com hematoma prévio, risco de hemólise e erro analítico.
- Tirar sangue de uma pessoa em pé ou logo depois que ela se sentou
- Variação postural súbita, alterando o volume plasmático e proteínas totais.
- Diferença do resultado se colher de manhã ou no final da tarde
- Variação circadiana ou ritmo biológico nictemeral do analito.
- Sangue que demorou horas para ser centrifugado
- Retardo no tempo de contato entre o soro/plasma e o coágulo celular.
- Sangue que ficou esquecido na bancada em dia de calor
- Exposição térmica inadequada da amostra pré-analítica sem cadeia de frio.
- Líquido transparente que sobra depois que o sangue coagula e gira
- Soro obtido após centrifugação de tubo com ativador de coágulo.
- Líquido transparente do sangue colhido com anticoagulante
- Plasma obtido após centrifugação com separação das fases celulares.
- Girar o sangue na máquina mais rápido ou mais devagar do que devia
- Centrifugação fora da força centrífuga relativa (RCF/g) e tempo validados.
- Girar o sangue de novo depois de já ter girado uma vez
- Recentrifugação de tubo primário com gel separador, gerando lise celular.
- Tubo de exame de urina que ficou sem gelo e aberto o dia todo
- Degradação pré-analítica de urina por proliferação bacteriana e lise de cilindros.
- Deixar o álcool secar na pele antes de colocar a agulha
- Evaporação completa do antisséptico para evitar queimação e hemólise química.
- Puxar o êmbolo da seringa rápido demais com toda a força
- Aspiração com pressão negativa excessiva gerando turbulência e hemólise.
- Usar agulha excessivamente fina para puxar o sangue
- Uso de calibre inadequado de agulha com alto estresse de cisalhamento celular.
- Tirar sangue do braço do mesmo lado onde a mulher retirou a mama
- Punção em membro homolateral a mastectomia, sob risco de linfedema e contaminação.
- Passar o sangue da seringa para o tubo empurrando com a agulha
- Transferência sob pressão positiva sem dispositivo de transferência de segurança.
- Cobrir o tubo de vidro com papel alumínio para não pegar sol
- Fotoproteção mandatória de analito termolábil e fotossensível, como bilirrubina.
- Coletar o primeiro jato do xixi em vez do meio
- Amostra de urina contaminada por flora uretra e secreção genital externa.
- Fazer xixi no pote colhendo apenas a parte do meio
- Coleta de urina de jato médio para urocultura e urinálise.
- Fumar um cigarro logo antes de entrar na sala de coleta
- Tabagismo prévio imediato com elevação transitória de catecolaminas e carboxiemoglobina.
- Tomar bebida alcoólica na noite anterior ao exame
- Ingestão alcoólica aguda prévia com interferência transitória em enzimas hepáticas.
- Mulher colhendo sangue em dias diferentes do ciclo menstrual
- Interferência fisiológica por variação hormonal da fase do ciclo menstrual.
- Esquecer de congelar o soro que vai viajar para outro laboratório
- Ruptura da cadeia de frio no transporte para laboratório de apoio.
- Amostra que vazou dentro do saco plástico de transporte
- Perda de integridade do recipiente primário com risco biológico e inviabilidade.
- Perder sangue porque a tampa do tubo soltou no envio
- Falha na vedação do recipiente primário em transporte pré-analítico.
- Colher sangue para cultura de bactérias antes de dar antibiótico
- Hemocultura colhida previamente ao início da antibioticoterapia empírica.
- Coletar sangue da ponta do dedo espremendo com força
- Ordenha excessiva na punção capilar provocando contaminação com líquido intersticial.
- Colocar o tubo de coagulação pela metade
- Subenchimento de tubo com citrato trissódico, alterando relação 9:1 sangue/anticoagulante.
- Tubo de sangue com o código de barras torto ou enrugado
- Inconformidade na rotulagem, impedindo a leitura óptica automatizada.
- Não registrar o horário exato em que o sangue foi tirado
- Ausência de rastreabilidade temporal da coleta em curvas glicêmicas ou drogas terapêuticas.
- Tirar sangue logo antes do paciente tomar a pílula do coração
- Coleta no nível sérico basal ou vale para monitorização terapêutica de fármaco.
- Girar na centrífuga com a tampa do tubo aberta
- Centrifugação sem vedação gerando formação de aerossóis e evaporação volátil.
- Amostra que coagulou antes de separar o soro da parte celular
- Tempo de retração de coágulo respeitado antes da centrifugação.
- Transportar os tubos soltos dentro de uma caixa batendo uns nos outros
- Transporte sem acondicionamento estável, sujeitando a amostra a vibração e hemólise.
- Desprezar a primeira gotinha de sangue na picadinha do dedo
- Descarte da primeira gota de sangue capilar rica em fluido tecidual.
- Paciente com diarreia e vômito tirando sangue
- Desidratação grave cursando com hemoconcentração e falso aumento proteico.