Revisão Geral - Provas Santa Casa

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Questões e conceitos interdisciplinares focados em exames de residência médica e vestibulares da Santa Casa.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Cartões · 52

Tríade de Charcot na colangite aguda
Dor em hipocôndrio direito, febre com calafrios e icterícia. Indica infecção e obstrução da via biliar principal.
Pêntade de Reynolds
Tríade de Charcot associada a hipotensão e alteração do nível de consciência. Caracteriza sepse e gravidade extrema.
Critérios de Light para exsudato pleural
Razão proteína pleural/sérica maior que 0,5; LDH pleural/sérica maior que 0,6; ou LDH pleural superior a 2/3 do limite sérico normal.
Tríade de Virchow para trombose venosa
Estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Explica a fisiopatologia básica do tromboembolismo venoso.
Agente etiológico mais comum da pneumonia adquirida na comunidade
Streptococcus pneumoniae (pneumococo), bactéria Gram-positiva encapsulada de transmissão respiratória.
Marcador sorológico que indica replicação viral ativa na hepatite B
HBeAg reagente, correlacionado com alta carga de DNA viral e maior infectividade.
Marcador sorológico da vacinação prévia contra hepatite B
Anti-HBs positivo isolado, com Anti-HBc total negativo.
Principal causa de hemorragia digestiva alta varicosa
Hipertensão portal decorrente de cirrose hepática crônica, com rotura de varizes de esôfago.
Tratamento farmacológico inicial na rotura de varizes esofágicas
Vasoconstritor esplâncnico (terlipressina, octreotida ou somatostatina) associado a antibioticoprofilaxia.
Tríade clássica do diabetes melito descompensado
Poliúria, polidipsia e perda ponderal involuntária, frequentemente acompanhadas de polifagia.
Tríade de Beck no tamponamento cardíaco
Hipotensão arterial, hipofonese de bulhas cardíacas e turgência jugular patológica.
Sinal do pulso paradoxal no tamponamento cardíaco
Queda da pressão arterial sistólica maior que 10 mmHg durante a inspiração espontânea.
Tratamento de escolha para fibrilação ventricular ou TV sem pulso
Desfibrilação elétrica imediata em modo assincrônico associada a manobras de RCP de alta qualidade.
Ritmos de parada cardiorrespiratória não chocáveis
Assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP). Foco imediato em RCP e epinefrina precoce.
Principal causa de apendicite aguda em adultos jovens
Obstrução do lúmen apendicular por fecalito, gerando hiperproliferação bacteriana e isquemia.
Sinal de Murphy positivo no exame abdominal
Interrupção súbita da inspiração profunda durante a palpação do ponto cístico, indicando colecistite aguda.
Sinal de Blumberg
Descompressão dolorosa súbita do abdome, indicando peritonite parietal localizada ou difusa.
Sinal de Rovsing
Dor referida na fossa ilíaca direita após compressão retrógrada contínua na fossa ilíaca esquerda.
Complicação mais temida da fratura de colo de fêmur
Osteonecrose da cabeça femoral, devida ao suprimento arterial terminal pelas artérias circunflexas.
Conduta imediata no pneumotórax hipertensivo
Toracocentese descompressiva com agulha no segundo ou quinto espaço intercostal, antes da radiografia.
Definição gasométrica de acidose metabólica
pH inferior a 7,35 primariamente por redução na concentração sérica de bicarbonato (menor que 22 mEq/L).
Fórmula simplificada para cálculo do Anion Gap
Sódio sérico menos a soma de cloreto e bicarbonato: Na - (Cl + HCO3). O valor normal varia de 8 a 12 mEq/L.
Achado eletrocardiográfico precoce na hipercalemia grave
Ondas T pontiagudas, simétricas e de base estreita (em tenda), seguidas por alargamento do QRS.
Fármaco para estabilização de membrana miocárdica na hipercalemia
Gluconato de cálcio a 10% intravenoso, que não reduz o potássio mas previne arritmias fatais.
Mecanismo de ação dos inibidores da ECA no rim
Vasodilatação preferencial da arteríola eferente glomerular, reduzindo a pressão intraglomerular.
Tríade diagnóstica da síndrome nefrítica aguda
Hematúria glomerular (com dismorfismo eritrocitário), edema periorbital e hipertensão arterial sistêmica.
Definição quantitativa de proteinúria nefrótica
Excreção urinária de proteínas superior a 3,5 g em 24 horas em adultos (ou maior que 50 mg/kg/dia em crianças).
Causa mais comum de síndrome nefrótica em crianças pequenas
Doença por lesão mínima, caracterizada por fusão dos processos podocitários à microscopia eletrônica.
Classificação da pré-eclâmpsia
Hipertensão após a vigésima semana gestacional associada a proteinúria significativa ou disfunção orgânica.
Anticonvulsivante de escolha na profilaxia e crise de eclâmpsia
Sulfato de magnésio administrado por esquemas parenterais padronizados (Zuspan ou Pritchard).
Antídoto utilizado em caso de intoxicação por sulfato de magnésio
Gluconato de cálcio a 10% administrado lentamente por via endovenosa.
Sinais precoces de intoxicação por magnésio
Abolição dos reflexos tendinosos profundos patelares e redução da frequência respiratória.
Micro-organismo mais frequente na infecção do trato urinário não complicada
Escherichia coli uropatogênica, responsável por mais de 80% das cistites agudas comunitárias.
Quadro clássico do choque anafilático
Hipotensão e broncoespasmo associados a manifestações mucocutâneas mediadas por IgE e histamina.
Droga de primeira linha no choque anafilático
Epinefrina (adrenalina) intramuscular administrada imediatamente na face anterolateral da coxa.
Tríade clássica da meningite bacteriana aguda
Febre alta, rigidez de nuca e alteração do estado mental com sinais de irritação meníngea.
Padrão liquórico típico de meningite bacteriana aguda
Pleocitose neutrofílica, hiperproteinorraquia acentuada e hipoglicorraquia importante.
Sinal de Kernig
Resistência e dor à extensão passiva do joelho com o quadril fletido a 90 graus.
Sinal de Brudzinski
Flexão reflexa e involuntária dos quadris e joelhos ao fletir passivamente o pescoço do paciente.
Escore de Glasgow avalia quais parâmetros
Abertura ocular, resposta verbal e melhor resposta motora (pontuação varia de 3 a 15).
Indicação clínica universal de intubação orotraqueal no trauma
Escore na Escala de Coma de Glasgow menor ou igual a 8, para proteção definitiva de via aérea.
Causa clássica de hematoma epidural intracraniano
Laceração da artéria meníngea média decorrente de fratura do osso temporal, com intervalo lúcido.
Aspecto tomográfico clássico do hematoma subdural agudo
Imagem hiperdensa em formato de crescente (semilunar) que cruza as linhas de sutura cranianas.
Alteração eletrocardiográfica inicial do infarto com supra de ST
Elevação persistente do segmento ST no ponto J em pelo menos duas derivações contíguas.
Biomarcador mais sensível e específico de necrose miocárdica
Troponina cardíaca de alta sensibilidade (I ou T), que se eleva precocemente e persiste dias.
Droga de escolha para febre maculosa brasileira
Doxiciclina, administrada precocemente diante de suspeita clínica e história epidemiológica de carrapato.
Definição de choque séptico pelo Sepsis-3
Necessidade de vasopressor para PAM maior ou igual a 65 mmHg e lactato maior que 2 mmol/L após volume.
Vasopressor de primeira linha no manejo do choque séptico
Norepinefrina (noradrenalina), por seu potente efeito alfa-1 adrenérgico e menor risco de taquiarritmia.
Alvo de saturação de oxigênio em pacientes com exacerbação de DPOC
Entre 88% e 92%, evitando hiperóxia e consequente piora da retenção hipercápnica por efeito Haldane.
Principal mecanismo de perda de calor no recém-nascido em sala de parto
Evaporação do líquido amniótico na superfície corporal molhada, prevenida secando o concepto imediatamente.
Profilaxia da transmissão vertical do HIV na gestação
Terapia antirretroviral contínua materna com carga viral indetectável no terceiro trimestre e parto seguro.
Tríade de Gregg na rubéola congênita
Catarata congênita, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial) e surdez neurossensorial.

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