Sintomas da Dengue
Estudo detalhado sobre os sintomas e sinais clínicos da dengue para estudantes e profissionais da saúde.
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- Febre alta súbita
- Temperatura acima de 38,5 °C de início abrupto, durando entre 2 e 7 dias, frequentemente acompanhada de calafrios.
- Dor retro-orbital
- Dor intensa atrás dos olhos que costuma piorar significativamente com a movimentação ocular.
- Cefaleia
- Dor de cabeça intensa e persistente, localizada predominantemente na região frontal.
- Mialgia
- Dores musculares difusas e intensas por todo o corpo, que conferem à infecção o nome popular de febre quebra-ossos.
- Artralgia
- Dores articulares moderadas a intensas, comumente bilaterais, acometendo joelhos, tornozelos e punhos.
- Prostração intensa
- Fadiga extrema e fraqueza desproporcional que incapacita o paciente para as atividades habituais.
- Exantema maculopapular
- Erupções avermelhadas que surgem no tronco e membros entre o 3º e 6º dia, muitas vezes poupando palmas e plantas.
- Prurido cutâneo
- Coceira generalizada que surge concomitantemente ou logo após o desaparecimento das manchas avermelhadas.
- Náuseas e vômitos
- Enjoos frequentes que dificultam a ingestão oral adequada de líquidos e medicamentos.
- Anorexia
- Perda acentuada do apetite associada a alterações no paladar, frequentemente com gosto amargo na boca.
- Diarreia
- Evacuações amolecidas ou líquidas, geralmente leves a moderadas, decorrentes do quadro infeccioso sistêmico.
- Dor abdominal intensa e contínua
- Sinal de alarme caracterizado por dor abdominal persistente, não aliviada por analgésicos comuns.
- Vômitos persistentes
- Sinal de alarme com episódios repetidos de vômito que impedem a hidratação oral e agravam a desidratação.
- Hipotensão postural
- Sinal de alarme com queda da pressão arterial e tontura ao se levantar, indicando hipovolemia.
- Lipotimia e síncope
- Sensação de desmaio iminente ou perda transitória da consciência devido à má perfusão cerebral.
- Hepatomegalia dolorosa
- Sinal de alarme onde o fígado aumenta de tamanho e torna-se sensível à palpação abaixo do rebordo costal.
- Acúmulo de líquidos
- Sinal de alarme por extravasamento plasmático, gerando ascite, derrame pleural ou derrame pericárdico.
- Sangramento de mucosas
- Sinal de alarme manifestado por hemorragias na gengiva, nariz ou trato gastrointestinal.
- Epistaxe
- Sangramento pelas narinas decorrente de trombocitopenia e aumento da fragilidade capilar.
- Gengivorragia
- Sangramento espontâneo ou induzido por escovação leve na mucosa gengival.
- Petéquias
- Pequenos pontos vermelhos puntiformes sob a pele causados por micro-hemorragias capilares.
- Equimoses
- Manchas arroxeadas na pele causadas por infiltração de sangue no tecido subcutâneo sem trauma aparente.
- Metrorragia
- Aumento anormal do fluxo menstrual ou sangramento uterino fora do período habitual.
- Hematêmese
- Vômito com sangue vivo ou escuro tipo borra de café, indicando sangramento gástrico grave.
- Melena
- Fezes pretas, pegajosas e fétidas decorrentes de hemorragia digestiva alta.
- Hematúria
- Presença visível ou microscópica de sangue na urina causada por lesão vascular e plaquetopenia.
- Letargia e sonolência
- Sinal de alarme neurológico caracterizado por dificuldade para despertar e lentidão cognitiva por choque iminente.
- Irritabilidade
- Sinal de alarme comum em crianças pequenas, manifestando-se por choro inconsolável e agitação.
- Extremidades frias e pegajosas
- Sinal de choque grave decorrente de vasoconstrição periférica compensatória à perda de volume plasmático.
- Enchimento capilar lentificado
- Retorno da cor na ponta dos dedos superior a 2 segundos após compressão, sinal clássico de choque hipovolêmico.
- Pulso rápido e fino
- Taquicardia com pulso periférico filiforme e de difícil palpação devido ao baixo débito cardíaco.
- Pressão de pulso convergente
- Diferença entre a pressão arterial sistólica e diastólica menor ou igual a 20 mmHg no choque por dengue.
- Oligúria
- Diminuição acentuada do volume urinário nas 24 horas por redução da perfusão renal.
- Anúria
- Ausência quase total de urina, indicando falência renal aguda secundária ao choque circulatório grave.
- Desconforto respiratório
- Respiração rápida e superficial decorrente de acidose metabólica grave ou compressão pulmonar por ascite e derrame.
- Taquipneia
- Frequência respiratória acelerada para compensar a hipóxia ou desequilíbrios metabólicos na fase crítica.
- Sensação de boca seca
- Sintoma de desidratação decorrente da febre, vômitos e perda de fluidos vasculares.
- Sede excessiva
- Sensação intensa de sede estimulada pela redução do volume circulante efetivo.
- Rubor facial
- Vermelhidão transitória na face e pescoço nas primeiras 48 horas de febre da dengue clássica.
- Conjuntivite não purulenta
- Olhos avermelhados e congestos sem produção de secreção espessa durante o início do quadro.
- Fotofobia
- Hipersensibilidade e dor à exposição luminosa, frequentemente associada à cefaleia e dor retro-orbital.
- Linfoadenopatia
- Aumento dos gânglios linfáticos cervicais ou generalizados em resposta à replicação viral.
- Palidez cutânea
- Coloração esbranquiçada da pele indicando má perfusão periférica grave ou hemorragia maciça.
- Cianose de extremidades
- Coloração azulada ou arroxeada nos lábios e leitos ungueais decorrente de hipóxia tecidual no choque.
- Confusão mental
- Desorientação têmporo-espacial resultante de hipoperfusão cerebral grave ou encefalopatia por dengue.
- Convulsões
- Crises convulsivas secundárias a distúrbios eletrolíticos, hipóxia cerebral grave ou encefalite pelo vírus.
- Astenia pós-dengue
- Cansaço residual crônico e sensação de fraqueza que podem persistir por semanas após a recuperação.
- Depressão do humor pós-viral
- Desânimo, labilidade emocional e alterações do sono frequentemente relatados na convalescença.
- Descamação cutânea
- Descamação fina da pele nas áreas previamente afetadas pelo exantema ao término da infecção.
- Hipotermia
- Queda abrupta da temperatura corporal abaixo de 35,5 °C na transição para a fase crítica de choque.
- Edema de membros inferiores
- Inchaço nas pernas e pés decorrente de reabsorção de líquidos ou extravasamento capilar na convalescença.
- Dor lombar
- Dor intensa na região inferior das costas frequente na fase febril aguda pela intensa mialgia.