Toxicocinética e Toxicodinâmica 2

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Conceitos fundamentais de toxicocinética e toxicodinâmica, abordando absorção, distribuição, metabolismo e mecanismos de ação de xenobióticos para estudantes da área da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Farmacologia Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 52

Fase de Exposição
Contato entre o agente tóxico e o organismo, influenciado pela dose, via de introdução e duração da exposição.
Toxicocinética
Estudo do percurso temporal do xenobiótico no corpo, englobando absorção, distribuição, biotransformação e excreção.
Toxicodinâmica
Estudo dos efeitos bioquímicos, celulares e moleculares causados pelos xenobióticos em sítios alvos de ação.
Absorção
Passagem do xenobiótico do local de contato para a circulação sanguínea ou linfática através de membranas celulares.
Difusão Passiva
Transporte a favor do gradiente de concentração, sem gasto de ATP e dependente do grau de lipossolubilidade do xenobiótico.
Transporte Ativo
Movimento de substâncias contra gradientes eletroquímicos, mediado por carreadores específicos com consumo direto de ATP.
Biodisponibilidade
Fração da dose administrada ou absorvida de um xenobiótico que atinge a circulação sistêmica de forma inalterada.
Efeito de Primeira Passagem
Metabolização pré-sistêmica hepática ou intestinal que reduz a fração do xenobiótico antes da circulação sistêmica.
Volume Aparente de Distribuição (Vd)
Parâmetro que relaciona a quantidade total do xenobiótico no corpo com a sua concentração plasmática observada.
Ligação a Proteínas Plasmáticas
Associação com albumina ou alfa-1-glicoproteína ácida, limitando a fração livre biologicamente ativa e excretável.
Barreira Hematoencefálica
Estrutura com junções oclusivas densas em capilares cerebrais que restringe a entrada de xenobióticos hidrofílicos no SNC.
Acúmulo no Tecido Adiposo
Sequestro de substâncias altamente lipofílicas, prolongando a permanência e liberando o tóxico lentamente.
Biotransformação de Fase I
Reações de funcionalização que introduzem ou expõem grupos polares moleculares via oxidação, redução ou hidrólise.
Citocromo P450 (CYP450)
Complexo enzimático microssomal hepático responsável pela oxidação da maioria dos fármacos e xenobióticos.
Biotransformação de Fase II
Reações de conjugação com substratos endógenos para formar compostos hidrofílicos facilmente excretáveis.
Glucuronidação
Conjugação mediada por UDP-glucuronosiltransferases que liga ácido glucurônico ao xenobiótico para excreção biliar ou renal.
Conjugação com Glutationa (GSH)
Mecanismo antioxidante mediado pela GST que neutraliza metabólitos eletrofílicos reativos, prevenindo lesão celular.
Bioativação (Toxificação)
Conversão metabólica de um composto parental atóxico em um metabólito reativo altamente tóxico ou reativo.
Depuração (Clearance)
Volume de fluido biológico completamente depurado de um determinado xenobiótico por unidade de tempo.
Meia-Vida de Eliminação (t1/2)
Tempo necessário para que a concentração plasmática de um xenobiótico seja reduzida à metade de seu valor.
Filtração Glomerular
Passagem passiva de xenobióticos livres e de baixo peso molecular pelos glomérulos renais para a urina.
Reabsorção Tubular Passiva
Retorno de xenobióticos apolares do filtrado renal para a circulação, influenciado pelo pH urinário.
Armadilha Iônica Renal
Alteração do pH urinário para ionizar o xenobiótico, impedindo sua reabsorção e acelerando sua eliminação.
Excreção Biliar
Secreção ativa de xenobióticos de alto peso molecular e seus conjugados na bile para eliminação nas fezes.
Circulação Entero-hepática
Reabsorção intestinal de xenobióticos desconjugados por bactérias do cólon, estendendo a meia-vida do tóxico.
Cinética de Primeira Ordem
Taxa de eliminação diretamente proporcional à concentração do xenobiótico, com depuração constante.
Cinética de Ordem Zero (Saturação)
Taxa de eliminação constante por unidade de tempo, ocorrendo quando as vias enzimáticas estão saturadas.
Glicoproteína-P (P-gp)
Bomba de efluxo dependente de ATP que expele xenobióticos das células, atuando como barreira protetora celular.
Indução Enzimática
Aumento da expressão de enzimas de biotransformação após exposição crônica, acelerando o metabolismo.
Inibição Enzimática
Bloqueio temporário ou permanente de enzimas metabólicas, aumentando a concentração tóxica do xenobiótico.
Ligação Covalente
Interação química irreversível entre metabólitos reativos e macromoléculas celulares vitais (DNA, proteínas).
Estresse Oxidativo
Desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio e as defesas antioxidantes intracelulares.
Peroxidação Lipídica
Degradação oxidativa de lipídios de membrana celular por radicais livres, comprometendo a integridade celular.
Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)
Moléculas quimicamente instáveis derivadas de oxigênio que causam danos oxidativos a lipídios, proteínas e DNA.
Depleção de Glutationa
Esgotamento do estoque de GSH celular por metabólitos reativos, tornando a célula vulnerável à oxidação letal.
Sobrecarga de Cálcio Intracelular
Acúmulo patológico de Ca2+ no citosol que ativa proteases e fosfolipases líticas, acelerando morte celular.
Disfunção Mitocondrial
Colapso do potencial de membrana mitocondrial levando à queda na síntese de ATP e abertura de poros de transição.
Inibição do Complexo IV
Bloqueio da citocromo c oxidase por agentes como cianeto, interrompendo a cadeia transportadora de elétrons.
Desacoplamento Fosforilativo
Dissipação do gradiente de prótons mitocondrial sem síntese de ATP, convertendo energia em calor excessivo.
Apoptose
Morte celular programada dependente de caspases, sem desencadear resposta inflamatória tecidual local.
Necrose
Morte celular acidental e lítica caracterizada por tumefação celular, ruptura de membrana e resposta inflamatória.
Formação de Aductos de DNA
União covalente entre substâncias eletrofílicas e nucleotídeos, que pode causar mutações se não for reparada.
Inibição de Canais Iônicos
Bloqueio do fluxo de íons em membranas excitáveis, alterando potenciais de ação cardíacos ou neuronais.
Inibição da Acetilcolinesterase
Bloqueio catalítico enzimático que causa acúmulo de acetilcolina e hiperestimulação colinérgica contínua.
Hipóxia Funcional
Incapacidade de transporte ou utilização de oxigênio mesmo com perfusão tecidual e pO2 normais no sangue.
Metemoglobinemia
Oxidação do ferro ferroso da hemoglobina para férrico, impossibilitando a ligação reversível com o oxigênio.
Carboxi-hemoglobina
Complexo estável entre monóxido de carbono e hemoglobina que reduz o transporte de O2 e desloca a curva de dissociação.
Disrupção Endócrina
Interferência de compostos exógenos na síntese, transporte, ligação ou ação de hormônios endógenos vitais.
Antagonismo Químico
Reação direta entre duas substâncias químicas gerando um composto inativo ou complexo quelado excretável.
Antagonismo Funcional
Duas substâncias produzem efeitos fisiológicos opostos mediando receptores biológicos distintos simultaneamente.
Janela Terapêutica
Intervalo entre a concentração mínima eficaz e a concentração mínima capaz de gerar efeitos tóxicos sistêmicos.
Curva Dose-Resposta Não Monotônica
Relação em que a resposta biológica inverte de direção ao longo da variação de dose (ex.: curvas em U ou U invertido).

Conjuntos relacionados

Mais em Farmacologia →