Farmacologia Básica

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Estudo dos conceitos fundamentais de farmacologia, incluindo farmacocinética, farmacodinamica e classes de medicamentos para estudantes da área da saúde.

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Farmacodinâmica
Estudo dos efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e de seus mecanismos de ação no organismo.
Farmacocinética
Estudo do caminho que o fármaco faz no organismo, englobando os processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção.
Agonista
Substância que se liga a um receptor celular e o ativa, mimetizando a resposta fisiológica do ligante endógeno.
Antagonista
Substância que se liga a um receptor sem ativá-lo, impedindo a ligação e a ação de agonistas.
Biodisponibilidade
Frações da dose administrada de um fármaco inalterado que atinge a circulação sistêmica.
Meia-vida (t1/2)
Tempo necessário para que a concentração plasmática de um fármaco seja reduzida pela metade no organismo.
Depuração (Clareamento)
Medida da capacidade do organismo de eliminar um fármaco da circulação sanguínea por unidade de tempo.
Sinergismo
Interação medicamentosa em que o efeito combinado de dois fármacos é maior do que a soma de seus efeitos individuais.
Antagonismo competitivo
Ocorre quando o antagonista se liga reversivelmente ao mesmo sítio ativo do receptor que o agonista.
Antagonismo não competitivo
Ocorre quando o antagonista se liga a um sítio alostérico ou de forma irreversível ao receptor, impedindo sua ativação.
Inibidores da ECA
Bloqueiam a conversão de angiotensina I em angiotensina II, promovendo vasodilatação e redução da pressão arterial.
Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRAs)
Impedem a ligação da angiotensina II aos seus receptores AT1, promovendo vasodilatação e redução da pressão arterial.
Betabloqueadores
Bloqueiam os receptores beta-adrenérgicos, diminuindo a frequência cardíaca, a força de contração e a pressão arterial.
Bloqueadores dos canais de cálcio
Impedem a entrada de cálcio nas células musculares cardíacas e vasculares, promovendo vasodilatação e bradicardia.
Diuréticos de alça
Inibem o co-transportador Na-K-2Cl na alça de Henle, promovendo intensa excreção de sódio, potássio e água.
Diuréticos tiazídicos
Inibem o co-transportador de Na-Cl no túbulo contorcido distal, aumentando a excreção moderada de sódio e água.
Diuréticos poupadores de potássio
Bloqueiam os canais de sódio ou antagonizam a aldosterona no túbulo coletor, promovendo excreção de sódio e retenção de potássio.
Estatinas
Inibem a enzima HMG-CoA redutase, reduzindo a síntese hepática de colesterol e aumentando a expressão de receptores de LDL.
Fibratos
Ativam os receptores PPAR-alfa, estimulando a oxidação de ácidos graxos e reduzindo significativamente os triglicerídeos.
Anticoagulantes orais diretos (DOACs)
Inibem diretamente fatores específicos da cascata de coagulação, como o Fator Xa ou a trombina.
Varfarina
Inibe a enzima epóxido redutase da vitamina K, impedindo a síntese de fatores de coagulação dependentes de vitamina K.
Heparina
Liga-se à antitrombina III, acelerando a inativação da trombina e do Fator Xa para impedir a formação de coágulos.
Antiplaquetários (ex. Aspirina)
Inibem a enzima ciclooxigenase-1 (COX-1), bloqueando a síntese de tromboxano A2 e a agregação plaquetária.
Nitratos orgânicos
Liberam óxido nítrico no músculo liso vascular, promovendo venodilatação e diminuindo a pré-carga cardíaca.
Digitálicos (ex. Digoxina)
Inibem a bomba Na-K-ATPase, aumentando o cálcio intracelular e a força de contração miocárdica.
Insulina
Liga-se a receptores de membrana, promovendo a captação de glicose pelas células musculares e adiposas.
Metformina
Diminui a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade periférica à insulina sem causar hipoglicemia.
Sulfonilureias
Estimulam a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas através do bloqueio dos canais de potássio sensíveis ao ATP.
Inibidores da SGLT2
Bloqueiam a reabsorção de glicose no túbulo proximal renal, promovendo a eliminação de glicose na urina.
Agonistas do receptor de GLP-1
Mimetizam o hormônio incretina, estimulando a secreção de insulina dependente de glicose e retardando o esvaziamento gástrico.
Inibidores da DPP-4
Prolongam a meia-vida das incretinas endógenas ao inibir a enzima dipeptidil peptidase-4, que as degrada.
Glitazonas (Tiazolidinedionas)
Ativam os receptores nucleares PPAR-gama, aumentando a sensibilidade à insulina nos tecidos adiposo e muscular.
Corticoides
Ligam-se a receptores intracelulares, alterando a transcrição gênica para reduzir a síntese de mediadores inflamatórios.
AINEs não seletivos
Inibem as enzimas COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas responsáveis pela dor e inflamação.
Inibidores seletivos da COX-2
Inibem preferencialmente a enzima COX-2, reduzindo a inflamação com menor risco de efeitos adversos gástricos.
Paracetamol
Atua principalmente no sistema nervoso central inibindo a síntese de prostaglandinas, com efeito analgésico e antipirético.
Opioides
Ativam receptores opioides no sistema nervoso central, bloqueando a transmissão dos sinais de dor e alterando sua percepção.
Benzodiazepínicos
Potencializam a ação do neurotransmissor GABA ao aumentar a frequência de abertura dos canais de cloro.
Barbitúricos
Prolongam o tempo de abertura dos canais de cloro acoplados ao receptor GABA, promovendo forte depressão do sistema nervoso.
ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina)
Bloqueiam o transportador de serotonina, aumentando a disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sináptica.
IRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina)
Bloqueiam a recaptação de serotonina e noradrenalina, aumentando seus níveis na fenda sináptica.
Antidepressivos tricíclicos
Inibem a recaptação de serotonina e noradrenalina, além de bloquear receptores histamínicos, muscarínicos e alfa-1.
IMAO (Inibidores da Monoamina Oxidase)
Inibem a enzima que degrada monoaminas, aumentando a disponibilidade de serotonina, noradrenalina e dopamina no cérebro.
Antipsicóticos típicos
Bloqueiam principalmente os receptores dopaminérgicos D2 na via mesolímbica, reduzindo sintomas psicóticos positivos.
Antipsicóticos atípicos
Bloqueiam receptores dopaminérgicos D2 e receptores de serotonina 5-HT2A, tratando sintomas positivos e negativos.
Agonistas beta-2 adrenérgicos
Promovem o relaxamento do músculo liso bronquial através do aumento do AMP cíclico intracelular.
Anticolinérgicos inalatórios
Bloqueiam os receptores muscarínicos M3 no músculo liso bronquial, prevenindo a broncoconstrição mediada pelo vago.
Metilxantinas (ex. Teofilina)
Inibem as enzimas fosfodiesterases, aumentando o AMP cíclico e promovendo broncodilatação e efeitos anti-inflamatórios.
Antagonistas de receptores de leucotrienos
Bloqueiam os receptores de leucotrienos, reduzindo a broncoconstrição, o edema e a inflamação das vias aéreas.
Anti-histamínicos H1
Bloqueiam os receptores H1 da histamina, reduzindo sintomas alérgicos como prurido, espirros e edema.
Anti-histamínicos H2
Bloqueiam os receptores H2 nas células parietais gástricas, reduzindo a secreção basal e estimulada de ácido clorídrico.
Inibidores da bomba de prótons (IBPs)
Inibem de forma irreversível a enzima H-K-ATPase nas células parietais, reduzindo drasticamente a acidez gástrica.
Antiácidos
Neutralizam quimicamente o ácido clorídrico já secretado no lúmen gástrico, elevando o pH estomacal.
Sucralfato
Forma uma barreira física protetora sobre a mucosa gástrica lesionada, protegendo-a contra o ácido e a pepsina.
Procinéticos (ex. Metoclopramida)
Bloqueiam receptores dopaminérgicos D2 e estimulam receptores 5-HT4, acelerando o esvaziamento gástrico.
Laxantes osmóticos
Atraem água para o lúmen intestinal por osmose, amolecendo as fezes e estimulando o peristaltismo.
Penicilinas
Inibem a síntese da parede celular bacteriana ao se ligarem às proteínas de ligação da penicilina (PBPs).
Cefalosporinas
Inibem a síntese da parede celular bacteriana de forma semelhante às penicilinas, resistindo a algumas beta-lactamases.
Carbapenêmicos
Antibióticos beta-lactâmicos de amplo espectro que inibem a síntese da parede celular bacteriana.
Monobactâmicos
Inibem a síntese da parede celular bacteriana, atuando especificamente contra bactérias gram-negativas aeróbias.
Macrolídeos
Inibem a síntese proteica bacteriana ao se ligarem reversivelmente à subunidade ribossômica 50S.
Aminoglicosídeos
Inibem a síntese proteica bacteriana ao se ligarem de forma irreversível à subunidade ribossômica 30S, causando leitura incorreta do RNAm.
Tetraciclinas
Inibem a síntese proteica bacteriana ao impedirem a ligação do RNA transportador à subunidade ribossômica 30S.
Quinolonas
Inibem as enzimas DNA girase e topoisomerase IV, impedindo a replicação e transcrição do DNA bacteriano.
Sulfonamidas
Inibem competitivamente a enzima di-hidropteroato sintase, bloqueando a síntese de ácido fólico bacteriano.
Trimetoprima
Inibe a enzima di-hidrofolato redutase, bloqueando a produção de ácido fólico ativo na bactéria.
Glicopeptídeos (ex. Vancomicina)
Inibem a síntese da parede celular bacteriana ao se ligarem à porção D-alanyl-D-alanine dos precursores de peptideoglicano.
Lincosamidas (ex. Clindamicina)
Inibem a síntese proteica bacteriana ao se ligarem à subunidade ribossômica 50S.
Antifúngicos azólicos
Inibem a enzima 14-alfa-desmetilase, bloqueando a síntese de ergosterol na membrana celular fúngica.
Polienos (ex. Anfotericina B)
Ligam-se ao ergosterol na membrana celular fúngica, criando poros que causam extravasamento de conteúdo celular.
Equinocandinas
Inibem a síntese de beta-1,3-D-glucano, um componente essencial da parede celular fúngica.
Aciclovir
Inibe seletivamente a DNA polimerase viral após ser fosforilado pela timidina quinase do vírus.
Inibidores da protease (HIV)
Impedem a clivagem de poliproteínas virais, resultando na produção de partículas virais imaturas e não infecciosas.
Inibidores da transcriptase reversa nucleosídeos (ITRN)
Incorporam-se ao DNA viral em formação, causando a interrupção prematura da cadeia de DNA.
Inibidores da integrase (HIV)
Impedem a integração do DNA viral ao genoma da célula hospedeira.
Anestésicos locais
Bloqueiam os canais de sódio dependentes de voltagem, impedindo a geração e condução do impulso nervoso.
Bloqueadores neuromusculares adespolarizantes
Competem com a acetilcolina pelos receptores nicotínicos na placa motora, impedindo a contração muscular.
Bloqueadores neuromusculares despolarizantes
Ativam persistentemente os receptores nicotínicos, causando despolarização prolongada e paralisia flácida.
Agonistas alfa-2 adrenérgicos centrais
Estimulam receptores alfa-2 no tronco cerebral, reduzindo o fluxo simpático para o sistema cardiovascular.
Antagonistas alfa-1 adrenérgicos
Bloqueiam receptores alfa-1 no músculo liso vascular, promovendo vasodilatação e redução da resistência periférica.
Agonistas colinérgicos diretos
Mimetizam a acetilcolina, ativando diretamente receptores muscarínicos ou nicotínicos.
Inibidores da acetilcolinesterase
Impedem a degradação da acetilcolina, aumentando sua concentração e duração de ação na fenda sináptica.
Antagonistas muscarínicos (Atropina)
Bloqueiam competitivamente os receptores muscarínicos, inibindo os efeitos do sistema nervoso parassimpático.
Bifosfonatos
Inibem a atividade dos osteoclastos, reduzindo a reabsorção óssea e aumentando a densidade mineral óssea.
Moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs)
Atuam como agonistas ou antagonistas do estrogênio de forma tecido-específica.
Triptanos
Ativam receptores de serotonina 5-HT1B/1D, promovendo vasoconstrição de vasos cranianos e inibindo a liberação de neuropeptídeos inflamatórios.
Antieméticos antagonistas 5-HT3
Bloqueiam os receptores de serotonina 5-HT3 no sistema nervoso central e periférico, inibindo o reflexo do vômito.
Antieméticos antagonistas NK1
Bloqueiam os receptores da substância P (neurocinina 1) no centro do vômito, prevenindo náuseas induzidas por quimioterapia.
Agonistas dopaminérgicos
Estimulam diretamente os receptores de dopamina no cérebro, compensando a perda de neurônios dopaminérgicos no Parkinson.
Inibidores da COMT
Inibem a enzima catecol-O-metiltransferase, prolongando a meia-vida e os efeitos da levodopa.
Anticonvulsivantes bloqueadores de canais de sódio
Estabilizam as membranas neuronais inativas ao prolongar o estado inativo dos canais de sódio.
Anticonvulsivantes moduladores de canais de cálcio tipo T
Reduzem as correntes de cálcio de limiar baixo no tálamo, controlando crises de ausência.
Imunossupressores inibidores de calcineurina
Inibem a calcineurina, impedindo a ativação de fatores de transcrição necessários para a síntese de interleucina-2.
Agentes alquilantes (Quimioterapia)
Ligam-se covalentemente ao DNA, causando quebras na fita e impedindo a replicação celular.
Antimetabólitos (Quimioterapia)
Mimetizam nucleotídeos naturais, incorporando-se ao DNA ou RNA e interrompendo a síntese de ácidos nucleicos.
Inibidores da topoisomerase (Quimioterapia)
Impedem o relaxamento do superenrolamento do DNA, induzindo quebras letais na fita de DNA durante a replicação.
Inibidores de microtúbulos (Taxanos)
Estabilizam os microtúbulos, impedindo sua despolimerização e bloqueando a divisão celular na mitose.
Inibidores de microtúbulos (Alcaloides da vinca)
Inibem a polimerização da tubulina, impedindo a formação do fuso mitótico e interrompendo a mitose.
Anticorpos monoclonais terapêuticos
Ligam-se especificamente a antígenos ou receptores de superfície celular, bloqueando vias de sinalização ou marcando células para destruição.
Vacinas
Estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos e células de memória contra patógenos específicos sem causar a doença.

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