Farmacologia Básica

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Conceitos fundamentais de farmacologia básica para estudantes de farmácia e medicina.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Farmacologia Publicado
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Farmacologia
Estudo das interações entre compostos químicos e sistemas biológicos com fins terapêuticos ou diagnósticos.
Farmacocinética
Estudo do caminho percorrido pelo fármaco no organismo: absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME).
Farmacodinâmica
Estudo dos efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e seus mecanismos de ação moleculares.
Biodisponibilidade (F)
Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica de forma ativa e inalterada.
Efeito de primeira passagem
Metabolização prévia de parte do fármaco no fígado ou intestino antes de alcançar a circulação sistêmica.
Absorção
Passagem do fármaco do seu local de administração para o compartimento vascular sistêmico.
Distribuição
Dispersão reversível do fármaco da circulação sanguínea para os tecidos intersticiais e intracelulares.
Volume de distribuição (Vd)
Volume aparente de fluido corporal necessário para conter a quantidade total do fármaco na mesma concentração plasmática.
Ligação a proteínas plasmáticas
Fixação de fármacos à albumina ou alfa-1-glicoproteína; apenas a fração livre exerce efeito farmacológico.
Barreira hematoencefálica (BHE)
Barreira celular seletiva com junções oclusivas que limita a passagem de substâncias polares para o SNC.
Biotransformação (Metabolismo)
Conversão enzimática de substâncias lipofílicas em metabólitos mais hidrofílicos para facilitar a excreção.
Reações de Fase I
Processos de oxidação, redução e hidrólise mediadas principalmente pelo citocromo P450 para inserir grupos funcionais polares.
Citocromo P450 (CYP450)
Superfamília de hemoproteínas hepáticas responsáveis pela oxidação da maioria dos fármacos lipofílicos.
Reações de Fase II
Reações de conjugação (ex: glicuronidação, sulfatação) que tornam a molécula altamente polar e inativa.
Pró-fármaco
Composto inativo que requer biotransformação enzimática no organismo para gerar a molécula ativa.
Indução enzimática
Aumento da expressão de enzimas metabolizadoras, acelerando a depuração e reduzindo a eficácia de outros fármacos.
Inibição enzimática
Bloqueio temporário da atividade de enzimas metabolizadoras, aumentando a concentração plasmática e o risco de toxicidade.
Excreção renal
Eliminação do fármaco pela urina através de filtração glomerular, secreção tubular ativa e reabsorção tubular passiva.
Meia-vida de eliminação (t1/2)
Tempo necessário para que a concentração plasmática de um fármaco seja reduzida pela metade.
Depuração (Clearance)
Volume de plasma totalmente depurado de um fármaco por unidade de tempo por todos os órgãos excretores.
Estado de equilíbrio (Steady-state)
Condição em que a taxa de administração do fármaco equivale exatamente à taxa de sua eliminação do organismo.
Cinética de primeira ordem
Taxa de eliminação proporcional à concentração plasmática; fração constante eliminada por unidade de tempo.
Cinética de ordem zero
Eliminação de quantidade fixa de fármaco por unidade de tempo devido à saturação dos sistemas enzimáticos ou de transporte.
Receptor farmacológico
Macromolécula celular à qual um fármaco se liga para desencadear ou bloquear uma resposta biológica.
Agonista pleno
Substância que se liga ao receptor com alta afinidade e produz a resposta biológica máxima teórica.
Agonista parcial
Substância que ativa o receptor mas produz eficácia máxima inferior à de um agonista pleno, mesmo ocupando todos os sítios.
Agonista inverso
Molécula que se liga a receptores constitutivamente ativos e reduz sua atividade basal abaixo dos níveis de repouso.
Antagonista competitivo
Bloqueia o mesmo sítio do agonista reversivelmente; o bloqueio pode ser superado aumentando a concentração do agonista.
Antagonista não competitivo
Liga-se a um sítio alostérico ou de forma irreversível, reduzindo o efeito máximo do agonista sem ser superado por excesso deste.
Afinidade
Capacidade ou facilidade com que um fármaco se liga e forma complexo com um receptor específico.
Eficácia (Emax)
Capacidade intrínseca do fármaco ligado de induzir conformação ativa no receptor e gerar efeito celular máximo.
Potência (EC50)
Concentração do fármaco necessária para produzir metade (50%) do seu efeito biológico máximo.
Janela terapêutica
Intervalo entre a concentração plasmática mínima eficaz e a concentração plasmática mínima tóxica de um fármaco.
Índice terapêutico
Razão entre a dose letal mediana (DL50) e a dose eficaz mediana (DE50), medindo a margem de segurança do fármaco.
Receptores acoplados à proteína G (GPCR)
Receptores metabotrópicos com sete domínios transmembrana que regulam segundos mensageiros como AMPc e IP3.
Receptores ionotrópicos
Canais iônicos controlados por ligante que abrem rapidamente em milissegundos após a ligação do agonista.
Receptores com atividade tirosina-quinase
Receptores catalíticos ativados por dimerização e fosforilação interna após ligação de peptídeos ou fatores de crescimento.
Receptores intracelulares / nucleares
Receptores citoplasmáticos ou nucleares para ligantes lipofílicos que atuam modulando diretamente a transcrição gênica.
Up-regulation
Aumento do número ou da sensibilidade de receptores em resposta à exposição crônica a antagonistas.
Down-regulation
Redução do número de receptores na superfície celular devido à estimulação excessiva ou prolongada por agonistas.
Dessensibilização (Taquifilaxia)
Diminuição rápida da resposta celular a um fármaco após administração repetida em intervalos curtos.
Tolerância farmacológica
Necessidade de doses progressivamente maiores para alcançar o mesmo efeito terapêutico inicial.
Dependência física
Estado adaptativo caracterizado pelo surgimento de síndrome de abstinência com a interrupção abrupta da droga.
Sinergismo de adição
Efeito combinado de dois fármacos equivalente à soma algébrica dos seus efeitos isolados.
Sinergismo de potenciação
Efeito combinado de dois fármacos significativamente maior do que a simples soma dos seus efeitos individuais.
Efeito adverso
Qualquer resposta prejudicial, indesejada e não intencional a um medicamento que ocorre nas doses terapêuticas habituais.
Reação idiossincrática
Reação adversa incomum, não relacionada à dose nem ao mecanismo do fármaco, mediada por fatores genéticos individuais.
Efeito teratogênico
Capacidade de um agente farmacológico de provocar anomalias morfológicas ou funcionais no embrião ou feto.
Tempo de latência
Período decorrido entre a administração do fármaco e o início de qualquer resposta terapêutica perceptível.
Dose de ataque
Dose inicial mais elevada administrada para atingir rapidamente a concentração plasmática terapêutica desejada.
Dose de manutenção
Dose regular necessária para repor a quantidade de fármaco eliminada e manter o estado de equilíbrio plasmático.

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