Toxicologia

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Estudo dos conceitos fundamentais de toxicologia, xenobióticos e mecanismos de toxicidade. Destinado a estudantes de medicina e biologia.

55 cartões Português Nível: Ensino superior Farmacologia Publicado
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Toxicologia
Ciência que estuda os efeitos nocivos de substâncias químicas em organismos vivos e estabelece limites seguros de exposição.
Xenobiótico
Qualquer substância química estranha a um sistema biológico, não produzida naturalmente pelo organismo exposto.
Toxicidade
Capacidade intrínseca de um agente químico de produzir um efeito nocivo ou dano biológico em um organismo.
Toxina
Substância tóxica produzida naturalmente por organismos vivos, como animais, plantas, fungos ou bactérias.
Veneno
Substância química que causa danos graves ou morte mesmo em doses muito baixas, administrada ativa ou passivamente.
Dose
Quantidade de substância que entra em contato ou é absorvida pelo organismo por unidade de massa corporal.
Relação Dose-Resposta
Associação entre a quantidade de xenobiótico administrada e a magnitude da resposta biológica observada.
Dose Letal 50 (DL50)
Dose única estatisticamente calculada capaz de causar a morte de 50% dos animais de um grupo de teste.
Concentração Letal 50 (CL50)
Concentração de substância no ar ou na água que mata 50% dos animais de teste em determinado período.
Dose Efetiva 50 (DE50)
Dose que produz o efeito biológico desejado ou avaliado em 50% dos indivíduos testados.
Índice Terapêutico (IT)
Razão entre a dose tóxica e a dose terapêutica (DL50/DE50), indicando a margem de segurança de um fármaco.
NOAEL
Nível sem Efeito Adverso Observável; a maior dose testada que não causa alterações adversas detectáveis.
LOAEL
Menor Nível com Efeito Adverso Observável; a menor dose que produz efeito adverso estatisticamente significativo.
Dose Limiar (Threshold)
Dose mínima abaixo da qual nenhum efeito adverso mensurável é observado no organismo exposto.
Toxicocinética
Estudo do percurso do xenobiótico no corpo ao longo do tempo: absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME).
Absorção
Passagem do xenobiótico do local de contato inicial para a circulação sanguínea ou linfática.
Biodisponibilidade
Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica de forma inalterada e a taxa com que isso ocorre.
Distribuição
Transporte do xenobiótico pela corrente sanguínea e sua partição para os diversos tecidos corporais.
Volume de Distribuição
Parâmetro que relaciona a quantidade total do xenobiótico no corpo com sua concentração plasmática.
Biotransformação
Modificação bioquímica de xenobióticos por enzimas celulares, geralmente para facilitar sua excreção hidrossolúvel.
Reações de Fase I
Reações de oxidação, redução e hidrólise que introduzem ou expõem grupos funcionais polares na molécula.
Citocromo P450 (CYP)
Superfamília de enzimas hepáticas heme-dependentes responsáveis pela oxidação da maioria dos xenobióticos.
Reações de Fase II
Reações de conjugação com substratos endógenos (ex.: glicuronídeo, glutationa) para aumentar a polaridade.
Bioativação
Biotransformação que converte uma substância inerte ou pouco tóxica em metabólito altamente reativo ou carcinogênico.
Excreção Renal
Eliminação de xenobióticos e metabólitos pela urina por filtração glomerular e secreção tubular ativa.
Excreção Biliar
Transporte ativo de xenobióticos do fígado para a bile, descarregando-os diretamente no intestino delgado.
Circulação Entero-hepática
Reabsorção intestinal de substâncias excretadas na bile, prolongando a permanência do xenobiótico no organismo.
Toxicodinâmica
Estudo dos mecanismos moleculares, bioquímicos e celulares pelos quais o xenobiótico causa toxicidade.
Alvo Molecular
Macromolécula biológica (como receptores, enzimas ou DNA) que interage diretamente com o agente tóxico.
Toxicidade Aguda
Efeitos adversos decorrentes de dose única ou exposições múltiplas ocorridas em um curto período (até 24 horas).
Toxicidade Subaguda
Efeitos observados após exposição repetida diária durante um período de cerca de duas a quatro semanas.
Toxicidade Subcrônica
Efeitos resultantes de exposição repetida por período intermediário, tipicamente de 1 a 3 meses em roedores.
Toxicidade Crônica
Danos cumulativos causados por exposição repetida e contínua durante a maior parte da vida do organismo.
Bioacumulação
Acúmulo progressivo de uma substância química nos tecidos de um organismo ao longo do tempo.
Biomagnificação
Aumento sucessivo da concentração de um poluente lipofílico a cada nível trófico da cadeia alimentar.
Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)
Moléculas oxidantes instáveis geradas por toxinas que causam estresse oxidativo e lesão tecidual.
Estresse Oxidativo
Desequilíbrio entre a produção de pró-oxidantes e as defesas antioxidantes, levando a danos macromoleculares.
Peroxidação Lipídica
Degradação oxidativa de lipídios da membrana celular por radicais livres, comprometendo sua integridade.
Hapteno
Molécula pequena que se liga a proteínas endógenas para formar um imunógeno e desencadear alergia tóxica.
Teratogênese
Indução de malformações estruturais ou funcionais irreversíveis no feto durante o desenvolvimento embrionário.
Mutagênese
Indução de alterações permanentes e transmissíveis na sequência ou estrutura do material genético (DNA).
Carcinogênese
Processo multifásico pelo qual agentes químicos induzem a transformação de células normais em neoplasias malignas.
Genotoxicidade
Capacidade de um xenobiótico de interagir diretamente com o DNA ou danificar o fuso mitótico celular.
Desregulador Endócrino
Composto exógeno que mimetiza ou bloqueia hormônios naturais, alterando o equilíbrio do sistema endócrino.
Sinergismo
Efeito combinado de dois agentes químicos que é significativamente maior do que a soma dos efeitos individuais.
Potenciação
Situação em que uma substância não tóxica aumenta a toxicidade de outro agente químico pré-existente.
Antagonismo Químico
Reação direta entre duas substâncias formando um complexo inativo ou insolúvel (ex.: quelação).
Antagonismo Farmacológico
Competição de dois compostos pelo mesmo receptor biológico, bloqueando a resposta do agonista tóxico.
Antídoto
Substância terapêutica capaz de neutralizar, inativar ou reverter os efeitos tóxicos de um agente específico.
Agente Quelante
Composto que se liga fortemente a íons metálicos formando anéis heterocíclicos solúveis para excreção rápida.
Biomarcador de Exposição
Medição do xenobiótico ou de seus metabólitos em fluídos biológicos que quantifica o contato com a substância.
Biomarcador de Efeito
Alteração bioquímica ou fisiológica mensurável que reflete dano biológico induzido pela exposição tóxica.
Hepatotoxicidade
Dano funcional ou estrutural causado ao fígado decorrente da alta atividade metabólica de xenobióticos.
Nefrotoxicidade
Lesão nos rins causada por substâncias tóxicas concentradas nos túbulos renais durante a filtração.
Neurotoxicidade
Interrupção da transmissão neural ou lesão estrutural de neurônios e glia causada por compostos tóxicos.

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