Urgência e Emergência Clínica
Estes flashcards cobrem a abordagem clínica em urgências e emergências, incluindo BLS, PCR, ECG e protocolos de manejo imediato para estudantes de medicina e médicos.
Cartões · 50
- BLS: Relação compressão-ventilação no adulto
- 30 compressões para 2 ventilações em ciclos de 2 minutos, com frequência de 100 a 120 por minuto e profundidade de 5 a 6 cm.
- BLS: Primeiro passo ao identificar vítima inconsciente
- Checar segurança da cena, chamar a vítima, pedir ajuda e desfibrilador (DEA) e checar pulso carotídeo e respiração em até 10 segundos.
- PCR: Ritmos chocáveis
- Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP).
- PCR: Ritmos não chocáveis
- Assistolia e Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).
- PCR em FV/TVSP: Dose de choque no desfibrilador bifásico
- 120 a 200 Joules no primeiro choque (ou carga máxima recomendada pelo fabricante); manter 200 J ou superior nos choques subsequentes.
- PCR: Dose e intervalo da Adrenalina (Epinefrina)
- 1 mg intravenoso ou intraósseo a cada 3 a 5 minutos, seguida de flush de 20 mL de SF 0,9% e elevação do membro.
- PCR em ritmo chocável: Quando administrar Amiodarona?
- Após o terceiro choque refratário: 1ª dose de 300 mg em bolus; 2ª dose de 150 mg após o quinto choque se persistir.
- PCR: Alternativa à Amiodarona em FV/TVSP
- Lidocaína: 1ª dose de 1 a 1,5 mg/kg IV/IO em bolus; 2ª dose de 0,5 a 0,75 mg/kg.
- PCR: 5Hs das causas reversíveis
- Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia.
- PCR: 5Ts das causas reversíveis
- Tensão no tórax (pneumotórax), Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana (IAM), Trombose pulmonar (TEP).
- PCR: Ritmo assistolia - Protocolo de confirmação
- Protocolo da linha reta ou 'CAG': checar Cabos, Aumentar o ganho e Derivações alternativas para afastar falso traçado plano.
- PCR com via aérea avançada instalada
- Compressões contínuas sem pausas (100 a 120/min) e 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações/min).
- ROSC: Meta de pressão arterial pós-PCR
- Manter Pressão Arterial Sistólica maior que 90 mmHg ou Pressão Arterial Média maior que 65 mmHg com cristaloides e vasopressores.
- ECG no IAM com supra de ST: Critério clássico
- Supra de ST em 2 derivações contíguas: maior ou igual a 1 mm na maioria das derivações (V2-V3 requer 1,5 a 2,5 mm dependendo do sexo e idade).
- ECG no IAM: Parede anterior e artéria culpada
- Derivações V1 a V4; artéria descendente anterior (ADA).
- ECG no IAM: Parede inferior e artéria culpada
- Derivações DII, DIII e aVF; artéria coronária direita (ACD) em cerca de 85% a 90% dos casos.
- ECG no IAM: Parede lateral e artéria culpada
- Derivações DI, aVL, V5 e V6; artéria circunflexa ou ramos diagonais.
- Infarto de ventrículo direito: Derivações e conduta
- Avaliar V3R e V4R; contraindicar nitratos e morfina; infundir volume se hipotenso.
- Dose de ataque de AAS na síndrome coronariana aguda
- 162 a 300 mg mastigados por via oral na admissão.
- Dose de ataque de Clopidogrel no IAM com supra de ST
- 300 mg VO se fibrinólise (75 mg se idade maior ou igual a 75 anos); 600 mg VO se intervenção coronária percutânea (angioplastia).
- Tempo porta-balão e porta-agulha no IAM com supra
- Porta-balão menor ou igual a 90 minutos (ou 120 min com transferência); porta-agulha (trombolítico) menor ou igual a 30 minutos.
- Taquicardia com pulso instável: Critérios de instabilidade
- Hipotensão/choque, alteração aguda do nível de consciência, dor torácica anginosa e dispneia/edema agudo de pulmão.
- Conduta imediata na taquiarritmia instável
- Cardioversão elétrica sincronizada imediata com prévia sedação e analgesia breves.
- Taquicardia supraventricular estável com QRS estreito e regular
- Manobra vagal modificada (Valsalva); se refratária, Adenosina 6 mg em bolus rápido; se persistir, segunda dose de 12 mg.
- Bradicardia sintomática: Droga de primeira linha e dose
- Atropina 1 mg IV em bolus a cada 3 a 5 minutos, até dose máxima acumulada de 3 mg.
- Bradicardia refratária à Atropina: Opções farmacológicas
- Infusão contínua de Dopamina (5 a 20 mcg/kg/min) ou Adrenalina (2 a 10 mcg/min) ou marca-passo transcutâneo.
- Dissecção aguda de aorta: Quadro clínico clássico
- Dor torácica ou dorsal súbita, de intensidade máxima no início, caráter em pontada ou rasgando, com irradiação interescapular.
- Classificação de Stanford na dissecção de aorta
- Tipo A: envolve a aorta ascendente (cirúrgica imediata); Tipo B: restrita à aorta descendente além da subclávia esquerda (geralmente clínica).
- Classificação de DeBakey na dissecção de aorta
- Tipo I: aorta ascendente e descendente; Tipo II: apenas aorta ascendente; Tipo III: apenas aorta descendente.
- Sinal semiológico característico na dissecção de aorta
- Assimetria de pulsos periféricos e diferença de pressão arterial sistólica maior que 20 mmHg entre os membros superiores.
- Dissecção aguda de aorta: Meta de frequência cardíaca
- FC menor que 60 bpm utilizando betabloqueadores intravenosos precocemente.
- Dissecção aguda de aorta: Meta de pressão arterial
- PAS entre 100 e 120 mmHg alcançada imediatamente após o controle da FC com betabloqueador.
- Betabloqueador de escolha na dissecção aguda de aorta
- Esmolol IV (curta ação) ou Labetalol IV; Metoprolol IV é opção frequente no Brasil.
- Vasodilatador de escolha na dissecção se PA persistir elevada
- Nitroprussiato de sódio IV, iniciado somente após o controle da frequência cardíaca para evitar taquicardia reflexa.
- Exame padrão-ouro rápido e mais disponível na suspeita de dissecção
- Angiotomografia computadorizada de aorta com contraste de tórax e abdome.
- Contraindicação formal na dissecção aguda de aorta
- Anticoagulação e trombolíticos são formalmente contraindicados pelo alto risco de rotura fatal.
- TEP: Sintomas e sinais clínicos mais frequentes
- Dispneia súbita de início inexplicado, taquipneia, dor pleurítica e taquicardia sinusal.
- TEP: Alteração mais comum no eletrocardiograma
- Taquicardia sinusal; padrão S1Q3T3 está presente em minoria dos casos e indica sobrecarga de VD.
- Critérios de Wells para TEP: 3 pontos cada
- Sintomas clínicos de TVP e diagnóstico alternativo menos provável que o de TEP.
- Critérios de Wells para TEP: 1,5 ponto cada
- Frequência cardíaca maior que 100 bpm, imobilização ou cirurgia nas últimas 4 semanas e história prévia de TVP ou TEP.
- Critérios de Wells para TEP: 1 ponto cada
- Hemoptise e malignidade ativa (em tratamento ou tratada nos últimos 6 meses).
- Utilidade do D-dímero na investigação de TEP
- Alto valor preditivo negativo: excelente para excluir TEP em pacientes com probabilidade clínica baixa ou moderada.
- Exame de imagem de escolha para confirmação de TEP
- Angiotomografia de artérias pulmonares (angio-TC de tórax).
- Definição de TEP maciço ou de alto risco
- TEP associado a instabilidade hemodinâmica (PAS menor que 90 mmHg por mais de 15 minutos ou necessidade de vasopressor).
- Conduta imediata no TEP de alto risco (instável)
- Suporte hemodinâmico, oxigenoterapia e trombólise sistêmica imediata com Alteplase.
- Dose de Alteplase (rt-PA) no TEP de alto risco
- 100 mg por infusão intravenosa contínua administrada ao longo de 2 horas.
- Anticoagulação de escolha no TEP estável sem disfunção renal
- Enoxaparina 1 mg/kg subcutânea de 12 em 12 horas ou anticoagulantes orais diretos (DOACs).
- Anticoagulação de escolha no TEP com insuficiência renal grave
- Heparina não fracionada (HNF) intravenosa com ajuste de dose guiado pelo TTPa.
- Tríade de Beck no tamponamento cardíaco
- Hipotensão arterial, hipofonese de bulhas cardíacas e estase jugular patológica.
- Tratamento de emergência no pneumotórax hipertensivo
- Toracocentese descompressiva com agulha no 2º espaço intercostal linha hemiclavicular ou 4º/5º linha axilar anterior.