Aferição de PA em Pediatria
Estudo sobre a aferição da pressão arterial em pediatria, indicando a idade de início e os critérios para medição antes dos 3 anos.
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- Idade padrão para início da aferição de rotina da PA
- A partir dos 3 anos de idade em toda consulta pediátrica preventiva de rotina.
- Frequência recomendada para aferição da PA a partir dos 3 anos
- Anualmente nas consultas pediátricas de puericultura ou controle de saúde.
- Prematuridade extrema ou moderada (< 32 semanas)
- Indicação para aferir a pressão arterial em consultas antes dos 3 anos de idade.
- Muito baixo peso ao nascer (< 1.500 g)
- Indicação para aferir a pressão arterial em todas as consultas antes dos 3 anos.
- Pequeno para a Idade Gestacional (PIG)
- Indicação mandatória para aferição de pressão arterial antes dos 3 anos.
- Internação prévia em UTI neonatal
- Exige triagem da PA antes dos 3 anos devido a intervenções invasivas prévias.
- Cateterismo da artéria umbilical no período neonatal
- Risco de estenose ou trombose da artéria renal, exigindo rastreio da PA antes dos 3 anos.
- Cardiopatia congênita (reparada ou não)
- Indicação clínica para medir a PA em crianças com menos de 3 anos.
- Coarctação da aorta
- Condição congênita cardiovascular que requer medida precoce da PA nos 4 membros antes dos 3 anos.
- Infecções recorrentes do trato urinário (ITU)
- Indicação de mensuração da PA antes dos 3 anos por risco de cicatrizes e lesão renal.
- Hematúria ou proteinúria conhecidas
- Achados urinários anormais que exigem aferição da PA antes dos 3 anos.
- Doença renal crônica ou malformações renais estruturais
- Indicação obrigatória de monitorização de PA em menores de 3 anos.
- Histórico familiar de doença renal congênita
- Exige aferição precoce da PA da criança antes dos 3 anos de idade.
- Transplante de órgãos sólidos
- Indicação de aferição regular da PA mesmo em crianças com menos de 3 anos.
- Transplante de medula óssea
- Requer monitorização contínua da PA antes dos 3 anos de idade.
- Neoplasias na infância
- Doença maligna requer rastreio pressórico frequente em menores de 3 anos.
- Uso de corticosteroides sistêmicos de uso prolongado
- Medicação que justifica a aferição da PA antes dos 3 anos pelo risco de hipertensão.
- Uso de imunossupressores (ex.: tacrolimo, ciclosporina)
- Fármacos nefrotóxicos e vasomotores que exigem medida da PA antes dos 3 anos.
- Uso de descongestionantes ou estimulantes contínuos
- Drogas de ação adrenérgica que exigem medição de PA antes dos 3 anos.
- Hipertensão intracraniana conhecida ou suspeita
- Requer monitoramento pressórico imediato e frequente antes dos 3 anos.
- Doenças sistêmicas associadas à hipertensão (ex.: neurofibromatose)
- Indicação de rastreio de PA antes dos 3 anos por risco de displasia fibromuscular/feocromocitoma.
- Esclerose tuberosa
- Síndrome neurocutânea que exige aferição de PA antes dos 3 anos por angiomiolipomas renais.
- Síndrome de Turner
- Cromossomopatia com alto risco de coarctação e hipertensão, exigindo triagem antes dos 3 anos.
- Síndrome de Williams
- Doença genética com estenose vascular arterial que obriga aferição da PA antes dos 3 anos.
- Obesidade em lactentes e crianças < 3 anos
- Ganho ponderal excessivo severo indica aferição antecipada da pressão arterial.
- Medição de PA: membro padrão de escolha
- Braço direito, por convenção e padronização das curvas de percentis pediátricas.
- Posição recomendada da criança durante a aferição
- Sentada confortavelmente, com as costas apoiadas e braço relaxado ao nível do coração.
- Tempo de repouso prévio à medição da PA pediátrica
- Repouso tranquilo de 3 a 5 minutos antes da tomada pressórica.
- Regra para a largura do manguito pediátrico
- Deve cobrir pelo menos 40% da circunferência do braço (ponto médio entre acrômio e olécrano).
- Regra para o comprimento da bolsa de borracha do manguito
- Deve cobrir de 80% a 100% da circunferência do braço infantil.
- Efeito de um manguito muito estreito na aferição
- Superestima falsamente os níveis da pressão arterial sistólica e diastólica.
- Efeito de um manguito excessivamente largo na aferição
- Subestima os níveis reais da pressão arterial da criança.
- Método de referência para diagnóstico definitivo da PA pediátrica
- Método auscultatório com esfigmomanômetro aneroide calibrado.
- Função do aparelho oscilométrico (digital) na pediatria
- Útil para triagem inicial; valores elevados devem ser confirmados pelo método auscultatório.
- Fase de Korotkoff para determinação da PA sistólica infantil
- Fase I de Korotkoff (aparecimento do primeiro ruído nítido e contínuo).
- Fase de Korotkoff para determinação da PA diastólica na infância
- Fase V de Korotkoff (desaparecimento completo dos ruídos de pulso).
- Conduta se Fase V for ouvida até zero mmHg
- Usa-se a Fase IV de Korotkoff (abafamento perceptível dos sons) como diastólica.
- Parâmetros necessários para consultar as tabelas de PA pediátrica
- Idade, sexo biológico e percentil da estatura da criança.
- Definição de PA normal em crianças de 1 a 13 anos
- Pressão sistólica e diastólica inferiores ao percentil 90 para sexo, idade e altura.
- Definição de PA elevada em crianças de 1 a 13 anos
- PA sistólica ou diastólica entre o percentil 90 e o percentil 95 (ou 120/80 mmHg).
- Definição de Hipertensão Estágio 1 (1 a 13 anos)
- PA sistólica ou diastólica entre percentil 95 e percentil 95 + 12 mmHg.
- Definição de Hipertensão Estágio 2 (1 a 13 anos)
- PA sistólica ou diastólica maior ou igual ao percentil 95 + 12 mmHg (ou >= 140/90 mmHg).
- Conduta diante de valor de PA alterado em teste oscilométrico
- Repetir duas aferições adicionais pelo método auscultatório na mesma consulta.
- Definição do valor oficial da PA de uma consulta
- Média das duas últimas aferições auscultatórias válidas na consulta.
- Causa mais comum de hipertensão arterial em menores de 3 anos
- Causa secundária, sobretudo doenças do parênquima renal ou vasculorrenais.
- Sintomas sugestivos de hipertensão grave em lactentes
- Irritabilidade, letargia, vômitos, insuficiência cardíaca e falha no ganho de peso.
- Pulso femoral diminuído ou ausente em relação ao radial
- Sinal clássico de coarctação da aorta, que exige medição de PA em todos os membros.
- Conduta na suspeita de coarctação da aorta
- Aferir pressão arterial nos membros superiores e inferiores para avaliar gradiente.
- Diferença fisiológica de PA entre braços e pernas
- A PA sistólica nos membros inferiores é tipicamente 10 a 20 mmHg mais alta que nos braços.
- MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) em pediatria
- Indicada a partir dos 5 anos para confirmar hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada.