Agente de Endemias - IDECAN Específicas
Conceitos e legislações específicos para o cargo de Agente de Combate a Endemias, focados no perfil da banca IDECAN.
Cartões · 54
- Papel principal do Agente de Combate às Endemias (ACE)
- Executar ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos à saúde, prioritariamente em atividades de campo e domiciliares.
- Vínculo empregatício do ACE segundo a Lei Federal nº 11.350/2006
- Submetido preferencialmente ao regime celetista (CLT) ou estatutário municipal, vedada expressamente a contratação temporária fora de calamidade.
- Piso salarial nacional dos ACEs (Emenda Constitucional nº 120/2022)
- Equivalente a 2 salários mínimos vigentes, financiado com repasse da União.
- Agente etiológico da Dengue
- Vírus do gênero Flavivirus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), transmitido por artrópodes (arbovírus).
- Vetor transmissor da Febre Amarela urbana
- Aedes aegypti fêmea infectada, em ambiente domiciliar ou peri-domiciliar.
- Vetor transmissor da Febre Amarela silvestre no Brasil
- Mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes em copas de árvores e matas.
- Fases do ciclo biológico do mosquito Aedes aegypti
- Quatro fases distintas: ovo, larva, pupa e mosquito adulto (metamorfose completa).
- Tempo médio do ciclo biológico de Aedes aegypti em condições ótimas
- Aproximadamente 7 a 10 dias, dependendo de temperatura e disponibilidade de alimento.
- Diferença comportamental entre Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus
- Aedes aegypti tem hábitos preferencialmente diurnos e água limpa; Culex é noturno e prefere água rica em matéria orgânica.
- Tipo de depósito A1 (Classificação do Ministério da Saúde / LIRAa)
- Reservatório elevado para armazenamento de água potável (ex.: caixa d'água, tambor de cisterna alta).
- Tipo de depósito A2 (LIRAa)
- Reservatório no nível do solo para armazenamento de água (ex.: tonel, tambor, poço, cisterna baixa).
- Tipo de depósito B (LIRAa)
- Depósitos móveis como vasos de plantas, pratinhos, pingadeiras, bebedouros de animais e fontes ornamentais.
- Tipo de depósito C (LIRAa)
- Depósitos fixos, como calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso e peças arquitetônicas.
- Tipo de depósito D1 e D2 (LIRAa)
- D1 são pneus e outros materiais rodantes; D2 é lixo domiciliar e entulho exposto a céu aberto.
- Definição de LIRAa
- Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti: metodologia amostral rápida para mensurar a infestação predial.
- Cálculo do Índice de Infestação Predial (IIP)
- Número de imóveis positivos com larvas dividido pelo total de imóveis pesquisados multiplicado por 100.
- Classificação do IIP: Situação de risco de surto
- Índice de Infestação Predial (IIP) superior a 3,9% dos imóveis examinados.
- Classificação do IIP: Situação de alerta
- Índice de Infestação Predial (IIP) entre 1,0% e 3,9%.
- Classificação do IIP: Situação satisfatória
- Índice de Infestação Predial (IIP) menor que 1,0%.
- Cálculo do Índice de Breteau (IB)
- Número de depósitos positivos com larvas dividido pelo total de imóveis pesquisados multiplicado por 100.
- Agente etiológico da Febre de Chikungunya
- Vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae, gênero Alphavirus.
- Sintoma clínico clássico e marcante da Chikungunya
- Artralgia intensa, incapacitante e simétrica, que pode cronificar por meses.
- Principal complicação congênita do Zika vírus
- Microcefalia e síndrome congênita por Zika em recém-nascidos de gestantes infectadas.
- Vetor transmissor da Leishmaniose Tegumentar e Visceral
- Flebomíneos (mosquito-palha, birigui, tatuquira), destacando-se o Lutzomyia longipalpis na visceral.
- Agente etiológico da Leishmaniose Visceral (Calazar)
- Protozoário Leishmania infantum (sinonímia Leishmania chagasi).
- Principal reservatório urbano da Leishmaniose Visceral
- O cão doméstico (Canis familiaris).
- Agente etiológico da Doença de Chagas
- Protozoário flagelado Trypanosoma cruzi.
- Mecanismo clássico de transmissão vetorial da Doença de Chagas
- Fezes e urina contaminadas eliminadas pelo barbeiro (triatomíneo) durante ou logo após a picada.
- Principal forma de transmissão alimentar da Doença de Chagas
- Ingestão de alimentos in natura contaminados com triatomíneos triturados, como açaí e caldo de cana.
- Sinal característico da fase aguda da Doença de Chagas
- Sinal de Romaña (edema bipalpebral unilateral indolor) ou chagoma de inoculação.
- Agente etiológico da Leptospirose
- Bactéria espiroqueta patogênica do gênero Leptospira, como a Leptospira interrogans.
- Forma comum de transmissão da Leptospirose para humanos
- Contato da pele com água ou lama contaminadas pela urina de roedores sinantrópicos infectados.
- Principal roedor urbano reservatório de Leptospira em esgotos
- Rattus norvegicus (ratazana ou rato-de-esgoto).
- Agente etiológico da Esquistossomose mansônica no Brasil
- Helminte trematódeo Schistosoma mansoni.
- Hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni
- Caramujos de água doce do gênero Biomphalaria.
- Forma infectante do Schistosoma mansoni para o homem
- Cercária de cauda bifurcada que penetra ativamente na pele ou mucosas.
- Agente etiológico da Raiva humana e animal
- Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, com letalidade de quase 100%.
- Principal reservatório silvestre do vírus da Raiva no Brasil
- Morcegos hematófagos (Desmodus rotundus) e não hematófagos.
- Conduta imediata após mordedura por animal suspeito de Raiva
- Lavar abundantemente o ferimento com água corrente e sabão e buscar profilaxia imediata.
- Tempo de observação de cão ou gato agressor sem sintomas
- 10 dias em isolamento para acompanhamento clínico veterinário.
- Agente etiológico da Malária predominante no Brasil
- Protozoários Plasmodium vivax (mais frequente) e Plasmodium falciparum (mais grave).
- Vetor transmissor da Malária
- Mosquito fêmea do gênero Anopheles (conhecido como mosquito-prego).
- Definição de Endemia segundo a epidemiologia clássica
- Ocorrência contínua e esperada de determinada doença em uma área geográfica e período determinados.
- Definição de Epidemia
- Elevação clara, brusca e inesperada do número de casos acima dos limites normais esperados na região.
- Definição de Pandemia
- Epidemia de proporções mundiais que se dissemina por vários continentes com transmissão sustentada.
- Definição de Zoonose
- Doença infecciosa naturalmente transmissível entre animais vertebrados e seres humanos.
- Controle químico: Larvicida biológico mais utilizado pelo ACE
- Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), tóxico apenas para larvas de mosquitos.
- Controle químico: Aplicação espacial a ultrabaixo volume (UBV)
- Trabalho com fumacê voltado exclusivamente para matar mosquitos adultos alados em bloqueio de surto.
- Importância do EPI para o Agente de Combate a Endemias
- Garantir biossegurança contra picadas, quedas, intempéries e intoxicação durante manipulação de inseticidas.
- Princípio do SUS: Universalidade
- Garantia de atenção à saúde a todos os cidadãos brasileiros, sem distinção ou cobrança.
- Princípio do SUS: Equidade
- Tratar desigualmente os desiguais, ofertando mais cuidado e recursos a quem tem maiores vulnerabilidades.
- Princípio do SUS: Integralidade
- Articulação de ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em todos os níveis de assistência.
- Papel do ACE na integração com a Atenção Básica
- Compartilhar informações de risco ambiental e vetorial com a Estratégia Saúde da Família e ACSs.
- Medida de controle mecânico mais eficaz contra o Aedes
- Eliminação, vedação adequada ou descarte correto dos criadouros com água parada.