Agente de Endemias para Concursos

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Estudo sobre as atribuicoes, leis e conceitos de saude publica para o cargo de Agente de Combate as Endemias em concursos.

56 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Saúde pública e SUS Publicado
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Cartões · 56

O que é o Agente de Combate às Endemias (ACE)?
Profissional do SUS que atua na vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis e fatores de risco ambientais.
Base legal da profissão de ACE
Regulamentada pela Lei Federal nº 11.350/2006, modificada pelas Leis nº 12.994/2014 e 13.595/2018.
Requisitos mínimos para a investidura no cargo de ACE
Conclusão do ensino médio e aprovação em curso de formação inicial com carga horária mínima de 40 horas.
Diferença principal entre ACS e ACE
ACS foca na atenção primária e acompanhamento das famílias; ACE foca no controle vetorial e fatores ambientais de risco.
Definição de Endemia
Ocorrência habitual de uma doença ou agravo dentro dos limites esperados em uma determinada região geográfica.
Definição de Epidemia
Aumento brusco e significativo do número de casos de uma doença acima do nível epidemiológico esperado para a região.
Definição de Pandemia
Disseminação de uma epidemia em escala global, afetando múltiplos continentes ou países.
Definição de Surto
Aumento repentino de casos de uma doença restrito a um espaço delimitado, como uma creche, bairro ou quartel.
Vetor biológico
Organismo vivo que transmite o agente infeccioso de um hospedeiro a outro, havendo multiplicação ou ciclo no vetor.
Vetor mecânico
Organismo que apenas transporta o patógeno na superfície do corpo, sem multiplicação interna (ex: moscas comuns).
Reservatório epidemiológico
Homem, animal, vegetal ou solo no qual um agente infeccioso vive, multiplica-se e de onde pode ser transmitido.
Hospedeiro definitivo vs. intermediário
Definitivo abriga a fase sexuada ou adulta do parasita; intermediário abriga a fase assexuada ou larvar.
Período de incubação
Intervalo de tempo entre a exposição inicial ao patógeno e o aparecimento do primeiro sinal ou sintoma clínico.
Período de transmissibilidade
Intervalo no qual o hospedeiro infectado pode transferir o agente patogênico a outro indivíduo ou vetor.
Notificação compulsória
Comunicação obrigatória à autoridade sanitária sobre a suspeita ou confirmação de certas doenças e agravos.
SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação)
Sistema público que registra e dissemina dados de doenças de notificação compulsória para subsidiar intervenções.
Principal vetor da Dengue, Chikungunya e Zika
Mosquito Aedes aegypti, de hábito diurno e adaptado a ambientes urbanos domiciliares e peridomiciliares.
Fases do ciclo de vida do Aedes aegypti
Ovo, larva (4 estágios), pupa e adulto. A fase imatura é aquática e a fase adulta é aérea.
Resistência dos ovos de Aedes aegypti
Podem permanecer viáveis por até cerca de um ano no seco, eclodindo ao entrarem em contato com a água.
Índice de Infestação Predial (IIP)
Percentual de imóveis positivos com larvas de Aedes em relação ao total de imóveis inspecionados.
Índice de Breteau (IB)
Número de depósitos positivos com formas imaturas de Aedes para cada 100 imóveis inspecionados.
LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti)
Metodologia por amostragem que identifica rapidamente os níveis de infestação e os tipos de criadouros predominantes.
Faixas de risco do IIP para transmissão de dengue
Menor que 1% (satisfatório), entre 1% e 3,9% (alerta), e igual ou superior a 4% (risco de surto).
Tipos de controle de vetores: Físico/Mecânico
Eliminação, destruição, vedação ou limpeza de potenciais criadouros de mosquitos e vetores.
Tipos de controle de vetores: Químico
Uso de substâncias químicas sintéticas (larvicidas ou adulticidas) autorizadas para matar larvas ou adultos.
Tipos de controle de vetores: Biológico
Uso de predadores ou patógenos naturais (como Bacillus thuringiensis israelensis - BTI) para combater o vetor.
Aplicação espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV)
Nebulização (fumacê) voltada prioritariamente ao combate de mosquitos adultos em períodos epidêmicos.
Equipamento de Proteção Individual (EPI) do ACE
Máscara, óculos de proteção, luvas, botas e uniforme adequados ao manuseio seguro de inseticidas e vistorias.
Vetor da Malária no Brasil
Mosquitos do gênero Anopheles, conhecidos popularmente como mosquito-prego.
Agente etiológico da Malária
Protozoários do gênero Plasmodium, principalmente P. vivax e P. falciparum no Brasil.
Vetor da Doença de Chagas
Insetos triatomíneos da subfamília Triatominae, popularmente chamados de barbeiros.
Agente causador da Doença de Chagas
Protozoário flagelado Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente pelas fezes depositadas durante o repasto.
Vias de transmissão da Doença de Chagas além da vetorial
Transmissão oral (alimentos contaminados, como açaí e caldo de cana), congênita, transfusões e transplantes.
Vetor da Leishmaniose Tegumentar e Visceral
Flebotoíneos (gênero Lutzomyia), conhecidos como mosquito-palha, birigui ou tatuquira.
Hospedeiro e reservatório urbano da Leishmaniose Visceral
O cão doméstico (Canis familiaris) atua como principal reservatório urbano da doença.
Agente etiológico da Febre Amarela
Vírus RNA pertencente à família Flaviviridae, gênero Flavivirus.
Vetores da Febre Amarela Silvestre vs. Urbana
Silvestre: mosquitos Haemagogus e Sabethes. Urbana (erradicada desde 1942 no Brasil): Aedes aegypti.
Papel dos primatas não humanos na Febre Amarela
Atuam como sentinelas epidemiológicas; o adoecimento ou morte de macacos alerta sobre a circulação do vírus.
Agente causador da Febre Maculosa
Bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato-estrela (Amblyomma sculptum).
Forma de transmissão da Leptospirose
Contato da pele ou mucosas com água ou solo contaminados pela urina de roedores infectados por Leptospira.
Sinais de infestação por roedores na vigilância ambiental
Fezes frescas, tocas ativas, trilhas demarcadas, marcas de dentes em alimentos e manchas de gordura em paredes.
Espécies de roedores urbanos de importância sanitária
Rattus norvegicus (ratazana), Rattus rattus (rato-de-telhado) e Mus musculus (camundongo).
Agente transmissor e profilaxia da Raiva Humana
Vírus rábico (Rhabdoviridae), transmitido por mordedura/salivação de mamíferos; prevenível por vacina e soro.
Esquistossomose Mansônica e seu hospedeiro intermediário
Causada pelo verme Schistosoma mansoni; seu hospedeiro intermediário é o caramujo aquático do gênero Biomphalaria.
Ação do ACE na prevenção da Esquistossomose
Identificação de coleções hídricas com caramujos, coleta de moluscos e orientação comunitária sobre saneamento.
Esporotricose e seu agente causador
Micose subcutânea provocada por fungos do complexo Sporothrix, com transmissão zoonótica comum por gatos infectados.
Principais animais peçonhentos monitorados pelo ACE
Escorpiões (Tityus serrulatus), aranhas (marrom e armadeira), serpentes peçonhentas e lagartas venenosas.
Medidas ambientais para prevenir acidentes com escorpiões
Evitar entulhos, vedar ralos e frestas, eliminar lixo que atrai baratas (principal presa do escorpião).
Artigo 196 da Constituição Federal de 1988
Define a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas.
Princípios Doutrinários do SUS
Universalidade do acesso, Equidade no atendimento e Integralidade da assistência.
Princípios Organizativos do SUS
Descentralização, Regionalização, Hierarquização e Participação Social (Comunidade).
Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/1990
Regula as ações e serviços de saúde em todo o território nacional, sua organização e funcionamento.
Conceito de Vigilância em Saúde no SUS
Processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos de saúde.
Componentes integrados da Vigilância em Saúde
Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, Vigilância Sanitária e Vigilância da Saúde do Trabalhador.
Visita domiciliar executada pelo ACE
Vistoria rotineira no domicílio e peridomicílio para inspeção de depósitos, aplicação de larvicida e orientação.
Abordagem e comunicação educativa pelo ACE
Diálogo claro e respeitoso para sensibilizar o morador sobre seu papel na conservação do ambiente doméstico.

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