Alfabetização e TEA

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Conceitos fundamentais sobre o Transtorno do Espectro Autista e estratégias de alfabetização para crianças com TEA. Destinado a educadores e profissionais da área.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Pedagogia e educação Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação social, na interação e por padrões restritos e repetitivos de comportamento.
Tríade / Díade do TEA no DSM-5
O DSM-5 sintetizou os critérios em dois eixos centrais: déficits na comunicação e interação social, e comportamentos restritos e repetitivos.
Neurodiversidade
Conceito que reconhece o autismo não como uma doença a ser curada, mas como uma variação natural do funcionamento neurológico humano.
Alfabetização vs. Letramento no TEA
Alfabetização é o domínio do código alfabético e fonológico; letramento é o uso social e contextualizado dessa leitura e escrita no cotidiano.
Hiperlexia
Habilidade precoce e espontânea de decodificar palavras escritas, frequentemente acompanhada de dificuldades na compreensão do texto lido.
Consciência fonológica
Habilidade metalinguística de reconhecer e manipular os sons da fala (rimas, aliterações, sílabas e fonemas), essencial para o TEA.
Princípio alfabético
Compreensão de que as letras escritas representam sistematicamente os sons da fala (fonemas), base para a leitura decodificada.
Método Fônico
Abordagem sistemática que ensina a relação direta entre grafemas e fonemas, amplamente recomendada por evidências científicas para crianças com TEA.
Método Multissensorial
Estratégia que integra estímulos visuais, táteis, auditivos e cinestésicos para facilitar a retenção e o aprendizado das letras.
PEI (Plano de Ensino Individualizado)
Documento pedagógico que mapeia habilidades, define metas específicas e estabelece adaptações curriculares para o aluno com TEA.
Teoria da Mente no TEA
Dificuldade em inferir estados mentais, intenções e emoções alheias, o que afeta diretamente a interpretação de personagens e textos narrativos.
Funções Executivas
Habilidades cognitivas como memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, fundamentais para planejar a escrita e manter o foco.
Coerência Central Fraca
Tendência de focar em detalhes específicos em vez de integrar as partes em um contexto global, prejudicando a síntese textual.
Pensamento Visual
Processamento cognitivo predominante em muitos autistas, que compreendem e retêm melhor informações apresentadas por imagens e esquemas.
Rotina estruturada
Organização previsível das atividades diárias para reduzir a ansiedade e favorecer a disponibilidade da criança para aprender.
Pistas Visuais
Cartões, quadros ou sinais gráficos que orientam a sequência de tarefas e a localização de materiais pedagógicos na sala de aula.
Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
Conjunto de ferramentas e estratégias (como pranchas e tablets) que complementam ou substituem a fala funcional na alfabetização.
Sistema PECS
Sistema de comunicação por troca de figuras que desenvolve a iniciativa comunicativa funcional através do intercâmbio de imagens.
Análise do Comportamento Aplicada (ABA)
Abordagem científica que decompõe habilidades complexas em passos menores, utilizando reforçamento positivo para ensinar comportamentos acadêmicos.
Instrução Direta
Metodologia estruturada e explícita de ensino, com instruções claras, modelagem do professor e prática guiada sem margem para ambiguidades.
Sobrecarga Sensorial
Hiper-reatividade a estímulos como luz, ruído ou texturas, capaz de desregular a criança e bloquear a aprendizagem.
Hipo-reatividade Sensorial
Menor sensibilidade a estímulos do ambiente, levando a criança a buscar sensações ativamente (como movimentos repetitivos) para se regular.
Acomodações Sensoriais
Adaptações como fones antirruído, cantinhos da calma e iluminação suave para manter o estado de alerta ideal para a alfabetização.
Adaptação de Material Didático
Redução de poluição visual nas páginas, aumento do tamanho da fonte e divisão de enunciados longos em instruções curtas.
Letras Táteis
Letras feitas de lixa, madeira ou massinha que permitem à criança traçar o contorno e associar o movimento ao som correspondente.
Interesse Restrito (Hiperfoco)
Tópico de interesse intenso da criança que deve ser usado como ponte e tema motivador para atividades de leitura e escrita.
Histórias Sociais
Narrativas visuais curtas criadas para ensinar normas sociais, regras da sala de aula ou preparar a criança para mudanças na rotina.
Mediação Pedagógica (Vygotsky)
Papel do educador em atuar na Zona de Desenvolvimento Proximal, fornecendo suportes que gradualmente são retirados conforme a autonomia cresce.
Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)
Abordagem de design curricular que oferece múltiplos meios de engajamento, representação e expressão para atender a todos os estudantes.
Reforço Positivo
Apresentação de um estímulo agradável imediatamente após um comportamento desejado, aumentando a frequência com que ele ocorre.
Análise de Tarefas (Task Analysis)
Técnica de fragmentar uma meta complexa (ex.: escrever o próprio nome) em microetapas ensinadas progressivamente.
Graus de Suporte (Prompting)
Níveis de ajuda pedagógica fornecidos à criança (físico, verbal, gestual ou visual), que devem ser esvanecidos com o tempo.
Atraso no Desenvolvimento Motor Fino
Dificuldade no tônus e na coordenação das mãos que prejudica a preensão do lápis e a fluência do traçado gráfico.
Engrossadores de Lápis
Recursos de tecnologia assistiva simples que facilitam a preensão palmar e reduzem o cansaço motor durante a escrita.
Teclados e Escrita Digital
Alternativa pedagógica válida para permitir que a criança expresse sua alfabetização sem o obstáculo da coordenação motora fina.
Literalidade na Linguagem
Compreensão estrita e literal das palavras, demandando o ensino explícito de metáforas, ironias e figuras de linguagem em textos.
Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Serviço pedagógico complementar que apoia o aluno em Sala de Recursos Multifuncionais, elaborando adaptações para a sala comum.
Profissional de Apoio Escolar (Mediador)
Profissional que auxilia a criança na locomoção, higiene, alimentação e na mediação da comunicação e tarefas pedagógicas.
Lei Berenice Piana (Lei 12.764/12)
Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, garantindo acesso à educação inclusiva e apoio escolar.
Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15)
Assegura sistema educacional inclusivo em todos os níveis e proíbe a recusa de matrícula ou cobrança de taxas adicionais para pessoas com deficiência.
Avaliação Diagnóstica Contínua
Mapeamento sistemático dos progressos e barreiras individuais de cada aluno, substituindo provas padronizadas descontextualizadas.
Pares de Tutoria (Aprendizagem Cooperativa)
Estratégia inclusiva em que colegas neurotípicos apoiam a criança com TEA em tarefas de leitura, fomentando interação e empatia.
Compreensão Leitora Guiada
Uso de perguntas diretas, ilustrações explicativas e mapas mentais para auxiliar a criança a captar o sentido global do texto.
Transição de Atividades
Momento crítico que exige avisos prévios (como temporizadores visuais) para evitar crises durante a troca de tarefas escolares.
Parceria Escola-Família
Alinhamento contínuo entre educadores e responsáveis para generalizar as conquistas de leitura e comunicação entre a escola e o lar.
Formação Continuada Docente
Capacitação sistemática de professores em práticas baseadas em evidências científicas para o atendimento de alunos no espectro autista.
Método TEACCH
Abordagem baseada na organização do espaço, rotina visual e sistemas de trabalho estruturados para promover a independência do aluno com TEA.
Desregulação Emocional (Meltdown)
Reação involuntária de sobrecarga extrema diante do estresse sensorial ou comunicativo, exigindo acolhimento e espaço calmo.
Generalização de Habilidades
Capacidade de aplicar a leitura e escrita aprendidas em diferentes ambientes, com múltiplos materiais e interlocutores variados.
Validação da Comunicação Não Verbal
Reconhecimento de gestos, expressões e recursos tecnológicos como formas autênticas de demonstrar compreensão e aprendizado leitor.