Anatomia Dental

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Estudo dos princípios básicos da anatomia dental e características dos dentes humanos, voltado para estudantes de odontologia.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Odontologia Publicado
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Coroa anatômica
Porção do dente recoberta por esmalte, delimitada apicalmente pela linha amelocementária.
Coroa clínica
Parte visível do dente na cavidade bucal, delimitada pela margem gengival.
Raiz anatômica
Porção do dente recoberta por cemento, fixada ao alvéolo pelo ligamento periodontal.
Linha amelocementária (colo)
Limite anatômico que divide a coroa e a raiz do dente, onde o esmalte encontra o cemento.
Ápice radicular
Extremidade pontiaguda da raiz do dente, onde se localiza o forame apical.
Forame apical
Abertura no ápice radicular por onde entram vasos sanguíneos e nervos na polpa.
Esmalte
Tecido mineralizado mais duro do corpo humano, de origem ectodérmica, que reveste a coroa.
Dentina
Tecido mineralizado avascular que forma o corpo do dente e envolve a cavidade pulpar.
Cemento
Tecido conjuntivo mineralizado e avascular que recobre a superfície radicular externa.
Polpa dentária
Tecido conjuntivo frouxo, vascularizado e inervado, localizado no interior do dente.
Face vestibular
Face do dente voltada para o vestíbulo da boca (lábios ou bochechas).
Face lingual/palatina
Face voltada para a cavidade oral interna: lingual na mandíbula e palatina na maxila.
Face mesial
Face proximal do dente mais próxima do plano sagital mediano da arcada dentária.
Face distal
Face proximal do dente mais distante do plano sagital mediano da arcada dentária.
Face oclusal
Superfície mastigatória dos dentes posteriores (pré-molares e molares).
Borda incisal
Margem cortante dos dentes anteriores (incisivos e caninos).
Cúspide
Elevação piramidal presente na face oclusal de dentes posteriores e caninos.
Crista marginal
Eminência linear de esmalte que delimita as bordas proximais das faces oclusais ou linguais.
Cíngulo
Saliência arredondada no terço cervical da face lingual de todos os dentes anteriores.
Tubérculo
Pequena elevação de esmalte no dente, como o tubérculo de Carabelli no molar superior.
Fossa ou fóssula
Depressão rasa ou concavidade na superfície de uma coroa dentária.
Sulco principal
Depressão linear profunda na face oclusal que separa as cúspides dentárias.
Ponte de esmalte
Crista de esmalte que une duas cúspides atravessando obliquamente a face oclusal.
Mamelões
Três pequenas protuberâncias de esmalte na borda incisal de incisivos recém-erupcionados.
Incisivo Central Superior (11 e 21)
Coroa trapezoidal e larga, ângulo mesioincisal reto, distoincisal arredondado e raiz única cônica.
Incisivo Lateral Superior (12 e 22)
Semelhante ao central superior, porém menor e mais arredondado; fossa lingual profunda e raiz afilada.
Incisivo Central Inferior (31 e 41)
Menor dente da dentição humana, altamente simétrico, com raiz achatada no sentido mesiodistal.
Incisivo Lateral Inferior (32 e 42)
Ligeiramente maior que o central inferior, coroa assimétrica com ângulo distoincisal mais arredondado.
Canino Superior (13 e 23)
Dente mais longo da boca, com cúspide pontiaguda proeminente, cíngulo volumoso e raiz única muito longa.
Canino Inferior (33 e 43)
Mais estreito e achatado que o superior, coroa com face vestibular contínua e cíngulo menos proeminente.
Primeiro Pré-Molar Superior (14 e 24)
Apresenta duas cúspides (vestibular maior) e frequentemente duas raízes (vestibular e palatina).
Segundo Pré-Molar Superior (15 e 25)
Duas cúspides de tamanho similar, sulco central curto com mais sulcos secundários e raiz única.
Primeiro Pré-Molar Inferior (34 e 44)
Coroa inclinada para lingual com cúspide vestibular grande e cúspide lingual rudimentar, sem função mastigatória.
Segundo Pré-Molar Inferior (35 e 45)
Geralmente tricuspidado (uma vestibular e duas linguais), face oclusal com conformação em Y e raiz única.
Primeiro Molar Superior (16 e 26)
Maior coroa da arcada superior, 4 cúspides, ponte de esmalte, três raízes e tubérculo de Carabelli.
Segundo Molar Superior (17 e 27)
Forma romboidal ou triangular, cúspide distopalatina reduzida ou ausente, três raízes mais convergentes.
Terceiro Molar Superior (18 e 28)
Formato anatômico muito variável, coroa reduzida, três cúspides frequentes e raízes geralmente fusionadas.
Primeiro Molar Inferior (36 e 46)
Possui cinco cúspides (três vestibulares e duas linguais), duas raízes robustas (mesial e distal).
Segundo Molar Inferior (37 e 47)
Quatro cúspides separadas por sulcos em formato de cruz, coroa retangular e duas raízes paralelas.
Terceiro Molar Inferior (38 e 48)
Grande variação anatômica coronal e radicular, frequentemente retido ou impactado.
Furca
Região anatômica de bifurcação ou trifurcação onde as raízes de dentes multirradiculares se dividem.
Linha equatorial dentária
Linha imaginária que une os pontos de maior convexidade de todas as faces da coroa.
Espaço interdental (ameia)
Espaço em forma de V delimitado pelas superfícies proximais de dentes vizinhos a partir do ponto de contato.
Ponto de contato proximal
Área de toque recíproco entre duas faces proximais adjacentes no mesmo arco dentário.
Câmara pulpar
Cavidade no interior da coroa anatômica ocupada pela porção coronária da polpa dentária.
Canal radicular
Conduto situado no interior da raiz por onde se estende a polpa radicular até o ápice.
Dentição decídua
Primeira dentição humana composta por 20 dentes (8 incisivos, 4 caninos e 8 molares decíduos).
Dentição permanente
Dentição definitiva composta por até 32 dentes (8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares).
Dente anquilosado
Fusão anatômica anormal entre o cemento ou dentina radicular e o osso alveolar circundante.
Curva de Spee
Curvatura ântero-posterior das superfícies oclusais dos dentes, da cúspide do canino até o último molar.
Curva de Wilson
Curvatura látero-lateral no plano frontal formada pelo alinhamento das cúspides vestibulares e linguais.

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