Estomatologia 2
Este conjunto aborda o tratamento e manejo clínico de doenças bucais e lesões orais em estomatologia, sendo indicado para estudantes e profissionais de odontologia.
Cartões · 50
- Candidíase pseudomembranosa
- Prescrição de antifúngicos tópicos como nistatina suspensão oral ou miconazol gel oral; casos refratários exigem fluconazol sistêmico.
- Candidíase eritematosa associada a prótese
- Higienização rigorosa e desinfecção da prótese com hipoclorito de sódio ou clorexidina, associada a antifúngico tópico na mucosa e na peça.
- Queilite angular
- Aplicação tópica de pomada antifúngica associada ou não a corticoide e antibacteriano; reabilitação da dimensão vertical de oclusão.
- Gengivite ulcerativa necrosante aguda (GUNA)
- Debridamento mecânico suave, bochechos com clorexidina a 0,12% ou água oxigenada e metronidazol sistêmico em casos com febre ou linfoadenopatia.
- Gengivoestomatite herpética primária
- Manejo de suporte com hidratação, analgésicos e antitérmicos; aciclovir sistêmico precoce nas primeiras 72 horas reduz a severidade.
- Herpes labial recorrente
- Uso de aciclovir tópico ou penciclovir na fase prodrômica; doses orais elevadas de valaciclovir ou aciclovir em casos extensos.
- Herpes-zóster na divisão maxilar/mandibular
- Antivirais sistêmicos precoces (valaciclovir ou aciclovir), analgesia potente e manejo preventivo de nevralgia pós-herpética.
- Úlcera aftosa recorrente menor
- Corticosteroides tópicos em orabase (triancinolona ou clobetasol), laserterapia de baixa potência e controle de gatilhos alimentares e emocionais.
- Úlcera aftosa recorrente maior (doença de Sutton)
- Corticoterapia tópica potente ou sistêmica em pulsoterapia, infiltração intralesional de corticoide e investigação de doenças sistêmicas.
- Líquen plano oral reticular assintomático
- Conduta expectante com acompanhamento clínico e orientação de higiene rigorosa; sem necessidade de terapia farmacológica.
- Líquen plano oral erosivo ou atrófico
- Corticoides tópicos de alta potência (propionato de clobetasol 0,05% em orabase); imunossupressores como tacrolimo em casos refratários.
- Leucoplasia oral
- Biópsia incisional diagnóstica obrigatória; remoção cirúrgica completa (bisturi convencional, laser ou crioterapia) e cessação de tabagismo.
- Eritroplasia oral
- Biópsia imediata devido ao altíssimo risco de displasia grave ou carcinoma; excisão cirúrgica completa com margens de segurança.
- Queilite actínica crônica
- Biópsia incisional de áreas suspeitas, fotoproteção labial estrita; opções cirúrgicas incluem vermelhectomia, criocirurgia ou 5-fluorouracil tópico.
- Carcinoma espinocelular oral
- Encaminhamento oncológico imediato para estadiamento; tratamento multimodal envolvendo cirurgia ressectiva, esvaziamento cervical e radio/quimioterapia.
- Mucocele de lábio inferior
- Excisão cirúrgica completa da lesão acompanhada da glândula salivar menor associada para prevenir recidiva.
- Rânula em assoalho bucal
- Micromarsupialização ou marsupialização inicial; remoção cirúrgica da glândula sublingual nos casos recidivantes ou rânulas mergulhantes.
- Sialolitíase do ducto de Wharton pequena e distal
- Estímulo salivar com sialagogos, hidratação copiosa, massagem glandular ou remoção do cálculo por ordenha/incisão transoral simples.
- Sialolitíase intraglandular de grandes proporções
- Sialoendoscopia intervencionista com litotripsia ou exérese cirúrgica completa da glândula afetada (sialoadenectomia).
- Sialoadenite bacteriana aguda
- Antibioticoterapia sistêmica direcionada a Staphylococcus aureus, hidratação intensa, analgésicos e compressas mornas locais.
- Síndrome de Sjögren com xerostomia severa
- Uso contínuo de saliva artificial, rigoroso controle de cárie com flúor tópico e sialagogos sistêmicos como pilocarpina.
- Pênfigo vulgar
- Biópsia para imunofluorescência direta e corticoterapia sistêmica com prednisona, associada a imunossupressores poupadores de corticoide.
- Penfigoide das membranas mucosas
- Corticosteroides tópicos de alta potência, corticoides orais em casos progressivos e avaliação oftalmológica obrigatória contra sinéquias.
- Granuloma piogênico
- Excisão cirúrgica conservadora estendida até o periósteo subjacente e remoção completa dos fatores irritativos locais (cálculo/restaurações).
- Lesão periférica de células gigantes
- Excisão cirúrgica completa até o periósteo associada a raspagem minuciosa da superfície óssea e radicular adjacente.
- Fibroma de irritação (hiperplasia fibrosa)
- Excisão cirúrgica simples e eliminação definitiva do fator de microtrauma crônico causal (borda dental afiada ou prótese desadaptada).
- Hiperplasia gengival medicamentosa
- Adequação do meio bucal, tartarectomia frequente e contato médico para tentativa de substituição do fármaco indutor.
- Papiloma escamoso oral
- Excisão cirúrgica conservadora englobando a base do pedículo para evitar recidiva, com exame anatomopatológico de rotina.
- Condiloma acuminado oral
- Exérese cirúrgica, ablação por laser ou crioterapia, com investigação de lesões anogenitais concomitantes do paciente e parceiro.
- Ameloblastoma sólido/multicístico
- Ressecção cirúrgica óssea com margens de segurança livres (geralmente 1 a 1,5 cm) para evitar elevadas taxas de recidiva.
- Ameloblastoma unicístico luminal
- Enucleação cirúrgica com curetagem vigorosa ou aplicação de solução de Carnoy; acompanhamento tomográfico em longo prazo.
- Queratocisto odontogênico
- Enucleação associada a tratamento coadjuvante (solução de Carnoy, crioterapia ou osteotomia periférica) ou descompressão prévia.
- Cisto periapical (radicular)
- Tratamento endodôntico convencional do dente necrosado; persistindo a lesão, enucleação cirúrgica associada a apicectomia.
- Cisto dentígero
- Enucleação cirúrgica completa junto com a extração do dente impactado associado, ou marsupialização prévia para salvar o germe.
- Mixoma odontogênico
- Ressecção cirúrgica em bloco devido ao comportamento infiltrativo desprovido de cápsula e alto potencial de recidiva.
- Odontoma composto ou complexo
- Enucleação cirúrgica conservadora com preservação das estruturas dentárias vizinhas; prognóstico excelente sem recidivas.
- Osteonecrose dos maxilares associada a medicamentos
- Controle com clorexidina tópica e antibioticoterapia cíclica; debridamento cirúrgico conservador ou ressecção apenas em estágios avançados.
- Osteorradionecrose dos maxilares
- Terapia antimicrobiana prolongada, irrigação tópica, oxigenoterapia hiperbárica coadjuvante e sequestrectomia ou ressecção óssea radical.
- Língua geográfica (glossite migratória benigna)
- Tranquilização do paciente quanto à benignidade; em crises dolorosas, bochechos com anestésicos tópicos ou corticoide em solução.
- Língua pilosa negra
- Escovação suave do dorso lingual com limpadores de língua, cessação do tabagismo e suspensão de bochechos oxidantes crônicos.
- Queilite glandular
- Aplicação de protetores labiais com filtro, infiltração intralesional de corticoide e vermelhectomia labial em casos avançados.
- Angina de Ludwig
- Manutenção emergencial da via aérea (frequentemente traqueostomia), drenagem cirúrgica ampla e antibioticoterapia venosa de largo espectro.
- Abscesso periapical agudo
- Drenagem da coleção purulenta por via endodôntica ou incisão tecidual intraoral flutuante, analgesia e eliminação da causa.
- Sífilis primária (cancro duro bucal)
- Tratamento com penicilina G benzatina intramuscular em dose única e notificação compulsória com rastreio sorológico (VDRL/FTA-ABS).
- Leucoplasia pilosa oral
- Geralmente assintomática e não tratada diretamente; resolução com terapia antirretroviral (TARV) para restabelecer o perfil imune.
- Sarcoma de Kaposi oral
- Início ou otimização da terapia antirretroviral na infecção por HIV; radioterapia local ou quimioterapia intralesional para alívio funcional.
- Eritema multiforme maior
- Identificação e suspensão do gatilho causal medicamentoso/infeccioso, suporte hidroeletrolítico e corticoterapia sistêmica precoce.
- Tórus palatino volumoso que impede prótese
- Osteotomia e osteoplastia cirúrgica conservadora para regularização da abóbada palatina antes da confecção protética.
- Hemangioma da cavidade oral
- Escleroterapia intralesional com agentes esclerosantes (ex.: oleato de monoetanolamina), embolização, laser cirúrgico ou observação clínica.
- Mucosite oral induzida por quimioterapia/radioterapia
- Laserterapia de baixa potência preventiva/terapêutica, bochechos sem álcool, anestésicos tópicos e analgesia escalonada.