Animais Peçonhentos: Concurso ACE

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Estudo sobre animais peçonhentos no Brasil, focado em acidentes ofídicos, aranhas e escorpiões. Destinado a candidatos a concursos públicos para Agente de Combate às Endemias.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Primeiros socorros Publicado
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Cartões · 52

Gênero responsável pelo acidente botrópico
Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu-cruzeiro, cotiara).
Frequência do acidente botrópico no Brasil
É o acidente ofídico mais frequente no país, responsável por cerca de 85% a 90% dos casos registrados.
Ações do veneno botrópico
Ação proteolítica (inflamatória local), coagulante e hemorrágica.
Manifestações locais do acidente botrópico
Dor intensa, edema progressivo, equimose, calor, rubor e possível surgimento de bolhas e necrose.
Manifestações sistêmicas do acidente botrópico
Sangramentos em mucosas (gengivorragia), hematúria, sangramento em ferimentos recentes e hipotensão.
Soroterapia indicada para acidente por jararaca
Soro antibotrópico (SAB) ou soro antibotrópico-laquético (SABL) / antibotrópico-crotálico (SABC).
Gênero responsável pelo acidente crotálico
Crotalus (cascavel).
Características físicas marcantes da cascavel
Presença de chocalho ou guizo (guilho) na ponta da cauda.
Ações do veneno crotálico
Ação neurotóxica, miotóxica (rabdomiólise) e coagulante.
Fácies miastênica ou neurotóxica no acidente crotálico
Ptose palpebral (queda das pálpebras), turvação visual, diplopia (visão dupla) e midríase.
Aspecto da urina no acidente crotálico grave
Urina escura (cor de refrigerante de cola ou avermelhada) decorrente da mioglobinúria por rabdomiólise.
Principal complicação sistêmica renal da picada de cascavel
Insuficiência renal aguda por deposição de mioglobina nos túbulos renais.
Soroterapia indicada para acidente por cascavel
Soro anticrotálico (SAC).
Gênero responsável pelo acidente laquético
Lachesis (surucucu-pico-de-jaca).
Habitat típico da serpente surucucu-pico-de-jaca
Florestas densas tropicais e úmidas, como Amazônia e resquícios da Mata Atlântica.
Diferença clínica do acidente laquético em relação ao botrópico
Apresenta quadro inflamatório similar, mas acompanhado de síndrome vagal (diarreia, bradicardia, hipotensão).
Soroterapia indicada para picada de Lachesis
Soro antilaquético ou soro antibotrópico-laquético (SABL).
Gênero responsável pelo acidente elapídico
Micrurus (coral-verdadeira).
Ação primária do veneno da coral-verdadeira
Ação neurotóxica pós-sináptica ou pré-sináptica, bloqueando receptores de acetilcolina.
Manifestação de gravidade máxima no acidente elapídico
Insuficiência respiratória aguda por paralisia dos músculos intercostais e diafragma.
Característica local da picada de Micrurus
Dor e edema locais mínimos ou ausentes, frequentemente com marcas discretas de dentes.
Soroterapia indicada para picada de coral-verdadeira
Soro antielapídico (SAElap).
Principal gênero de escorpiões de importância médica no Brasil
Tityus.
Espécie do escorpião-amarelo e sua distribuição
Tityus serrulatus, muito adaptada a centros urbanos e causadora de acidentes graves em crianças.
Modo reprodutivo particular de Tityus serrulatus
Partenogênese (reprodução assexuada sem necessidade de fecundação por macho).
Espécie do escorpião-marrom
Tityus bahiensis.
Manifestação local mais comum no escorpionismo
Dor imediata intensa, que pode irradiar para a raiz do membro, com pouco ou nenhum edema.
Sintomas sistêmicos de alerta no escorpionismo em crianças
Vômitos profusos, sudorese, sialorreia (salivação intensa), taquicardia ou choque cardiogênico.
Soroterapia específica para acidente escorpiônico moderado ou grave
Soro antiescorpiônico (SAEsc) ou soro antiaracnídico (SAAr).
Gênero da aranha-marrom
Loxosceles.
Habitat frequente da aranha Loxosceles no meio urbano
Atrás de quadros, frestas de móveis, pilhas de telhas, tijolos, roupas e sapatos guardados.
Característica clínica da picada da aranha-marrom (Loxosceles)
Picada inicialmente pouco dolorosa, evoluindo após horas com dor em queimação, edema e placa marmórea.
Forma cutâneo-visceral (sistêmica) do loxoscelismo
Hemólise intravascular grave, icterícia, anemia aguda, hemoglobinúria e insuficiência renal.
Soroterapia indicada para loxoscelismo moderado a grave
Soro antiloxoscélico ou soro antiaracnídico (SAAr).
Gênero da aranha-armadeira
Phoneutria.
Comportamento típico defensivo de Phoneutria
Ergue as pernas dianteiras, apoia-se nas patas traseiras e salta em direção ao agressor.
Manifestação típica no acidente foneútrico
Dor local intensa e imediata, sudorese localizada, priapismo e agitação psicomotora.
Gênero da aranha-viúva-negra
Latrodectus.
Quadro clínico característico do latrodectismo
Dor intensa, contrações musculares, rigidez abdominal ('abdome em tábua') e sudorese profusa.
Gênero de lagartas urticantes causadoras de síndrome hemorrágica
Lonomia (taturana ou lagarta-de-fogo).
Mecanismo de ação das toxinas da lagarta Lonomia
Ativação direta da cascata de coagulação, consumindo fatores e provocando coagulopatia de consumo.
Manifestações do acidente por Lonomia
Dor em queimação no contato, cefaleia, gengivorragia, equimoses espontâneas e risco de hemorragia fatal.
Soroterapia indicada no acidente por taturana do gênero Lonomia
Soro antilonômico (SALon).
Medida incorreta clássica que NUNCA deve ser feita em picada de cobra
Fazer torniquete ou garrote, furar, cortar ou aplicar substâncias como café ou esterco no ferimento.
Primeiro socorro correto em acidentes ofídicos
Lavar o local apenas com água e sabão, manter a vítima calma, deitada, hidratada e levá-la ao hospital.
Principal fator de risco para atrair escorpiões no peridomicílio
Acúmulo de entulhos, baratas (alimento principal), restos de materiais de construção e lixo orgânico.
Papel do Agente de Combate às Endemias (ACE) no controle de escorpiões
Identificar criadouros, orientar a população sobre limpeza e vedação de frestas e inspecionar ralos.
Por que o uso de veneno químico não é indicado para controle de escorpiões?
Não é eficaz, fecha os estigmas do animal, irrita o escorpião e induz seu desalojamento e dispersão.
Local corporal mais frequentemente atingido por picadas de serpentes
Membros inferiores (pés e pernas), justificando o uso profilático de botas ou perneiras de couro.
Instrumento de proteção individual indispensável em áreas com mato ou entulho
Botas de cano longo ou perneiras de couro e luvas de raspa de couro grossa.
Como confirmar o acidente laquético frente a um caso presumido botrópico?
Presença de sintomas de estimulação vagal acentuada (bradicardia, diarreia aquosa e vômitos).
Conduta recomendada se o animal peçonhento for morto com segurança
Fotografá-lo ou levá-lo com cuidado ao pronto-socorro para auxiliar a identificação pela equipe médica.

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