Anticoncepção
Estudo dos métodos contraceptivos e da anticoncepção, voltado para estudantes de medicina e saúde.
Cartões · 50
- Índice de Pearl
- Mede a eficácia de um método contraceptivo calculando o número de gestações em 100 mulheres ao longo de um ano de uso.
- Preservativo masculino
- Barreira de látex ou poliuretano no pênis que retém o esperma e protege contra infecções sexualmente transmissíveis.
- Preservativo feminino
- Bolsa de látex ou nitrilo inserida na vagina antes da relação, impedindo a passagem dos espermatozoides para o útero.
- Pílula combinada oral
- Associação diária de estrogênio e progesterona que inibe a ovulação e espessa o muco cervical.
- Minipílula
- Pílula que contém apenas progesterona, atuando principalmente no espessamento do muco cervical e atrofia endometrial.
- Injeção anticoncepcional mensal
- Combinação hormonal intramuscular que inibe a ovulação e é administrada uma vez a cada 30 dias.
- Injeção anticoncepcional trimestral
- Aplicação intramuscular de progesterona a cada três meses que suprime a ovulação e bloqueia o muco cervical.
- Adesivo transdérmico
- Adesivo cutâneo semanal que libera estrogênio e progestagênio na corrente sanguínea, impedindo a ovulação.
- Anel vaginal
- Anel de silicone flexível inserido na vagina por três semanas que libera hormônios continuadamente para inibir a ovulação.
- Implante subdérmico
- Bastão sob a pele do braço que libera etonogestrel por até 3 anos, inibindo a ovulação e alterando o muco cervical.
- DIU de Cobre
- Dispositivo intrauterino sem hormônio que libera íons de cobre citotóxicos para espermatozoides e óvulos, durando até 10 anos.
- DIU de Prata e Cobre
- Dispositivo intrauterino que libera cobre e prata, causando efeito espermicida com menos cólicas em relação ao DIU de cobre puro.
- DIU hormonal (Mirena/Kyleena)
- Dispositivo que libera levonorgestrel no útero, atrofiando o endométrio e espessando o muco cervical por 5 a 8 anos.
- Pílula do dia seguinte
- Anticoncepção de emergência em dose única de levonorgestrel que adia ou impede a ovulação quando tomada após o ato sexual.
- Acetato de ulipristal
- Modulador do receptor de progesterona usado como pílula de emergência eficaz por até cinco dias após o sexo desprotegido.
- DIU de emergência
- Inserção de DIU de cobre em até 5 dias após a relação desprotegida, atuando como o método de emergência mais eficaz.
- Diafragma vaginal
- Cúpula de silicone inserida sobre o colo do útero antes da relação, usada com espermicida para barrar os espermatozoides.
- Capuz cervical
- Pequena cúpula de silicone menor que o diafragma que se ajusta ao colo uterino com vácuo, impedindo a entrada de esperma.
- Espermicida
- Gel, espuma ou óvulo com nonoxinol-9 aplicado na vagina para imobilizar e destruir a membrana dos espermatozoides.
- Esponja anticoncepcional
- Esponja de poliuretano com espermicida inserida no colo do útero para bloquear e desativar espermatozoides.
- Laqueadura tubária
- Cirurgia definitiva que corta, cauteriza ou amarra as trompas de Falópio, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozoide.
- Salpingectomia bilateral
- Remoção cirúrgica completa de ambas as trompas uterinas, impedindo a fecundação de forma permanente.
- Vasectomia
- Pequena cirurgia masculina que secciona os ductos deferentes, impedindo a presença de espermatozoides no sêmen ejaculado.
- Tabelinha (Ogino-Knaus)
- Cálculo do período fértil baseado na duração dos ciclos menstruais passados para evitar relações sexuais nos dias férteis.
- Método de Billings (Muco cervical)
- Observação diária das mudanças na textura e umidade do muco cervical para identificar o pico fértil e evitar relações.
- Temperatura basal corporal
- Medição diária da temperatura corporal em repouso ao acordar para detectar o ligeiro aumento térmico que indica pós-ovulação.
- Método Sintotérmico
- Combinação da temperatura basal, análise do muco cervical e outros sinais físicos para determinar a janela de fertilidade.
- Coito interrompido
- Retirada do pênis da vagina antes da ejaculação; tem alta taxa de falha devido ao fluido pré-ejaculatório.
- Amenorreia da lactação (LAM)
- Uso do aleitamento materno exclusivo e frequente nos primeiros 6 meses para suprimir o hormônio que estimula a ovulação.
- Dupla proteção
- Uso simultâneo de um método de barreira para prevenir ISTs e outro método de alta eficácia para prevenir gravidez.
- Efeito no endométrio (hormonais)
- Afina a camada interna do útero, tornando-a hostil para a fixação do óvulo caso ocorra fecundação.
- Espessamento do muco cervical
- Ação da progesterona que torna a secreção no colo do útero densa e impenetrável para os espermatozoides.
- Supressão do pico de LH
- Bloqueio hormonal central promovido pela contracepção sistêmica que impede a liberação do óvulo pelo ovário.
- Uso perfeito vs. Uso típico
- Uso perfeito reflete a eficácia seguindo as regras à risca; uso típico reflete a eficácia real com esquecimentos e erros humanos.
- Critérios de Elegibilidade da OMS
- Diretrizes médicas que classificam a segurança de cada método anticoncepcional com base no histórico clínico da pessoa.
- Contraindicação do estrogênio
- Mulheres com histórico de trombose venosa profunda, enxaqueca com aura ou hipertensão grave não devem usar estrogênio.
- Interação com antibióticos indutores
- Medicamentos como rifampicina aceleram o metabolismo hepático dos hormônios anticoncepcionais, reduzindo sua eficácia.
- Sangramento de privação
- Sangramento menstrual falso que ocorre durante a pausa das pílulas combinadas devido à queda brusca de hormônios.
- Spotting
- Pequenos escapes de sangue fora do período menstrual, comuns nos primeiros meses de uso de métodos hormonais contínuos.
- Contracepção contínua
- Uso ininterrupto de pílulas sem pausas, eliminando a menstruação e aliviando sintomas como cólicas e endometriose.
- LARC (Contraceptivos de longa duração)
- Categoria que engloba DIUs e implantes, com eficácia superior por não dependerem da disciplina do usuário.
- Reversibilidade da vasectomia
- Cirurgia de reversão (vasovasostomia) possível, mas com taxa de sucesso variável e declinante com o tempo decorrido.
- Reversibilidade da laqueadura
- Recanalização tubária de alta complexidade e sucesso limitado; a fertilização in vitro costuma ser a alternativa preferida.
- Tempo de retorno à fertilidade (Injeção trimestral)
- Pode levar de 6 a 18 meses para o ciclo ovulatório regular retornar após a interrupção das injeções de depósito.
- Tempo de retorno à fertilidade (DIU e Pílula)
- Geralmente imediato ou dentro do primeiro mês após a retirada do dispositivo ou cessação dos comprimidos.
- Contracepção e lactação
- Métodos somente com progestagênio ou não hormonais são indicados, pois o estrogênio pode reduzir a produção de leite.
- Uso de camisinha com lubrificante à base de óleo
- Óleos e vaselinas danificam o látex do preservativo, causando rasgos; deve-se usar apenas lubrificante à base de água ou silicone.
- Expulsão do DIU
- Ocorrência incomum em que o útero expele o dispositivo, necessitando de confirmação e novo método de barreira provisório.
- Efeito não contraceptivo dos hormonais
- Redução da cólica menstrual, do fluxo excessivo, da acne e diminuição do risco a longo prazo de câncer de ovário e endométrio.
- Planejamento reprodutivo
- Conjunto de ações e informações que permite às pessoas decidir livremente se, quando e quantos filhos desejam ter.