Bioquímica Básica e Biomoléculas

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Estudo das biomoléculas, vitaminas e minerais essenciais. Destinado a estudantes de ciências da saúde e biologia.

101 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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Cartões · 101

Água (polaridade)
Molécula com geometria angular e dipolo elétrico permanente, que atua como solvente universal celular e viabiliza reações metabólicas.
Pontes de hidrogênio na água
Atrações eletrostáticas entre o hidrogênio de uma molécula e o oxigênio de outra, conferindo alta coesão e tensão superficial.
Calor específico da água
Alta capacidade de absorver calor com pouca variação térmica, atuando como amortecedor e estabilizador térmico nos organismos.
Monossacarídeos
Carboidratos simples formados por cadeias com grupamentos hidroxila e carbonila, servindo como fonte imediata de energia metabólica celular.
Glicose
Monossacarídeo aldo-hexose (C6H12O6), principal substrato energético para a respiração celular e produção de ATP.
Frutose
Monossacarídeo ceto-hexose encontrado em frutas e mel, metabolizado para a geração de energia na via glicolítica.
Ribose e Desoxirribose
Pentoses com 5 carbonos que constituem a porção glicídica dos esqueletos de nucleotídeos no RNA e DNA, respectivamente.
Ligação glicosídica
Ligação covalente entre o carbono anomérico de um açúcar e a hidroxila de outro, unindo monômeros em oligossacarídeos e polissacarídeos.
Sacarose
Dissacarídeo formado por glicose e frutose, principal forma de transporte de carboidratos pelo floema nas plantas.
Lactose
Dissacarídeo formado por glicose e galactose unido por ligação beta-1,4, fonte de carboidratos no leite dos mamíferos.
Maltose
Dissacarídeo composto por duas unidades de glicose unidas por ligação alfa-1,4, produto da digestão parcial do amido.
Amido
Polissacarídeo de reserva energética vegetal composto por amilose e amilopectina, polímeros de glicose com ligações alfa.
Glicogênio
Polissacarídeo de reserva energética animal altamente ramificado, armazenado no fígado e nos músculos esqueléticos.
Celulose
Polissacarídeo estrutural linear formado por glicoses unidas por ligações beta-1,4, principal componente da parede celular vegetal.
Quitina
Polímero de N-acetilglicosamina com função estrutural, presente no exoesqueleto de artrópodes e na parede celular de fungos.
Ácidos graxos
Cadeias hidrocarbonetadas apolares com terminação carboxila, atuando como blocos de construção lipídica e combustível celular.
Ácidos graxos saturados
Cadeias hidrocarbonetadas sem duplas ligações C-C, sólidas à temperatura ambiente e com conformação linear e rígida.
Ácidos graxos insaturados
Cadeias com uma ou mais duplas ligações C-C que formam dobras, mantendo a fluidez das membranas biológicas e dos óleos.
Triglicerídeos (Triacilgliceróis)
Ésteres formados por uma molécula de glicerol e três ácidos graxos, principal reserva energética de longo prazo e isolante térmico.
Fosfolipídios
Lipídios anfipáticos formados por glicerol, dois ácidos graxos e um grupo fosfato com cabeça polar, base da bicamada celular.
Colesterol
Esterol de quatro anéis carbônicos fundidos, regula a fluidez da membrana plasmática e é precursor de hormônios esteroides.
Esteroides
Lipídios derivados do núcleo esterol, atuam como hormônios de sinalização intracelular, a exemplo de cortisol, estrogênio e testosterona.
Ceras
Ésteres de ácidos graxos de cadeia longa com álcoois de cadeia longa, altamente hidrofóbicos, com função impermeabilizante em plantas e animais.
Aminoácidos
Monômeros de proteínas com carbono alfa ligado a grupo amina, carboxila, hidrogênio e uma cadeia lateral R variável.
Ligação peptídica
Ligação covalente amida formada entre a carboxila de um aminoácido e a amina do seguinte, por reação de desidratação.
Estrutura primária de proteínas
Sequência linear de aminoácidos unidos covalentemente por ligações peptídicas, que determina o enovelamento funcional final.
Estrutura secundária de proteínas
Arranjos espaciais locais do esqueleto polipeptídico estabilizados por pontes de hidrogênio, como alfa-hélice e folha beta.
Estrutura terciária de proteínas
Conformação tridimensional completa da cadeia polipeptídica mantida por interações hidrofóbicas, iônicas e pontes dissulfeto.
Estrutura quaternária de proteínas
Associação estável de duas ou mais cadeias polipeptídicas independentes em um complexo funcional único, como na hemoglobina.
Desnaturação proteica
Perda da conformação tridimensional nativa por calor, pH ou solventes, causando perda irreparável da atividade biológica.
Enzimas
Proteínas com atividade catalítica que aumentam a velocidade das reações químicas celulares sem serem consumidas no processo.
Energia de ativação
Barreira energética mínima que os reagentes devem superar para iniciar uma reação, a qual é reduzida pelas enzimas.
Sítio ativo
Fenda ou cavidade catalítica da enzima com arranjo tridimensional específico para acomodar e ligar o substrato.
Modelo do encaixe induzido
Mecanismo em que o substrato induz uma mudança conformacional sutil no sítio ativo para otimizar o processo catalítico.
Inibição competitiva
Inibidor que se liga reversivelmente ao sítio ativo livre, competindo com o substrato, aumentando o Km aparente sem alterar a Vmáx.
Regulação alostérica
Modulação da atividade enzimática por efetores que se ligam a sítios não catalíticos, induzindo mudanças conformacionais.
Coenzimas
Moléculas orgânicas não proteicas, muitas vezes derivadas de vitaminas, essenciais para o transporte transitório de grupos químicos.
Vitaminas hidrossolúveis
Vitaminas solúveis em água, como as do complexo B e vitamina C, que atuam como coenzimas e não são acumuladas em grandes estoques.
Vitaminas lipossolúveis
Vitaminas hidrofóbicas (A, D, E, K) absorvidas com gorduras e armazenadas nos tecidos adiposo e hepático.
Vitamina A (Retinol)
Composto isoprenoide essencial para o ciclo visual (rodopsina), diferenciação epitelial e integridade imunológica.
Vitamina D (Calcitriol)
Derivado esteroide que estimula a absorção intestinal de cálcio e fósforo, essencial para a mineralização óssea.
Vitamina E (Tocoferol)
Composto aromático lipofílico com potente ação antioxidante, protegendo lipídios de membrana da peroxidação.
Vitamina K (Filoquinona/Menaquinona)
Quinona lipofílica necessária como cofator na carboxilação de resíduos de glutamato de fatores de coagulação sanguínea.
Vitamina B1 (Tiamina)
Precursora do pirofosfato de tiamina (TPP), coenzima de descarboxilações oxidativas no metabolismo de carboidratos.
Vitamina B2 (Riboflavina)
Precursora de FAD e FMN, carreadores de elétrons em reações redox na respiração mitocondrial e ciclo de Krebs.
Vitamina B3 (Niacina)
Precursora de NAD+ e NADP+, nucleotídeos de piridina que atuam como aceptores e doadores universais de elétrons.
Vitamina B9 (Ácido fólico)
Precursor do tetraidrofolato (THF), carreador de unidades de um carbono na síntese de purinas e timina celular.
Vitamina B12 (Cobalamina)
Molécula com anel de corrina e íon cobalto, cofator na síntese de metionina e degradação de ácidos graxos ímpares.
Vitamina C (Ácido ascórbico)
Derivado glicídico antioxidante e cofator essencial para as enzimas de hidroxilação de prolina e lisina no colágeno.
Cegueira noturna (Nictalopia)
Patologia visual decorrente da deficiência de vitamina A, que prejudica a síntese de rodopsina nos bastonetes da retina.
Xeroftalmia
Secura anormal da conjuntiva e córnea causada por carência severa de vitamina A, podendo evoluir para queratomalácia e cegueira.
Raquitismo
Doença óssea infantil provocada pela hipovitaminose D, resultando em mineralização defeituosa da matriz óssea e deformidades esqueléticas.
Osteomalácia
Distúrbio no metabolismo ósseo do adulto associado à carência de vitamina D, caracterizado pelo amolecimento dos ossos por desmineralização.
Anemia hemolítica neonatal
Condição hematológica em recém-nascidos prematuros associada à deficiência de vitamina E, devido à fragilidade e ruptura de hemácias.
Hemorragia neonatal
Distúrbio de coagulação em recém-nascidos decorrente da hipovitaminose K, com redução dos fatores de coagulação II, VII, IX e X.
Beribéri
Enfermidade causada pela deficiência severa de vitamina B1 (tiamina), apresentando manifestações neurológicas e cardiovasculares.
Síndrome de Wernicke-Korsakoff
Transtorno neurológico agudo associado à hipovitaminose B1 crônica em etilistas, manifestando ataxia, confusão mental e amnésia.
Queilite angular e Glossite
Lesões inflamatórias nos cantos da boca e na língua causadas comumente pela deficiência de vitamina B2 (riboflavina) ou complexo B.
Pelagra
Doença decorrente da deficiência de vitamina B3 (niacina), classicamente caracterizada pela tríade de diarreia, dermatite e demência.
Anemia megaloblástica
Anemia caracterizada por hemácias grandes e imaturas na medula, associada à carência de ácido fólico (B9) ou vitamina B12.
Defeitos do tubo neural
Malformações congênitas como anencefalia e espinha bífida no feto, prevenidas pela suplementação materna de ácido fólico (B9).
Anemia perniciosa
Doença autoimune com destruição de células parietais gástricas e falta de fator intrínseco, impedindo a absorção de cobalamina (B12).
Escorbuto
Patologia resultante da deficiência grave de vitamina C, marcada por hemorragias gengivais, fraqueza e fragilidade capilar.
Vitamina B5 (Ácido pantotênico)
Vitamina precursora da coenzima A (CoA), fundamental para o metabolismo oxidativo de carboidratos, lipídios e síntese de acetil-CoA.
Vitamina B6 (Piridoxina)
Coenzima em reações de transaminação e descarboxilação de aminoácidos, síntese de heme e neurotransmissores no sistema nervoso.
Vitamina B7 (Biotina)
Cofator essencial para enzimas carboxilases envolvidas na gliconeogênese, síntese de ácidos graxos e degradação de aminoácidos.
Cálcio (Ca2+)
Cátion divalente essencial para mineralização óssea, deflagração da contração muscular, sinalização intracelular e coagulação sanguínea.
Fósforo (Fosfato - PO4 3-)
Ânion inorgânico estrutural de hidroxiapatita no osso, ácidos nucleicos, fosfolipídios de membrana e compostos energéticos como ATP.
Sódio (Na+)
Principal cátion extracelular, responsável pela osmorregulação, manutenção do volume hídrico e geração do potencial de ação celular.
Potássio (K+)
Principal cátion intracelular, crucial para a manutenção do potencial de repouso da membrana plasmática e excitabilidade neuromuscular.
Cloreto (Cl-)
Principal ânion extracelular, atua na manutenção da eletroneutralidade osmótica e compõe o ácido clorídrico no suco gástrico.
Magnésio (Mg2+)
Cátion divalente cofator de centenas de enzimas dependentes de ATP, atua na síntese proteica, estabilização de DNA e relaxamento muscular.
Ferro heme
Íon ferroso quelado em anel porfirínico, componente de hemoglobina, mioglobina e citocromos para transporte de oxigênio e elétrons.
Ferro não-heme
Forma inorgânica de ferro de origem vegetal, que necessita ser reduzida a Fe2+ no lúmen intestinal para sua absorção eficiente.
Ferritina
Proteína globular intracelular que armazena átomos de ferro em forma solúvel e não tóxica no fígado, baço e medula óssea.
Transferrina
Glicoproteína plasmática responsável pelo transporte sérico seguro de íons férricos (Fe3+) entre sítios de absorção e consumo.
Anemia ferropriva
Doença caracterizada por eritrócitos microcíticos e hipocrômicos, decorrente da ingestão insuficiente ou perda crônica de ferro.
Iodo
Micromineral halogenado indispensável para a biossíntese dos hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3) na glândula tireoide.
Bócio endêmico
Hipertrofia compensatória da tireoide mediada por TSH elevado diante do consumo insuficiente de iodo na dieta alimentar.
Cretinismo
Condição congênita de retardo no desenvolvimento físico e cognitivo decorrente da carência grave de iodo ou hipotireoidismo materno.
Zinco (Zn2+)
Oligoelemento cofator da anidrase carbônica e RNA polimerase, estruturante de dedos de zinco e vital à cicatrização tecidual.
Deficiência de zinco
Carência nutricional que provoca hipogeusia (perda do paladar), atraso no crescimento, alopecia e comprometimento imune.
Cobre (Cu2+/Cu+)
Micromineral cofator da citocromo c oxidase e ceruloplasmina, essencial no transporte mitocondrial de elétrons e absorção de ferro.
Doença de Wilson
Desordem genética que prejudica a excreção biliar de cobre, resultando em acúmulo tóxico no fígado, cérebro e anéis corneanos.
Doença de Menkes
Distúrbio hereditário da absorção de cobre, gerando cabelos frágeis e despigmentados associados a deterioração neurológica precoce.
Selênio
Micromineral constituinte do aminoácido selenocisteína, fundamental para a enzima antioxidante glutationa peroxidase.
Manganês
Cofator mineral de enzimas como superóxido dismutase mitocondrial (Mn-SOD), arginase e enzimas de gliconeogênese celular.
Cromo (Cr3+)
Oligoelemento que atua potencializando a ação do receptor de insulina na captação celular de glicose periférica.
Molibdênio
Cofator mineral da xantina oxidase e sulfito oxidase, necessário no catabolismo de purinas e compostos sulfurados.
Flúor (Fluoreto)
Halogênio que substitui a hidroxila na matriz óssea formando fluorapatita, aumentando a resistência do esmalte dentário a cáries.
Fluorose
Toxicidade por ingestão excessiva crônica de fluoreto durante o desenvolvimento dentário, gerando manchas e fragilidade no esmalte.
Enxofre
Macromineral componente de cisteína, metionina, coenzima A e tiamina, essencial para a formação de pontes dissulfeto em proteínas.
Hipocalcemia
Nível sérico reduzido de cálcio que despolariza membranas excitáveis, desencadeando espasmos musculares, tetania e convulsões.
Hipercalcemia
Excesso de cálcio plasmático que reduz a excitabilidade neuromuscular, causando letargia, constipação e risco de litíase renal.
Hiponatremia
Queda na concentração sérica de sódio que provoca influxo de água para as células por osmose, podendo gerar edema cerebral grave.
Hipercalemia
Elevação crítica de potássio extracelular que despolariza cardiomiócitos, podendo causar fibrilação ventricular e parada cardíaca.
Bomba de Na+/K+ ATPase
Proteína carreadora que transporta 3 íons sódio para o meio extracelular e 2 potássios para o interior consumindo uma molécula de ATP.
Hidroxiapatita
Fosfato de cálcio cristalizado que constitui a fase mineral inorgânica da matriz rígida de ossos e dentes nos vertebrados.
Tetania hipocalcêmica
Contração muscular espástica sustentada involuntária resultante do aumento da excitabilidade neuronal pela falta de cálcio iônico.
Sais biliares
Moléculas esteroides anfipáticas derivadas do colesterol que emulsionam lipídios no duodeno facilitando a absorção de vitaminas lipossolúveis.
Equilíbrio hidroeletrolítico
Homeostase da distribuição de água e íons minerais nos compartimentos corporais, regulada por filtração renal e transporte de membrana.

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