Biologia: Bioquímica

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Este conjunto aborda conceitos fundamentais e processos de bioquímica, sendo ideal para estudantes universitários de biologia e saúde.

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ATP (Trifosfato de Adenosina)
Nucleotídeo que atua como a principal moeda energética celular, transferindo energia química para reações biológicas.
Enzima
Catalisador proteico que acelera reações bioquímicas diminuindo a energia de ativação sem ser consumido no processo.
Glicose
Monossacarídeo de seis carbonos que serve como fonte primária e imediata de energia metabólica para a maioria dos seres vivos.
Glicólise
Via citoplasmática anaeróbica que oxida uma molécula de glicose em dois piruvatos, produzindo saldo líquido de 2 ATP e 2 NADH.
Ciclo de Krebs
Série de reações mitocondriais que oxida acetil-CoA em CO2, gerando elétrons energizados na forma de NADH e FADH2.
Fosforilação Oxidativa
Processo mitocondrial que sintetiza ATP usando o gradiente de prótons gerado pelo transporte de elétrons acoplado ao oxigênio.
DNA (Ácido Desoxirribonucleico)
Macromolécula em dupla hélice que armazena e transmite as informações genéticas de todos os organismos celulares.
RNA Mensageiro (mRNA)
Molécula que transporta o código genético do DNA nuclear até os ribossomos para orientar a síntese de proteínas.
Ribossomo
Complexo macromolecular ribonucleoproteico responsável pela tradução gênica e síntese de polipeptídeos.
Aminoácido
Unidade monomérica das proteínas composta por um grupo amina, um grupo carboxila e uma cadeia lateral específica.
Ligação Peptídica
Ligação covalente formada entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro, com perda de água.
Estrutura Primária de Proteína
Sequência linear linear de aminoácidos unidos covalentemente por ligações peptídicas ao longo da cadeia polipeptídica.
Estrutura Secundária de Proteína
Conformação local da cadeia polipeptídica mantida por pontes de hidrogênio, destacando-se alfa-hélices e folhas beta.
Estrutura Terciária de Proteína
Arranjo tridimensional completo e funcional de uma única cadeia polipeptídica sustentado por interações intramoleculares.
Estrutura Quaternária de Proteína
Associação e organização espacial de duas ou mais subunidades polipeptídicas em um único complexo proteico funcional.
Desnaturação Proteica
Perda da conformação tridimensional nativa e funcional de uma proteína devido a alterações de pH, calor ou solutos.
Fosfolipídio
Lipídio anfifílico composto por glicerol, dois ácidos graxos e um fosfato, componente fundamental das membranas celulares.
Bicamada Lipídica
Estrutura fluida de fosfolipídios em folheto duplo que atua como barreira seletiva entre os meios intra e extracelulares.
Colesterol
Esteroide anfifílico que modula a fluidez de membranas biológicas e atua como precursor de hormônios esteroides e bile.
Glicogênio
Polissacarídeo ramificado de glicose que funciona como reserva de carboidratos a curto prazo no fígado e nos músculos de animais.
Amido
Polímero vegetal de glicose (amilose e amilopectina) que atua como principal forma de reserva energética em plantas.
Celulose
Polissacarídeo estrutural de glicose com ligações beta-1,4 que confere rigidez mecânica à parede celular vegetal.
Cinética de Michaelis-Menten
Modelo quantitativo que descreve a velocidade de reações enzimáticas em função da concentração de substrato.
Constante de Michaelis (Km)
Concentração de substrato na qual a velocidade de reação atinge metade do valor máximo, indicando a afinidade enzima-substrato.
Inibidor Competitivo
Molécula que compete diretamente com o substrato pelo sítio ativo da enzima, aumentando o Km aparente sem alterar a Vmáx.
Inibidor Não Competitivo
Substância que se liga a um sítio alostérico da enzima, diminuindo a velocidade máxima (Vmáx) sem alterar o Km.
Regulação Alostérica
Modulação da atividade enzimática causada pela ligação de um efetor molecular em um sítio diferente do sítio catalítico.
Coenzima
Molécula orgânica não proteica que auxilia a enzima na catálise transportando grupos químicos, elétrons ou átomos.
Cofator
Íon inorgânico (como magnésio ou ferro) necessário para a atividade catalítica adequada de certas enzimas.
NADH
Coenzima dinucleotídica que atua como carreador solúvel de elétrons em vias oxidativas, doando-os à cadeia respiratória.
NADPH
Coenzima carreadora de elétrons utilizada primariamente como agente redutor em vias anabólicas e defesa antioxidante.
FADH2
Coenzima carreadora de elétrons gerada no ciclo de Krebs que transfere elétrons diretamente para o Complexo II da respiração.
Cadeia de Transporte de Elétrons
Série de complexos proteicos na membrana mitocondrial interna que transfere elétrons e bombeia prótons gerando gradiente eletroquímico.
ATP Sintase
Complexo enzimático que utiliza o fluxo favorável de prótons através da membrana para sintetizar ATP a partir de ADP e Pi.
Gliconeogênese
Via anabólica que sintetiza glicose nova a partir de precursores não glicídicos como lactato, glicerol e aminoácidos.
Glicogenólise
Processo catalítico de degradação do glicogênio em glicose-1-fosfato para suprir energia tecidual ou manter a glicemia.
Glicogenogênese
Processo biossintético de polimerização de glicose em moléculas de glicogênio para armazenamento hepático e muscular.
Via das Pentoses Fosfato
Via paralela à glicólise que gera NADPH para biossínteses redutoras e ribose-5-fosfato para a síntese de nucleotídeos.
Beta-oxidação de Ácidos Graxos
Via catabólica mitocondrial que quebra cadeias de ácidos graxos em unidades sequenciais de acetil-CoA, gerando FADH2 e NADH.
Ciclo da Ureia
Via metabólica hepática que converte a amônia neurotóxica derivada da degradação de aminoácidos em ureia menos tóxica.
Corpos Cetônicos
Compostos hidrossolúveis (acetoacetato, beta-hidroxibutirato e acetona) produzidos pelo fígado como fonte alternativa de energia no jejum.
Insulina
Hormônio peptídico secretado pelo pâncreas que estimula a captação de glicose e vias anabólicas em estado pós-prandial.
Glucagon
Hormônio peptídico que estimula a degradação de glicogênio e a gliconeogênese hepática para elevar a glicemia no jejum.
Acetil-CoA
Intermediário central do metabolismo celular que alimenta o ciclo do ácido cítrico e serve de substrato na síntese lipídica.
Fermentação Láctica
Processo anaeróbico que reduz o piruvato a lactato para regenerar o NAD+ necessário para a continuidade da glicólise.
Fermentação Alcoólica
Conversão anaeróbica de piruvato em etanol e CO2 realizada por leveduras para regenerar o cofator oxidado NAD+.
Ácido Graxo Saturado
Cadeia hidrocarbonada contendo exclusivamente ligações simples de carbono, sólida à temperatura ambiente.
Ácido Graxo Insaturado
Cadeia hidrocarbonada contendo uma ou mais ligações duplas, geralmente líquida à temperatura ambiente devido a dobras estruturais.
Triglicerídeo
Molécula composta por uma molécula de glicerol esterificada a três ácidos graxos, principal forma de reserva lipídica.
Lipoproteína (ex: HDL, LDL)
Complexo macromolecular solúvel de proteínas e lipídios que transporta colesterol e triglicerídeos no plasma sanguíneo.
Sítio Ativo
Região tridimensional específica da enzima onde o substrato se liga e a catálise química ocorre com alta precisão.
Complexo Enzima-Substrato
Intermediário transitório formado pela associação temporária entre a superfície catalítica da enzima e o seu substrato.
Apoenzima
Parte proteica de uma enzima que requer a ligação de um cofator ou coenzima para se tornar cataliticamente ativa.
Holoenzima
Enzima completa e cataliticamente funcional, formada pela associação da apoenzima com o seu cofator específico.
Zimogênio
Precursor enzimático inativo que requer clivagem proteolítica específica para se transformar em uma enzima funcional ativa.
Transcrição
Síntese de uma molécula de RNA por uma RNA polimerase a partir de um molde de DNA fita dupla complementar.
Tradução
Decodificação de uma fita de RNA mensageiro em uma sequência de aminoácidos por ribossomos e RNAs transportadores.
RNA Transportador (tRNA)
Molécula adaptadora de RNA que carrega aminoácidos específicos até o ribossomo durante a síntese de proteínas.
Cádon
Trinca sequencial de nucleotídeos no mRNA que especifica a adição de um aminoácido particular ou parada na cadeia polipeptídica.
Anticádon
Trinca de nucleotídeos presente no tRNA que emparelha de forma complementar com o códon correspondente do mRNA.
Hemoglobina
Proteína tetramérica eritrocitária com grupos heme que transporta oxigênio dos pulmões para os tecidos do organismo.
Mioglobina
Proteína monomérica muscular com alta afinidade por oxigênio que atua no armazenamento e liberação rápida de O2 celular.
Efeito Bohr
Diminuição da afinidade da hemoglobina por oxigênio causada pelo aumento de íons H+ (queda do pH) e dióxido de carbono.
Gradiente Eletroquímico
Diferença espacial de concentração e carga elétrica através de uma membrana biológica que armazena energia potencial motriz.
Transporte Ativo
Movimento transmembrana de substâncias contra seu gradiente de concentração com gasto direto ou indireto de energia metabólica.
Difusão Facilitada
Passagem passiva de solutos através da membrana celular com o auxílio de proteínas transportadoras ou canais sem gasto de ATP.
Bomba de Sódio-Potássio (Na+/K+ ATPase)
Proteína transportadora que hidrolisa ATP para ejetar 3 Na+ e internalizar 2 K+, mantendo os potenciais eletroquímicos basais.
Piruvato Desidrogenase
Complexo multienzimático mitocondrial que descarboxila oxidativamente piruvato em acetil-CoA, conectando a glicólise ao ciclo de Krebs.
Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1)
Principal enzima regulatória da glicólise que catalisa a fosforilação da frutose-6-fosfato em frutose-1,6-bisfosfato.
Glicose-6-Fosfatase
Enzima do retículo endoplasmático hepático que desfosforila glicose-6-fosfato para liberação de glicose livre no sangue.
Carnitina
Composto que transporta ácidos graxos ativados de cadeia longa através da membrana mitocondrial interna para a beta-oxidação.
Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)
Moléculas oxidantes instáveis resultantes do metabolismo de oxigênio que podem lesionar DNA, lipídios e proteínas celulares.
Glutationa
Tripeptídeo antioxidante primário que neutraliza espécies reativas e protege as células contra estresse oxidativo severo.
Superóxido Dismutase (SOD)
Enzima antioxidante que catalisa a dismutação do radical superóxido em peróxido de hidrogênio e oxigênio molecular.
Catalase
Enzima peroxissomal que decompõe peróxido de hidrogênio potencialmente tóxico em água pura e oxigênio diatômico.
Citocromo c
Pequena hemoproteína móvel que transfere elétrons entre os complexos III e IV mitocondriais e participa na ativação da apoptose.
AMP Cíclico (cAMP)
Segundo mensageiro intracelular sintetizado a partir de ATP que ativa a proteína quinase A (PKA) em vias de sinalização celular.
Adenilil Ciclase
Enzima de membrana acoplada a receptores de proteína G que catalisa a conversão de ATP em AMP cíclico (cAMP).
Proteína Quinase (Cinase)
Enzima que transfere grupos fosfato de doadores energéticos como ATP para resíduos específicos de substratos proteicos.
Proteína Fosfatase
Enzima que remove hidroliticamente grupos fosfato previamente ligados a resíduos de proteínas, revertendo fosforilações.
Ponto Isoelétrico (pI)
Valor exato de pH no qual a molécula possui carga elétrica líquida total igual a zero, sem mobilidade eletroforética.
Sistema Tampão
Mistura em solução de ácido fraco e sua base conjugada que minimiza variações bruscas de pH perante adição de ácidos ou bases.
Tampão Bicarbonato
Principal sistema químico de tamponamento extracelular sanguíneo, regulado pela expiração pulmonar de CO2 e retenção renal.
Isômeros Ópticos (Enantiômeros)
Moléculas quirais que são imagens especulares não sobreponíveis uma da outra e desviam luz polarizada em direções opostas.
Ligação Fosfodiéster
Ligação covalente forte que une o grupo fosfato em 5' de um nucleotídeo ao carbono 3' do nucleotídeo adjacente em ácidos nucleicos.
Topoisomerase
Enzima que cliva e religa fitas de DNA para alterar o número de enlaces e aliviar a tensão torsional de superenrolamento.
DNA Helicase
Enzima motora que consome ATP para romper pontes de hidrogênio e abrir a dupla hélice de DNA durante a replicação.
DNA Polimerase
Enzima celular encarregada de sintetizar novas fitas de DNA de 5' para 3' usando uma fita parental complementar de molde.
RNA Polimerase
Complexo enzimático que transcreve sequências de DNA em fitas complementares de RNA sem necessidade de iniciador prévio.
Splicing de RNA
Processo de edição pós-transcricional no qual íntrons não codificantes são removidos e éxons são reunidos no pré-mRNA maduro.
Corpo de Barreira Hematoencefálica
Estrutura celular densa que impede a livre difusão de solutos do sangue para o cérebro, exigindo transportadores específicos.
Lipólise
Hidrólise enzimática intracelular de triglicerídeos em ácidos graxos livres e glicerol pela ação de lipases sensíveis a hormônios.
Lipogênese
Síntese celular de novos ácidos graxos e triglicerídeos a partir de excesso de acetil-CoA metabólico para armazenamento.
Quilomícron
Lipoproteína de grande diâmetro montada no intestino para transportar lipídios alimentares ingeridos para tecidos periféricos.
LDL (Lipoproteína de Baixa Densidade)
Lipoproteína responsável pelo transporte do colesterol do fígado para as células periféricas, ligada à aterosclerose.
HDL (Lipoproteína de Alta Densidade)
Lipoproteína que recolhe o excesso de colesterol dos tecidos periféricos e o transporta de volta ao fígado para descarte.
Proteassoma
Grande complexo multiproteico cilíndrico responsável por degradar proteínas desdobradas ou marcadas por ubiquitina.
Ubiquitina
Pequena proteína regulatória conservada que marca covalentemente substratos proteicos para posterior degradação no proteassoma.
Anabolismo
Conjunto integrado de reações metabólicas que consomem energia para sintetizar biomoléculas complexas a partir de moléculas simples.
Catabolismo
Conjunto de vias metabólicas degradativas que oxidam nutrientes complexos em produtos mais simples, liberando energia útil em ATP.

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