Bioquímica Celular

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Conceitos fundamentais de bioquímica celular, incluindo carboidratos, lipídios, proteínas, enzimas e vitaminas. Destinado a estudantes de biologia e medicina.

63 cartões Português Nível: Ensino superior Bioquímica Publicado
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Carboidratos (Glicídios)
Biomoléculas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio com função primária de fornecer energia rápida e sustentação estrutural.
Monossacarídeos
Açúcares mais simples que não sofrem hidrólise, como glicose, frutose e galactose, com fórmula geral (CH2O)n.
Dissacarídeos
Carboidratos formados pela união de dois monossacarídeos por meio de uma ligação glicosídica com perda de uma molécula de água.
Polissacarídeos
Polímeros de cadeia longa formados por centenas ou milhares de monossacarídeos, atuando como reserva de energia ou suporte estrutural.
Glicose
Principal monossacarídeo utilizado pelas células vivas na respiração celular para a produção imediata de ATP.
Frutose
Monossacarídeo abundante em frutas e no mel, metabolizado principalmente no fígado como fonte de energia rápida.
Sacarose
Dissacarídeo formado pela junção de glicose e frutose, vulgarmente conhecido como açúcar comum de mesa.
Lactose
Dissacarídeo formado pela junção de glicose e galactose, encontrado no leite de mamíferos.
Maltose
Dissacarídeo formado pela união de duas moléculas de glicose, obtido pela digestão do amido.
Amido
Principal polissacarídeo de reserva energética em plantas, armazenado em raízes, sementes e tubérculos.
Glicogênio
Polissacarídeo de reserva energética animal, armazenado temporariamente nas células do fígado e dos músculos.
Celulose
Polissacarídeo estrutural abundante na parede celular das células vegetais, constituído por ligações glicosídicas beta.
Quitina
Polissacarídeo estrutural nitrogenado presente no exoesqueleto de artrópodes e na parede celular de fungos.
Lipídios
Moléculas orgânicas hidrofóbicas e insolúveis em água, solúveis em solventes orgânicos, essenciais para isolamento e reservas.
Glicerídeos (Triglicerídeos)
Formados por uma molécula de glicerol unida a três ácidos graxos, servem como a principal reserva calórica de longo prazo.
Ácidos graxos saturados
Cadeias carbônicas sem ligações duplas, geralmente sólidas à temperatura ambiente e comuns em gorduras animais.
Ácidos graxos insaturados
Cadeias com uma ou mais ligações duplas, líquidas em temperatura ambiente, predominantes em óleos vegetais e peixes.
Fosfolipídios
Lipídios anfipáticos com cabeça polar e cauda apolar, constituindo a base da bicamada de todas as membranas celulares.
Esteroides
Lipídios formados por quatro anéis de carbono fusionados, tendo o colesterol como seu precursor mais conhecido.
Colesterol
Esteroide que confere fluidez e estabilidade à membrana plasmática animal e atua como precursor de hormônios sexuais e sais biliares.
Cerídeos (Ceras)
Lipídios formados por ácidos graxos e álcoois de cadeia longa, com função impermeabilizante em folhas, frutos e peles.
Função isolante térmica dos lipídios
O tecido adiposo atua como barreira física contra a perda excessiva de calor corporal em animais homeotérmicos.
Proteínas
Macromoléculas biológicas formadas por cadeias polipeptídicas de aminoácidos com funções estruturais, enzimáticas e defensivas.
Aminoácidos
Monômeros proteicos constituídos por um carbono alfa ligado a uma amina, um ácido carboxílico, um hidrogênio e um grupo R.
Aminoácidos essenciais
Aminoácidos que o organismo animal não é capaz de sintetizar e que precisam ser obtidos obrigatoriamente pela dieta alimentar.
Aminoácidos não essenciais
Aminoácidos produzidos pelo próprio metabolismo celular a partir de outros compostos orgânicos.
Ligação peptídica
Ligação covalente entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro, liberando uma molécula de água.
Estrutura primária da proteína
A sequência linear exata e ordenada de aminoácidos unidos pelas ligações peptídicas.
Estrutura secundária da proteína
Arranjo espacial local gerado por pontes de hidrogênio na cadeia principal, formando hélices-alfa ou folhas-beta pregueadas.
Estrutura terciária da proteína
Dobramento tridimensional global da cadeia decorrente de interações hidrofóbicas, iônicas e pontes dissulfeto.
Estrutura quaternária da proteína
Associação de duas ou mais cadeias polipeptídicas distintas para formar um complexo proteico funcional, como a hemoglobina.
Desnaturação proteica
Perda da forma tridimensional funcional devido a alterações de temperatura, pH ou agentes químicos, sem quebrar ligações peptídicas.
Colágeno
Proteína estrutural mais abundante do corpo humano, garantindo sustentação, rigidez e resistência a tecidos como tendões e pele.
Hemoglobina
Proteína globular com grupamento heme transportadora de gás oxigênio no interior das hemácias sanguíneas.
Anticorpos (Imunoglobulinas)
Proteínas de defesa sintetizadas por plasmócitos que reconhecem e neutralizam antígenos estranhos invasores.
Actina e Miosina
Proteínas contráteis do citoesqueleto e do sarcômero responsáveis pelos movimentos celulares e pela contração muscular.
Enzimas
Catalisadores biológicos, em sua maioria proteínas, que aceleram reações químicas sem serem consumidas no processo.
Energia de ativação
Quantidade mínima de energia necessária para iniciar uma reação química, a qual é significativamente reduzida pelas enzimas.
Sítio ativo
Região específica da enzima à qual o substrato se liga temporariamente para passar pela reação de catálise.
Substrato enzimático
Molécula sobre a qual a enzima atua especificamente, transformando-a em um ou mais produtos finais.
Modelo chave-fechadura
Conceito clássico que propõe um encaixe complementar rígido e perfeito entre a superfície do substrato e o sítio ativo da enzima.
Modelo do encaixe induzido
Modelo moderno onde o sítio ativo sofre leves mudanças conformacionais para abraçar o substrato com maior firmeza durante a catálise.
Efeito da temperatura nas enzimas
Aumenta a velocidade da catálise até uma temperatura ótima; além desse ponto, o calor excessivo provoca desnaturação enzimática.
Efeito do pH nas enzimas
Cada enzima possui um pH ótimo específico para manter sua conformação; desvios bruscos reduzem sua atividade ou a desnaturam.
Inibição enzimática competitiva
Molécula inibidora com estrutura semelhante ao substrato disputa diretamente o sítio ativo, podendo ser revertida por mais substrato.
Inibição enzimática não competitiva
O inibidor liga-se a um sítio alostérico distinto, alterando a conformação tridimensional do sítio ativo e impedindo a catálise.
Coenzimas
Moléculas orgânicas não proteicas (frequentemente derivadas de vitaminas) que auxiliam a atividade catalítica de certas enzimas.
Vitaminas
Compostos orgânicos essenciais em pequenas quantidades que o organismo não sintetiza em volume suficiente, vitais ao metabolismo.
Vitaminas lipossolúveis
Vitaminas solúveis em lipídios e gorduras (A, D, E e K), armazenadas no fígado e no tecido adiposo do organismo.
Vitaminas hidrossolúveis
Vitaminas solúveis em água (complexo B e vitamina C), excretadas rapidamente na urina e sem grandes reservas corporais.
Vitamina A (Retinol)
Vitamina lipossolúvel essencial para a visão noturna, diferenciação epitelial e integridade do sistema imunológico.
Deficiência de Vitamina A
Provoca cegueira noturna (hemeralopia), xeroftalmia (olho seco severo) e maior suscetibilidade a infecções superficiais.
Vitamina D (Calciferol)
Regula a absorção intestinal de cálcio e fósforo, essencial para a mineralização óssea correta.
Deficiência de Vitamina D
Causa raquitismo em crianças (ossos moles e arqueados) e osteomalácia ou osteoporose em adultos.
Vitamina E (Tocoferol)
Poderoso antioxidante celular lipossolúvel que protege os lipídios das membranas celulares contra danos por radicais livres.
Vitamina K (Filoquinona)
Vitamina lipossolúvel necessária para a síntese hepática de fatores essenciais da cascata de coagulação sanguínea.
Deficiência de Vitamina K
Reduz a capacidade de coagulação do sangue, provocando sangramentos excessivos e episódios hemorrágicos frequentes.
Vitamina C (Ácido Ascórbico)
Antioxidante hidrossolúvel cofator na síntese de colágeno, aumentando a absorção do ferro vegetal no intestino.
Escorbuto
Doença causada pela carência grave de vitamina C, marcada por fraqueza, gengivas sangrantes, perda dentária e má cicatrização.
Vitamina B1 (Tiamina)
Coenzima essencial no metabolismo de carboidratos e na condução normal de impulsos no sistema nervoso.
Beribéri
Doença decorrente da deficiência de vitamina B1, que causa fadiga profunda, paralisias musculares e insuficiência cardíaca.
Vitamina B9 (Ácido Fólico)
Fundamental para a síntese de DNA e formação do tubo neural no embrião humano durante o início da gestação.
Vitamina B12 (Cobalamina)
Importante na maturação de hemácias e manutenção da bainha de mielina; sua falta crônica leva à anemia perniciosa.

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