Ciclo de Krebs
Estudo detalhado das etapas, enzimas, substratos e regulação do Ciclo de Krebs em português.
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- Localização celular do Ciclo de Krebs em eucariotos
- Matriz mitocondrial (com exceção da succinato desidrogenase, localizada na membrana interna).
- Reação preparatória: Descarboxilação oxidativa do piruvato
- Substrato: Piruvato e CoA | Produto: Acetil-CoA e CO2 | Enzima: Complexo piruvato desidrogenase | Saldo: 1 NADH.
- Etapa 1: Formação de citrato
- Substratos: Oxaloacetato e Acetil-CoA | Produto: Citrato | Enzima: Citrato sintase | Saldo: Nenhum (liberação de CoA-SH).
- Etapa 2a: Desidratação do citrato
- Substrato: Citrato | Produto: cis-Aconitato (+ H2O) | Enzima: Aconitase | Saldo: Nenhum.
- Etapa 2b: Hidratação do cis-aconitato
- Substrato: cis-Aconitato (+ H2O) | Produto: Isocitrato | Enzima: Aconitase | Saldo: Nenhum.
- Etapa 2 global: Isomerização do citrato
- Substrato: Citrato | Produto: Isocitrato | Enzima: Aconitase | Saldo: Nenhum.
- Etapa 3: Oxidação e descarboxilação do isocitrato
- Substrato: Isocitrato | Produto: alfa-Cetoglutarato e CO2 | Enzima: Isocitrato desidrogenase | Saldo: 1 NADH.
- Etapa 4: Descarboxilação oxidativa do alfa-cetoglutarato
- Substratos: alfa-Cetoglutarato e CoA | Produto: Succinil-CoA e CO2 | Enzima: Complexo alfa-cetoglutarato desidrogenase | Saldo: 1 NADH.
- Etapa 5: Fosforilação em nível de substrato
- Substrato: Succinil-CoA (+ GDP/ADP + Pi) | Produto: Succinato e CoA | Enzima: Succinil-CoA sintetase | Saldo: 1 GTP (ou ATP).
- Etapa 6: Oxidação do succinato
- Substrato: Succinato | Produto: Fumarato | Enzima: Succinato desidrogenase | Saldo: 1 FADH2.
- Etapa 7: Hidratação do fumarato
- Substrato: Fumarato (+ H2O) | Produto: L-Malato | Enzima: Fumarase | Saldo: Nenhum.
- Etapa 8: Oxidação do L-malato (regeneração)
- Substrato: L-Malato | Produto: Oxaloacetato | Enzima: Malato desidrogenase | Saldo: 1 NADH.
- Rendimento energético por volta (1 Acetil-CoA)
- 3 NADH, 1 FADH2, 1 GTP (ou ATP) e liberação de 2 CO2.
- Rendimento energético por molécula de glicose no ciclo
- 6 NADH, 2 FADH2, 2 GTP (ou ATP) e liberação de 4 CO2 (duas voltas).
- Regulação da Citrato Sintase
- Inibida alostericamente por ATP, NADH, citrato e succinil-CoA; ativada por ADP e substratos.
- Regulação da Isocitrato Desidrogenase
- Ativada por ADP e Ca2+; inibida alostericamente por ATP e NADH.
- Regulação do Complexo alfa-Cetoglutarato Desidrogenase
- Ativado por Ca2+; inibido por succinil-CoA, NADH e alta carga energética (ATP).
- Papel da Aconitase e seu cofator
- Isomeriza citrato a isocitrato via centro ferro-enxofre [4Fe-4S]; inibida por fluoroacetato.
- Succinato Desidrogenase: Particularidade estrutural
- É a única enzima ligada à membrana interna mitocondrial; atua como o Complexo II da cadeia respiratória.
- Reações Anapleróticas: Definição
- Reações químicas que repõem intermediários consumidos do Ciclo de Krebs para manter seu fluxo.
- Reação anaplerótica da Piruvato Carboxilase
- Substratos: Piruvato + CO2 + ATP | Produto: Oxaloacetato + ADP + Pi | Enzima: Piruvato carboxilase (ativada por acetil-CoA).
- Reação anaplerótica da Enzima Málica
- Substratos: Piruvato + CO2 + NADPH | Produto: Malato + NADP+ | Enzima: Enzima málica.
- Origem do Citrato além do Acetil-CoA e Oxaloacetato
- O citrato pode ser exportado para o citosol para síntese de ácidos graxos e colesterol.
- Destino biossintético do alfa-Cetoglutarato
- Transaminação para síntese de glutamato, outros aminoácidos e bases purinas.
- Destino biossintético do Succinil-CoA
- Utilizado como precursor na síntese de porfirinas e do grupo heme da hemoglobina.
- Destino biossintético do Oxaloacetato
- Precursor para a gliconeogênese (via fosfoenolpiruvato) e síntese de aspartato e pirimidinas.
- Cofatores do Complexo Piruvato Desidrogenase
- TPP (tiamina pirofosfato), Lipoamida, FAD, CoA-SH e NAD+.
- Cofatores do Complexo alfa-Cetoglutarato Desidrogenase
- TPP, Lipoamida, FAD, Coenzima A e NAD+ (idênticos ao complexo piruvato desidrogenase).
- Inibidor clássico da Succinato Desidrogenase
- Malonato (inibidor competitivo estruturalmente análogo ao succinato).
- Inibidor da Aconitase
- Fluorocitrato (formado metabolicamente a partir de fluoroacetato).
- Inibidor do Complexo alfa-Cetoglutarato Desidrogenase
- Arsenito (liga-se covalentemente aos grupos sulfidrila da lipoamida).
- Enzima geradora de GTP por fosforilação ao nível de substrato
- Succinil-CoA sintetase (também chamada de succinato tiocinase).
- Conversão de GTP a ATP na célula
- Catalisada pela enzima nucleosídeo difosfato quinase: GTP + ADP <-> GDP + ATP.
- Por que o Ciclo de Krebs é chamado de anfibólico?
- Porque participa tanto de processos catabólicos (degradação oxidativa) quanto anabólicos (biossíntese).
- Primeira liberação de CO2 no ciclo
- Ocorre na descarboxilação do isocitrato a alfa-cetoglutarato pela isocitrato desidrogenase.
- Segunda liberação de CO2 no ciclo
- Ocorre na conversão do alfa-cetoglutarato a succinil-CoA pelo complexo alfa-cetoglutarato desidrogenase.
- Por que o Ciclo de Krebs não funciona em anaerobiose estrita?
- Porque a falta de O2 bloqueia a cadeia respiratória, esgotando os estoques de NAD+ e FAD oxidados.
- Destino dos elétrons carreados pelo NADH
- Transferidos para o Complexo I (NADH desidrogenase) da cadeia de transporte de elétrons.
- Destino dos elétrons carreados pelo FADH2
- Transferidos para a ubiquinona através do Complexo II (succinato desidrogenase).
- Equivalência de ATP por NADH na fosforilação oxidativa
- Aproximadamente 2,5 moléculas de ATP por cada NADH oxidado.
- Equivalência de ATP por FADH2 na fosforilação oxidativa
- Aproximadamente 1,5 moléculas de ATP por cada FADH2 oxidado.
- Total de ATP gerado por volta do ciclo (incluindo cadeia respiratória)
- Cerca de 10 ATPs por Acetil-CoA (3x2,5 de NADH + 1x1,5 de FADH2 + 1 GTP).
- Regulação da Piruvato Desidrogenase por fosforilação
- Inativada pela PDH quinase (ativa com alto ATP/NADH); ativada pela PDH fosfatase (estimulada por Ca2+).
- Origem do substrato Acetil-CoA
- Glicólise (via piruvato), beta-oxidação de ácidos graxos e catabolismo de aminoácidos cetogênicos.
- Número de átomos de carbono no Citrato
- 6 carbonos (tricarboxílico).
- Número de átomos de carbono no alfa-Cetoglutarato
- 5 carbonos (ácido dicarboxílico).
- Número de átomos de carbono no Succinato, Fumarato, Malato e Oxaloacetato
- 4 carbonos cada.
- Estereoquímica da hidratação pela Fumarase
- Adição estereoespecífica trans de H2O à dupla ligação do fumarato, gerando exclusivamente L-malato.
- Reversibilidade da reação da Malato Desidrogenase
- Termodinamicamente desfavorável (delta G positivo), mas puxada pelo rápido consumo contínuo de oxaloacetato.
- Efeito do aumento da razão NADH/NAD+ sobre o ciclo
- Inibe as desidrogenases-chave (isocitrato e alfa-cetoglutarato), desacelerando o ciclo.
- Efeito do íon Cálcio (Ca2+) nas enzimas do ciclo
- Estimula a isocitrato desidrogenase e alfa-cetoglutarato desidrogenase durante a contração muscular.
- Intermediário com ligação tioéster de alta energia no ciclo
- Succinil-CoA (energia da quebra do tioéster acopla a formação de GTP/ATP).