Comunicação Escrita
Conceitos fundamentais da comunicação escrita e da redação em português, abordando clareza, coesão, coerência e gramática.
Cartões · 55
- Clareza textual
- Capacidade de expressar ideias sem ambiguidades, permitindo compreensão imediata e sem esforço.
- Concisão
- Transmissão da mensagem com o menor número possível de palavras, eliminando redundâncias e excessos.
- Coesão textual
- Conexão gramatical e lexical entre palavras, frases e parágrafos por meio de conectivos e pronomes.
- Coerência textual
- Harmonia lógica global do texto, garantindo que as ideias façam sentido e não se contradigam.
- Correção gramatical
- Conformidade com a norma-padrão da língua, abrangendo ortografia, sintaxe, concordância e pontuação.
- Adequação ao público-alvo
- Ajuste do vocabulário, tom e complexidade do texto ao perfil, contexto e expectativa do leitor.
- Objetividade
- Foco direto no assunto principal, evitando rodeios desnecessários ou digressões irrelevantes.
- Precisão vocabular
- Uso de termos exatos e específicos para expressar cada conceito, evitando palavras vagas.
- Estrutura básica do parágrafo
- Composição formada por tópico frasal (ideia central), desenvolvimento (argumentos/detalhes) e conclusão.
- Tópico frasal
- Frase inicial que resume e introduz a ideia nuclear a ser expandida no parágrafo.
- Ambiguidade
- Duplo sentido involuntário gerado por má escolha de palavras ou posicionamento inadequado de termos.
- Pleonasmo vicioso
- Repetição desnecessária de uma mesma ideia com palavras diferentes, como em subir para cima.
- Eco (vício de linguagem)
- Rima involuntária em textos em prosa, como a repetição excessiva de palavras com terminação idêntica.
- Cacofonia
- Som desagradável ou de sentido cômico/constrangedor resultante da união de sílabas vizinhas.
- Prolixidade
- Defeito do texto que usa excesso de palavras sem acrescentar informação substancial.
- Voz ativa vs. Voz passiva
- A voz ativa prioriza o agente e confere dinamismo; a passiva enfatiza o resultado ou omite o sujeito.
- Uso da vírgula entre sujeito e predicado
- Regra fundamental que proíbe a separação direta do sujeito de seu predicado por vírgula.
- Vírgula antes de orações explicativas
- Obrigatória antes de orações adjetivas explicativas e conjunções que introduzem justificativas.
- Ponto e vírgula
- Sinal que separa orações coordenadas extensas já subdivididas por vírgulas ou itens de uma lista.
- Dois-pontos
- Pontuação usada para anunciar uma citação, enumeração, explicação ou síntese de ideia anterior.
- Travessão simples
- Sinal empregado para destacar termos finais, isolar apostos ou indicar a fala direta de personagens.
- Conjunções adversativas
- Conectivos como mas, porém e todavia, que introduzem oposição e exigem vírgula antes de seu uso.
- Conjunções conclusivas
- Conectivos como portanto, logo e por isso, usados para amarrar deduções lógicas entre orações.
- Concordância verbal com sujeito composto
- Regra que exige verbo no plural quando o sujeito composto vem antes do verbo na frase.
- Concordância com a partícula apassivadora 'se'
- O verbo concorda em número com o sujeito paciente explícito, como em vendem-se casas.
- Regência do verbo 'assistir'
- Exige preposição a no sentido de ver ou presenciar; dispensa preposição no sentido de prestar socorro.
- Crase antes de palavras femininas
- Ocorre quando há fusão da preposição a com o artigo definido feminino a ou as.
- Crase diante de verbos
- Regra proibitiva: nunca ocorre crase antes de verbos no infinitivo.
- Crase diante de pronomes indefinidos
- Regra proibitiva: não se usa crase antes de pronomes que não admitem artigo feminino definido.
- Paralelismo sintático
- Manutenção da mesma estrutura gramatical em termos ou orações de função equivalente em enumerações.
- Paráfrase
- Reescrita de um trecho com palavras próprias, preservando estritamente o sentido original.
- Citação direta curta
- Transcrição literal de até três linhas, inserida entre aspas e incorporada ao corpo do parágrafo.
- Plágio acadêmico ou profissional
- Apropriação indevida de ideias, textos ou dados alheios sem a devida atribuição da fonte original.
- Hiperônimo
- Termo de sentido mais amplo usado na coesão para evitar repetição, como veículo em lugar de carro.
- Hipônimo
- Palavra de sentido mais específico subordinada a um termo genérico, como maçã em relação a fruta.
- Anáfora
- Mecanismo coesivo que retoma um termo ou ideia anteriormente expresso no texto.
- Catáfora
- Recurso coesivo que antecipa uma informação ou termo que só será apresentado mais adiante.
- Elipse
- Omissão proposital de um termo facilmente identificável pelo contexto, dinamizando a frase.
- Queísmo
- Vício de linguagem caracterizado pelo uso reiterado e desnecessário do pronome relativo que.
- Gerundismo
- Uso inadequado de gerúndio para ações pontuais ou em construções vazias como vamos estar enviando.
- Clichê ou lugar-comum
- Expressão desgastada pelo uso repetitivo que empobrece a originalidade e a força do texto.
- Jargão técnico
- Vocabulário específico de uma área profissional, cujo uso deve ser moderado diante de leigos.
- Tom formal
- Registro comunicativo sóbrio, impessoal e respeitoso, comum em textos acadêmicos e corporativos.
- Tom informal
- Registro espontâneo e coloquial, adequado a contextos descontraídos e canais pessoais.
- Hierarquia visual do texto
- Organização do conteúdo em títulos, subtítulos, listas e parágrafos curtos para guiar a leitura.
- Escaneabilidade
- Técnica de diagramação textual que permite rápida identificação dos pontos-chave pelo olhar do leitor.
- Frases na ordem direta
- Construção frasal estruturada como sujeito + verbo + complementos, maximizando a clareza da leitura.
- Uso de 'onde' vs. 'aonde'
- Onde indica permanência ou lugar fixo; aonde expressa movimento ou destino regido por preposição a.
- Uso de 'ao encontro de' vs. 'de encontro a'
- Ao encontro de expressa concordância ou aproximação; de encontro a expressa choque ou oposição.
- Uso de 'a nível de'
- Expressão considerada vício de linguagem; deve ser substituída por no nível de, em âmbito de ou quanto a.
- Uso de 'por que'
- Forma separada e sem acento usada em perguntas diretas/indiretas ou equivalente a pelo qual.
- Uso de 'por quê'
- Forma separada com acento usada em fim de frase ou isolada antes de ponto de interrogação.
- Uso de 'porque'
- Conjunção explicativa ou causal unida e sem acento, usada em respostas e justificativas.
- Uso de 'porquê'
- Substantivo grafado junto e com acento circunflexo, antecedido de artigo e com sentido de motivo ou razão.
- Revisão textual em etapas
- Processo de conferir primeiro a estrutura e a clareza geral, e só depois pontuação, ortografia e formato.