Conceitos de Biomecânica

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Conceitos fundamentais de biomecânica aplicados ao corpo humano. Destinado a estudantes de educação física e fisioterapia.

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Biomecânica
Estudo das forças mecânicas que atuam sobre o corpo humano e dos efeitos produzidos por essas forças nos sistemas biológicos.
Cinemática
Ramo da biomecânica que descreve o movimento dos corpos em termos de tempo, deslocamento, velocidade e aceleração, sem considerar as forças que o causam.
Cinética
Estudo das forças e dos momentos que provocam, modificam ou interrompem o movimento de um corpo.
Cinemática Linear
Descrição do movimento em linha reta ou curva no qual todas as partes do corpo percorrem a mesma distância e direção no mesmo intervalo de tempo.
Cinemática Angular
Descrição da rotação de um corpo ou segmento ao redor de um eixo fixo ou móvel, medida em graus ou radianos.
Força
Ação mecânica aplicada sobre um corpo capaz de alterar seu estado de repouso, sua velocidade ou deformar sua estrutura; medida em Newtons.
Massa
Quantidade de matéria contida em um corpo, que representa também a medida quantitativa de sua inércia; medida em quilogramas.
Peso
Força de atração gravitacional exercida pela Terra sobre a massa de um corpo, calculada pelo produto da massa pela aceleração da gravidade.
Inércia
Propriedade intrínseca da matéria de resistir a qualquer alteração em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme.
Primeira Lei de Newton (Lei da Inércia)
Um corpo permanece em repouso ou em velocidade constante em linha reta a menos que seja compelido a mudar por forças externas aplicadas sobre ele.
Segunda Lei de Newton (Lei Fundamental da Dinâmica)
A aceleração de um corpo é diretamente proporcional à força resultante que atua sobre ele e inversamente proporcional à sua massa (F = m · a).
Terceira Lei de Newton (Ação e Reação)
Para toda força que um corpo exerce sobre outro, existe uma força de reação de igual intensidade, mesma direção e sentido oposto.
Força de Reação do Solo (FRS)
Força exercida pelo solo sobre o corpo em resposta à força aplicada pelo corpo contra o solo durante o apoio ou impacto.
Centro de Gravidade (CG)
Ponto imaginário onde se considera concentrado todo o peso corporal e em torno do qual os momentos de força gravitacional se anulam.
Centro de Massa (CM)
Ponto médio da distribuição de toda a massa de um corpo ou sistema, coincidente com o centro de gravidade em campos gravitacionais uniformes.
Base de Apoio
Área delimitada pelos pontos de contato externos entre o corpo e a superfície de suporte.
Estabilidade
Capacidade de um corpo de retornar à sua posição de equilíbrio original após sofrer uma perturbação mecânica.
Equilíbrio Estático
Condição em que um corpo permanece em repouso absoluto, com a soma de todas as forças e momentos resultante igual a zero.
Equilíbrio Dinâmico
Capacidade de manter a estabilidade corporal controlada enquanto o corpo se desloca pelo espaço com velocidade linear ou angular.
Torque (Momento de Força)
Tendência de uma força rotacionar um corpo ao redor de um eixo, calculada como o produto da força pelo seu braço de alavanca.
Braço de Alavanca (Braço de Momento)
Menor distância perpendicular medida entre a linha de ação da força e o eixo articular de rotação.
Alavanca de Primeira Classe (Interfixa)
Sistema de alavanca no qual o ponto fixo localiza-se entre a força potente e a força resistente, como na articulação atlanto-occipital.
Alavanca de Segunda Classe (Inter-resistente)
Sistema de alavanca no qual a resistência está situada entre o ponto de apoio e a potência, priorizando vantagem mecânica de força.
Alavanca de Terceira Classe (Interpotente)
Sistema no qual a força potente atua entre o apoio e a resistência, priorizando velocidade e amplitude articular; tipo mais comum no corpo humano.
Vantagem Mecânica
Razão entre o braço de potência e o braço de resistência de uma alavanca, indicando a eficiência na ampliação de força ou velocidade.
Trabalho Mecânico
Produto da componente da força que atua na direção do movimento pelo deslocamento linear sofrido pelo objeto (W = F · d).
Potência Mecânica
Taxa de realização de trabalho mecânico ao longo do tempo, ou o produto da força aplicada pela velocidade de execução.
Energia Cinética
Energia associada ao movimento de um corpo, diretamente proporcional à sua massa e ao quadrado da sua velocidade linear ou angular.
Energia Potencial Gravitacional
Energia mecânica armazenada em um corpo em virtude de sua posição ou altura em relação a um referencial no campo gravitacional.
Energia Potencial Elástica
Energia mecânica armazenada temporariamente em estruturas biológicas elásticas, como tendões, quando submetidas a deformação.
Quantidade de Movimento (Momento Linear)
Grandeza vetorial dada pelo produto da massa de um corpo por sua velocidade linear (p = m · v).
Impulso
Produto da força média aplicada a um corpo pelo intervalo de tempo de sua aplicação, equivalente à variação na quantidade de movimento.
Momento de Inércia
Medida quantitativa da resistência de um corpo à aceleração angular em torno de um determinado eixo, dependente da distribuição de sua massa.
Momento Angular
Produto do momento de inércia pela velocidade angular de um corpo em rotação; permanece constante na ausência de torques externos.
Tensão Mecânica (Stress)
Magnitude da força interna de deformação distribuída por unidade de área de um tecido biológico submetido a carga.
Deformação Mecânica (Strain)
Alteração percentual ou relativa nas dimensões ou na forma de um material em relação ao seu comprimento de repouso original.
Módulo de Elasticidade (Módulo de Young)
Razão entre a tensão mecânica aplicada e a deformação resultante na região elástica, indicando a rigidez estrutural do material.
Tensão de Tração
Carga mecânica que tende a alongar, separar ou tracionar as fibras de uma estrutura biológica ao longo do seu eixo longitudinal.
Tensão de Compressão
Carga mecânica que tende a aproximar, comprimir e encurtar as partículas de um corpo ao longo do eixo de aplicação.
Tensão de Cisalhamento
Força mecânica aplicada em direções opostas e paralelas a planos adjacentes do tecido, tendendo a provocar deslizamento interno.
Torsão
Solicitação mecânica resultante da aplicação de torques opostos que tendem a girar um segmento ósseo ou tecido ao longo do seu eixo longo.
Flexão (Carga Mecânica)
Combinação de forças que deforma um corpo de modo a produzir tensão de tração em um dos lados e tensão de compressão no lado oposto.
Viscoelasticidade
Propriedade biológica em que os tecidos exibem comportamento mecânico dependente do tempo, do histórico de carga e da taxa de deformação.
Fluência (Creep)
Aumento progressivo da deformação contínua de um tecido viscoelástico sob uma tensão ou carga constante ao longo do tempo.
Relaxamento de Tensão
Redução gradual da força interna necessária para manter uma deformação constante em um tecido viscoelástico ao longo do tempo.
Histerese
Diferença entre as curvas de carga e descarga mecânica de um tecido, representando a dissipação de energia elástica em forma de calor.
Contração Isométrica
Ação muscular na qual ocorre geração de tensão ativa sem alteração mensurável no comprimento externo do complexo músculo-tendíneo.
Contração Concêntrica
Ação muscular na qual a tensão gerada pelo músculo supera a carga externa resistente, resultando no encurtamento do músculo.
Contração Excêntrica
Ação muscular na qual o torque externo supera a força muscular ativa, resultando no alongamento controlado das fibras ativadas.
Relação Força-Comprimento
Princípio pelo qual a capacidade muscular ativa de produzir força depende do nível de sobreposição dos miofilamentos de actina e miosina no sarcômero.
Relação Força-Velocidade
Princípio pelo qual a capacidade de gerar força máxima em ações concêntricas diminui à medida que a velocidade de encurtamento aumenta.
Ciclo Alongamento-Encurtamento (CAE)
Mecanismo neuromuscular em que uma contração excêntrica rápida precede uma concêntrica imediata, potencializando a força elástica final.
Ângulo de Penação
Ângulo formado entre a orientação das fibras musculares e o tendão ou aponeurose central em que elas se inserem.
Área de Secção Reta Fisiológica (ASRF)
Área total da seção perpendicular a todas as fibras do músculo, sendo o principal determinante anatômico da sua capacidade de gerar força máxima.
Insuficiência Ativa
Incapacidade de um músculo biarticular de gerar tensão mecânica eficaz por se encontrar excessivamente encurtado em ambas as articulações.
Insuficiência Passiva
Incapacidade de um músculo biarticular de permitir a amplitude articular completa simultânea por ter atingido o seu limite máximo de estiramento passivo.
Lei de Wolff
Princípio biológico que estabelece que o tecido ósseo vivo se remodela e adapta sua densidade e arquitetura em resposta às cargas mecânicas sofridas.
Pressão Hidrostática Articular
Pressão exercida pelo fluido sinovial dentro da cavidade articular, fundamental para a lubrificação e redução de atrito entre as cartilagens.
Coeficiente de Atrito
Razão adimensional entre a força de atrito que resiste ao deslizamento relativo de duas superfícies e a força normal perpendicular que as pressiona.
Eletromiografia (EMG)
Técnica de registro e análise quantitativa dos sinais elétricos gerados pela despolarização da membrana das fibras musculares ativas.
Translação
Movimento linear no qual todos os pontos de um corpo percorrem trajetórias idênticas, retilíneas ou curvilíneas.
Translação Retilínea
Movimento em linha reta no qual todas as partes do corpo se movem na mesma direção e na mesma velocidade.
Translação Curvilínea
Movimento ao longo de uma trajetória curva sem haver rotação do corpo em torno de um eixo fixo.
Movimento Geral
Combinação simultânea de movimentos lineares e angulares, típica da maioria das ações esportivas humanas.
Eixo de Rotação
Linha imaginária perpendicular ao plano de movimento em torno da qual segmentos corporais giram.
Centro Instantâneo de Rotação (CIR)
Ponto de ancoragem estático em um instante temporal em torno do qual uma articulação realiza movimento angular.
Plano Sagital
Plano anatômico vertical que divide o corpo em lados direito e esquerdo, no qual ocorrem flexões e extensões.
Plano Frontal (Coronal)
Plano vertical que divide o corpo em porções anterior e posterior, no qual ocorrem abduções e aduções.
Plano Transverso (Horizontal)
Plano horizontal que divide o corpo em metades superior e inferior, no qual ocorrem rotações axiais.
Eixo Médio-Lateral
Eixo perpendicular ao plano sagital em torno do qual ocorrem os movimentos de flexão e extensão.
Eixo Ântero-Posterior
Eixo perpendicular ao plano frontal em torno do qual ocorrem os movimentos de abdução e adução.
Eixo Longitudinal (Vertical)
Eixo paralelo ao maior comprimento do corpo em torno do qual ocorrem as rotações internas e externas.
Graus de Liberdade Articular
Número de eixos ortogonais independentes nos quais uma articulação pode realizar rotação ou translação.
Cadeia Cinética Aberta (CCA)
Movimento no qual o segmento distal move-se livremente no espaço sem contato fixo com o solo ou objeto irremovível.
Cadeia Cinética Fechada (CCF)
Movimento no qual o segmento distal permanece fixo contra uma superfície com resistência considerável.
Articulação Sinovial
Juntura móvel que apresenta cavidade articular preenchida por líquido sinovial e revestida por cartilagem.
Articulação Enartrose (Esferoide)
Articulação triaxial com formato de esfera e receptáculo que permite movimentos em três planos, como o quadril.
Articulação Gínglimo (Dobradiça)
Articulação uniaxial que permite movimentos estritos de flexão e extensão em um único plano, como o cotovelo.
Articulação Trocóide (Pivô)
Articulação uniaxial na qual um cilindro ósseo gira dentro de um anel osteofibroso, permitindo rotação.
Articulação Condilar (Elipsoide)
Articulação biaxial que permite flexão, extensão, abdução e adução, como na articulação radiocarpal.
Articulação Selar
Articulação biaxial cujas superfícies ósseas se encaixam como uma sela de montaria, como a carpometacarpal do polegar.
Articulação Artrodial (Plana)
Articulação não-axial que permite apenas movimentos discretos de deslizamento entre superfícies relativamente planas.
Deslocamento Linear
Vetor que representa a mudança de posição linear de um corpo, conectando o ponto inicial ao ponto final.
Distância Linear
Comprimento total da trajetória percorrida por um corpo sem considerar a direção vetorial.
Velocidade Linear Média
Razão entre o vetor de deslocamento percorrido por um corpo e o intervalo de tempo transcorrido.
Velocidade Linear Instantânea
Taxa de variação temporal da posição de um corpo calculada em um instante infinitesimal de tempo.
Aceleração Linear
Taxa de variação vetorial da velocidade linear de um corpo por unidade de tempo.
Aceleração Gravitacional
Aceleração uniforme descendente induzida pelo campo gravitacional terrestre, padronizada em 9,81 m/s².
Deslocamento Angular
Mudança na posição angular de um segmento corporal em torno de um eixo, quantificada em radianos ou graus.
Velocidade Angular
Taxa temporal de variação do deslocamento angular de um segmento corporal em rotação.
Aceleração Angular
Taxa temporal de variação da velocidade angular de um corpo em rotação sobre um eixo.
Aceleração Tangencial
Componente da aceleração linear direcionada tangencialmente à trajetória circular de um segmento em rotação.
Aceleração Radial (Centrípeta)
Componente da aceleração direcionada em direção ao centro de curvatura para manter o corpo em trajetória circular.
Força Centrípeta
Força resultante direcionada ao centro da trajetória curva necessária para desviar continuamente a direção do movimento.
Braço de Momento da Resistência
Distância perpendicular entre a linha de ação da carga externa e o eixo de rotação articular.
Braço de Momento Muscular
Distância perpendicular entre a linha de tração do tendão muscular e o eixo articular instantâneo.
Vetor Força
Entidade matemática caracterizada por magnitude, direção, sentido e ponto de aplicação.
Decomposição de Forças
Processo de separação de uma força resultante em componentes ortogonais, usualmente paralela e perpendicular.
Componente Rotatória da Força
Fração da força muscular perpendicular ao segmento ósseo responsável por gerar rotação articular pura.
Componente Não-Rotatória da Força
Fração da força muscular paralela ao segmento ósseo que estabiliza por compressão ou desestabiliza por distração a articulação.
Força de Estabilização
Componente da força muscular paralela ao eixo ósseo direcionada em direção ao centro da articulação.
Força de Deslocamento (Distração)
Componente da força muscular paralela ao osso direcionada para fora da articulação, tracionando-a.
Linha de Ação Muscular
Direção teórica vetorial ao longo da qual um músculo puxa suas fixações ósseas, do ponto de inserção à origem.
Polia Anatômica
Estrutura biológica que redireciona a linha de tração muscular, aumentando o braço de momento articular.
Patela como Polia
Estrutura sesamoide que afasta o tendão patelar do eixo de rotação do joelho, aumentando o braço de momento extensor.
Músculo Agonista
Músculo ou grupo muscular primário diretamente responsável pela produção do torque que gera determinado movimento articular.
Músculo Antagonista
Músculo posicionado opostamente ao agonista com capacidade mecânica de produzir ação articular oposta.
Músculo Sinergista
Músculo que auxilia o agonista na execução do movimento ou neutraliza movimentos indesejados gerados pelo agonista.
Músculo Neutralizador
Músculo que se contrai para anular ações secundárias indesejáveis de outro músculo ativo.
Músculo Fixador (Estabilizador)
Músculo que se contrai isometricamente para ancorar uma base óssea proximal permitindo movimento distal eficiente.
Coativação Muscular
Ativação mecânica simultânea de músculos agonistas e antagonistas ao redor de uma articulação para rigidez e estabilidade.
Rigidez Articular (Joint Stiffness)
Capacidade dos tecidos periarticulares e ativação muscular de resistir à deformação ou rotação angular externa.
Complacência Mecânica
Facilidade com que um corpo deforma sob tensão, calculada como o inverso da rigidez elástica.
Perfil de Torque Articular
Curva que descreve a capacidade muscular máxima de produção de torque ao longo de toda a amplitude articular.
Curva de Resistência Externa
Variação do torque de resistência imposto ao longo da amplitude de movimento de um exercício mecânico.
Casamento de Curvas (Match de Resistência)
Adequação do perfil de torque resistivo externo ao perfil de torque muscular interno ao longo da amplitude.
Ponto de Estagnação (Sticking Point)
Posição biomecânica da trajetória do exercício onde a vantagem mecânica diminui e o levantamento falha com maior frequência.
Ponto de Menor Vantagem Mecânica
Ângulo articular onde a razão entre o torque muscular gerável e o torque resistente se torna mínima.
Curva Ascendente de Força
Padrão de exercício onde a capacidade de gerar torque aumenta à medida que as articulações se aproximam da extensão.
Curva Descendente de Força
Padrão de exercício onde a capacidade de gerar torque diminui progressivamente conforme o movimento atinge o fim de curso.
Curva em Sino de Força
Padrão no qual o torque muscular atinge um pico na porção média da amplitude do movimento articular.
Torque Passivo Articular
Momento articular decorrente exclusivamente da deformação viscoelástica dos tecidos moles não contráteis.
Momento Resistente Gravitacional
Torque produzido pela gravidade atuando na massa do objeto e segmentos corporais em torno do eixo articular.
Cam Cêntrico (Came)
Polia mecânica com raio não uniforme empregada para modular o braço de momento da resistência mecânica.
Roldana Fixa
Máquina simples que altera a direção do vetor de tração de um cabo sem alterar a magnitude de sua força.
Roldana Móvel
Máquina simples acoplada à carga que divide a tensão necessária para movê-la, dobrando a vantagem mecânica.
Atrito Estático
Força tangencial que se opõe ao início do deslizamento relativo entre duas superfícies em contato.
Atrito Cinético (Dinâmico)
Força tangencial constante que atua entre superfícies sólidas quando há deslizamento relativo efetivo.
Força Normal
Componente da força de contato exercida por uma superfície perpendicularmente ao corpo apoiado nela.
Diagrama de Corpo Livre
Representação gráfica esquemática isolando um sistema para identificar todos os vetores de força e momento atuantes.
Linha de Gravidade
Vetor imaginário descendente que passa verticalmente pelo centro de gravidade até o plano de suporte.
Margem de Estabilidade
Distância mínima entre a projeção da linha de gravidade e as bordas da base de suporte do corpo.
Centro de Pressão (COP)
Ponto de aplicação espacial da força resultante do solo sob a área de contato dos pés com a superfície.
Oscilação Postural (Sway)
Deslocamento dinâmico contínuo do centro de gravidade ou do centro de pressão durante a postura bípede ereta.
Estratégia de Tornozelo
Ajuste postural postural que corrige perturbações pequenas oscilando o corpo sobre a articulação tíbiotársica.
Estratégia de Quadril
Ajuste postural que corrige perturbações rápidas ou grandes por meio de flexões e extensões bruscas do quadril.
Estratégia de Passo
Mecanismo corretivo de equilíbrio que reconfigura a base de apoio pelo avanço do pé para evitar queda.
Pêndulo Invertido
Modelo físico biomecânico simplificado que representa o equilíbrio postural humano com a massa apoiada sobre uma base.
Dinâmica Inversa
Método analítico que calcula forças articulares internas e torques a partir de dados cinemáticos e de contato do solo.
Dinâmica Direta
Método analítico computacional que estima acelerações e movimentos a partir de forças mecânicas conhecidas.
Músculo Monoarticular
Músculo cuja linha de ação cruza e atua diretamente sobre uma única articulação anatômica.
Músculo Biarticular
Músculo que cruza duas articulações sequenciais, transferindo energia mecânica e torque entre diferentes segmentos.
Paradoxo de Lombard
Contração simultânea de isquiotibiais e quadríceps no agachamento gerando extensão concomitante de quadril e joelho.
Arquitetura Muscular
Arranjo geométrico e estrutural das fibras musculares esqueléticas em relação ao eixo de geração de força do tendão.
Músculo Fusiforme
Músculo cujas fibras se dispõem paralelamente à linha longitudinal de tração mecânica do tendão.
Músculo Unipenado
Músculo em que as fibras convergem obliquamente em um único lado de um tendão central longitudinal.
Músculo Bipenado
Músculo cujas fibras convergem obliquamente a partir de dois lados opostos em direção a um tendão central.
Músculo Multipenado
Músculo que possui múltiplos tendões centrais com fibras correndo obliquamente em direções ramificadas, como o deltoide.
Secção Reta Anatômica (ASRA)
Área de corte transversal do músculo perpendicular ao seu maior eixo longitudinal sem considerar a direção das fibras.
Tensão Específica Muscular
Capacidade máxima de força gerada por unidade de área de secção reta fisiológica de um tecido muscular.
Comprimento Ótimo Muscular
Comprimento do sarcômero no qual há sobreposição ótima entre filamentos de actina e miosina gerando tensão máxima.
Tensão Ativa
Força mecânica gerada ativamente pela ciclagem dos complexos de actina e miosina no interior do sarcômero.
Tensão Passiva
Força resistiva gerada pela deformação elástica de estruturas extracelulares de colágeno e pela proteína titina.
Titina
Proteína sarcomérica gigante que atua como mola molecular primária gerando tensão mecânica elástica passiva.
Costâmero
Complexo proteico estrutural transmembranar que ancora o aparelho sarcomérico à matriz extracelular para transmissão lateral de força.
Transmissão Longitudinal de Força
Condução vetorial da força mecânica gerada em série dos sarcômeros em direção às inserções mio-tendíneas.
Transmissão Lateral de Força
Propagação da tensão sarcomérica para a matriz extracelular e fibras adjacentes por meio de pontes costaméricas.
Perimísio
Bainha de tecido conjuntivo que agrupa feixes de fibras musculares e transmite deformações mecânicas laterais.
Epimísio
Camada externa conjuntiva densa que circunda o músculo inteiro e se contorce diretamente com o tendão.
Endomísio
Matriz fina de tecido conectivo que envolve individualmente cada fibra muscular e propaga tensão mecânica.
Curva Força-Tempo
Gráfico dinâmico que exibe o incremento de produção de força ao longo do tempo durante uma contração máxima.
Taxa de Desenvolvimento de Força (RFD)
Velocidade com que a força mecânica sobe na fase inicial da contração, expressa pela derivada dF/dt.
Déficit de Força Bilateral
Diferença na qual a soma das forças de ações unilaterais supera a força isométrica ou dinâmica bilateral máxima.
Potencialização Pós-Ativação (PAP)
Aumento transitório no desempenho de força e potência motora aguda decorrente de uma contração condicionante prévia.
Potencialização Pós-Ativação do Desempenho (PAPE)
Melhora sustentada na produção mecânica após aquecimento de alta intensidade mediada por temperatura e recrutamento.
Ação Isocinética
Movimento articular realizado em velocidade angular constante mantida por mecanismo adaptativo de resistência dinamométrica.
Dinamometria Isocinética
Método laboratorial de avaliação quantitativa do torque muscular contínuo ao longo da amplitude a velocidade prefixada.
Trabalho Mecânico Positivo
Trabalho realizado quando a direção da força coincide com a direção do deslocamento angular do segmento.
Trabalho Mecânico Negativo
Trabalho produzido quando a direção da força muscular atua no sentido oposto ao vetor de deslocamento linear ou angular.
Trabalho Mecânico Interno
Energia gasta estritamente para acelerar, mover e frear os próprios segmentos corporais em torno dos centros de rotação.
Trabalho Mecânico Externo
Energia dispendida na interação mecânica para acelerar, elevar ou transladar uma sobrecarga externa contra o ambiente.
Eficiência Mecânica
Razão adimensional expressa em percentagem entre o trabalho mecânico externo realizado e o gasto energético metabólico total.
Economia de Movimento
Custo energético submáximo em consumo de oxigênio demandado para manter determinada velocidade mecânica constante.
Frequência de Passada
Número total de passos ou passadas executadas por unidade temporal durante a locomoção mecânica humana.
Comprimento da Passada
Distância linear compreendida entre dois toques consecutivos do mesmo pé com o solo na locomoção.
Tempo de Contato
Intervalo temporal absoluto no qual o pé de apoio permanece em contato biomecânico contínuo com a superfície.
Tempo de Voo
Intervalo temporal de locomoção em que nenhuma parte corporal interage com o solo sustentador.
Fase de Frenagem (Fase Excêntrica da Passada)
Primeira metade do apoio da corrida onde a componente horizontal da força do solo desacelera o centro de massa.
Fase de Propulsão (Fase Concêntrica da Passada)
Segunda metade do apoio da corrida onde as forças mecânicas aceleram horizontalmente o centro de massa para frente.
Pico de Impacto
Magnitude transiente máxima e rápida de força vertical registrada na colisão inicial do retropé com o solo.
Pico de Propulsão
Maior magnitude de força vertical registrada na segunda fase do apoio gerada pela impulsão muscular voluntária.
Apoio de Retropé (Rearfoot Strike)
Padrão de aterrissagem na corrida no qual o impacto mecânico inicial com o solo ocorre primariamente sobre o calcanhar.
Apoio de Médio-pé (Midfoot Strike)
Padrão no qual o calcanhar e a região metatarsal colidem simultaneamente de modo quase nivelado com o solo.
Apoio de Antepé (Forefoot Strike)
Padrão biomecânico no qual a carga inicial de impacto é recebida pelas cabeças dos metatarsos sem choque do calcanhar.
Acomodação Mecânica
Capacidade adaptativa dos tecidos osteomusculares de redistribuir forças e reestruturar-se sob estresses habituais.
Rigidez da Perna (Leg Stiffness)
Resistência compressiva global do membro inferior calculada pela deformação vertical sofrida perante a carga do impacto.
Rigidez Vertical (Vertical Stiffness)
Razão estrita entre a força de reação vertical máxima exercida pelo solo e o deslocamento vertical do centro de massa.
Modelo Massa-Mola (Spring-Mass Model)
Modelo biomecânico que descreve o corpo na corrida como uma massa sustentada por uma mola elástica complacente.
Loop de Histerese Elástica
Área gráfica contida entre as curvas de carga e descarga que quantifica a energia dissipada na forma de calor.
Resiliência Tecidual
Capacidade de um material biológico deformar-se sob tração mecânica e devolver energia elástica sem deformação permanente.
Tenacidade Mecânica
Quantidade absoluta de energia por volume que um material biológico pode absorver antes de atingir a fratura física.
Fragilidade Mecânica
Comportamento de materiais que sofrem fratura com mínima ou nenhuma deformação plástica observável sob sobrecarga.
Ductilidade Mecânica
Capacidade de um material biológico sofrer acentuada deformação plástica antes de apresentar ruptura estrutural.
Limite Elástico (Ponto de Escoamento)
Nível de tensão mecânica além do qual a deformação de um tecido cessa de ser reversível e se torna permanente.
Região Plástica
Fase da curva tensão-deformação onde ocorrem microrrupturas internas com alteração anatômica irreversível dos tecidos.
Ponto de Falha (Ruptura)
Magnitude de tensão de carga mecânica sob a qual a integridade do material biológico desaba completamente.
Região Toe (Curva Carga-Deformação)
Região inicial em que as fibras colágenas enrugadas se esticam com baixo torque antes de oferecer alta rigidez mecânica.
Anisotropia Óssea
Propriedade física pela qual o osso exibe comportamentos mecânicos distintos dependendo da direção da carga aplicada.
Osso Cortical
Tecido ósseo de alta densidade e rigidez que suporta elevadas tensões de compressão e torção em diáfises.
Osso Trabecular
Tecido ósseo esponjoso poroso que dissipa forças mecânicas multidirecionais e acomoda impactos nas epífises articulares.
Mecanotransdução
Conversão celular de estresses mecânicos físicos externos em sinais bioquímicos reguladores de síntese e remodelação tecidual.
Linhas de Força de Trajetória
Orientação adaptativa das trabéculas ósseas alinhadas estritamente de acordo com os vetores das forças dominantes sofridas.
Fratura por Estresse
Fissura microestrutural óssea resultante do acúmulo contínuo de cargas cíclicas repetitivas que superam a taxa de reparação.
Carga Cíclica
Aplicação repetida e intermitente de esforços que reduz o limite mecânico de resistência de um material à fadiga.
Fadiga Mecânica
Dano cumulativo e enfraquecimento de materiais biológicos sob estresses mecânicos flutuantes abaixo do ponto de falha agudo.
Cartilagem Hialina
Estrutura avascular altamente especializada que reveste as epífises ósseas reduzindo atrito e distribuindo pressões de contato.
Proteoglicanos
Macromoléculas da matriz da cartilagem que retêm água por atração hidrofílica gerando resistência à compressão mecânica.
Lubrificação por Película Fluida
Mecanismo tribológico articular onde uma fina camada de fluido separa completamente as superfícies ósseas em contato.
Lubrificação Limítrofe (Boundary)
Forma de lubrificação articular em que glicoproteínas fixadas nas superfícies cartilaginosas impedem o contato sólido direto.
Tribologia Articular
Ciência mecânica dedicada ao estudo do atrito, lubrificação e desgaste contínuo das superfícies articulares sob movimento.
Menisco
Estrutura fibrocartilaginosa em forma de cunha que amplia a congruência articular e distribui tensões no joelho.
Tensão de Aro (Hoop Stress)
Esforço circunferencial gerado dentro dos anéis meniscais para converter a compressão axial vertical em tração lateral.
Ligamento Cruzado Anterior (LCA)
Restritor passivo primário do joelho que resiste à translação anterior excessiva da tíbia e a rotações internas tibiais.
Ligamento Cruzado Posterior (LCP)
Restritor ligamentar primário que previne a translação posterior excessiva da tíbia em relação aos côndilos femorais.
Ligamento Colateral Medial (LCM)
Estrutura fibrosa que estabiliza a articulação do joelho contra forças impostas de estresse em valgo.
Ligamento Colateral Lateral (LCL)
Estrutura cordiforme externa que fornece estabilização mecânica primária contra forças impostas de estresse em varo.
Valgo Dinâmico do Joelho
Colapso mecânico medial composto por adução e rotação medial do fêmur associadas à eversão excessiva do retropé.
Varo Dinâmico
Desvio articular lateral no qual o joelho se afasta da linha média corporal durante ações dinâmicas de carga.
Ângulo Q (Quadricipital)
Ângulo formado entre a linha de tração do quadríceps e a trajetória axial do tendão do ligamento patelar.
Pressão Femoropatelar
Força mecânica de compressão exercida pela face articular posterior da patela contra a tróclea femoral dividida pela área de contato.
Mecanismo Parafuso do Joelho (Screw-Home)
Rotação externa obrigatória terminal da tíbia sobre o fêmur nos graus finais de extensão para travar a articulação.
Músculo Poplíteo
Músculo responsável por destravar a articulação do joelho ao promover rotação interna da tíbia no início da flexão.
Força de Cisalhamento Tibiofemoral
Força paralela ao platô tibial que induz deslizamento relativo entre tíbia e fêmur durante exercícios dinâmicos.
Força de Compressão Tibiofemoral
Componente perpendicular que pressiona os côndilos femorais contra o platô da tíbia protegendo de cisalhamento.
Glenóide
Cavidade rasa da escápula que se articula com a cabeça do úmero conferindo grande mobilidade em prol da estabilidade.
Lábio Glenoidal (Labrum)
Anel fibrocartilaginoso que aprofunda a cavidade glenóide e amplia a estabilidade mecânica passiva glenoumeral.
Ritmo Escápulo-Umeral
Proporção biomecânica cinemática contínua de movimento coordenado entre a articulação glenoumeral e a escápula (usualmente 2:1).
Manguito Rotador
Grupo de quatro músculos profundos que produzem estabilização dinâmica comprimindo a cabeça umeral contra a glenóide.
Espaço Subacromial
Canal estreito abaixo do arco coracoacromial por onde deslizam o tendão do supraespinal e a bursa subacromial.
Pinçamento Subacromial
Compressão mecânica dos tecidos moles periarticulares contra a face inferior do acrômio durante elevações do braço.
Báscula Escapular Anterior
Rotação angular do plano escapular que projeta o bordo superior anteriormente e eleva o ângulo inferior para trás.
Báscula Escapular Posterior
Movimento escapular angular em que o bordo superior inclina-se para trás expandindo a folga no espaço subacromial.
Rotação Para Cima da Escápula
Movimento angular pelo qual a fossa glenóide se orienta superiormente permitindo elevação umeral completa sem choque.
Escapulotorácica
Articulação funcional fisiológica deslizante formada pelo plano de contato muscular entre escápula e gradil costal.
Força de Coaptação Glenoumeral
Vetor compressivo resultante gerado pelo manguito rotador que empurra a cabeça umeral firmemente contra o centro da glenóide.
Disco Intervertebral
Coxim fibrocartilaginoso composto por anel fibroso e núcleo pulposo que amortece impactos e viabiliza motilidade vertebral.
Núcleo Pulposo
Centro gelatinoso com alto teor de água do disco intervertebral responsável por distribuir cargas axiais isotropicamente.
Anel Fibroso
Lamelas concêntricas de colágeno arranjadas obliquamente que contêm pressões hidrostáticas geradas pelo núcleo pulposo.
Carga de Cisalhamento Lombar
Vetor de força que atua no plano horizontal paralelo à superfície do platô vertebral tendendo a deslizar vértebras adjacentes.
Carga Compressiva Lombar
Vetor de sobrecarga perpendicular atuante axialmente no sentido do eixo longitudinal do platô dos corpos vertebrais.
Pressão Intra-Abdominal (PIA)
Força interna de expansão fluidodinâmica exercida na cavidade abdominal que reduz a sobrecarga compressiva da coluna lombar.
Manobra de Valsalva
Expiração forçada contra a glote fechada que eleva acentuadamente a pressão intra-abdominal e enrijece o tronco.
Bracing Abdominal
Ativação concêntrico-isométrica global simultânea de toda a musculatura da parede abdominal para assegurar rigidez ao tronco.
Hollowing Abdominal (Manobra de Retração)
Ativação do transverso do abdômen puxando a cicatriz umbilical em direção à coluna para estabilização segmentar seletiva.
Fáscia Toracolombar
Espessa trama fascial fibrosa no dorso que ancora músculos estabilizadores e transmite torques mecânicos lombo-pélvicos.
Controle Lombo-Pélvico
Habilidade neuromuscular integrada de estabilizar pelve e coluna vertebral perante forças externas aplicadas.
Retroversão Pélvica
Rotação sagital posterior do osso ilíaco provocando retificação mecânica da curva fisiológica da lordose lombar.
Anteversão Pélvica
Rotação sagital anterior do osso ilíaco que intensifica mecanicamente a curvatura anterior da lordose lombar.
Flexão da Coluna sob Carga
Situação biomecânica em que o tronco inclina flexionando vértebras e transferindo as cargas compressivas para os anéis discais.
Extensão Lombar Resistida
Ação em que músculos eretores da espinha atuam para neutralizar momentos fletores gerados pelo peso da carga e tronco.
Alívio Ligamentar (Ligamentous Creep)
Alongamento permanente gradual dos ligamentos espinhais posteriores após flexão lombar prolongada e sustentada sob carga.
Momento de Torção Axial da Coluna
Torque rotacional imposto no eixo do disco que estressa e fragiliza de modo acentuado as fibras colágenas do anel fibroso.
Vetor de Tração do Trapézio Superior
Força que puxa a espinha da escápula e clavícula para cima e medialmente promovendo elevação da cintura escapular.
Torque Articular Interno
Produto da força gerada ativamente pelos músculos pelo braço de momento muscular interno que atua na alavanca.
Torque Externo
Produto da sobrecarga física imposta pela distância perpendicular da carga até o eixo articular de giro.
Relação Momento Interno/Momento Externo
Equilíbrio cinético cujo desbalanço determina a ocorrência de aceleração angular concêntrica, excêntrica ou estase isométrica.
Eixo Instantâneo
Localização geométrica exata do centro da curvatura articular no exato instante infinitesimal de sua movimentação.
Artrocinemática
Movimentos microscópicos e íntimos que acontecem entre as superfícies ósseas articulares internas: rolar, deslizar e girar.
Osteocinemática
Movimento macroscópico visível no espaço dos ossos e segmentos em relação aos eixos e planos cardinais anatômicos.
Regra Côncavo-Convexa
Princípio artrocinemático que dita que superfícies convexas rolam e deslizam em direções opostas, e côncavas na mesma direção.
Movimento de Rolamento
Mecanismo artrocinemático em que múltiplos pontos consecutivos de uma superfície contatam novos pontos da outra.
Movimento de Deslizamento
Translação pura articular onde um único ponto de uma superfície desliza e contata múltiplos pontos da superfície oposta.
Movimento de Giro (Spin)
Rotação artrocinemática na qual um ponto articular gira continuamente sobre um ponto estacionário fixo oposto.
Posição Articular Fechada (Close-Packed)
Arranjo esquelético onde as superfícies ósseas têm máxima congruência geométrica e ligamentos estão totalmente tensos.
Posição Articular Frouxa (Loose-Packed)
Posição de relaxamento ligamentar e mínima congruência onde a cavidade articular atinge seu maior volume espacial.
Jogo Articular (Joint Play)
Folga de movimento passivo involuntário e livre disponível no interior de uma articulação em posição frouxa.
Força Centrípeta no Giro Articular
Restrição ligamentar tensa que puxa a extremidade óssea prevenindo sua ejeção tangencial sob rotação veloz.
Braço de Força
Distância medida perpendicularmente do fulcro (eixo de rotação) até a linha de ação da força muscular potente.
Braço de Resistência
Distância medida perpendicularmente do fulcro (eixo de rotação) até a linha de aplicação do vetor de força resistente.
Equilíbrio de Torques
Condição da estática na qual o somatório de todos os momentos de força que giram nos sentidos horário e anti-horário é zero.
Momento Estático
Magnitude do esforço mecânico angular medido em condições de velocidade angular nula das alavancas envolvidas.
Coplanares
Vetores mecânicos que atuam estritamente sobre a mesma superfície planar bidimensional do espaço geométrico.
Forças Concorrentes
Vetores cujas linhas retas de aplicação espacial se cruzam e encontram em um único ponto geométrico comum.
Forças Paralelas
Vetores de força que possuem direções idênticas sem se cruzarem, atuando em diferentes pontos de uma mesma viga estrutural.
Binário de Forças (Par de Forças)
Par de forças paralelas de igual magnitude e sentidos opostos cujas linhas não coincidem, gerando apenas rotação pura.
Par de Forças Escapular
Ação coordenada de trapézio superior, trapézio inferior e serrátil anterior rodando a escápula para cima sem translação.
Força Muscular Máxima
Maior magnitude de força mecânica que um sistema neuromuscular pode gerar conscientemente contra um ponto fixo inamovível.
Potência de Pico
Ponto exato na curva de potência mecânica onde o produto entre a força muscular e a velocidade angular atinge seu ápice.
Velocidade Ótima de Contração
Velocidade de encurtamento correspondente a aproximadamente um terço da velocidade máxima, na qual a potência é maximizada.
Carga Ótima de Potência
Intensidade percentual de sobrecarga que viabiliza a maior transferência e produção de potência mecânica externa em watts.
Curva Hiperbólica de Hill
Modelo empírico clássico que traduz o declínio não-linear da força exercida pelo músculo em função do aumento da velocidade concêntrica.
Força Isométrica de Pico
Tensão estática terminal que um músculo desenvolve na ausência de variação macroscópica em seu comprimento muscular.
Overhang Excêntrico
Fenômeno mecânico no qual a capacidade de tensão em ações excêntricas supera em até 20 a 50% a força isométrica máxima.
Tempo de Transição (Coupling Time)
Fase de amortização isométrica ultracurta entre a fase excêntrica e o início da concêntrica no ciclo de alongamento-encurtamento.
Efeito Pliométrico
Maximização da produção mecânica pela reutilização mecânica da energia de deformação potencial acumulada nos tendões.
Fuso Muscular
Proprioceptor intrafusal que detecta primariamente a magnitude e a velocidade mecânica de estiramento das fibras musculares.
Reflexo Miotático (Reflexo de Estiramento)
Resposta reflexa de contração do agonista ativada por aferências do fuso quando o músculo é bruscamente distendido.
Órgão Tendinoso de Golgi (OTG)
Mecanorreceptor posicionado na junção miotendínea sensível à deformação induzida por níveis altos de tensão muscular ativa.
Inibição Autogênica
Redução reflexa da ativação muscular motora induzida pelo estímulo mecânico do OTG em condições de tração excessiva.
Inibição Recíproca
Inibição neural transitória do tônus do músculo antagonista promovida no circuito medular pela ativação do agonista.
Miofibrilas em Paralelo
Arranjo morfológico intracelular associado primordialmente à hipertrofia transversal e ao aumento da capacidade de força máxima.
Miofibrilas em Série
Disposição em linha de sarcômeros associada ao aumento do comprimento fascicular e elevação da velocidade máxima de encurtamento.
Comprimento Fascicular
Distância linear compreendida entre a inserção proximal e distal dos feixes musculares sobre as aponeuroses.
Espessura Muscular
Distância perpendicular entre as aponeuroses profunda e superficial aferida habitualmente através de ultrassonografia estrutural.
Engrenagem Muscular (Architectural Gear Ratio)
Razão mecânica entre a velocidade angular de encurtamento muscular total e a velocidade de contração individual das fibras.
Aponeurose Tendínea
Extensa lâmina plana elástica conjuntiva que interliga o tecido contrátil do músculo ao tendão de inserção distal.
Rigidez Tendínea (Tendon Stiffness)
Capacidade que o tendão tem de resistir mecanicamente ao alongamento quando submetido a uma força de tração longitudinal.
Deformação do Tendão (Tendon Strain)
Percentual relativo de estiramento do tendão em comparação com sua extensão inicial de repouso mecânico.
Taxa de Deformação (Strain Rate)
Velocidade com a qual uma força mecânica impõe estiramento ou distorção molecular sobre um tecido viscoelástico.
Comportamento Reológico
Dinâmica com que a deformação tecidual varia em resposta contínua à velocidade de aplicação de tensão externa.
Tixotropia Muscular
Propriedade mecânica pela qual a viscosidade intrínseca do citosol diminui progressivamente em resposta à agitação e movimento.
Carga Máxima Suportável (Yield Strength)
Nível de força mecânica máxima suportável por um elemento esquelético imediatamente antes da deformação plástica.
Compressão Patelo-Femoral em Agachamento
Aumento proporcional das forças de compressão sobre a patela decorrente da redução angular da flexão do joelho sob carga.
Momento de Flexão do Joelho
Torque externo direcionado no sentido de dobrar a perna imposto pela linha de gravidade recaindo posterior ao eixo articular.
Momento de Extensão do Quadril
Torque interno extensor produzido primariamente pelos glúteos e isquiotibiais para frear o momento flexor do tronco e quadril.
Linha de Carga Mecânica
Reta resultante que une o ponto de contato do pé com o solo ao centro de massa em qualquer fase motora.
Tendão de Aquiles como Acumulador Elástico
Capacidade que o tendão calcâneo possui de estocar e restituir energia mecânica em ciclos de salto e na marcha rápida.
Distribuição de Pressão Plantar
Mapeamento bidimensional das magnitudes espaciais de compressão registradas por unidade de área na sola do pé.
Eversão do Retropé
Movimento frontal do calcâneo inclinando-se para o lado externo, induzindo pronação em cadeia cinética fechada.
Inversão do Retropé
Inclinação medial da face plantar do osso calcâneo, mecanismo chave associado à supinação em cadeia cinética fechada.
Pronação da Subtalar
Movimento triplanar complexo caracterizado pelo conjunto simultâneo de eversão, abdução e dorsiflexão do complexo articular do pé.
Supinação da Subtalar
Movimento triplanar integrado caracterizado pela soma espacial de inversão, adução e flexão plantar das estruturas do pé.
Mecanismo de Molinete (Windlass)
Tracionamento mecânico da fáscia plantar durante a extensão do hálux que eleva o arco longitudinal e enrijece o pé.
Fáscia Plantar
Faixa densa e inelástica de tecido conjuntivo que sustenta a arcada longitudinal medial e absorve impacto no pé.
Arco Longitudinal Medial
Estrutura curva e elástica do esqueleto do pé adaptada dinamicamente para dissipar forças compressivas axiais.
Báscula Pélvica Frontal
Deslocamento angular da bacia no plano frontal em torno do eixo sagital decorrente de fraqueza dos abdutores contralaterais.
Sinal de Trendelenburg
Queda pélvica para o lado contralateral durante o apoio unipodal decorrente de fraqueza mecânica do glúteo médio do apoio.
Ângulo de Ataque
Ângulo formado entre o vetor do trajeto da perna e o solo no momento exato em que ocorre o primeiro contato de suporte.
Fase de Amortecimento
Período temporal em saltos ou aterrissagens onde as forças externas provocam trabalho mecânico excêntrico nos músculos.
Força Muscular Translacional
Componente linear do esforço muscular direcionada a deslizar superfícies articulares uma sobre a outra no mesmo plano.
Momento Resistente de Cabos
Torque mecânico variável aplicado por aparelhos guiados por cabos e polias baseado na linha ortogonal de saída do fio.
Ângulo de Penetração da Resistência
Ângulo que se estabelece entre o segmento ósseo e a linha de ação de tração de uma sobrecarga mecânica externa.
Torque Máximo na Máquina
Ponto de trajetória de um implemento mecânico em que o vetor de cabo forma um ângulo reto perfeito de 90° com a alavanca.
Perda Inercial
Redução acentuada na resistência sentida no final de um levantamento balístico decorrente da aceleração imprimida à carga.
Treinamento Balístico
Exercício de força dinâmica caracterizado por aceleração irrestrita ao longo de quase 100% da amplitude com projeção do peso.
Fase de Desaceleração Terminal
Fração final de repetições tradicionais com carga fixa onde a musculatura agonista freia o implemento para evitar dano articular.
Dinâmica do Supino (Bench Press)
Interação sinérgica e cinética de flexores horizontais do ombro e extensores do cotovelo gerando forças de empurrar no plano frontal.
Braço de Momento no Supino
Distância horizontal entre a projeção do peso da barra e a articulação do ombro que determina a demanda nos peitorais.
Retração da Escápula no Supino
Posicionamento escapular rígido de adução que expande a base dorsal e minimiza o estresse de cisalhamento anterior umeral.
Dinâmica do Agachamento (Squat)
Padrão de movimento multiarticular fechado exigindo co-contração entre extensores de joelho e extensores do quadril.
Posicionamento da Barra no Agachamento (High Bar)
Alocação do peso sobre o trapézio superior exigindo postura de tronco mais vertical e maior momento flexor nos joelhos.
Posicionamento da Barra no Agachamento (Low Bar)
Alocação do peso na espinha da escápula aumentando a inclinação anterior do tronco e ampliando o braço de momento no quadril.
Profundidade do Agachamento
Grau de flexão articular que modula as demandas de torque nos joelhos e quadris alterando os picos de pressão nas cartilagens.
Butt Wink (Retroverso Pélvica Terminal)
Flexão involuntária da pelve e coluna lombar terminal no fim do agachamento profundo por insuficiência mecânica e conformação óssea.
Dinâmica do Levantamento Terra (Deadlift)
Exercício de puxar do solo dominado por extensores do quadril com braço de momento significativo atuando sobre a coluna lombar.
Levantamento Terra Romeno (RDL)
Variação do levantamento com joelhos quase estendidos que maximiza o torque flexor sobre o quadril alongando os isquiotibiais.
Linha da Barra no Terra
Vetor vertical descendente de carga que idealmente deve tangenciar a canela e cortar o meio do pé para minimizar torques lombares.
Fator Q Pélvico
Distância anatômica transversal interacetabular que modula diretamente o braço de alavanca dos músculos abdutores.
Ângulo de Inclinação Femoral
Ângulo medido entre o eixo longitudinal do colo femoral e a diáfise do fêmur, definindo coxa vara ou coxa valga.
Coxa Valga
Configuração proximal em que o ângulo do colo femoral excede 135°, reduzindo o braço de momento dos abdutores.
Coxa Vara
Configuração proximal em que o ângulo do colo femoral é inferior a 120°, ampliando a força do abdutor mas elevando o cisalhamento no colo.
Ângulo de Torção Femoral
Orientação rotacional transversal entre os côndilos femorais distais e o eixo geométrico do colo proximal do fêmur.
Anteversão Femoral
Torção para a frente do colo femoral acima de 15° promovendo marcha adaptativa com dedos e joelhos virados para dentro.
Retroversão Femoral
Ângulo de torção do colo femoral reduzido para menos de 8° ou invertido, predispondo à marcha adaptativa com pontas para fora.
Impacto Femoroacetabular (IFA)
Conflito mecânico por contato ósseo precoce e anormal entre o colo femoral e o rebordo acetabular em flexão e rotação interna.
Morfologia Tipo Came (Cam)
Excesso de deposição óssea no colo do fêmur que perde sua esfericidade e colide com a cartilagem acetabular.
Morfologia Tipo Torquês (Pincer)
Sobrecobetura excessiva da margem do acetábulo comprimindo o lábio acetabular entre a parede óssea e o fêmur.
Músculo Iliopsoas
Mais potente flexor do quadril que exerce consideráveis momentos de tração anterior e forças compressivas na coluna lombar.
Estabilidade Dinâmica do Quadril
Ação coordenada de rotadores profundos e glúteos para centralizar mecanicamente a cabeça femoral no fundo do acetábulo.
Força Reativa Articular (Joint Reaction Force)
Carga interna total sofrida pelas superfícies cartilaginosas somando todas as trações musculares e resistências ósseas ativas.
Linha Biacromial
Segmento de reta conectando os centros anatômicos dos processos acromiais empregado como referência cinemática do tronco.
Linha Bicristal
Linha imaginária horizontal unindo as cristas ilíacas superiores utilizada para avaliar inclinações pélvicas no plano frontal.
Eixo Subtalar Oblíquo
Eixo mecânico tridimensional inclinado em cerca de 42° com o plano transverso em torno do qual se conjugam pronação e supinação.
Força Centrífuga Fictícia
Sensação inercial aparente que afasta um corpo do centro da trajetória de rotação percebida a partir do referencial acelerado.
Centro de Rotação Escapular
Ponto funcional dinâmico que migra da base da espinha em direção ao acrômio durante a progressão da elevação umeral.
Tilt Escapular Medial
Giro do corpo da escápula que afasta seu bordo vertebral das costelas, comum em quadros mecânicos de discinesia.
Discinesia Escapular
Alteração no padrão de coordenação motora ou posicionamento biomecânico estático e dinâmico da escápula sobre a parede torácica.
Alavanca de Primeira Classe no Corpo
Exemplificada pela articulação atlanto-occipital, onde o fulcro está situado entre o vetor de carga e a contração muscular extensora.
Alavanca de Segunda Classe no Corpo
Exemplificada pela flexão plantar do tornozelo em apoio unipolar onde a resistência do centro de massa fica entre o apoio e a tração.
Alavanca de Terceira Classe no Corpo
Arranjo esquelético hegemônico humano (como no bíceps braquial) que privilegia velocidade e amplitude em sacrifício de vantagem de força.
Força de Prensão
Força mecânica total gerada pelo fechamento isométrico da mão pela ação sinérgica dos flexores dos dedos e extensores do punho.
Efeito Tenodese
Fechamento passivo mecânico dos dedos imposto pela extensão voluntária passiva do punho decorrente do comprimento fixo do tendão flexor.
Ângulo de Carregamento (Carrying Angle)
Valgo fisiológico cubital formado entre o eixo longitudinal do braço e do antebraço na posição anatômica em extensão.
Cúbito Varo
Deformidade óssea no cotovelo em que o antebraço se desvia medialmente em relação ao eixo anatômico do braço.
Cúbito Valgo Excessivo
Aumento do ângulo fisiológico lateral do cotovelo para além de 15 a 20°, sobrecarregando o ligamento colateral ulnar.
Ligamento Colateral Ulnar (LCU)
Estabilizador primário do cotovelo que resiste às altas forças tensoras em estresse de valgo geradas no arremesso.
Torque de Valgo no Cotovelo
Sobrecarga de tração medial combinada à compressão rádio-capitular lateral violenta induzida na fase de aceleração do arremesso.
Músculo Pronador Redondo
Músculo que exerce torque de tração medial e pronação do antebraço, atuando também na estabilização anterior do cotovelo.
Músculo Supinador
Músculo profundo que atua independentemente do ângulo de flexão do cotovelo para posicionar a mão em supinação.
Relação Pélvico-Sacral
Disposição estática e funcional da base do osso sacro que guia a lordose mecânica inicial da coluna vertebral.
Ângulo Sacral (Sacral Slope)
Ângulo formado entre o platô superior do sacro vertebral e a linha paralela horizontal de apoio do solo.
Incidência Pélvica
Parâmetro anatômico descritor angular fixo e invariável que determina a curvatura fisiológica necessária da lordose de cada indivíduo.
Força Hidrostática Discal
Tensão interna isotrópica expandida dentro da matriz proteoglicana do núcleo do disco em resposta à compressão vertical.
Fadiga do Anel Fibroso
Deslaminação mecânica microscópica progressiva das lamelas conjuntivas do disco induzida por cargas cíclicas repetidas em flexão.
Extensão Lombar (Mckenzie)
Movimento de arco posterior que desloca hidrostaticamente o núcleo pulposo em direção anterior aliviando a raiz nervosa.
Músculo Transverso do Abdômen
Cinta muscular contrátil profunda que traciona circunferencialmente a fáscia toracolombar estabilizando o cilindro tóraco-lombar.
Músculo Multífido
Pequeno feixe muscular espinhal profundo que atua mecanicamente no controle microcinemático fino intervertebral.
Músculo Quadrado Lombar
Músculo do tronco que estabiliza isometricamente o plano frontal impedindo a queda lateral da coluna sob cargas assimétricas.
Caminhada com Carga Unilateral (Suitcase Carry)
Exercício de estabilização do tronco onde forças assimétricas exigem alto momento compensatório abdutor e da parede contralateral.
Assimetria de Carga
Aplicação desbalanceada de forças que gera momentos adicionais combinados de flexão lateral e torção na estrutura corporal.
Placa de Força
Equipamento instrumentado piezoelétrico ou com strain gauges que mensura as três componentes ortogonais da força de reação do solo.
Componente Anterior-Posterior da FRS
Força paralela exercida entre o solo e o corpo orientada no sentido do deslocamento de avanço ou recuo do praticante.
Componente Médio-Lateral da FRS
Força tangencial que atua horizontalmente de lado a lado durante ações de corte, corrida em curva ou marcha.
Componente Vertical da FRS
Maior vetor de força registrado no solo, responsável direto pelo suporte antigravitacional e aceleração vertical do centro de massa.
Baropodometria
Técnica biomecânica computadorizada usada para quantificar a distribuição dinâmica de pressões sobre a face plantar.
Acelerometria
Mensuração inercial contínua da aceleração linear dos corpos e segmentos esqueléticos ao longo de eixos ortogonais triaxiais.
Goniometria
Mensuração angular biomecânica dos arcos de movimento articular realizada em posições estáticas de amplitude limite.
Eletrogoniometria
Avaliação contínua em tempo real dos ângulos e amplitudes articulares durante a execução de tarefas motoras dinâmicas.
Sinal Eletromiográfico Bruto (Raw EMG)
Registro elétrico despolarizante somatório não filtrado gerado pelas unidades motoras captado por eletrodos teciduais.
Retificação de Onda Inteira (EMG)
Tratamento de sinal que inverte matematicamente os potenciais elétricos negativos de ação em valores positivos.
Filtro Passa-Faixa (Band-Pass)
Algoritmo de eliminação que barra ruídos de movimento de baixas frequências e interferências elétricas industriais de altas frequências.
Normalização de EMG
Conversão percentual do sinal elétrico muscular relacionando-o com o registro obtido em uma Contração Isométrica Voluntária Máxima.
Contração Isométrica Voluntária Máxima (CIVM)
Padrão-ouro de referência laboratorial que afere a força e atividade elétrica máxima em condição estática estrita.
Envelope Linear (EMG)
Suavização do traçado elétrico após retificação que reflete mais proximamente o perfil de geração da tensão muscular mecânica.
Atraso Eletromecânico (EMD)
Intervalo temporal entre a deflagração do sinal elétrico de ativação na membrana celular e a subida da tensão mecânica no tendão.
Frequência Mediana do EMG
Parâmetro matemático do espectro de frequência do sinal muscular cuja queda reflete o acúmulo de fadiga na fibra.
Biofotogrametria Computadorizada
Método fotográfico padronizado e digitalizado para análise de eixos anatômicos, alinhamento esquelético e postura corporal.
Videogrametria Tridimensional
Reconstrução 3D de coordenadas anatômicas espaciais por meio de múltiplas câmeras sincronizadas e marcadores retrorrefletivos.
Marcadores Passivos
Esferas cobertas com fita retrorrefletiva que devolvem a luz infravermelha para captadores ópticos sem gerar sinal próprio.
Marcadores Ativos
Pontos luminosos constituídos por diodos emissores de luz pulsante sequencial captados diretamente por sensores especiais.
Frequência de Amostragem (Sampling Rate)
Número total de capturas, quadros ou dados numéricos discretos coletados por um sensor ou câmera a cada segundo.
Teorema de Nyquist-Shannon
Princípio da análise digital que dita que a taxa de amostragem deve dobrar a frequência máxima do evento mecânico a registrar.
Derivada Cinemática
Operação matemática de cálculo que extrai a velocidade a partir da posição e a aceleração a partir da velocidade em função do tempo.
Filtragem de Butterworth
Filtro digital matemático amplamente empregado na biomecânica para suavizar tremores e ruídos em dados cinemáticos brutos.
Momento de Inércia do Membro
Resistência de uma perna ou braço à aceleração angular calculada pela distribuição espacial de sua massa sobre o eixo articular.
Teorema dos Eixos Paralelos (Steiner)
Fórmula para computar o momento de inércia de um segmento ao girar em torno de um eixo paralelo fora do seu centro de gravidade.
Braço de Giro (Radius of Gyration)
Distância geométrica fictícia na qual a massa de um corpo poderia concentrar-se sem alterar seu momento de inércia real.
Tabela Antropométrica de Dempster
Tabela biomecânica que estabelece coeficientes para estimar massa, centro e inércia dos segmentos do corpo vivo.
Fator de Amortecimento (Damping Factor)
Taxa na qual a amplitude de um sistema biológico em oscilação é suprimida pela dissipação interna da energia mecânica.
Absorção de Choque
Atenuação de impactos dinâmicos através da flexão articular e deformação de tecidos amortecedores durante a desaceleração.
Força de Coesão Articular
Soma de pressões negativas intracapsulares e tensões ligamentares que seguram as superfícies ósseas unidas mecanicamente.
Pressão Intra-Articular Negativa
Vácuo fisiológico parcial que suga os tecidos e mantém as cabeças articulares unidas na ausência de tônus muscular.
Derrame Articular
Acúmulo excessivo de líquido sinovial que eleva a pressão interna, desestabiliza a mecânica e inibe a contração muscular.
Inibição Artrogênica Muscular
Déficit neural reflexo de ativação muscular agonista deflagrado por dor, inflamação ou distensão mecânica articular.
Força Balística
Aplicação concentrada de força no começo de uma ação, seguida pelo movimento livre do segmento sustentado pela inércia.
Arremesso por Chicoteio (Whiplash Effect)
Transferência sequencial e acelerada de momento cinético de segmentos grandes proximais para segmentos pequenos distais.
Cadeia de Alavancas em Série
Arranjo segmentar no qual o movimento da extremidade final equivale à soma das velocidades angulares de todos os elos prévios.
Transferência Proximal-Distal
Princípio dinâmico no qual a energia mecânica flui sucessivamente do tronco e quadris até a mão ou o pé de contato.
Fase de Armação (Cock-up) no Arremesso
Posicionamento extremo de rotação externa umeral com abdução horizontal que estira passivamente estruturas elásticas anteriores.
Fase de Aceleração no Arremesso
Giro rotacional interno rápido e explosivo que projeta o implemento transferindo a energia potencial acumulada aos tecidos.
Fase de Desaceleração no Arremesso
Intenso trabalho excêntrico da musculatura do manguito posterior para frear a violenta distração e extensão glenoumeral.
Força de Distração Articular
Tensão linear que puxa os eixos mecânicos separando as superfícies ósseas na direção longitudinal.
Ângulo de Liberação
Ângulo formado entre o vetor velocidade de saída de um implemento mecânico lançado e o plano horizontal terrestre.
Altura de Liberação
Distância vertical entre o ponto onde o implemento é projetado no espaço pelo atleta e a superfície plana de queda.
Velocidade de Liberação
Grandeza cinemática linear absoluta com a qual um projétil é arremessado no momento exato do término do contato com o corpo.
Trajetória Balística
Curva parabólica percorrida pelo centro de massa de um corpo em voo governada unicamente pela gravidade e pelo arrasto do ar.
Força de Arrasto (Drag)
Força de resistência fluida que atua na direção oposta ao movimento de um corpo se deslocando no ar ou na água.
Efeito Magnus
Desvio da trajetória linear de uma esfera ou projétil em rotação induzido pela diferença de pressão gerada no fluido circundante.
Arrasto de Forma (Form Drag)
Resistência de atrito criada pela diferença de pressão entre a face frontal e a porção traseira de um corpo em fluido.
Arrasto de Onda
Resistência mecânica gerada pela dissipação energética na formação de ondas superficiais, comum na natação.
Arrasto Friccional
Resistência de atrito molecular decorrente do contato da camada de fluido com a pele ou traje do atleta em movimento.
Área Frontal Projetada
Silhueta transversal bidimensional de um atleta que colide contra o fluxo de ar ou água durante o deslocamento.
Posição Aerodinâmica
Postura corporal ajustada que minimiza a área frontal projetada com vistas a reduzir a força de arrasto do ar.
Empuxo Hidrostático (Princípio de Arquimedes)
Força vertical ascendente exercida pelo fluido sobre o corpo submerso, correspondente ao peso do fluido desalojado.
Centro de Flutuação
Ponto espacial correspondente ao centro de gravidade da quantidade de fluido deslocada pelo corpo que nela submerge.
Torque de Afundamento (Swimming Torque)
Momento angular gerado pela distância não coincidente entre o centro de massa corporal e o centro de flutuação aquática.
Propulsão de Bernoulli
Geração teórica de forças propulsivas em fluidos a partir da sustentação gerada pela curvatura dos membros em movimento.
Propulsão por Ação e Reação na Natação
Mecanismo hegemônico de impulso mecânico criado pelo empurrão da água para trás gerando aceleração para a frente.
Força de Sustentação (Lift)
Componente da força mecânica perpendicular exercida por um fluido sobre um corpo em movimento relativo.
Camber Escapular
Conformação côncava que permite o perfeito acoplamento de deslizamento funcional da escápula com a caixa torácica.
Alinhamento Valgo do Retropé
Desvio articular excessivo em eversão do calcâneo associado ao colapso mecânico medial da abóbada plantar.
Alinhamento Varo do Retropé
Inclinação anatômica em inversão do calcâneo correlacionada a arcos plantares elevados e rigidez de absorção de impactos.
Torção Tibial
Ângulo de rotação axial natural que o platô tibial estabelece com a linha do mortise do tornozelo.
Músculo Tibial Posterior
Principal estabilizador mecânico dinâmico do arco longitudinal do pé prevenindo o colapso e pronação exagerada.
Músculo Fibular Longo
Flexor plantar lateral do pé que estabiliza e ancora a cabeça do primeiro metatarso firme contra a base de apoio.
Músculo Tibial Anterior
Dorsiflexor e inversor que controla a descida plantar em cadência no impacto mecânico inicial da marcha.
Pé Pronado (Pé Chato)
Condição funcional caracterizada pela diminuição acentuada do arco medial e aumento da área de pressão de contato.
Pé Supinado (Pé Cavo)
Condição estrutural onde o arco plantar apresenta-se rígido e alto, reduzindo a capacidade de dissipar forças mecânicas.
Momento de Torção Pélvica
Força mecânica de torção que se propaga pelas articulações sacroilíacas durante o apoio alternado das pernas.
Nutação Sacral
Movimento articular sacroilíaco no qual o platô superior do sacro bascula anterior e inferiormente, travando a pelve.
Contranutação Sacral
Movimento articular sacroilíaco posterior que afasta os ilíacos e reduz a estabilização mecânica por atrito na pelve.
Fechamento por Forma (Form Closure)
Estabilidade passiva conferida à articulação sacroilíaca estritamente pela anatomia das superfícies ósseas que se encaixam.
Fechamento por Força (Force Closure)
Estabilização ativa da articulação sacroilíaca provida pela compressão dinâmica dos músculos e fáscias sobre a região.
Ligamento Sacrotuberal
Faixa conjuntiva que tensiona a pelve ao sacro, atuando na transmissão de forças entre bíceps femoral e coluna.
Músculo Piriforme
Rotador externo e abdutor do quadril com importante papel biomecânico no posicionamento estável da articulação coxo-femoral.
Músculo Glúteo Máximo
Mais potente extensor do quadril, responsável por impulsionar o tronco e proteger a coluna contra flexão acentuada.
Músculo Glúteo Médio
Principal abdutor do fêmur que estabiliza o plano frontal da pelve durante a fase de apoio unipolar da marcha.
Músculo Glúteo Mínimo
Estabilizador e rotador interno profundo do fêmur que atua centralizando a cabeça óssea no fundo do acetábulo.
Músculo Tensor da Fáscia Lata
Flexor e abdutor da coxa conectado ao trato iliotibial que atua estabilizando dinamicamente a face lateral do joelho.
Trato Iliotibial
Faixa espessa de fáscia mecânica que dissipa forças laterais na coxa e pode sofrer atrito de deslizamento no côndilo lateral.
Síndrome do Trato Iliotibial
Irritação mecânica por fricção do tecido fibroso lateral contra o epicôndilo lateral do fêmur sob flexão contínua de joelho.
Vasto Medial Oblíquo (VMO)
Fibras do quadríceps que exercem força mecânica de tração medial na patela para neutralizar a lateralização excessiva.
Músculo Vasto Lateral
Maior porção do quadríceps com expressiva linha de tração no sentido anterolateral sobre o tendão patelar.
Músculo Reto Femoral
Componente biarticular do quadríceps que atua coordenadamente estendendo o joelho e flexionando a bacia.
Bíceps Femoral
Músculo posterior que flete o joelho e roda a tíbia lateralmente, auxiliando a estabilização pélvica posterior.
Músculos Semitendíneo e Semimembranoso
Isquiotibiais mediais que participam da flexão e rotação medial do joelho, protegendo o ligamento cruzado anterior.
Pata de Ganso (Pes Anserinus)
Inserção tendínea conjunta de sartório, grácil e semitendíneo que resiste a forças tensoras em valgo na tíbia.
Músculo Gastrocnêmio
Flexor plantar potente e flexor biarticular do joelho fundamental na decolagem do calcanhar e na absorção de saltos.
Músculo Sóleo
Músculo monoarticular de alta resistência que gera grande momento flexor plantar e controla a translação anterior da tíbia.
Comutação de Tensão Articular
Alternância sequencial de picos mecânicos de forças de cisalhamento e compressão conforme o membro varia de angulação.
Deformação Cisalhante Subcondral
Estresse tangencial que atua na interface entre a camada de cartilagem hialina e o osso duro subjacente gerando desgaste.
Distribuição de Cargas Não-Uniforme
Fenômeno mecânico gerado pelo mau alinhamento articular no qual pequenas regiões ósseas recebem pressões muito elevadas.
Desvio em Valgo
Desalinhamento angular em que o segmento distal afasta-se da linha sagital média corporal (ex: joelhos para dentro).
Desvio em Varo
Desalinhamento angular em que o segmento distal aproxima-se da linha sagital média do corpo (ex: pernas em arco).
Genu Recurvatum
Hiperextensão excessiva da articulação do joelho para além do neutro fisiológico que estressa a cápsula posterior.
Hipomobilidade Articular
Restrição patológica da excursão cinemática normal de uma articulação sobrecarregando os elos adjacentes da cadeia.
Hipermobilidade Articular
Amplitude passiva articular significativamente superior aos padrões anatômicos usuais demandando maior coativação muscular.
Concentricidade Muscular
Processo mecânico de aproximação ativa das fixações ósseas onde o músculo atua como acelerador motor primário.
Excentricidade Muscular
Ação muscular resistiva na qual as fixações ósseas se afastam ativamente permitindo o amortecimento mecânico de cargas.
Isometria Muscular
Manutenção da distância entre os pontos de inserção com equilíbrio dinâmico exato entre torques internos e externos.
Dano Muscular Induzido por Exercício
Microrrupturas e desorganizações mecânicas sarcoméricas induzidas marcadamente por ações excêntricas sob altas cargas.
Efeito da Carga Repetida (Repeated Bout Effect)
Adaptação de proteção estrutural que torna o músculo resistente a lesões e dores após a exposição prévia ao esforço excêntrico.
Hipertrofia Longitudinal
Acréscimo de sarcômeros dispostos sequencialmente em série aumentando o comprimento dos fascículos musculares.
Hipertrofia Radial
Adição de sarcômeros dispostos lateralmente em paralelo ampliando a secção transversa do músculo e sua capacidade de força.
Deslocamento de Carga Angular
Variação do ângulo com o qual a força resistiva traciona um cabo gerando modulação no torque externo imposto.
Vetor de Carga Inercial
Força mecânica de resistência proporcional à massa do objeto multiplicada pela aceleração instantânea imprimida no exercício.
Exercício com Resistência Variável
Treinamento que usa elásticos, correntes ou cames mecânicos para alterar a sobrecarga ao longo do curso articular.
Resistência Elástica
Sobrecarga de tração gerada por materiais emborrachados cuja força mecânica sobe em proporção direta à sua deformação.
Coeficiente de Elasticidade (Lei de Hooke)
Constante mecânica que expressa a rigidez de um material esticado multiplicando o deslocamento linear para gerar força.
Resistência por Correntes
Sobrecarga variável progressiva imposta pelo acréscimo linear de elos metálicos desprendidos do solo no levantamento.
Sobrecarga Acomodativa
Ajuste contínuo da resistência ao longo da amplitude mantendo a musculatura exposta a estresse tensional quase máximo.
Padrão de Movimento Pendular
Oscilação segmentar contínua que alterna trabalho potencial e cinético em torno de um ponto de suporte superior.
Pêndulo Duplo
Sistema dinâmico composto por dois segmentos conectados em série exibindo comportamento caótico e altas acelerações terminais.
Pêndulo Invertido no Tronco
Analogia biomecânica onde a massa da cabeça, braços e tronco se apoia sobre a articulação instável do quadril.
Centro de Rotação Lombar
Localização funcional de rotação e cisalhamento que reside dentro da porção posterior do disco intervertebral.
Tensão Muscular Passiva Máxima
Força resistiva de recolhimento gerada no músculo quando este é estirado ativamente além de seu comprimento de repouso.
Ponto Crítico de Estiramento
Comprimento no qual a curva passiva do tecido conjuntivo começa a subir vertiginosamente sob risco iminente de microrruptura.
Relaxamento por Tensão Isométrica
Redução temporal espontânea da força mecânica resistiva em um tecido muscular mantido esticado em tamanho imutável.
Viscosidade do Sarcoplasma
Resistência hidrodinâmica interna oposta pelo fluido intracelular à velocidade rápida de deformação do sarcômero.
Trabalho Inercial Rotacional
Energia cinética transferida para acelerar a rotação de implementos ao redor de seus eixos baricêntricos de rotação.
Linha Articular Neutra
Posição esquelética balanceada onde as cápsulas articulares e ligamentos sofrem o menor nível basal de tensão mecânica.
Postura Cifótica Acentuada
Excesso de curvatura convexa posterior no segmento dorsal do tronco aumentando os braços de alavanca de flexão gravitacional.
Postura Lordótica Lombar Excessiva
Exacerbação da curvatura anterior na coluna inferior que sobrecarrega as facetas articulares e o cisalhamento sacral.
Hiperlordose Cervical
Adaptação da coluna superior que projeta o crânio à frente multiplicando o torque resistente sobre a musculatura extensora do pescoço.
Projeção Anterior da Cabeça
Deslocamento horizontal para a frente do centro de gravidade cefálico elevando expressivamente o braço de momento do pescoço.
Contato Inicial (Initial Contact)
Primeiro evento cinemático do ciclo de marcha onde o pé toca a superfície do solo iniciando a dissipação de carga.
Resposta à Carga (Loading Response)
Subfase da marcha bípede onde o peso corporal transfere-se integralmente para o membro dianteiro mediante flexão do joelho.
Apoio Médio (Mid Stance)
Fase de locomoção em que o centro de massa atinge seu ponto geométrico vertical mais elevado sobre o membro que sustenta.
Apoio Terminal (Terminal Stance)
Período da marcha em que o calcanhar perde contato com a superfície gerando aceleração mecânica por meio do antepé.
Pré-Balanço (Pre Swing)
Fase transitória de dupla sustentação que transfere as forças de impulsão para o membro oposto preparando o desprendimento do pé.
Balanço Inicial (Initial Swing)
Período em que o membro livre acelera para frente afastando a ponta do pé da superfície para evitar colisão.
Balanço Médio (Mid Swing)
Fase aérea onde o segmento avança sob ação da gravidade cruzando o membro de apoio com a perna estendida verticalmente.
Balanço Terminal (Terminal Swing)
Momento final da oscilação no qual os isquiotibiais desaceleram fortemente o avanço da perna preparando a aterrissagem.
Ciclo da Marcha (Gait Cycle)
Intervalo biomecânico sequencial completo entre dois contatos de apoio consecutivos realizados pelo mesmo calcanhar.
Duplo Suporte
Momento de estabilidade na marcha humana em que ambos os pés tocam simultaneamente o solo, ausente na corrida.
Largura da Passada (Step Width)
Distância transversal horizontal medida entre as linhas médias dos pés direito e esquerdo durante a marcha contínua.
Cadência da Passada
Taxa rítmica de locomoção quantificada pelo número de passos dados por minuto de deslocamento.
Trajetória do Centro de Massa na Marcha
Curva sinusoidal espacial tridimensional contínua com deslocamentos para cima, para baixo e de um lado para outro.
Troca de Energia Mecânica na Marcha
Flutuação coordenada em oposição de fase entre energia potencial gravitacional e cinética facilitando a economia mecânica.
Troca de Energia na Corrida
Comportamento elástico síncrono onde energias cinética e gravitacional oscilam em fase acumulando tensão nos tendões.
Atenuação de Onda de Choque
Dissipação progressiva das vibrações transitórias de alta frequência subindo do calcanhar em direção à calota craniana.
Coxim Adiposo do Calcanhar
Almofada anatômica com câmaras fibroelásticas de gordura responsável por deformar-se e absorver o choque mecânico inicial do solo.
Força de Coesão da Fáscia
Resistência intrínseca que redes conjuntas de tecido conjuntivo profundo exercem unindo compartimentos anatômicos contíguos.
Bolsa Articular (Bursa)
Pequena bolsa de líquido sinovial que amortece o atrito por deslizamento entre tendões, ligamentos e proeminências ósseas.
Bursite por Atrito
Processo inflamatório decorrente de aumento crônico nas forças de compressão ou cisalhamento mecânico sobre a bursa.
Entesopatia
Patologia degenerativa decorrente de estresse de tração ou cisalhamento concentrado na união mio-tendínea com o osso.
Tendinopatia por Carga de Compressão
Degradação estrutural provocada pela compressão do corpo do tendão de encontro a proeminências ósseas adjacentes.
Tendinopatia por Carga Tênsil
Lesão microestrutural crônica decorrente de excesso cumulativo de ciclos de alongamento e encurtamento rápidos do tendão.
Junção Miotendínea
Zona de interface anatômica complexa com invaginações digitiformes especializada na transmissão de tensão muscular ao tendão.
Fator de Risco Lesional Biomecânico
Qualquer grandeza física mecânica interna ou externa anormal (ex: torque, valgo) que sobrecarregue os tecidos biológicos.
Momento de Inércia no Salto com Giro
Redução intencional da distância segmentar em relação ao eixo longitudinal com a finalidade de acelerar a rotação.
Conservação do Momento Angular
Princípio da física que dita que na ausência de torques externos, a taxa de rotação varia inversamente ao momento de inércia.
Transferência do Momento Angular
Canalização da energia de giro de um segmento corporal isolado para a totalidade do corpo por meio de acoplamentos articulares.
Aterrissagem Rígida (Stiff Landing)
Aterrissagem com flexão articular mínima de joelho gerando picos agudos de força de impacto e risco elevado de rotura ligamentar.
Aterrissagem Suave (Soft Landing)
Aterrissagem acompanhada por ampla excursão angular dos membros inferiores alongando o tempo de frenagem e amortecimento.
Estratégia de Dissipação de Força
Ampliação intencional da distância linear ou do tempo de frenagem para diluir a grandeza pico da força de desaceleração.
Força Muscular Dinâmica Mínima
Menor nível de torque interno exigido para superar a resistência estática inicial e iniciar o movimento articular.
Pico de Torque Isométrico
Maior magnitude escalar de momento de torção gerado voluntariamente sem deslocamento angular das alavancas.
Taxa de Relaxamento Muscular
Velocidade com a qual o tônus mecânico cai a níveis basais após a interrupção repentina da estimulação neuromuscular.
Fadiga Periférica
Falha na produção ótima de tensão mecânica localizada nos processos de acoplamento excitação-contração da fibra.
Fadiga Central
Redução involuntária na capacidade de gerar força decorrente da perda no disparo e recrutamento de motoneurônios pela via neural.
Perda de Rigidez do Tendão com o Desuso
Diminuição rápida da densidade de reticulação do colágeno tornando o tendão complacente e ineficiente para transmissão de força.
Adaptação Hipertrófica do Tendão
Acréscimo na área de secção transversal e melhora na rigidez mecânica tecidual em resposta a sobrecargas tensivas repetidas.
Linha de Força em Cadeia Aberta
Orientação vetorial livre que dita o torque da articulação distal sem que haja repercussão imediata nos elos proximais.
Linha de Força em Cadeia Fechada
Orientação de vetores de carga que geram movimentos concomitantes e dependentes ao longo de múltiplas articulações contíguas.
Força Muscular Normalizada
Cálculo comparativo da capacidade de força do praticante dividida pelo seu peso corporal total ou pela sua massa magra.
Assimetria Bilateral de Força
Diferença percentual mensurada na capacidade de geração de torque ou força dinâmica entre o membro direito e o membro esquerdo.
Índice de Força Reativa (RSI)
Razão adimensional quantitativa entre a altura alcançada em um salto pliométrico e o tempo despendido no contato com o solo.
Índice de Força Reativa Modificado (RSImod)
Razão calculada pela divisão da altura do salto pelo tempo total despendido em sua fase de decolagem em saltos sem queda prévia.
Salto com Contramovimento (CMJ)
Salto vertical executado a partir da postura bípede em pé precedido por um rápido agachamento com uso do ciclo alongamento-encurtamento.
Salto Estático (Squat Jump - SJ)
Salto vertical realizado estritamente a partir de uma parada isométrica em semi-flexão sem a presença de fase excêntrica prévia.
Salto com Queda (Drop Jump - DJ)
Salto de alta intensidade no qual o atleta se projeta de uma caixa e rebate no solo focando no menor tempo de contato possível.
Potencialização Elástica do Salto
Diferença positiva de altura observada no salto CMJ em relação ao SJ decorrente do uso da elasticidade dos tecidos conectivos.
Fator de Aproveitamento Elástico (EUR)
Razão entre o desempenho obtido no salto com contramovimento e o salto estático para avaliar a eficiência do sistema musculo-tendíneo.
Massa Efetiva (Effective Mass)
Fração da massa corporal total que desacelera bruscamente no instante exato de uma colisão ou impacto dinâmico rápido.
Coeficiente de Restituição
Razão entre a velocidade linear de afastamento relativo e a velocidade de aproximação que afere a elasticidade de uma colisão mecânica.
Colisão Perfeitamente Elástica
Interação física ideal na qual não há dissipação de energia cinética em som, calor ou deformação permanente.
Colisão Inelástica
Interação de choque na qual parte expressiva da energia mecânica se dissipa em calor e deformações plásticas dos corpos.
Momento de Extensão do Tornozelo
Torque gerado pelo tríceps sural para contrabalançar o vetor de gravidade e projetar o corpo à frente na fase propulsiva.
Músculo Flexor Longo do Hálux
Estabilizador do arco e propulsor final que ancora o dedo polegar do pé contra o solo ao término da passada de impulso.
Cisalhamento Patelar
Força tangencial que tenta expulsar ou deslizar a patela lateralmente fora do sulco trocleano nas angulações iniciais de flexão.
Sulco Troclear
Depressão óssea anterior do fêmur que forma um trilho de estabilização óssea mecânica passiva para o curso da patela.
Displasia Troclear
Achatamento anatômico do sulco femoral que remove o batente ósseo aumentando a vulnerabilidade a luxações laterais da patela.
Ligamento Patelofemoral Medial (LPFM)
Principal elemento mecânico de contenção estática contra o deslocamento e lateralização patológica lateral da patela.
Translação Tibial Anterior
Deslocamento linear da tíbia para a frente sob tração que estira criticamente o ligamento cruzado anterior.
Ângulo de Flexão do Joelho Protetor do LCA
Manutenção da articulação flexionada acima de 30° atenuando a componente de cisalhamento anterior gerada pela tração do quadríceps.
Co-contração Quadríceps-Isquiotibiais
Ativação sinérgica simultânea na qual a tração posterior dos isquiotibiais neutraliza o cisalhamento perigoso do quadríceps na tíbia.
Déficit Excêntrico dos Isquiotibiais
Incapacidade crônica dos flexores do joelho de dissipar energia em extensão acelerada, favorecendo estiramentos musculares graves.
Razão Isquiotibiais/Quadríceps (Razão H:Q)
Parâmetro dinamométrico que quantifica a proporcionalidade de força e torque gerados entre músculos flexores e extensores do joelho.
Razão H:Q Convencional
Razão de torque calculada dividindo-se o pico de torque concêntrico dos isquiotibiais pelo pico concêntrico do quadríceps.
Razão H:Q Funcional
Razão cinemática que divide a força de torque excêntrica dos isquiotibiais pelo torque concêntrico máximo do quadríceps.
Exercício Nórdico (Nordic Hamstring Curl)
Movimento de alta demanda excêntrica para isquiotibiais que induz adição de sarcômeros em série e previne lesões musculares.
Eletromiografia de Alta Densidade (HD-sEMG)
Mapeamento elétrico espacial através de matriz com múltiplos eletrodos para detectar o comportamento de unidades motoras individuais.
Taxa de Disparo da Unidade Motora
Frequência de impulsos neurais enviados por segundo ao sarcolema para graduar a força de contração desenvolvida.
Recrutamento de Unidades Motoras
Processo de ativação neuromuscular escalonado regido pelo Princípio de Henneman (do menor neurônio para o maior).
Princípio do Tamanho de Henneman
Regra mecânica neural que determina o recrutamento preferencial inicial de unidades tipo I lentas, seguidas pelas tipo II rápidas sob alta carga.
Sincronização de Unidades Motoras
Disparo simultâneo e coordenado de múltiplas unidades motoras capaz de potencializar o desenvolvimento explosivo da taxa de força.
Desrecrutamento de Unidades Motoras
Ordem coordenada na qual as unidades motoras cessam sua contração durante a redução progressiva do esforço voluntário.
Potencial de Ação Muscular Composto (Onda M)
Resposta elétrica máxima e sincrônica deflagrada no músculo por um pulso supramáximo artificial aplicado em seu tronco nervoso.
Reflexo H (Hoffmann)
Equivalente elétrico do reflexo monossináptico induzido por estimulação elétrica periférica que mede a excitabilidade dos motoneurônios.
Onda V (Volitacional)
Onda eletromiográfica evocada sob contração máxima que expressa o grau de drive neural central eferente que atinge o músculo.
Drive Neural
Magnitude global de comandos motores eferentes propagados a partir do córtex e sistema nervoso central até as fibras musculares ativas.
Adaptação Neural Precoce
Ganho rápido de força nas fases iniciais do treinamento com pesos propiciado por coordenação motora e recrutamento, sem hipertrofia.
Coordenação Intramuscular
Capacidade neural do próprio músculo de otimizar taxa de disparo, sincronia e recrutamento para atingir máxima força mecânica.
Coordenação Intermuscular
Integração dinâmica coordenada de múltiplos músculos para cooperar na aceleração agonista e inibição suave de antagonistas.
Grau de Inibição Antagonista
Capacidade adaptativa do sistema neuromuscular de deprimir a co-contração indesejada em movimentos rápidos elevando a eficiência mecânica.
Custo Energético Mecânico
Montante de calor e trabalho metabólico consumido estritamente para deslocar um quilograma de massa corporal por metro percorrido.
Trabalho Mecânico Interno na Locomoção
Energia consumida na translação e rotação relativa dos braços e pernas em torno do centro de massa do tronco.
Trabalho Mecânico Externo na Locomoção
Trabalho realizado para elevar verticalmente e acelerar horizontalmente o centro de massa corporal como uma unidade única.
Transferência de Energia entre Articulações
Condução mecânica de energia cinética de um segmento para o elo adjacente provida pela ação dos músculos biarticulares.
Poder do Músculo Biarticular
Habilidade funcional de absorver energia em uma de suas pontas articulares e simultaneamente produzir trabalho na oposta.
Eixo Subtalar de Rotação
Eixo tridimensional anatômico em torno do qual se desenrolam a inversão e eversão das peças ósseas que formam o retropé.
Eixo Transverso do Tarso
Conjunto articular formado pelas articulações talonavicular e calcaneocuboide que se trava ou se flexibiliza durante o ciclo da pisada.
Travamento da Articulação Transversa do Tarso
Enrijecimento mecânico do mediopé que ocorre na supinação conferindo rigidez de alavanca óssea para o desprendimento propulsivo.
Destravamento da Articulação Transversa do Tarso
Flexibilização do mediopé decorrente da pronação que permite ao arco se deformar e absorver o choque inicial da marcha.
Genu Valgum
Deformidade estática de joelhos aproximados e calcanhares afastados com aumento das pressões de estresse no compartimento lateral.
Genu Varum
Configuração estática em pernas arqueadas com afastamento dos joelhos e concentração acentuada de carga no compartimento medial do joelho.
Distribuição de Cargas no Joelho Normal
Distribuição mecânica basal onde aproximadamente 60 a 70% das forças de compressão axial recaem sobre o compartimento articular medial.
Momento Adutor do Joelho (KAM)
Torque externo direcionado no plano frontal que empurra a articulação em varo aumentando a compressão no platô medial.
Marcha com Adução do Tronco
Compensação biomecânica de oscilação lateral do tronco que aproxima a linha de gravidade do joelho reduzindo o momento adutor medial.
Marcha com Dedos para Fora (Toe-Out)
Alteração no ângulo da marcha que gira a tíbia lateralmente reduzindo o braço de momento da força vertical em relação ao joelho medial.
Ângulo Fêmoro-Tibial
Ângulo medido no plano frontal formado pela interseção dos eixos anatômicos diáfisários longitudinais do fêmur e da tíbia.
Eixo Mecânico do Membro Inferior
Linha reta imaginária traçada do centro da cabeça femoral até o centro da articulação tíbiotársica passando pelo joelho.
Desvio do Eixo Mecânico (MAD)
Distância medida em milímetros entre a linha de suporte mecânico e o ponto médio anatômico do platô da tíbia.
Osteotomia Corretiva
Cirurgia ortopédica que secciona e reposiciona uma cunha óssea para redistribuir vetores de carga mecânica em articulações desgastadas.
Artroplastia Total
Substituição protética mecânica das cartilagens degradadas por implantes metálicos com polietileno restaurando eixos e congruência.
Desgaste de Polietileno
Perda contínua de espessura volumétrica do espaçador protético sob atrito dinâmico e ciclos prolongados de sobrecarga articular.
Pressão de Pico no Cartilagem
Nível mais alto de tensão mecânica compressiva registrado localmente em uma microregião isolada do tecido subcondral.
Deformação Cisalhante do Colo do Fêmur
Tendência de flexão mecânica e fratura óssea induzida pela distância horizontal entre o acetábulo e a diáfise femoral.
Trabalho Mecânico Negativo nos Isquiotibiais
Energia mecânica absorvida e dissipada excêntricamente para controlar o avanço balístico rápido da tíbia no final do swing da corrida.
Comprimento Ótimo e Prevenção de Lesão
Deslocamento da força máxima para comprimentos musculares maiores reduzindo o risco de estiramento nas amplitudes terminais.
Fadiga e Perda de Rigidez do Tendão
Declínio no módulo elástico após esforço exaustivo que diminui a taxa de desenvolvimento de força nos movimentos de resposta rápida.
Retração Miofascial
Encurtamento adaptativo do tecido conjuntivo com perda de sarcômeros em série decorrente de imobilização em comprimentos reduzidos.
Flexibilidade Articular
Amplitude passiva de movimento disponível em uma articulação sem a imposição de forças voluntárias ativas do praticante.
Tolerância ao Alongamento (Stretch Tolerance)
Capacidade neural de suportar maiores forças passivas de tração tecidual antes do surgimento da sensação limitante de dor.
Alongamento Estático
Manutenção passiva e contínua do segmento corporal no limite da amplitude com o intuito de relaxar tensões teciduais.
Alongamento Dinâmico
Excursão balística ou controlada de amplitudes articulares por meio da contração voluntária coordenada de músculos agonistas.
Déficit Agudo de Força Pós-Alongamento
Queda transitória na produção de torque decorrente de alterações viscoelásticas na mola tendínea e redução na excitação neural.
Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP)
Método de alongamento que combina contrações isométricas e passivas valendo-se de inibição recíproca ou autogênica.
Liberação Miofascial
Aplicação de compressão e cisalhamento mecânico sobre o tecido mole para diminuir a resistência viscosa e restaurar a mobilidade.
Foam Roller
Cilindro de espuma utilizado para auto-massagem miofascial gerando pressões mecânicas teciduais superficiais e profundas.
Mecanismo Neuromodulador do Rolo
Diminuição transitória da percepção dolorosa e aumento momentâneo da amplitude pela estimulação de mecanorreceptores e vias descendentes.
Força de Preensão Palmar Palmar e Dígito-Palmar
Engajamento biomecânico diferencial dos dedos da mão ao segurar barras conforme a necessidade de torque de atrito estático.
Uso de Strap no Treinamento
Dispositivo mecânico de fita que transfere a carga de atrito direto da barra para o punho eliminando a falha dos flexores digitais.
Cinturão de Levantamento (Lifting Belt)
Acessório estrutural de apoio que eleva mecanicamente a pressão intra-abdominal e enrijece o tronco contra a flexão lombar.
Calçado de Salto Elevado (Weightlifting Shoes)
Calçado com base firme e calcanhar elevado que reduz a demanda cinemática de dorsiflexão nos agachamentos profundos.
Relação Comprimento do Fêmur/Tronco
Parâmetro antropométrico: fêmures longos associados a troncos curtos exigem maior inclinação anterior para equilibrar o centro de massa.
Ponto de Inflexão Inercial
Ponto na curva dinâmica do movimento onde o sinal da derivada da aceleração se inverte de propulsor para frenante.
Trabalho Mecânico de Frenagem
Área sob a curva de desaceleração que quantifica o montante total de energia absorvido ativamente para frear o centro de massa.
Fator de Sobrecarga Dinâmica
Multiplicador numérico do peso corporal estático que reflete a magnitude real da força pico do impacto registrado no solo.
Força Centrípeta no Salto com Troca de Direção
Força horizontal perpendicular gerada pelo atrito do calçado com o solo para redirecionar velozmente o centro de massa.
Tempo de Reação Mecânica
Intervalo entre o processamento inicial de um sinal sensorial e o início mensurável do primeiro vetor de força muscular útil.
Potência Média (Mean Power)
Trabalho mecânico total executado em uma série motora dividido pela duração total do intervalo em que a tarefa foi cumprida.
Fator de Potência Muscular (Force-Velocity Profile)
Gráfico linear de regressão que mapeia o desbalanceamento individual de um atleta entre capacidades de força teórica e velocidade.
Força Teórica Zero (F0)
Extrapolação gráfica matemática que indica a força máxima teórica que o sistema muscular geraria sob velocidade nula.
Velocidade Teórica Zero (V0)
Extrapolação gráfica matemática que denota a velocidade máxima absoluta de encurtamento do membro sob carga externa nula.
Potência Máxima Teórica (Pmax)
Valor máximo absoluto da parábola de potência estimado matematicamente pelo cálculo: Pmax = (F0 × V0) / 4.
Treinamento Baseado em Velocidade (VBT)
Metodologia contemporânea que programa as sobrecargas medindo a velocidade linear instantânea média da barra a cada repetição.
Velocidade Média Propulsiva (MPV)
Velocidade média calculada exclusivamente na porção da fase concêntrica onde a aceleração da barra supera a da gravidade (-9,81 m/s²).
Perda de Velocidade Intra-Série (Velocity Loss)
Percentual de queda na velocidade da barra ao longo da série mecânica empregado como marcador direto do nível de fadiga neuromuscular.
Transdutor Linear de Posição (LPT)
Cabo retrátil ligado a um sensor que mede a velocidade linear instantânea e o deslocamento de barras durante os treinos.
Unidade de Medição Inercial (IMU)
Dispositivo eletrônico integrado que combina acelerômetros, giroscópios e magnetômetros para calcular cinemática angular 3D.
Giroscópio em Biomecânica
Sensor inercial que mede a taxa vetorial de rotação angular espacial de segmentos corporais expressa em graus por segundo.
Taxa de Deriva (Drift) em Sensores
Erro cumulativo progressivo na integração de sinais de acelerômetros e giroscópios ao longo de longos períodos de tempo contínuos.
Fusão Sensorial (Filtro de Kalman)
Algoritmo estatístico que combina dados de acelerômetros e giroscópios para estimar a orientação espacial sem ruídos e com precisão.
Força Isométrica de Sustentação
Capacidade neuromuscular de frear o início do movimento de uma sobrecarga mecânica mantendo o tônus estático constante.
Pico de Voo no Salto
Ponto geométrico exato no espaço onde a velocidade do centro de gravidade passa transitoriamente por zero antes de descer.
Energia Mecânica Total do Sistema
Soma algébrica ininterrupta das energias potencial de gravidade, potencial elástica e cinética em dado instante temporal.
Conservação da Energia Mecânica
Princípio da física mecânica onde a energia interna total permanece inalterada na ausência de forças dissipativas não-conservativas.
Força Não-Conservativa
Ação física (como o atrito do ar ou a histerese muscular) cujo trabalho depende do caminho retirando energia mecânica útil do sistema.
Força Conservativa
Força cuja ação mecânica no sistema não dissipa calor e mantém inalterada a quantidade de energia total (ex: gravidade).
Trabalho Virtual
Conceito analítico que estuda deslocamentos hipotéticos infinitesimais sem decurso de tempo para calcular forças de equilíbrio.
Tração Dinâmica no Tendão
Magnitude transitória máxima de tensão que flui pela substância tendínea no ápice do ciclo de encurtamento elástico.
Vibração de Corpo Inteiro (WBV)
Exposição mecânica a plataformas oscilatórias que induzem oscilações reflexas de estiramento nos fusos neuromusculares.
Ressonância Mecânica Biológica
Condição na qual a frequência da força oscilatória externa coincide com a frequência natural de vibração de um tecido do corpo.
Frequência Natural Articular
Taxa intrínseca e espontânea na qual um segmento corporal tende a oscilar livremente quando perturbado do repouso.
Fator de Perda (Loss Factor)
Índice que mensura a capacidade intrínseca dos tecidos biológicos conjuntivos de amortecer e absorver vibrações dinâmicas.
Padrão de Movimento em Dobradiça de Quadril (Hip Hinge)
Ação motora caracterizada por pura flexão anterior da articulação coxofemoral com coluna neutra e mínima flexão de joelho.
Padrão de Movimento Dominante de Joelho
Ação motora caracterizada pela priorização da flexão e extensão nos joelhos, com deslocamento anterior das tíbias.
Ângulo de Ataque do Pé no Solo
Ângulo estabelecido entre a sola do calçado do corredor e o solo no exato milissegundo de início do apoio de choque.
Fase de Balanço da Perna
Intervalo no ciclo da locomoção em que o membro do atleta permanece livre sem sustentar o peso corporal no chão.
Fase de Suporte (Stance Phase)
Intervalo no qual o segmento distal do membro do atleta toca e descarrega compressão mecânica de peso sobre a base do solo.
Sobrecarga de Impacto Repetitivo
Soma de microtraumas dinâmicos e vibrações que degradam gradativamente as trabéculas ósseas e o tecido de cartilagem.
Alavanca Óssea em Balanço
Segmento ósseo móvel que acelera livremente no espaço sem restrições de atrito com grandes superfícies inamovíveis.
Ângulo de Tração Muscular
Ângulo medido entre a reta de ação mecânica do tendão muscular potente e o eixo ósseo no qual ele se insere.
Ângulo de Eficácia Mecânica Máxima
Ângulo articular de 90° onde o vetor muscular se alinha totalmente perpendicular ao osso sem dispersão longitudinal de forças.
Vetor de Cisalhamento Articular
Componente tangencial que atua paralela à cavidade articular tendendo a deslocar as superfícies em escorregamento.
Vetor de Compressão Articular
Componente normal que atua perpendicularmente prensando as cabeças ósseas uma de encontro à outra na cavidade.
Capacidade de Absorção Passiva
Dissipação mecânica de choques provida por cartilagens, meniscos, discos e trabéculas antes da resposta reflexa muscular.
Capacidade de Absorção Ativa
Dissipação e controle de cargas promovidos pela deformação sob contração excêntrica regulada dos grupos musculares.
Tensão de Pré-Carga (Pre-load)
Nível residual estático de tensão ou estiramento mecânico presente nos tecidos moles previamente à aplicação de forças externas.
Tensão de Pós-Carga (Afterload)
Resistência mecânica imposta ao sistema neuromuscular que o músculo precisa sobrepujar para conseguir encurtar ativamente.
Estabilidade Dinâmica da Pelve
Ação estabilizadora contínua de abdutores, adutores e músculos do core para impedir desvios angulares da pelve nos movimentos.
Momento de Torção no Arremesso
Torque violento de rotação interna umeral no final da fase de aceleração que atinge centenas de Newtons-metro por segundo.
Desaceleração Horizontal na Corrida
Frenagem inercial inicial imposta pelo pé pousando adiantado em relação ao centro de gravidade corporal.
Overstriding (Passada Excessiva)
Erro biomecânico caracterizado pelo contato inicial do calcanhar excessivamente adiantado em relação ao centro de gravidade.
Braço de Alavanca de Frenagem
Distância horizontal entre a projeção da força vertical do solo no pé esticado à frente e o centro de massa do corredor.
Redução da Força de Frenagem
Ajuste na corrida aproximando o ponto de primeiro contato do solo da projeção vertical do centro de massa do corpo.
Linha Escapular de Escorregamento
Plano biomecânico com inclinação de 30 a 45° anterior ao plano frontal em que a fossa glenóide fica anatomicamente alinhada.
Plano da Escápula (Scaption)
Plano intermediário de elevação do braço orientado 30 a 40° anteriormente em que a cápsula glenoumeral fica menos torsionada.
Folga Capsular (Capsular Laxity)
Soltura fisiológica do invólucro articular que concede mobilidade mas depende criticamente de estabilizadores dinâmicos.
Báscula Anterior Pélvica Excessiva
Inclinação anterior da pelve decorrente de encurtamento do psoas associada a fraqueza de glúteos e abdominais.
Amortecimento por Flexão de Joelhos
Mecanismo biomecânico de dissipação de impacto através da excursão excêntrica progressiva do quadríceps na queda.
Momento Rotacional da Pelve
Torque no plano horizontal essencial para a transmissão fluida da potência motora entre pernas e tronco nas rotações.
Co-contração Periapical Lombar
Ativação tônica isométrica síncrona dos músculos do tronco para resistir a torques gravitacionais em posturas dinâmicas.
Músculo Serrátil Anterior
Estabilizador primário da escápula que atua na abdução, rotação para cima e colamento do bordo medial às costelas.
Escápula Alada
Alteração biomecânica decorrente de insuficiência do serrátil anterior com projeção dorsal acentuada da borda medial da escápula.
Ligamento Transverso do Quadril
Faixa conjuntiva que cruza o entalhe acetabular inferior fornecendo estabilidade passiva complementar à articulação coxo-femoral.
Ligamento Iliofemoral
Mais forte ligamento articular do corpo em formato de Y que resiste fortemente à hiperextensão passiva do quadril.
Ligamento Pubofemoral
Reforço fibroso capsular anterior que restringe mecanicamente a abdução e rotação externa excessivas do quadril.
Ligamento Isquiofemoral
Reforço capsular posterior da articulação coxo-femoral que resiste estaticamente à rotação medial e extensão forçada do fêmur.
Linha Mecânica da Perna
Vetor de propagação de forças descendentes que deve distribuir-se equilibradamente entre fêmur, tíbia e complexo do tarso.
Distribuição de Peso Tríplice no Pé
Conceito clássico que preconiza a divisão da carga entre o calcâneo, a cabeça do primeiro metatarso e a cabeça do quinto metatarso.
Comutação de Alavancas Musculares
Variação na vantagem mecânica conforme a articulação se dobra e a distância do tendão ao centro do eixo se altera dinamicamente.
Momento de Torção Espinhal em Flexão
Multiplicação do estresse na coluna lombar causada pela combinação de inclinação anterior do tronco com rotação axial rápida.
Ângulo de Flexão do Tornozelo
Arco de dorsiflexão que define a capacidade do joelho avançar sem colapsar a mecânica do arco longitudinal medial.
Eixo Subtalar em Cadeia Fechada
Pivô mecânico onde a pronação do pé força a tíbia a rodar internamente repercutindo em valgo dinâmico proximal.
Linha de Gravidade Posterior ao Joelho
Condição cinemática que demanda torque ativo dos extensores da coxa para conter a tendência de colapso em flexão sob o peso do corpo.
Linha de Gravidade Anterior ao Joelho
Posicionamento estático que cria um torque passivo de extensão poupando a musculatura extensora mas sobrecarregando a cápsula posterior.
Linha de Gravidade Posterior ao Quadril
Situação postural em que a gravidade empurra a bacia em extensão contida pelas tensões passivas dos ligamentos anteriores da coxa.
Linha de Gravidade Anterior ao Quadril
Alinhamento estático que gera um momento de flexão no quadril demandando tônus basal contínuo dos isquiotibiais e glúteos.
Fator de Dissipação Meniscal
Capacidade fibrocartilaginosa de amortecer a taxa de variação da compressão aliviando a sobrecarga sobre a cartilagem articular.
Desvio Axial de Esforço
Deslocamento indesejado do vetor de força para longe do centro articular que multiplica tensões pontuais de cisalhamento.
Rigidez Estrutural Óssea
Resistência oferecida pela composição mineral e espessura cortical do osso impedindo deformações de encurvamento.
Capacidade Tênsil do Colágeno
Limite mecânico que as pontes de união das fibras de colágeno suportam sob forças de estiramento antes do rompimento.
Retração Elástica do Tendão
Retorno mecânico instantâneo do tendão estirado ao seu tamanho inicial impulsionando o segmento corporal à frente.
Trabalho Mecânico na Marcha Pendular
Oscilação passiva e econômica dos membros inferiores durante o avanço aéreo sustentada unicamente pela inércia gravitacional.
Efeito de Cunha Muscular
Dilatação transversal da secção do músculo sob contração que tensiona a fáscia e aumenta a rigidez do compartimento profundo.
Perímetro Muscular Efetivo
Área de secção que contribui funcionalmente para a geração do vetor longitudinal de tensão mecânica na aponeurose.
Braço de Alavanca Gravitacional
Distância medida no plano horizontal entre a linha de gravidade do centro de massa e o eixo da articulação analisada.
Instabilidade Dinâmica de Tornozelo
Déficit biomecânico neuromuscular onde falhas sensoriais e frouxidão ligamentar causam episódios repetidos de entorse em inversão.
Ligamento Talofibular Anterior (LTFA)
Estrutura ligamentar lateral mais frequentemente lesionada em entorses do tornozelo sob flexão plantar e inversão.
Ligamento Calcaneofibular (LCF)
Faixa ligamentar lateral que estabiliza a articulação subtalar e o tornozelo quando este é submetido a inversão pura.
Ligamento Deltoide
Espesso e resistente complexo ligamentar medial do tornozelo que impede a eversão excessiva e estabiliza a mortise tíbiotársica.
Cisalhamento Lombossacro (L5-S1)
Tensão tangencial crítica gerada pela inclinação acentuada do sacro empurrando a quinta vértebra lombar para frente.
Espondilolistese Mecânica
Escorregamento anterior de um corpo vertebral sobre o platô inferior decorrente de falha estrutural óssea ou cisalhamento contínuo.
Músculo Latíssimo do Dorso no Core
Músculo que traciona o membro superior e ancora a fáscia toracolombar contribuindo para a estabilização axial da coluna lombar.
Músculo Bíceps Braquial como Supinador
Ação biomecânica em que o bíceps atua como potente rotor lateral do rádio, especialmente com o cotovelo fletido a 90°.
Músculo Braquial
Flexor puro do cotovelo cuja inserção na ulna permite a mesma capacidade mecânica de torque independentemente do antebraço estar pronado ou supinado.
Músculo Braquiorradial
Músculo com longo braço de momento que flete o cotovelo e atua de maneira ótima com o antebraço posicionado em semipronação.
Músculo Tríceps Braquial
Potente extensor do cotovelo cuja cabeça longa cruza a glenoumeral auxiliando na adução e retração umeral sob carga.
Ângulo de Liberação de Energia Elástica
Posição articular exata onde o tendão cessa sua fase de amortecimento e descarrega a tensão acumulada na alavanca esquelética.
Massa Não-Suspensa
Peso dos segmentos periféricos distais que interagem diretamente com o solo sem a interposição de articulações amortecedoras.
Força Muscular Externa Reativa
Intensidade com que o corpo reage contra implementos esportivos durante colisões mecânicas em frações de segundo.
Potência de Aceleração Inicial
Grandeza mecânica de força e velocidade desenvolvida nos primeiros metros de um sprint a partir do repouso absoluto.
Cinemática do Sprint
Análise angular do movimento dos membros inferiores alternando fases curtas de propulsão vigorosa e balanço veloz em alta frequência.
Fase de Transição do Sprint
Momento da corrida veloz onde a inclinação anterior do tronco dá lugar progressivamente à postura ereta terminal.
Velocidade Máxima de Corrida
Estado dinâmico onde a produção horizontal de força equilibra as forças de frenagem e arrasto e a velocidade linear se estabiliza.
Tração Dinâmica no Solo
Aderência horizontal máxima que o solado estabelece com a pista permitindo a transferência eficaz de força sem derrapagens.
Fator de Carga Unilateral
Aumento proporcional de estresse imposto sobre um membro quando a base de suporte se reduz de bípede para unipodal.
Estabilidade Dinâmica do Tornozelo na Marcha
Controle muscular tônico exercido para evitar oscilações abruptas no plano frontal durante a troca rápida de apoio dos pés.
Músculo Sartório
Músculo longo e biarticular que atua simultaneamente na flexão, abdução e rotação externa da coxa associadas à flexão da perna.
Músculo Grácil
Músculo adutor medial longo que cruza o joelho auxiliando a flexão e a rotação interna da articulação tíbiotársica.
Músculo Pectíneo
Músculo profundo do quadril que combina ações mecânicas de adução potente com flexão inicial da coxa.
Músculo Adutor Magno
Grupo muscular volumoso que aduz a coxa, atuando sua porção posterior como um dos mais fortes extensores articulares do quadril.
Músculo Adutor Longo
Adutor primário da coxa que atua também na flexão em angulações estendidas e se torna extensor quando o quadril está muito flexionado.
Músculo Adutor Curto
Músculo anterior que puxa o fêmur em adução auxiliando no equilíbrio postural dinâmico da pelve.
Inversão da Linha de Ação Muscular
Fenômeno biomecânico onde o vetor muscular altera sua função mecânica (ex: de flexor para extensor) conforme o ângulo articular muda.
Alavanca de Estabilidade Postural
Sistema de contração tônica de pequena amplitude que oscila continuamente para manter o centro de gravidade contido na base de apoio.
Perturbação Mecânica Externa
Aplicação transitória de uma força imprevista que tira o corpo de seu equilíbrio dinâmico e exige respostas neuromusculares rápidas.
Ajuste Postural Antecipatório (APA)
Ativação prévia e involuntária da musculatura estabilizadora que enrijece o corpo milissegundos antes de um movimento voluntário.
Ajuste Postural Compensatório (APC)
Resposta reflexa deflagrada por proprioceptores e visão imediatamente após uma perturbação externa ter desestabilizado o equilíbrio.
Trajetória do Centro de Pressão (COP Excursion)
Comprimento linear total desenhado pelo deslocamento espacial contínuo da pressão sob os pés em testes de equilíbrio.
Elipse de Confiança do COP
Área bidimensional que delimita o percentual majoritário de dispersão das oscilações posturais do praticante sobre a plataforma.
Estabilometria
Avaliação instrumental quantitativa do equilíbrio corporal estático através da análise temporal e espacial dos sinais do centro de pressão.
Rigidez Elástica Sacroilíaca
Resistência articular aos micromovimentos de cisalhamento da pelve sob carga axial descendente.
Articulação Esternoclavicular
Única união óssea real e direta que ancora estruturalmente todo o membro superior ao esqueleto axial do tórax.
Articulação Acromioclavicular
Pequena juntura sinovial plana que ancora a escápula à clavícula permitindo pequenas rotações e básculas durante o movimento do ombro.
Ligamento Coracoclavicular
Complexo resistente (ligamentos conoide e trapezoide) que impede a clavícula de se elevar e se separar do acrômio.
Disco Articular Esternoclavicular
Fibrocartilagem interposta que absorve impactos mecânicos transmitidos ao longo do membro superior em direção ao esterno.
Força Muscular Efetiva Líquida
Resultado final da soma algébrica entre a contração ativa do agonista e as resistências opostas pelo antagonista e tecidos moles.
Perda de Energia por Cisalhamento
Dissipação mecânica de calor e deformação que ocorre entre tecidos anatômicos quando deslizam sob atrito relativo.
Equilíbrio Estático de Partícula
Estado biomecânico em que o somatório de todos os vetores de força concorrentes que atuam sobre um ponto do corpo é igual a zero.
Momento Fletor do Tronco
Torque imposto pela gravidade e sobrecargas externas tendendo a dobrar a coluna anterior ou lateralmente fora de seu alinhamento.
Compressão Discal Máxima Tolerável
Limite de carga axial mecânica estimado em cerca de 3400 N acima do qual o risco de microfraturas nos platôs vertebrais se eleva consideravelmente.
Platô Vertebral
Fina camada de cartilagem hialina e osso poroso que recobre os topos das vértebras servindo de interface com os discos.
Falha do Platô Vertebral
Microfratura óssea com afundamento decorrente de carga compressiva axial excessiva, poupando por vezes o anel fibroso.
Degeneração Discal Mecânica
Desidratação progressiva do núcleo pulposo e redução da altura do disco resultantes de sobrecargas mecânicas cumulativas crônicas.
Redistribuição de Pressão Intervertebral
Transferência do suporte de carga axial do disco amolecido diretamente para as facetas articulares posteriores.
Articulação Zigapofisária (Faceta Articular)
Superfície articular posterior que guia e restringe as amplitudes de movimento entre vértebras impedindo o cisalhamento excessivo.
Sobrecarga Facetária
Aumento anormal na pressão de contato entre as facetas articulares vertebrais imposto principalmente por hiperextensões da coluna.
Ângulo de Cobb
Medida radiográfica utilizada para determinar a magnitude angular da deformidade mecânica em escolioses na coluna.
Escoliose Estruturada
Curvatura tridimensional permanente da coluna vertebral com rotação fixa das vértebras que altera a distribuição das forças mecânicas.
Escoliose Funcional
Desvio lateral reversível da coluna gerado habitualmente por assimetrias musculares temporárias ou discrepância de comprimento nos membros.
Discrepância de Comprimento dos Membros
Diferença mecânica anatômica ou funcional na extensão das pernas que gera assimetria e inclinação pélvica durante a marcha.
Carga Cíclica no Quadríceps
Repetições sucessivas de flexão e extensão sob carga que induzem perda transitória da capacidade de gerar força no joelho.
Trabalho Mecânico de Frenagem no Salto
Contração excêntrica de alta intensidade gerada pelos membros inferiores na aterrissagem para desacelerar o centro de massa.
Padrão de Movimento em Afundo (Lunge)
Ação motora assimétrica unilateral em que a perna anterior absorve grande parte do centro de massa em cadeia fechada.
Braço de Momento no Afundo
Distância ajustável entre o peso do tronco e as articulações da perna da frente: passos longos elevam a demanda no quadril e passos curtos no joelho.
Distribuição de Peso nos Pés no Agachamento
Sustentação equilibrada da carga distribuída estavelmente sobre o calcanhar e as cabeças dos metatarsos durante toda a descida.
Força Muscular Explosiva
Capacidade neuromuscular de gerar valores muito elevados de força no menor intervalo de tempo possível a partir do repouso.
Linha Articular Intertársica
Conjunto de articulações do mediopé que trabalham em sinergia para acomodar o pé a terrenos irregulares e distribuir pressões.
Retropé
Unidade anatômica funcional posterior do pé composta pelo osso tálus e pelo calcâneo responsável pela recepção inicial de cargas.
Mediopé
Região intermediária do pé formada pelos ossos navicular, cuboide e cuneiformes que absorve e transfere torques mecânicos.
Antepé
Segmento distal do pé composto por metatarsos e falanges responsável pela impulsão final do corpo contra o solo.
Desvio Lateral da Patela
Tendência mecânica que a patela sofre de ser empurrada para fora de seu trilho sob tração acentuada do vasto lateral.
Vetor de Força do Tendão Patelar
Linha mecânica de tração descendente que ancora a patela à tuberosidade anterior da tíbia exercendo momentos extensores no joelho.
Momento Fletor do Cotovelo
Torque externo imposto por halteres ou implementos que tende a estender o cotovelo e que é neutralizado pela flexão do bíceps.
Momento Extensor do Cotovelo
Torque gerado na fase concêntrica de empurrar para estender o braço contra a resistência que tende a flexioná-lo.
Braço de Alavanca do Tríceps Braquial
Pequena distância fixa do olécrano ao centro da tróclea que provê ao tríceps uma mecânica voltada à alta velocidade de extensão.
Olécrano da Ulna
Proeminência óssea proximal do antebraço que funciona como alavanca e limita a hiperextensão do cotovelo na fossa olecraniana.
Cabeça do Rádio
Extremidade articular cilíndrica que gira sobre a ulna e capitelo conferindo os movimentos puros de pronação e supinação.
Membrana Interóssea do Antebraço
Lâmina fibrosa oblíqua que une o rádio à ulna distribuindo as forças de compressão transmitidas da mão para o cotovelo.
Transmissão de Força no Punho
Passagem de forças mecânicas compressivas suportada majoritariamente pela face articular distal do osso rádio (cerca de 80%).
Articulação Radiocarpal
Juntura condilar elipsoide responsável pela maior parte dos movimentos de flexão, extensão e desvios laterais da mão.
Desvio Ulnar (Adução do Punho)
Inclinação angular da mão em direção à margem medial do antebraço exibindo amplitude maior devido à brevidade da ulna.
Desvio Radial (Abdução do Punho)
Movimento angular da mão em direção ao polegar limitado pelo impacto ósseo precoce contra o processo estiloide do rádio.
Força Muscular Isométrica Submáxima
Sustentação contínua de um percentual controlado da capacidade muscular máxima visando estabilização postural ou precisão motora.
Linha Mecânica da Coluna
Eixo vertical ideal de equilíbrio sagital conectando o meato acústico externo, o ombro, o promontório sacral e o centro do pé.
Equilíbrio Sagital Global (SVA)
Distância mensurada na coluna entre a linha de prumo vertical baixada da sétima vértebra cervical e a borda posterior do platô sacral.
Desbalanço Sagital Positivo
Projeção anterior excessiva da linha de carga do tronco em relação ao sacro demandando alto esforço extensor da musculatura paravertebral.
Desbalanço Sagital Negativo
Recuo da linha de carga do tronco para trás do eixo sacral posturalmente atípico e estabilizado por trações anteriores dos tecidos moles.
Músculo Psoas Maior
Músculo que se insere nos corpos vertebrais lombares e no trocanter menor, elevando a força de cisalhamento discal na flexão da coxa.
Músculo Ilíaco
Músculo que reveste a fossa ilíaca interna convergindo com o psoas para flexionar a bacia e o fêmur em movimentos dinâmicos.
Linha de Ação do Grande Dorsal
Trajetória de tração oblíqua que estende, aduz e roda internamente o úmero, aproximando a cintura escapular da crista ilíaca.
Fator de Momento em Alavancas Fisiológicas
Razão instantânea calculada dividindo o braço da força muscular pelo braço da resistência imposta pela carga de treino.
Velocidade Angular de Liberação
Velocidade de rotação que os segmentos e a mão do arremessador exibem no milissegundo em que soltam um implemento balístico.
Trabalho Mecânico nos Movimentos Cíclicos
Quantidade de energia mecânica gasta e renovada periodicamente a cada volta na pedalada ou ciclo de braçada na natação.
Cadência do Ciclismo
Frequência rítmica quantificada pela taxa de rotações por minuto (RPM) completadas pelas manivelas dos pedais sob esforço.
Braço de Pedivela
Alavanca mecânica rígida que converte a força compressiva linear dos pés do ciclista em torque rotacional no eixo central.
Ponto Morto Superior na Pedalada
Posição angular vertical onde o pedal se alinha paralelo à força gravitacional minimizando o torque efetivo de propulsão.
Ponto Morto Inferior na Pedalada
Posição mais baixa do percurso do pedal onde a compressão descendente do membro não consegue mais produzir torque mecânico na roda.
Eficácia da Pedalada (Index of Effectiveness)
Razão calculada pela divisão da força tangencial propulsora útil aplicada ao pedal pela força mecânica total exercida sobre ele.
Atrito de Rolamento (Rolling Resistance)
Resistência de atrito induzida pela deformação contínua da carcaça do pneu de bicicleta contra a superfície do asfalto ou solo.
Coeficiente de Arrasto Aerodinâmico (CdA)
Produto da área frontal do ciclista pelo coeficiente de forma que quantifica a facilidade com que ele fura a resistência do ar.
Músculos Eretores da Espinha
Grupo muscular volumoso (iliocostal, longuíssimo e espinhal) encarregado de combater momentos fletores e estender o tronco ereto.
Músculo Reto Abdominal
Músculo anterior com interseções tendíneas que atua com grande braço de alavanca para fletir o tronco e conter a anteversão pélvica.
Músculo Oblíquo Externo
Músculo que traciona o tórax inferior em direção à pelve, fletindo e rodando a coluna para o lado oposto em ações combinadas.
Músculo Oblíquo Interno
Músculo lateral que trabalha sinergicamente com o oblíquo externo oposto gerando momentos de rotação axial e enrijecimento abdominal.
Translação Anterior da Tíbia sob Contração do Quadríceps
Deslocamento anterior induzido pela linha oblíqua do tendão patelar em pequenos graus de flexão que gera tensão primária no LCA.
Translação Posterior da Tíbia sob Contração dos Isquiotibiais
Deslocamento posterior gerado pela linha de tração dos flexores que neutraliza a tensão anterior do LCA mas estressa o LCP.
Trabalho Mecânico de Sustentação Isométrica
Gasto bioenergético realizado sem realização de trabalho mecânico externo físico mensurável, dissipado exclusivamente na forma de calor.
Momento Mecânico do Centro de Gravidade
Produto do peso de todo o corpo pela distância de sua projeção até a margem exterior da base em testes de equilíbrio.
Fator de Risco em Levantamentos de Peso
Elevação drástica nas forças compressivas vertebrais induzida pelo aumento desnecessário da distância horizontal da barra ao corpo.
Linha de Fixação das Aponeuroses
Superfície de transição conjuntiva alargada onde a tensão das fibras musculares oblíquas é reunida antes de alcançar o tendão.
Cisalhamento Fascial
Escorregamento tangencial relativo entre diferentes camadas de tecidos fasciais profundos lubrificado pelo ácido hialurônico.
Rigidez Miofascial
Resistência combinada mecânica oferecida tanto pela elasticidade do elemento contrátil quanto pelas bainhas de colágeno que o envolvem.
Alongamento Passivo Tecidual
Tracionamento mecânico linear sem atividade contrátil que atua desarranjando adesões interfibrilares e acomodando a elasticidade tecidual.
Trajetória do Centro Instantâneo de Rotação
Curva espacial que mapeia a migração progressiva do centro geométrico de giro conforme a articulação se dobra.
Alavanca de Arrasto no Nado
Utilização das mãos e antebraços como pás mecânicas mantendo a área máxima perpendicular ao fluxo de água para acelerar o corpo.
Ângulo de Entrada da Mão na Água
Orientação biomecânica que minimiza a turbulência superficial e otimiza a transição imediata para a fase propulsora da braçada.
Fase de Puxada na Natação (Pull)
Fração da braçada em que flexores do ombro e cotovelo tracionam a massa líquida para trás impulsionando o corpo adiante.
Fase de Empurrada na Natação (Push)
Fração final submersa da braçada onde a extensão máxima do cotovelo acelera o volume fluido gerando alta velocidade linear.
Fase de Recuperação da Braçada
Movimento aéreo rápido de retorno anterior do membro superior realizado com relaxamento muscular para reiniciar o ciclo da braçada.
Músculo Deltoide Anterior
Potente flexor e adutor horizontal da articulação do ombro que atua vigorosamente em empurrões frontais e elevações anteriores.
Músculo Deltoide Lateral
Músculo multipenado com alta área de secção e grande vantagem para abduzir o braço após os primeiros graus iniciais de movimento.
Músculo Deltoide Posterior
Músculo extensor e abdutor horizontal do ombro fundamental para frear movimentos rápidos de lançamento e tracionar cargas para trás.
Músculo Peitoral Maior
Amplo músculo torácico que produz potente flexão horizontal, adução e rotação interna sobre a alavanca óssea do braço.
Porção Clavicular do Peitoral Maior
Feixe superior com orientação oblíqua especializado na flexão do braço e movimentos diagonais ascendentes sob carga.
Porção Esternocostal do Peitoral Maior
Feixe com orientação transversal predominante ativado em compressões adutoras horizontais e na extensão a partir da flexão do braço.
Músculo Peitoral Menor
Músculo que puxa o processo coracoide para baixo e para frente, basculando a escápula anteriormente e deprimindo o ombro.
Músculo Levantador da Escápula
Músculo cervical posterior que eleva a escápula e a roda para baixo, tensionando-se sob posturas com ombros caídos para frente.
Músculo Rombóide Maior e Menor
Músculos que aduzem e rodam a escápula para baixo ancorando a borda medial à parede torácica em ações de tração.
Músculo Trapézio Médio
Feixes com tração puramente horizontal especializados na adução das escápulas conferindo estabilidade dorsal nas remadas.
Músculo Trapézio Inferior
Feixes com orientação oblíqua descendente responsáveis por deprimir e auxiliar na rotação superior da escápula durante elevações do braço.
Distribuição de Cargas em Alavancas Fisiológicas
Adaptação contínua pela qual a variação do braço de momento protege articulações nos pontos de máxima vulnerabilidade anatômica.
Morfologia do Arco Costal
Arcabouço osteocartilaginoso complacente que protege vísceras e deforma-se para dissipar energias compressivas externas no tronco.
Padrão de Movimento Dominante de Tornozelo
Deslocamento que exige grande flexibilidade na tíbiotársica, muito comum em aterrissagens ou agachamentos profundos sem apoio de calcanhar.
Capacidade de Produção de Tensão Excêntrica Isométrica
Máxima resistência estável mantida sem que a contração ceda à força que tenta alongar bruscamente o músculo ativado.
Eixo Fêmoro-Patelar Longitudinal
Linha mecânica de deslizamento no plano sagital pela qual a patela percorre o fêmur garantindo proteção e aumento de torque extensor.

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