Cuidado em Rede

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Conceitos e principios das redes de atencao a saude no contexto do SUS para estudantes e profissionais da saude.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Saúde pública e SUS Publicado
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Cuidado em Rede
Modelo assistencial articulado e integrado que organiza serviços de saúde em diferentes níveis para garantir assistência contínua e integral.
Redes de Atenção à Saúde (RAS)
Arranjos organizativos de ações e serviços de saúde de diferentes densidades tecnológicas, integrados por sistemas de apoio e gestão.
Objetivo principal da RAS
Superar a fragmentação da assistência e garantir a integralidade do cuidado à população de determinado território.
Integralidade no cuidado em rede
Princípio que assegura a percepção do usuário como um todo, com acesso a ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação.
Longitudinalidade do cuidado
Acompanhamento contínuo e continuado do usuário ao longo do tempo pela equipe de saúde, independentemente da ausência de doença.
Coordenação do cuidado
Capacidade de sincronizar e articular as ações de diferentes pontos de atenção que atendem o mesmo paciente.
Papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na rede
Atuar como porta de entrada preferencial, centro de comunicação e ordenadora do fluxo assistencial na rede de atenção.
Ponto de atenção à saúde
Espaço institucional onde se ofertam determinados serviços de saúde, com singular densidade tecnológica.
Densidade tecnológica
Grau de complexidade e incorporação de tecnologias duras, leve-duras e leves em determinado ponto de atenção.
Hierarquia vs. Poliarquia nas redes
A rede substitui a visão piramidal hierárquica por uma relação poliárquica horizontal, sem relação de subordinação entre pontos.
População adscrita
Conjunto de indivíduos residentes no território de abrangência sob a responsabilidade sanitária de uma equipe de saúde.
Territorialização
Processo de reconhecimento geográfico, social e cultural de uma área para planejar e executar ações de saúde específicas.
Sistemas de apoio na RAS
Estruturas que viabilizam o funcionamento dos pontos de atenção, como apoio diagnóstico, terapêutico e assistência farmacêutica.
Sistemas logísticos na RAS
Soluções tecnológicas para integração de dados, fluxo e transporte, como prontuário eletrônico e regulação médica.
Sistema de governança da rede
Arranjo de gestão compartilhada entre gestores e profissionais para tomada de decisão e alocação de recursos.
Regulação em saúde
Mecanismo de ordenação e gestão do acesso dos usuários aos serviços especializados de acordo com prioridades clínicas.
Matriciamento (Apoio Matricial)
Suporte técnico-pedagógico prestado por especialistas a equipes de referência da APS para ampliar sua resolutividade.
Equipe de referência
Grupo multiprofissional diretamente responsável pela condução do cuidado e vínculo contínuo com determinado usuário.
Projeto Terapêutico Singular (PTS)
Plano de intervenção coproduzido pela equipe e pelo usuário para casos complexos ou de alta vulnerabilidade.
Transição do cuidado
Processo de passagem segura de um paciente entre diferentes níveis ou setores de atenção, assegurando a continuidade.
Rede Cegonha / RAMI
Rede voltada a garantir às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério.
Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
Rede voltada para pessoas com sofrimento mental e necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
Ponto estratégico da RAPS de caráter comunitário que oferece atendimento diário e intensivo em saúde mental.
Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE)
Articulação de portas de entrada urgentes, incluindo SAMU, UPA 24h e emergências hospitalares, para pronta resposta.
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
Componente pré-hospitalar móvel da RUE acionado via central de regulação para atendimento em vias públicas ou domicílios.
Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
Componente pré-hospitalar fixo de complexidade intermediária voltado para atendimento de urgências clínicas de 24 horas.
Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência
Rede que visa criar condições para reabilitação, autonomia e inclusão social de pessoas com deficiência temporária ou permanente.
Centro Especializado em Reabilitação (CER)
Ponto de atenção ambulatorial especializado no diagnóstico e tratamento de múltiplas deficiências de forma integrada.
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas
Rede focada na prevenção de complicações, manejo contínuo e autocuidado de condições crônicas como diabetes e hipertensão.
Atenção Domiciliar (Melhor em Casa)
Modalidade de cuidado substitutiva ou complementar à internação hospitalar realizada no ambiente domiciliar.
Linha de cuidado
Desenho do itinerário clínico assistencial que define os fluxos e responsabilidades em cada etapa do tratamento de uma condição.
Intersetorialidade
Articulação do setor de saúde com outras políticas públicas (educação, assistência social, moradia) para intervir nos determinantes sociais.
Interdisciplinaridade
Trabalho integrado entre profissionais de diversas categorias com compartilhamento de saberes para superar a fragmentação disciplinar.
Vínculo terapêutico
Relação de confiança e corresponsabilização estabelecida entre profissionais de saúde e usuários ao longo do tempo.
Autonomia do usuário
Capacidade de o paciente tomar decisões informadas sobre sua própria saúde e tratamento, estimulada pelo cuidado centrado na pessoa.
Corresponsabilização
Pacto mútuo de compromisso firmado entre a equipe de saúde, o usuário e sua família quanto aos rumos do plano terapêutico.
Continuidade informacional
Capacidade de registrar e transferir dados clínicos de modo que qualquer profissional tenha acesso ao histórico do paciente.
Continuidade gerencial
Oferta de cuidados prestados por diferentes serviços de maneira consistente, lógica e sem sobreposição desnecessária.
Continuidade relacional
Manutenção contínua de um vínculo afetivo e terapêutico com um ou mais profissionais de saúde de confiança.
Região de Saúde
Espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de municípios limítrofes para integrar organização, planejamento e serviços.
Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
Instância estadual de negociação e pactuação entre gestores municipais e o gestor estadual de saúde.
Comissão Intergestores Regional (CIR)
Espaço regional permanente de pactuação e cogestão solidária entre secretários de saúde municipais da mesma região e o estado.
Contrato Organizativo da Ação Pública (COAP)
Acordo firmado entre entes federativos para pactuar responsabilidades, metas e financiamento da rede na região de saúde.
Classificação de Risco
Ferramenta de acolhimento que prioriza o atendimento pelo critério de gravidade clínica e não por ordem de chegada.
Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR)
Estratégia que recebe o usuário, escuta sua queixa e define o nível de urgência e itinerário assistencial adequado.
Complexo Regulador
Estrutura técnico-operacional que gerencia a oferta de leitos, consultas e exames de média e alta complexidade.
Referência e Contrarreferência
Mecanismo de encaminhamento a serviços de maior complexidade e subsequente retorno com orientações à equipe de origem.
Alta responsável
Procedimento de desospitalização planejado com a equipe da atenção básica e a família para garantir continuidade do cuidado.
Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC)
Modelo conceitual que organiza respostas proativas e integradas para estratificação de risco e manejo de condições crônicas.
Estratificação de risco
Segmentação da população em estratos de risco clínico e social para direcionar intervenções preventivas e assistenciais adequadas.
Telemedicina e Telessaúde na rede
Uso de tecnologias de informação para realizar teleconsultorias, telediagnósticos e apoiar decisões clínicas na APS.
Vulnerabilidade social no cuidado em rede
Conjunto de fatores sociais e econômicos que aumentam os riscos de saúde e exigem ações intersetoriais prioritárias.

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