Educação Especial
Termos e conceitos fundamentais da educação especial para professores e estudantes de pedagogia.
Cartões · 50
- AEE (Atendimento Educacional Especializado)
- Organizar contraturno na Sala de Recursos com materiais adaptados, sem substituir o ensino regular.
- PEI (Plano de Desenvolvimento Individualizado)
- Definir metas pedagógicas trimestrais individualizadas, ajustando avaliações e recursos às capacidades do aluno.
- Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)
- Oferecer conteúdos em múltiplos formatos (áudio, texto, vídeo) e variadas formas de expressão nas avaliações.
- Tecnologia Assistiva
- Disponibilizar leitores de tela, teclados adaptados e acionadores para garantir autonomia nas tarefas escolares.
- Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
- Implementar pranchas de comunicação temática e sistemas computadorizados com síntese de voz na rotina diária.
- Transtorno do Espectro Autista (TEA): previsibilidade
- Criar rotinas visuais diárias afixadas na mesa do estudante para antecipar transições de atividades e evitar crises.
- TEA: hipersensibilidade auditiva
- Permitir o uso de abafadores de ruído em eventos barulhentos e criar um canto de descompressão silencioso na sala.
- TEA: ecolalia ou fala repetitiva
- Interpretar a tentativa de comunicação por trás da repetição e modelar a resposta funcional correta com calma.
- TEA: interesses restritos
- Usar temas de hiperfoco (como dinossauros ou transporte) como gancho motivador para ensinar conteúdos curriculares.
- Deficiência Intelectual: abstração de conceitos
- Utilizar materiais concretos e manipuláveis (como blocos lógicos ou dinheiro lúdico) antes de fórmulas teóricas.
- Deficiência Intelectual: tempo de processamento
- Fracionar instruções complexas em passos sequenciais curtos e conceder tempo estendido para conclusão das tarefas.
- Deficiência Visual: cegueira
- Fornecer textos em Braille, materiais em relevo tátil e audiodescrição detalhada de gráficos, tabelas e vídeos.
- Deficiência Visual: baixa visão
- Ampliar a fonte tipográfica (tamanho 24 ou mais), garantir alto contraste de cores e posicionar perto do quadro.
- Deficiência Auditiva: Língua de Sinais (Libras)
- Garantir a presença de Tradutor Intérprete de Libras e ensinar sinais básicos para toda a turma do ensino comum.
- Surdez: oralização e leitura labial
- Falar sempre de frente para o estudante, mantendo boa iluminação facial e sem cobrir a boca ao explicar o conteúdo.
- Deficiência Física: motricidade fina comprometida
- Utilizar engrossadores de lápis feitos de EVA, tesouras com mola e suportes inclinados para livros e cadernos.
- Deficiência Física: uso de cadeira de rodas
- Adaptar a altura das carteiras escolares e assegurar corredores desobstruídos para circulação livre e autônoma.
- Surdocegueira
- Empregar o guia-intérprete, o sistema alfabético Datilológico na palma da mão e o método Tadoma para comunicação.
- Altas Habilidades/Superdotação: aceleração
- Permitir o avanço curricular de conteúdos específicos já dominados pelo estudante, evitando desmotivação crônica.
- Altas Habilidades/Superdotação: enriquecimento
- Propor projetos de pesquisa independentes, feiras científicas e clubes de leitura sobre temas de interesse avançado.
- TDAH: desatenção crônica
- Posicionar a carteira longe de janelas e portas, dividindo longas lições em blocos curtos com pausas programadas.
- TDAH: hiperatividade motora
- Permitir pausas ativas regulares e utilizar faixas elásticas nas pernas da cadeira ou almofadas infláveis dinâmicas.
- TDAH: desorganização de materiais
- Instituir organizadores visuais com pastas identificadas por cores e listas de verificação (checklists) diárias.
- Dislexia: decodificação leitora
- Utilizar fontes tipográficas adequadas (OpenDyslexic), espaçamento maior entre linhas e softwares leitores de texto.
- Dislexia: avaliação de aprendizagem
- Priorizar avaliações orais ou respostas por meio de gravações em áudio em vez de redações escritas extensas.
- Discalculia: sentido numérico
- Adotar o uso contínuo de ábacos, material dourado, retas numéricas visuais e calculadoras para cálculos rotineiros.
- Disgrafia: controle do traçado manual
- Permitir o uso de teclado de computador, gravador de voz e cadernos com pautas ampliadas para o registro de aulas.
- Disortografia: regras ortográficas
- Evitar penalizar erros ortográficos sistemáticos em provas de ciências ou história, focando no domínio conceitual.
- Transtorno Opositor Desafiador (TOD)
- Oferecer opções limitadas de escolha em vez de ordens diretas, mantendo tom neutro e reforçando acordos prévios.
- Ansiedade Escolar e Fobia de Apresentações
- Permitir que o aluno grave a apresentação em vídeo em casa ou exponha o trabalho apenas para o professor a sós.
- Transtorno do Processamento Sensorial (TPS)
- Inserir intervalos com 'dietas sensoriais', como compressões leves e caminhadas com peso leve, guiadas por terapeuta.
- Mutismo Seletivo
- Promover comunicação não verbal inicial via cartões, gestos ou escrita, sem pressionar pela emissão de fala oral.
- Paralisia Cerebral: espasticidade nos membros
- Garantir adequação postural com almofadas estabilizadoras e oferecer pranchas de apoio para descanso dos braços.
- Ensino Colaborativo (Co-ensino)
- Planejar e ministrar aulas em parceria ativa contínua entre o professor de sala regular e o professor de AEE.
- Avaliação Diagnóstica na Educação Especial
- Mapear previamente conhecimentos prévios e barreiras de acesso antes de iniciar novas unidades de conteúdo curricular.
- Mediação Pedagógica (Profissional de Apoio)
- Auxiliar na locomoção, higiene e alimentação, promovendo a autonomia do estudante sem isolá-lo socialmente.
- Adaptação Curricular de Pequeno Porte
- Ajustar o tempo de realização de provas e selecionar os exercícios essenciais a serem entregues pelo aluno.
- Adaptação Curricular de Grande Porte
- Modificar objetivos essenciais e competências formativas nos planos oficiais sob respaldo formal da equipe pedagógica.
- Paredes e poluição visual em sala
- Manter murais organizados e livres de excesso de cartazes reflexivos, diminuindo a sobrecarga cognitiva geral.
- Dificuldade de retenção na memória de trabalho
- Disponibilizar lembretes mnemônicos e cartazes-resumo com fórmulas e regras fixadas ao lado da mesa de estudos.
- Acessibilidade Atitudinal
- Promover palestras e dinâmicas de conscientização anticapacitista para eliminar preconceitos na comunidade escolar.
- Acessibilidade Arquitetônica
- Instalar rampas com inclinação correta, corrimãos em duas alturas e portas largas com abertura facilitada.
- Feedback Corretivo Positivo
- Elogiar o esforço do aluno de forma descritiva e imediata, apontando o caminho exato para a correção do erro.
- Instrução Explícita
- Modelar o raciocínio em voz alta, praticar junto com o estudante e fornecer suporte gradual antes do trabalho solo.
- Pares de Aprendizagem (Tutoria entre Colegas)
- Formar duplas onde alunos ajudam uns aos outros, reforçando o aprendizado de quem explica e de quem escuta.
- Sinalização tátil de piso (podotátil)
- Garantir piso tátil direcional e de alerta em corredores para orientar o deslocamento autônomo com bengala.
- Linguagem Simples (Easy Read)
- Redigir enunciados curtos, em ordem direta e com vocabulário acessível para estudantes com déficit cognitivo.
- Sistema PECS (Picture Exchange Communication)
- Treinar a troca de cartões com imagens por itens desejados para construir intenção e iniciativa comunicativa básica.
- Transição para Vida Adulta e Profissional
- Incluir no currículo oficinas práticas de habilidades sociais, manejo financeiro básico e orientação vocacional.
- Autonomia na Alimentação Escolar
- Disponibilizar pratos com borda elevada, talheres curvados com pegas grossas e tapetes antiderrapantes na mesa.