Eletricidade Industrial e Máquinas

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Estudo de eletricidade industrial, sistemas trifásicos e máquinas elétricas para estudantes e profissionais de engenharia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Engenharia elétrica Publicado
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Sistema trifásico equilibrado
Conjunto de três tensões alternadas senoidais de mesma frequência e amplitude, defasadas entre si em 120 graus elétricos.
Tensão de linha (V_L)
Diferença de potencial elétrico medida entre dois condutores de fase quaisquer em um circuito trifásico.
Tensão de fase (V_F)
Diferença de potencial elétrico medida entre um condutor de fase e o condutor neutro do sistema.
Corrente de linha (I_L)
Intensidade de corrente que flui por cada um dos condutores principais que alimentam a carga trifásica.
Corrente de fase (I_F)
Intensidade de corrente elétrica que circula através de uma impedância individual em um ramo da carga trifásica.
Ligação Estrela (Y)
Conexão onde os terminais finais das três fases se unem em um ponto neutro comum; V_L equivale à raiz de 3 vezes V_F e I_L é igual a I_F.
Ligação Triângulo (Delta)
Conexão em anel fechado ligando o início de uma bobina ao fim da seguinte; V_L é igual a V_F e I_L equivale à raiz de 3 vezes I_F.
Condutor Neutro
Condutor de retorno conectado ao ponto central da estrela que conduz correntes de desequilíbrio e fixa o potencial de referência.
Potência ativa (P)
Parcela da potência elétrica convertida em trabalho útil ou calor, medida em Watts (W) ou quilowatts (kW).
Potência reativa (Q)
Parcela da potência oscilante necessária para magnetizar indutores ou polarizar capacitores, medida em Volt-Ampère Reativo (VAr).
Potência aparente (S)
Potência total disponibilizada pela fonte à carga, calculada pelo produto de tensão e corrente totais e medida em Volt-Ampère (VA).
Fator de potência (FP)
Razão entre potência ativa e aparente (cosseno de phi), indicando a eficiência do aproveitamento da energia elétrica.
Banco de capacitores
Conjunto de capacitores instalado em paralelo à rede industrial para injetar reativos capacitivos e corrigir o baixo fator de potência.
Harmônicas industriais
Correntes ou tensões com frequências múltiplas inteiras da frequência fundamental geradas por cargas não lineares.
Transformador de potência
Máquina elétrica estática que converte níveis de tensão e corrente alternada por meio de indução eletromagnética mútua.
Núcleo ferromagnético
Estrutura de lâminas de aço-silício com alta permeabilidade magnética projetada para concentrar o fluxo e minimizar perdas.
Perdas por correntes de Foucault
Correntes parasitas induzidas no ferro do núcleo que dissipam calor, reduzidas pela laminação e isolamento das chapas magnéticas.
Perdas por histerese
Energia dissipada em calor devido ao atraso da reversão dos dipolos magnéticos no núcleo sob campo magnético alternado.
Transformador de Corrente (TC)
Transformador de medição e proteção que reduz correntes elevadas de linha para valores padronizados e seguros (ex.: 5 A).
Transformador de Potencial (TP)
Transformador de instrumentos que rebaixa altas tensões primárias para níveis padronizados de medição e relés (ex.: 115 V).
Motor de Indução Trifásico (MIT)
Máquina assíncrona que converte energia elétrica em mecânica pela indução de correntes no rotor a partir do campo girante do estator.
Campo magnético girante
Campo magnético de amplitude constante que gira no entreferro devido a correntes trifásicas defasadas fluindo nos enrolamentos estatóricos.
Velocidade síncrona
Velocidade teórica de rotação do campo magnético girante, determinada pela frequência da rede e pelo número de polos do motor.
Escorregamento (s)
Diferença percentual relativa entre a velocidade síncrona do campo girante e a velocidade mecânica do rotor no motor assíncrono.
Rotor de gaiola de esquilo
Rotor construído com barras condutoras de alumínio ou cobre curto-circuitadas nas extremidades por anéis condutores.
Rotor bobinado
Rotor com enrolamento trifásico convencional cujos terminais saem por anéis coletores para permitir adição de resistências externas.
Conjugado (Torque) elétrico
Esforço rotacional gerado no eixo do motor pela interação eletromagnética entre o fluxo do estator e a corrente induzida no rotor.
Corrente de partida (Ip/In)
Pico transitório de corrente que atinge de 6 a 8 vezes o valor nominal quando o motor é acionado diretamente da inércia.
Chave de partida direta
Método de acionamento que conecta o motor diretamente à rede, gerando máximo torque inicial à custa de elevados picos de corrente.
Chave estrela-triângulo
Método de partida que inicia o motor em estrela e comuta para triângulo, reduzindo corrente e conjugado de partida a um terço.
Chave compensadora (autotransformador)
Dispositivo que alimenta o motor sob tensão reduzida via taps durante a partida, diminuindo as quedas de tensão na rede.
Soft-starter
Dispositivo eletrônico com tiristores antiparalelos que modula o ângulo de condução da tensão durante a aceleração e desaceleração.
Inversor de frequência
Equipamento eletrônico que retifica e modula (PWM) a frequência e tensão alternadas, controlando continuamente o torque e rotação.
Modulação por Largura de Pulso (PWM)
Técnica digital de chaveamento rápido de semicondutores que simula uma forma de onda senoidal de tensão e frequência variáveis.
Motor síncrono
Máquina cujo rotor gira rigorosamente na mesma velocidade angular do campo girante, excitado por corrente contínua ou ímãs permanentes.
Compensador síncrono
Motor síncrono sem carga mecânica superexcitado que atua puramente injetando potência reativa para elevar o fator de potência da planta.
Gerador síncrono (Alternador)
Máquina que converte energia mecânica fornecida por uma turbina em tensão trifásica alternada síncrona aos polos magnéticos.
Enrolamento amortecedor (Damper)
Barras condutoras na face dos polos salientes que atenuam oscilações mecânicas bruscas e possibilitam a partida de motores síncronos.
Contator de potência
Chave eletromecânica acionada por eletroímã projetada para manobras frequentes de liga/desliga de correntes nominais de carga.
Relé térmico de sobrecarga
Dispositivo bimetálico que deforma e atua interrompendo o comando se correntes acima do valor nominal persistirem por tempo crítico.
Disjuntor-motor
Dispositivo de proteção compacta que integra proteção térmica contra sobrecargas, magnética contra curtos-circuitos e falta de fase.
Disjuntor termomagnético
Elemento de comando e proteção que desarma automaticamente por sobrecarga térmica ou disparo eletromagnético instantâneo de curto-circuito.
Fusível classe aM
Fusível de retardo ultrarrápido projetado exclusivamente para proteção de curto-circuito em circuitos industriais de motores.
Fusível classe gL/gG
Fusível industrial para proteção de faixa total contra sobrecargas e curtos-circuitos em cabos e circuitos gerais de distribuição.
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Dispositivo que detecta a soma vetorial das correntes de fase e neutro, seccionando o circuito caso haja fuga de corrente para a terra.
Relé de falta de fase
Dispositivo supervisor eletrônico que desarma o sistema quando detecta assimetria acentuada de tensão ou perda de uma das fases.
Intertravamento elétrico
Arranjo lógico entre contatos auxiliares de contatores distintos para impedir o fechamento simultâneo e consequente curto-circuito.
Centro de Controle de Motores (CCM)
Painel modular que centraliza barramentos, gavetas de comando, inversores e proteções individuais de múltiplos motores da planta.
Classe de isolamento térmico
Classificação da temperatura máxima que os materiais isolantes das bobinas do motor toleram continuamente sem perder propriedades dielétricas.
Grau de proteção (IP)
Padrão de dois dígitos que quantifica a hermeticidade de invólucros elétricos contra ingresso de corpos sólidos e penetração de água.
Fator de serviço (FS)
Multiplicador que indica a sobrecarga mecânica contínua que um motor elétrico suporta sob condições operacionais nominais.
Regime de serviço (S1 a S8)
Normatização do ciclo operacional da máquina, variando de operação contínua invariável (S1) a serviços intermitentes ou periódicos.

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