Embriologia de Peixes e Anfíbios 2

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Este conjunto aborda conceitos fundamentais da embriologia de peixes e anfíbios, sendo ideal para estudantes de biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Outros Publicado
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Cartões · 50

Tipo de óvulo dos anfíbios
Mesolécito (heterolécito), com quantidade moderada de vitelo concentrado no polo vegetativo.
Tipo de clivagem nos anfíbios
Holoblástica desigual, mais rápida no polo animal devido à menor densidade de vitelo.
Crescente cinzento em anfíbios
Região formada no citoplasma oposta ao ponto de entrada do espermatozoide, determinante para o eixo dorsoventral.
Rotação cortical em ovos de anfíbios
Deslocamento de 30 graus do córtex em direção ao sítio de entrada do esperma, expondo o crescente cinzento.
Blástula de anfíbios (anfíblástula)
Esfera oca com blastocele deslocada para o polo animal devido ao acúmulo de vitelo no polo vegetativo.
Micrômeros e macrômeros em anfíbios
Micrômeros são células menores no polo animal; macrômeros são células maiores e cheias de vitelo no polo vegetativo.
Lábio dorsal do blastóporo
Abertura inicial da gastrulação formada por células em garrafa; atua como o organizador primário de Spemann-Mangold.
Organizador de Spemann-Mangold
Região dorsal do blastóporo capaz de induzir a formação do eixo embrionário e do sistema nervoso central.
Centro de Nieuwkoop
Células vegetativas dorsais que induzem a formação do organizador de Spemann na zona marginal sobrejacente.
Células em garrafa
Células que mudam de formato por constrição apical para iniciar a invaginação do lábio blastoporal.
Movimentos de gastrulação em anfíbios
Invaginação, involução do mesoderma e endoderma marginal, e epibolia do ectoderma animal.
Arquêntero
Cavidade gastrointestinal primitiva formada durante a gastrulação, que substitui progressivamente a blastocele.
Tampão vitelino em anfíbios
Massa remanescente de células ricas em vitelo que obstrui temporariamente o blastóporo no fim da gastrulação.
Neurulação em anfíbios
Processo de formação da placa neural, pregas neurais e tubo neural induzido pela notocorda subjacente.
Origem da notocorda em anfíbios
Mesoderma cordal dorsal que involui pelo lábio dorsal do blastóporo.
Moléculas inibidoras secretadas pelo Organizador
Nogina, Cordina e Folistatina, que bloqueiam BMP-4 permitindo a diferenciação do ectoderma em tecido neural.
Função da proteína BMP-4 em anfíbios
Induz o ectoderma a se tornar epiderme e ventraliza o mesoderma quando não é bloqueada.
Crista neural
População celular transitória nas bordas do tubo neural que migra para formar gânglios, melanócitos e crânio facial.
Somitos
Blocos de mesoderma paraxial que se diferenciam em esclerótomo, miótomo e dermátomo.
Metamorfose em anuros
Transição de girino para adulto regulada por hormônios tireoidianos (T3 e T4), com perda da cauda e surgimento de patas.
Tipo de óvulo da maioria dos teleósteos (peixes)
Telolécito (ou megalécito), com enorme massa de vitelo não clivado e fino disco citoplasmático apical.
Tipo de clivagem nos peixes teleósteos
Meroblástica discoidal, restrita ao disco germinativo (blastodisco) no polo animal.
Blastodisco
Pequena calota citoplasmática livre de vitelo onde ocorrem as divisões celulares no ovo de peixes.
Camada sincicial vitelina (YSL) em peixes
Estrutura sincicial formada pela fusão de blastômeros marginais com o saco vitelino, crucial para nutrição e sinalização.
Camada de envelope (EVL) em peixes
Camada superficial de células mononucleadas que recobre a blástula e funciona como proteção epitelial transitória.
Células profundas (deep cells) em peixes
Células situadas entre a EVL e a YSL que darão origem ao embrião propriamente dito.
Epibolia em embriões de peixes
Movimento celular no qual o blastoderma e a YSL se espalham em direção vegetal para cobrir toda a gema de vitelo.
Escudo embrionário (embryonic shield)
Espessamento dorsal da margem do blastoderma em peixes, homólogo ao organizador de Spemann dos anfíbios.
Anel germinativo em peixes
Borda engrossada do blastoderma formada por epibolia e involução ao redor da margem vitelina.
Hipoblasto em peixes teleósteos
Camada interna que origina o mesoderma e endoderma, formada por involução ou ingreção celular no escudo.
Epiblasto em peixes teleósteos
Camada externa que origina todas as estruturas ectodérmicas embrionárias.
Neurulação em peixes (cavitação)
Neurulação primária atípica: forma-se um cordão neural sólido que se cava posteriormente para gerar o ventrículo.
Vesícula de Kupffer em peixes
Estrutura ciliada transitória responsável pela quebra de simetria e determinação do eixo esquerda-direita.
Nodal e Lefty no eixo esquerda-direita
Vias de sinalização ativadas assimetricamente a partir do fluxo de fluido ciliar na vesícula de Kupffer.
Organismo modelo comum para embriologia de peixes
Danio rerio (peixe-zebra ou zebrafish), devido à fertilização externa, transparência e rápido desenvolvimento.
Organismo modelo clássico para embriologia de anfíbios
Xenopus laevis (e Xenopus tropicalis), muito utilizado em ensaios de indução e microinjeção.
Transição blástula média (MBT)
Momento em que cessa a clivagem sincrônica rápida e inicia-se a transcrição zigótica do próprio genoma embrionário.
Diferença na neurulação: peixes vs anfíbios
Anfíbios dobram a placa neural formando pregas e sulco; peixes formam um cordão neural maciço que se ahueca.
Arcos faríngeos (branquiais)
Estruturas pares do intestino anterior que formam fendas branquiais em peixes e componentes maxilares/laríngeos em anfíbios.
Destino do endoderma em ambos os grupos
Revestimento epitelial do trato digestório, fígado, pâncreas e derivados respiratórios (brânquias/pulmões).
Destino do ectoderma em ambos os grupos
Epiderme, sistema nervoso central e periférico, olhos e vesículas óticas.
Divisões do mesoderma embrionário
Mesoderma axial (notocorda), paraxial (somitos), intermediário (sistema urogenital) e lateral (celoma e coração).
Mesoderma da placa lateral
Divide-se em folheto somático e esplâncnico, delimitando a cavidade celômica e originando o coração e vasos.
Pronefro
Rim embrionário funcional primitivo derivado do mesoderma intermediário em larvas de peixes e anfíbios.
Opistonefro (mesonefro funcional)
Tipo de rim definitivo encontrado na maioria dos adultos de peixes e anfíbios.
Gastrulação por convergência e extensão
Intercalação celular que estreita o tecido ao longo de um eixo enquanto o alonga perpendicularmente.
Folhetos embrionários primários
Ectoderma, mesoderma e endoderma; estabelecidos ao término da gastrulação.
Membranas extraembrionárias em peixes e anfíbios
Ausentes (são anamniotas); possuem apenas o saco vitelino e envelope gelatinoso ou córion.
Condição anamniota
Ausência de âmnio, córion e alantoide durante a embriogênese, necessitando de meio aquático para reprodução.
Linha lateral
Sistema mecanossensorial derivado de placoides ectodérmicos neurogênicos ao longo do corpo de larvas e adultos.

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