Embriologia de Peixes e Anfíbios 2
Este conjunto aborda conceitos fundamentais da embriologia de peixes e anfíbios, sendo ideal para estudantes de biologia.
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- Tipo de óvulo dos anfíbios
- Mesolécito (heterolécito), com quantidade moderada de vitelo concentrado no polo vegetativo.
- Tipo de clivagem nos anfíbios
- Holoblástica desigual, mais rápida no polo animal devido à menor densidade de vitelo.
- Crescente cinzento em anfíbios
- Região formada no citoplasma oposta ao ponto de entrada do espermatozoide, determinante para o eixo dorsoventral.
- Rotação cortical em ovos de anfíbios
- Deslocamento de 30 graus do córtex em direção ao sítio de entrada do esperma, expondo o crescente cinzento.
- Blástula de anfíbios (anfíblástula)
- Esfera oca com blastocele deslocada para o polo animal devido ao acúmulo de vitelo no polo vegetativo.
- Micrômeros e macrômeros em anfíbios
- Micrômeros são células menores no polo animal; macrômeros são células maiores e cheias de vitelo no polo vegetativo.
- Lábio dorsal do blastóporo
- Abertura inicial da gastrulação formada por células em garrafa; atua como o organizador primário de Spemann-Mangold.
- Organizador de Spemann-Mangold
- Região dorsal do blastóporo capaz de induzir a formação do eixo embrionário e do sistema nervoso central.
- Centro de Nieuwkoop
- Células vegetativas dorsais que induzem a formação do organizador de Spemann na zona marginal sobrejacente.
- Células em garrafa
- Células que mudam de formato por constrição apical para iniciar a invaginação do lábio blastoporal.
- Movimentos de gastrulação em anfíbios
- Invaginação, involução do mesoderma e endoderma marginal, e epibolia do ectoderma animal.
- Arquêntero
- Cavidade gastrointestinal primitiva formada durante a gastrulação, que substitui progressivamente a blastocele.
- Tampão vitelino em anfíbios
- Massa remanescente de células ricas em vitelo que obstrui temporariamente o blastóporo no fim da gastrulação.
- Neurulação em anfíbios
- Processo de formação da placa neural, pregas neurais e tubo neural induzido pela notocorda subjacente.
- Origem da notocorda em anfíbios
- Mesoderma cordal dorsal que involui pelo lábio dorsal do blastóporo.
- Moléculas inibidoras secretadas pelo Organizador
- Nogina, Cordina e Folistatina, que bloqueiam BMP-4 permitindo a diferenciação do ectoderma em tecido neural.
- Função da proteína BMP-4 em anfíbios
- Induz o ectoderma a se tornar epiderme e ventraliza o mesoderma quando não é bloqueada.
- Crista neural
- População celular transitória nas bordas do tubo neural que migra para formar gânglios, melanócitos e crânio facial.
- Somitos
- Blocos de mesoderma paraxial que se diferenciam em esclerótomo, miótomo e dermátomo.
- Metamorfose em anuros
- Transição de girino para adulto regulada por hormônios tireoidianos (T3 e T4), com perda da cauda e surgimento de patas.
- Tipo de óvulo da maioria dos teleósteos (peixes)
- Telolécito (ou megalécito), com enorme massa de vitelo não clivado e fino disco citoplasmático apical.
- Tipo de clivagem nos peixes teleósteos
- Meroblástica discoidal, restrita ao disco germinativo (blastodisco) no polo animal.
- Blastodisco
- Pequena calota citoplasmática livre de vitelo onde ocorrem as divisões celulares no ovo de peixes.
- Camada sincicial vitelina (YSL) em peixes
- Estrutura sincicial formada pela fusão de blastômeros marginais com o saco vitelino, crucial para nutrição e sinalização.
- Camada de envelope (EVL) em peixes
- Camada superficial de células mononucleadas que recobre a blástula e funciona como proteção epitelial transitória.
- Células profundas (deep cells) em peixes
- Células situadas entre a EVL e a YSL que darão origem ao embrião propriamente dito.
- Epibolia em embriões de peixes
- Movimento celular no qual o blastoderma e a YSL se espalham em direção vegetal para cobrir toda a gema de vitelo.
- Escudo embrionário (embryonic shield)
- Espessamento dorsal da margem do blastoderma em peixes, homólogo ao organizador de Spemann dos anfíbios.
- Anel germinativo em peixes
- Borda engrossada do blastoderma formada por epibolia e involução ao redor da margem vitelina.
- Hipoblasto em peixes teleósteos
- Camada interna que origina o mesoderma e endoderma, formada por involução ou ingreção celular no escudo.
- Epiblasto em peixes teleósteos
- Camada externa que origina todas as estruturas ectodérmicas embrionárias.
- Neurulação em peixes (cavitação)
- Neurulação primária atípica: forma-se um cordão neural sólido que se cava posteriormente para gerar o ventrículo.
- Vesícula de Kupffer em peixes
- Estrutura ciliada transitória responsável pela quebra de simetria e determinação do eixo esquerda-direita.
- Nodal e Lefty no eixo esquerda-direita
- Vias de sinalização ativadas assimetricamente a partir do fluxo de fluido ciliar na vesícula de Kupffer.
- Organismo modelo comum para embriologia de peixes
- Danio rerio (peixe-zebra ou zebrafish), devido à fertilização externa, transparência e rápido desenvolvimento.
- Organismo modelo clássico para embriologia de anfíbios
- Xenopus laevis (e Xenopus tropicalis), muito utilizado em ensaios de indução e microinjeção.
- Transição blástula média (MBT)
- Momento em que cessa a clivagem sincrônica rápida e inicia-se a transcrição zigótica do próprio genoma embrionário.
- Diferença na neurulação: peixes vs anfíbios
- Anfíbios dobram a placa neural formando pregas e sulco; peixes formam um cordão neural maciço que se ahueca.
- Arcos faríngeos (branquiais)
- Estruturas pares do intestino anterior que formam fendas branquiais em peixes e componentes maxilares/laríngeos em anfíbios.
- Destino do endoderma em ambos os grupos
- Revestimento epitelial do trato digestório, fígado, pâncreas e derivados respiratórios (brânquias/pulmões).
- Destino do ectoderma em ambos os grupos
- Epiderme, sistema nervoso central e periférico, olhos e vesículas óticas.
- Divisões do mesoderma embrionário
- Mesoderma axial (notocorda), paraxial (somitos), intermediário (sistema urogenital) e lateral (celoma e coração).
- Mesoderma da placa lateral
- Divide-se em folheto somático e esplâncnico, delimitando a cavidade celômica e originando o coração e vasos.
- Pronefro
- Rim embrionário funcional primitivo derivado do mesoderma intermediário em larvas de peixes e anfíbios.
- Opistonefro (mesonefro funcional)
- Tipo de rim definitivo encontrado na maioria dos adultos de peixes e anfíbios.
- Gastrulação por convergência e extensão
- Intercalação celular que estreita o tecido ao longo de um eixo enquanto o alonga perpendicularmente.
- Folhetos embrionários primários
- Ectoderma, mesoderma e endoderma; estabelecidos ao término da gastrulação.
- Membranas extraembrionárias em peixes e anfíbios
- Ausentes (são anamniotas); possuem apenas o saco vitelino e envelope gelatinoso ou córion.
- Condição anamniota
- Ausência de âmnio, córion e alantoide durante a embriogênese, necessitando de meio aquático para reprodução.
- Linha lateral
- Sistema mecanossensorial derivado de placoides ectodérmicos neurogênicos ao longo do corpo de larvas e adultos.