Embriologia de Peixes e Anfíbios

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Estudo detalhado das etapas e processos de desenvolvimento embrionário em peixes e anfíbios, destinado a estudantes de biologia.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Outros Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 51

Tipo de ovo em anfíbios
Mesolécito (ou heterolécito), com quantidade moderada de vitelo distribuída desigualmente no polo vegetal.
Polo animal vs. Polo vegetal em anfíbios
Polo animal é pigmentado e contém o núcleo com pouco vitelo; polo vegetal é despigmentado e rico em plaquetas de vitelo.
Rotação cortical em anfíbios
Deslocamento de 30 graus do córtex em direção ao sítio de entrada do espermatozoide, ocorrendo logo após a fertilização.
Crescente cinzento
Região citoplasmática oposta ao ponto de entrada do espermatozoide, marcando o futuro lado dorsal do embrião.
Tipo de clivagem em anfíbios
Holoblástica desigual e radial, com divisões mais rápidas e células menores (micrômeros) no polo animal.
Primeira clivagem em anfíbios
Clivagem meridional que divide o embrião em duas metades simétricas, passando pelo crescente cinzento (cerca de 1,5 h).
Segunda clivagem em anfíbios
Divisão meridional perpendicular à primeira, originando quatro blastômeros iguais.
Terceira clivagem em anfíbios
Divisão equatorial deslocada para o polo animal devido ao vitelo, gerando 4 micrômeros animais e 4 macrômeros vegetais.
Mórula em anfíbios
Massa esférica maciça com 16 a 64 blastômeros após sucessivas rodadas rápidas de divisão celular assíncrona.
Blástula e blastocele em anfíbios
Esfera com cavidade interna cheia de líquido (blastocele) deslocada no polo animal, por volta do estágio de 128 células.
Função da blastocele em anfíbios
Permite a migração de células durante a gastrulação e impede que células vegetais induzam prematuramente as células animais.
Transição para blástula média (MBT) em anfíbios
Ocorre no 12º ciclo de divisão: a clivagem desacelera, torna-se assíncrona e inicia-se a transcrição do genoma zigótico.
Centro de Nieuwkoop
Região vegetal mais dorsal da blástula que induz a formação do organizador de Spemann acima dela.
Gastrulação em anfíbios: início
Inicia-se na zona marginal dorsal com a formação do lábio dorsal do blastóporo por células em garrafa.
Células em garrafa
Células epiteliais que sofrem constrição apical e elongação para iniciar a invaginação do lábio dorsal.
Involução na gastrulação de anfíbios
Movimento de enrolamento para dentro do blastóporo de células do mesoderma e endoderma sobre a camada externa do embrião.
Epibolia na gastrulação de anfíbios
Expansão e adelgaçamento do ectoderma do polo animal para recobrir toda a superfície externa do embrião.
Extensão convergente em anfíbios
Intercalação mediolateral de células mesodérmicas que estreita e alonga o eixo anteroposterior do embrião.
Arquêntero em anfíbios
Cavidade gastrointestinal primitiva que se expande durante a gastrulação, obliterando gradualmente a blastocele.
Tampão vitelino em anfíbios
Massa remanescente de macrômeros vegetais ricos em vitelo exposta temporariamente no blastóporo antes do fechamento.
Organizador de Spemann-Mangold
Lábio dorsal do blastóporo que induz o ectoderma dorsal a formar a placa neural e organiza o eixo corporal dorsal.
Neurulação em anfíbios: placa neural
Espessamento do ectoderma dorsal induzido pela notocorda subjacente logo após o término da gastrulação.
Pregas neurais e sulco neural em anfíbios
Elevação das bordas laterais da placa neural formando o sulco central que convergirá medialmente.
Fechamento do tubo neural em anfíbios
Fusão medial das pregas neurais dorsais, isolando o tubo neural oco sob a epiderme ectodérmica.
Crista neural em anfíbios
População migratória da borda das pregas neurais que origina neurônios sensoriais, glia, pigmentos e cartilagem craniana.
Tipo de ovo em teleósteos (peixe-zebra)
Telolécito extremo, caracterizado por uma enorme massa central de vitelo e uma pequena capa citoplasmática animal.
Disco germinativo (blastodisco) em peixes
Calota delgada de citoplasma restrita ao polo animal gerada por segregação ooplasmática pós-fertilização.
Tipo de clivagem em peixe-zebra
Meroblástica discoidal, restrita exclusivamente ao blastodisco, sem clivar a grande massa de vitelo.
Primeiras clivagens no peixe-zebra
Divisões verticais a cada 15 minutos formando 2, 4, 8, 16, 32 e 64 blastômeros interconectados sobre o vitelo.
Estágio de domo (dome stage) em peixes
Transição por volta de 4,3 hpf em que a célula de vitelo empurra para cima, iniciando a epibolia do blastoderme.
Camada sincicial do vitelo (YSL)
Sincício citoplasmático multinucleado na periferia do vitelo que direciona a epibolia e a indução mesodérmica.
Camada de envelope (EVL) em peixes
Monocamada epitelial externa mais superficial da blástula que serve de barreira protetora osmótica inicial.
Células profundas (deep cells) em peixes
Células arredondadas entre a EVL e a YSL que originam todos os tecidos e folhetos embrionários definitivos.
Epibolia em peixe-zebra (50% epibolia)
O blastoderme e a YSL migram em direção vegetal, cobrindo metade da esfera de vitelo por volta de 5,3 hpf.
Anel germinativo (germ ring) em peixes
Espessamento marginal do blastoderme formado pela involução e ingressão de células durante 50% de epibolia.
Epiblasto vs. Hipoblasto em peixes
Epiblasto é a camada superficial remanescente (ectoderma); hipoblasto é a camada interna formada por involução (meso/endoderma).
Escudo embrionário (embryonic shield)
Espessamento focal dorsal do anel germinativo em torno de 6 hpf, equivalente funcional ao organizador de Spemann.
Movimentos de gastrulação no peixe-zebra
Combinação simultânea de epibolia vegetal, involução marginal e convergência/extensão em direção ao eixo dorsal.
Fechamento da epibolia (100% epibolia)
Ocorrência por volta de 10 hpf com o recobrimento total do vitelo pelo blastoderme e fechamento do poro vegetal.
Origem da notocorda em peixes
Condensação de células mesodérmicas axiais ao longo da linha média dorsal derivadas do escudo embrionário.
Quilha neural (neural keel) em peixes
Cordão sólido de ectoderma dorsal que se invagina sem formar lúmen imediato, diferindo dos anfíbios.
Neurulação secundária/cavitação em peixes
O tubo neural oco origina-se por cavitação central secundária da quilha neural sólida, e não por dobramento de placas.
Segmentação de somitos no peixe-zebra
Ocorre ritmicamente no mesoderma paraxial anteroposterior (cerca de 2 pares por hora entre 10 e 24 hpf).
Diferenciação do mesoderma paraxial
Segmenta-se em esclerótomo (esqueleto axial), dermátomo (derme) e miótomo (musculatura esquelética).
Mesoderma intermediário
Faixa longitudinal de mesoderma situada lateralmente aos somitos que dá origem ao sistema pronefros/urogenital.
Mesoderma lateral
Porção lateral que se divide em somatopleura e esplancnopleura, originando o coração, sangue e vasos.
Início dos batimentos cardíacos no peixe-zebra
Ocorre aproximadamente entre 24 e 26 hpf, quando o tubo cardíaco linear primitivo começa a contrair ritmicamente.
Eclosão larval de anfíbios (girino)
Aproximadamente 4 a 6 dias pós-fertilização em Xenopus, com cauda funcional, brânquias externas e boca ventral.
Eclosão no peixe-zebra
Ocorre entre 48 e 72 hpf por liberação de enzimas corionolíticas, gerando larvas nadantes livres.
Diferença-chave: clivagem anfíbios vs. teleósteos
Anfíbios realizam clivagem holoblástica desigual (ovo todo divide); teleósteos realizam clivagem meroblástica discoidal.
Diferença-chave: neurulação anfíbios vs. teleósteos
Anfíbios dobram a placa neural formando pregas (neurulação primária); peixes formam uma quilha sólida que cavita.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em Outros →