Enfermagem

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Conceitos fundamentais de enfermagem, abordando definições e aplicações clínicas. Indicado para estudantes e profissionais da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Processo de Enfermagem (PE)
Método sistemático que guia o cuidado profissional em 5 etapas: investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação clínica contínua.
Diagnóstico de Enfermagem
Julgamento clínico sobre respostas do indivíduo a problemas de saúde; orienta a seleção de intervenções para alcançar metas terapêuticas.
Sinais Vitais
Parâmetros fisiológicos (PA, FC, FR, Temp e Dor) que refletem o estado hemodinâmico do paciente e detectam deterioração clínica precoce.
Pressão Arterial
Força exercida pelo sangue contra as paredes arteriais; monitorada para rastrear choques circulatórios, sepse e crises hipertensivas.
Frequência Cardíaca (Pulso)
Contagem de batimentos cardíacos por minuto; avalia arritmias, débito cardíaco e respostas a estresse fisiológico ou hemorragia.
Frequência Respiratória
Número de ciclos respiratórios por minuto; indicador sensível de desconforto respiratório, hipóxia ou distúrbios acidobásicos.
Temperatura Corporal
Equilíbrio entre calor produzido e perdido; identifica hipertermia infecciosa ou hipotermia acidental e direciona condutas térmicas.
Dor como 5º Sinal Vital
Experiência sensitiva e subjetiva desagradável; avaliada por escalas visuais/numéricas para controle analgésico e humanização do cuidado.
Oximetria de Pulso
Medição não invasiva da saturação de oxigênio na hemoglobina periférica; direciona a oferta ou o desmame de oxigenoterapia.
Higienização das Mãos
Medida mais eficaz para quebrar a cadeia de infecções hospitalares; deve ocorrer nos cinco momentos definidos pela OMS.
Técnica Asséptica
Conjunto de práticas para prevenir contaminação microbiológica em procedimentos invasivos, como cateterismos e punções venosas.
Antissepsia
Uso de agentes químicos (ex.: clorexidina) para reduzir patógenos em tecidos vivos antes de incisões ou punções.
Assepsia
Estado livre de microrganismos viáveis; mantido pelo uso de campos estéreis, luvas cirúrgicas e desinfecção ambiental.
Equipamento de Proteção Individual (EPI)
Dispositivos como máscaras, luvas e aventais que protegem o profissional e evitam transmissão cruzada de patógenos.
Isolamento por Gotículas
Medida de barreira contra partículas respiratórias pesadas (>5µm), como gripe ou meningite; exige máscara cirúrgica a 1 metro.
Isolamento por Aerossóis
Precaução contra partículas microscópicas suspensas (ex.: tuberculose, COVID-19); requer máscara N95/PFF2 e quarto com pressão negativa.
Isolamento de Contato
Prevenção contra bactérias multirresistentes via toque ou fômites; exige avental, luvas e estetoscópio de uso exclusivo.
Segurança do Paciente
Redução do risco de danos desnecessários na assistência de saúde; inclui identificação correta, prevenção de quedas e cirurgia segura.
Regra dos Nove Certos na Medicação
Conferência de paciente, fármaco, via, dose, hora, registro, ação, forma e resposta para prevenir erros de administração.
Via Intravenosa (IV)
Administração de fármacos direto na circulação sistêmica; oferece início de ação rápido para emergências e infusões contínuas.
Via Intramuscular (IM)
Injeção em tecido muscular profundo; utilizada para vacinas e fármacos de liberação lenta com menor irritabilidade vascular.
Via Subcutânea (SC)
Injeção no tecido adiposo; ideal para insulina e heparina devido à absorção constante e sustentada.
Punção Venosa Periférica (PVP)
Inserção de cateter curto em veia periférica para hidratação e medicação; requer vigilância de flebite e extravasamento.
Flebite
Inflamação da camada íntima da veia caracterizada por calor, dor e cordão venoso palpável; indica remoção imediata do cateter.
Extravasamento
Infiltração de substância vesicante no tecido adjacente; exige interrupção da infusão e protocolo específico de neutralização tecidual.
Balanço Hídrico
Quantificação de todas as entradas e saídas de líquidos em 24h; crucial para monitorar volemia em cardiopatas, renais e internados em UTI.
Cateterismo Vesical de Demora (CVD)
Drenagem contínua de urina via sonda de Foley; indicado para retenção urinária ou controle rígido do débito com técnica estéril.
Cateterismo Vesical de Alívio
Esvaziamento pontual da bexiga com retirada imediata do cateter; previne hiperdistensão vesical com menor risco infeccioso.
Sondagem Nasogástrica (SNG)
Inserção de tubo até o estômago para descompressão gástrica em íleo paralítico ou drenagem de conteúdo tóxico/biliar.
Sondagem Nasoentérica (SNE)
Cateter fino posicionado no duodeno ou jejuno para suporte nutricional enteral prolongado; exige confirmação por raio X antes do uso.
Nutrição Parenteral Total (NPT)
Infusão intravenosa de nutrientes por acesso venoso central em pacientes com trato digestivo não funcional; demanda assepsia estrita.
Lesão por Pressão (LPP)
Dano localizado na pele ou tecidos profundos sob proeminências ósseas; prevenida por mudança de decúbito a cada 2 horas e hidratação.
Escala de Braden
Ferramenta de avaliação do risco de desenvolver lesões por pressão; escores baixos exigem medidas preventivas imediatas.
Desbridamento
Remoção de tecido desvitalizado ou necrótico do leito da ferida para permitir a proliferação celular e cicatrização adequada.
Exsudato
Líquido secretado por feridas composto por proteínas e células; avaliado em aspecto e volume para guiar a escolha de coberturas.
Escala de Coma de Glasgow
Escala neurológica que avalia abertura ocular, resposta verbal e motora; mensura o nível de consciência e lesões encefálicas.
Oxigenoterapia
Administração de oxigênio em concentrações superiores ao ar ambiente para tratar hipoxemia; dosada via cânulas ou máscaras venturi.
Aspiração de Vias Aéreas
Remoção mecânica de secreções em pacientes intubados ou traqueostomizados para desobstruir o fluxo aéreo e prevenir pneumonias.
Gasometria Arterial
Coleta de sangue arterial para análise de pH, PaO2, PaCO2 e HCO3; guia ajustes em ventilação mecânica e distúrbios metabólicos.
Eletrocardiograma (ECG)
Registro elétrico da atividade cardíaca; utilizado pela enfermagem para monitorar isquemia miocárdica e arritmias fatais.
Hipotensão Postural (Ortostática)
Queda abrupta da pressão arterial ao levantar; orienta transferências assistidas para evitar episódios de síncope e quedas.
Glicemia Capilar
Mensuração rápida dos níveis de glicose através de sangue periférico; orienta a correção rápida de hipoglicemia ou cetose.
Posição de Fowler
Decúbito com cabeceira elevada entre 45° e 60°; melhora a expansão pulmonar e previne broncoaspiração durante a dieta.
Posição de Trendelenburg
Corpo deitado com a cabeça mais baixa que as pernas; usada transitoriamente para aumentar o retorno venoso em hipotensão grave.
Decúbito Ventral (Pronação)
Posicionamento de barriga para baixo; aplicado em síndrome do desconforto respiratório para otimizar ventilação-perfusão dorsal.
Parada Cardiorrespiratória (PCR)
Cessação súbita da atividade mecânica cardíaca e respiração; exige compressões torácicas imediatas e de alta qualidade com DEA.
Suporte Básico de Vida (SBV)
Conjunto de manobras de reanimação não invasivas focadas em compressões contínuas e rápida desfibrilação até ajuda avançada.
Classificação de Risco (Triagem)
Protocolo clínico (ex.: Manchester) que prioriza o atendimento por gravidade fisiológica e não por ordem de chegada.
Prontuário do Paciente
Documento legal com anotações de todos os atos assistenciais; assegura a continuidade do cuidado e resguardo ético-jurídico.
Passagem de Plantão
Comunicação estruturada (ex.: SBAR) sobre o estado clínico dos pacientes entre turnos para garantir a continuidade da assistência.
Autonomia do Paciente
Princípio bioético que garante o direito de tomar decisões sobre o próprio tratamento após consentimento esclarecido.
Cuidados Paliativos
Assistência ativa voltada para o alívio do sofrimento e controle de sintomas em pacientes com doenças ameaçadoras da vida.

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