Termos de Enfermagem: Sistema Neurológico

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Termos técnicos de enfermagem e definições clínicas relacionados ao sistema neurológico, destinados a estudantes e profissionais da saúde.

62 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Cartões · 62

Afasia
Perda ou comprometimento da capacidade de compreender ou produzir a linguagem devido a dano cerebral.
Afasia de Broca
Afasia motora ou expressiva; o paciente compreende a fala, mas apresenta grande dificuldade para articular palavras.
Afasia de Wernicke
Afasia sensorial ou receptiva; a fala flui facilmente, mas com frases desconexas e incapacidade de compreender a linguagem.
Disartria
Dificuldade motora para articular as palavras decorrente do comprometimento neuromuscular dos órgãos da fala.
Disfagia
Dificuldade para deglutir alimentos, líquidos ou saliva, exigindo cuidados de enfermagem para prevenir broncoaspiração.
Apraxia
Incapacidade de executar movimentos motores intencionais e coordenados previamente aprendidos, sem déficit motor direto.
Agosia
Incapacidade de reconhecer ou interpretar estímulos sensoriais comuns (visuais, táteis ou auditivos), apesar de sentidos intactos.
Ataxia
Falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários e perda de equilíbrio, frequentemente de origem cerebelar.
Parestesia
Sensação anormal espontânea na pele, como formigamento, dormência, queimação ou picadas, sem estímulo evidente.
Paresia
Diminuição incompleta ou fraqueza parcial da força muscular em uma ou mais regiões do corpo.
Plegia
Paralisia total ou perda completa da motricidade voluntária em determinado grupo muscular ou membro.
Hemiparesia
Fraqueza ou perda parcial da força muscular restrita a um hemicorpo (lado direito ou esquerdo).
Hemiplegia
Paralisia motora completa de uma metade lateral do corpo, comum após acidente vascular cerebral.
Paraplegia
Perda total da força e sensibilidade em ambos os membros inferiores, geralmente por lesão na medula torácica ou lombar.
Tetraplegia (Quadriplegia)
Paralisia dos quatro membros e do tronco decorrente de traumatismo ou lesão na medula espinhal cervical.
Monoplegia
Paralisia completa que afeta apenas um membro, seja superior ou inferior.
Isocoria
Pupilas com diâmetros simétricos e de tamanho normal, indicando padrão fisiológico neurológico preservado.
Anisocoria
Assimetria no diâmetro entre as pupilas, sinal de alerta importante para hipertensão intracraniana ou herniação.
Midríase
Dilatação anormal do diâmetro pupilar, podendo decorrer de hipóxia grave, drogas simpatomiméticas ou lesão encefálica.
Miose
Constrição acentuada da pupila, comum em intoxicações por opioides ou lesões da ponte encefálica.
Fotorreagência pupilar
Capacidade da pupila de contrair-se em resposta à incidência de luz, avaliando a integridade dos pares cranianos II e III.
Escala de Coma de Glasgow (ECG)
Instrumento padronizado que avalia nível de consciência medindo abertura ocular, resposta verbal e resposta motora.
Rigidez de nuca
Resistência e dor ao tentar fletir passivamente o pescoço em direção ao tórax, sinal cardeal de irritação meníngea.
Sinal de Brudzinski
Flexão involuntária dos quadris e joelhos desencadeada pela flexão passiva do pescoço, indicando meningite.
Sinal de Kernig
Dor e incapacidade de estender completamente a perna quando a coxa está fletida a 90 graus, sinal de meningite.
Sinal de Babinski
Extensão do hálux com abertura dos dedos em leque após estímulo plantar lateral, indicando lesão de trato piramidal em adultos.
Postura de Decorticação
Flexão anormal e adução dos braços com extensão das pernas, sugerindo lesão no trato córtico-espinhal superior.
Postura de Descerebração
Extensão rígida e pronação dos membros superiores associadas à extensão dos inferiores, indicando lesão grave de tronco encefálico.
Tríade de Cushing
Conjunto composto por bradicardia, hipertensão com aumento da pressão de pulso e respiração irregular, indicando HIC extrema.
Hipertensão Intracraniana (HIC)
Elevação sustentada da pressão no interior da caixa craniana acima de 20 mmHg, com risco iminente de herniação.
Pressão de Perfusão Cerebral (PPC)
Gradiente de pressão que garante fluxo sanguíneo ao encéfalo, calculado pela fórmula PAM menos PIC (meta: > 60-70 mmHg).
Crise Convulsiva Tônico-Clônica
Episódio com perda de consciência, rigidez muscular generalizada seguida de abalos rítmicos motores bilaterais.
Estado de Mal Epiléptico
Crise convulsiva prolongada (> 5 min) ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas, emergência médica.
Período Pós-Ictal
Fase imediatamente posterior a uma convulsão, marcada por sonolência profunda, confusão mental e cefaleia.
Aura
Sintoma neurológico premonitório motor, sensorial ou psíquico que precede o início de uma crise epiléptica ou enxaqueca.
Letargia
Estado de sonolência e lentidão psicomotora em que o paciente responde facilmente quando chamado, mas volta a adormecer.
Obnubilação
Rebaixamento moderado da consciência caracterizado por pensamento lento, desatenção e resposta a estímulos simples.
Torpor (Estupor)
Nível de consciência gravemente deprimido no qual o paciente só responde brevemente a estímulos vigorosos ou dolorosos.
Coma
Inconsciência profunda e ausência de resposta a qualquer tipo de estímulo externo, verbal ou doloroso.
Morte Encefálica
Cessação irreversível de todas as funções do córtex e do tronco encefálico, comprovada por protocolos rígidos.
Delirium
Perturbação aguda e flutuante da atenção, cognição e nível de consciência, muito comum em pacientes graves na UTI.
Síncope
Perda transitória e súbita da consciência e do tônus postural provocada por hipoperfusão cerebral global temporária.
Vertigem
Sensação ilusória e rotatória de movimento do próprio corpo ou do ambiente, comumente de origem vestibular.
Cefaleia em Salvas
Dor de cabeça unilateral intensa, concentrada na região periorbital, acompanhada de lacrimejamento e congestão nasal.
Espasticidade
Aumento do tônus muscular dependente de velocidade associado a hiper-reflexia por lesão de neurônio motor superior.
Hipotonia
Diminuição anormal do tônus muscular e da resistência ao movimento passivo articular.
Clônus
Série de contrações e relaxamentos musculares rítmicos e involuntários gerados pelo estiramento passivo súbito de um tendão.
Hiper-reflexia
Resposta exagerada dos reflexos osteotendinosos profundos, sugerindo comprometimento das vias córtico-espinhais.
Areflexia
Ausência completa de resposta motora reflexa a estímulos percussivos nos tendões.
Anisometropia
Diferença significativa no poder de refração visual entre ambos os olhos, relevante no exame de pares cranianos.
Diplopia
Visão dupla de um único objeto decorrente do desalinhamento dos eixos visuais oculomotores.
Nistagmo
Movimentos oscilatórios rápidos, rítmicos e involuntários dos globos oculares em eixos horizontal, vertical ou rotatório.
Ptose palpebral
Queda anormal da pálpebra superior por disfunção do nervo oculomotor (III par) ou fraqueza muscular.
Escala FOUR
Escala neurológica que avalia resposta ocular, motora, reflexos de tronco e padrão respiratório, útil em intubados.
Derivação Ventricular Externa (DVE)
Dispositivo invasivo temporário inserido nos ventrículos cerebrais para drenar líquor e monitorizar a PIC.
Disautonomia (Hiper-reflexia autonômica)
Síndrome em lesados medulares altos com resposta simpática descontrolada a estímulos nocivos abaixo da lesão.
Líquido Cefalorraquidiano (LCR)
Fluido límpido que preenche o espaço subaracnóideo e ventrículos cerebrais, amortecendo impactos e nutrindo o SNC.
Hiperalgesia
Sensibilidade exagerada e resposta dolorosa desproporcional a um estímulo normalmente pouco doloroso.
Alodinia
Percepção de dor provocada por um estímulo mecânico ou térmico que habitualmente não induz dor (como toque de algodão).
Respiração de Cheyne-Stokes
Padrão respiratório caracterizado por ciclos de hiperpneia alternados com períodos de apneia, típico de dano cortical bilateral.
Amaurose
Perda total ou parcial da visão sem defeito evidente nas estruturas oculares, ligada a lesão no nervo óptico ou SNC.
Fasciculação
Pequena contração involuntária, rápida e visível sob a pele de fibras musculares isoladas, sem movimento articular.

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