Enfermagem em Centro Cirúrgico
Conceitos fundamentais de enfermagem em centro cirúrgico, incluindo períodos operatórios, áreas e rotinas para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 65
- Período pré-operatório mediato
- Intervalo que vai desde a indicação da cirurgia até 24 horas antes do início do procedimento cirúrgico.
- Período pré-operatório imediato
- Compreende as 24 horas que antecedem o ato cirúrgico até a entrada do paciente na sala de operação.
- Período intraoperatório
- Fase que vai desde a recepção do paciente na sala de operação até a sua transferência para a sala de recuperação pós-anestésica.
- Período transoperatório
- Engloba todo o tempo de permanência no centro cirúrgico e na sala de recuperação pós-anestésica.
- Período pós-operatório imediato (POI)
- Primeiras 24 horas após o procedimento cirúrgico, com foco em estabilização hemodinâmica e alívio da dor.
- Período pós-operatório mediato
- Intervalo que se inicia após as 24 horas da cirurgia até a alta hospitalar.
- Período pós-operatório tardio
- Período que se inicia após a alta hospitalar e dura cerca de 30 dias a um ano, conforme o procedimento.
- Área restrita do Centro Cirúrgico
- Zona com limites assépticos rigorosos onde se exige paramentação completa, incluindo salas cirúrgicas e lavabos.
- Área semirrestrita do Centro Cirúrgico
- Área onde é permitida a circulação de pessoal autorizado e equipamentos, exigindo uso de uniforme privativo.
- Área irrestrita do Centro Cirúrgico
- Setor de livre circulação interna onde não se exige vestimenta privativa, como vestiários e corredores de entrada.
- Cirurgia limpa
- Procedimento realizado em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, sem abertura dos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
- Cirurgia potencialmente contaminada
- Cirurgia em que ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sob condições controladas e sem contaminação incomum.
- Cirurgia contaminada
- Procedimento com feridas acidentais recentes, inflamação aguda não purulenta ou grande contaminação do trato digestivo.
- Cirurgia infectada
- Intervenção em tecidos com infecção bacteriana ativa pré-existente, supuração ou perfuração de vísceras ocas há muito tempo.
- Checklist de Cirurgia Segura da OMS
- Protocolo composto por três fases que visa reduzir complicações e mortalidade perioperatória mediante verificações padronizadas.
- Sign In
- Primeira etapa da Cirurgia Segura, executada antes da indução anestésica, confirmando identidade, sítio e consentimento.
- Time Out
- Pausa prévia à incisão cirúrgica com toda a equipe reunida para checar paciente, sítio, procedimento e materiais críticos.
- Sign Out
- Etapa realizada antes do paciente sair de sala para confirmar contagem de compressas, instrumental e identificação de biópsias.
- Enfermeiro de sala de cirurgia
- Responsável pela coordenação da assistência, planejamento de recursos, liderança da equipe e garantia da segurança do paciente.
- Circulante de sala
- Profissional que prepara o ambiente, posiciona o paciente, apoia a equipe e registra insumos e eventos sem estéril contato.
- Instrumentador cirúrgico
- Membro paramentado que organiza a mesa asséptica, antecipa as necessidades do cirurgião e controla os instrumentais.
- SRPA (Sala de Recuperação Pós-Anestésica)
- Unidade especializada em reverter a anestesia e monitorar sinais vitais e reflexos até que o paciente atinja estabilidade.
- Escala de Aldrete e Kroulik
- Sistema de pontuação que avalia atividade motora, respiração, circulação, consciência e saturação para alta da SRPA.
- Escala de Bromage
- Escala utilizada para avaliar a intensidade do bloqueio motor dos membros inferiores após anestesia regional espinhal.
- Diérese
- Primeiro tempo cirúrgico, caracterizado pela separação ou secção dos tecidos com bisturis, tesouras ou serras.
- Hemostasia
- Tempo cirúrgico voltado à contenção, estancamento ou prevenção de sangramentos por meio físico, químico ou mecânico.
- Exérese
- Tempo cirúrgico principal no qual é realizada a retirada, extirpação ou correção do tecido ou órgão-alvo.
- Síntese
- Último tempo cirúrgico, correspondente à aproximação e união das bordas teciduais por meio de suturas, grampos ou fitas.
- Bisturi elétrico monopolar
- Dispositivo eletrocirúrgico cuja corrente flui do eletrodo ativo pelo corpo do paciente até uma placa dispersiva neutra.
- Bisturi elétrico bipolar
- Dispositivo onde a corrente elétrica percorre apenas o tecido compreendido entre as pontas da pinça ativada.
- Placa eletrocirúrgica dispersiva
- Acessório posicionado em área muscular vascularizada e seca para dispersar a corrente monopolar e evitar queimaduras.
- Posição supina (decúbito dorsal)
- Posicionamento básico com o paciente deitado de costas, cabeça alinhada e membros em posição anatômica segura.
- Posição de Trendelenburg
- Variação da posição supina na qual a cabeceira da mesa é inclinada para baixo, facilitando o acesso ao abdome inferior e pelve.
- Posição de Trendelenburg reversa (anti-Trendelenburg)
- Posição com inclinação do corpo elevando a cabeça e abaixando os pés, usada para cirurgias em cabeça, pescoço e abdome superior.
- Posição de litotomia (ginecológica)
- Posicionamento dorsal com quadris e joelhos flexionados e membros inferiores elevados sobre perneiras acolchoadas.
- Posição prona (decúbito ventral)
- Posição em que o paciente fica apoiado sobre o abdome, utilizada principalmente para procedimentos na coluna e região dorsal.
- Posição de Sims (decúbito lateral)
- Posição lateralizada do corpo com coxins de suporte, comumente adotada em procedimentos pulmonares, renais ou ortopédicos de quadril.
- Lesão por posicionamento cirúrgico
- Dano neurológico, vascular ou cutâneo decorrente de compressão, tração ou pressão mecânica prolongada durante o ato cirúrgico.
- Hipotermia inadvertida perioperatória
- Queda da temperatura central para valores abaixo de 36 °C, prevenível com sistemas de ar forçado aquecido e infusões mornas.
- Degermação cirúrgica das mãos
- Higienização antisséptica das mãos e antebraços com escovação suave ou fricção com solução alcóolica para reduzir a microbiota.
- Antissepsia do campo operatório
- Aplicação de solução antisséptica na pele do paciente em movimentos centrífugos, garantindo redução de carga bacteriana local.
- Técnica asséptica
- Conjunto de métodos empregados para impedir a contaminação de materiais e feridas por microrganismos viáveis.
- Contagem de compressas e gazes
- Procedimento de conferência rigorosa antes do início, no decorrer e antes do fechamento de cavidades para evitar retenção de corpo estranho.
- Material radiopaco cirúrgico
- Compressas ou campos cirúrgicos com fios que aparecem no raio X caso ocorra suspeita de retenção intracavitária.
- CME (Centro de Material e Esterilização)
- Unidade funcional de apoio que recebe, limpa, inspeciona, prepara, esteriliza e distribui produtos para a saúde.
- Autoclave a vapor saturado
- Equipamento físico que emprega vapor de água sob pressão para eliminar todas as formas de vida microbiana em materiais termorresistentes.
- Indicador biológico
- Preparação com esporos bacterianos de alta resistência utilizada para validar a eficácia do ciclo do processo de esterilização.
- Indicador químico classe 5 ou 6
- Fitas ou tiras multiparamétricas que reagem a tempo, temperatura e vapor, demonstrando falhas no interior dos pacotes.
- Teste de Bowie-Dick
- Ensaio diário em autoclaves a pré-vácuo que atesta a correta remoção do ar e a penetração homogênea do vapor na câmara.
- Anestesia geral
- Estado induzido por fármacos caracterizado por inconsciência reversível, analgesia, amnésia e relaxamento muscular.
- Anestesia raquidiana (raquianestesia)
- Bloqueio regional obtido pela injeção de anestésico local diretamente no espaço subaracnóideo, em contato com o líquor.
- Anestesia peridural
- Bloqueio regional em que o anestésico é administrado no espaço virtual fora da dura-máter, com ou sem cateter contínuo.
- Sedação consciente
- Depressão do nível de consciência induzida por drogas na qual o paciente responde a comandos e mantém a ventilação espontânea.
- Hipertermia maligna
- Crise farmacogenética desencadeada por anestésicos inalatórios ou succinilcolina, revertida pelo relaxante dantroleno sódico.
- Dantroleno sódico
- Medicamento específico utilizado de emergência para interromper a hipermetabolia na síndrome de hipertermia maligna.
- Pinça de Kelly
- Instrumental hemostático com ranhuras transversais até a metade da mandíbula, usado em vasos de médio calibre.
- Pinça de Rochester
- Instrumental hemostático robusto de mandíbula longa e estrias completas, destinado ao pinçamento de tecidos mais espessos.
- Pinça Allis
- Instrumento de preensão com pequenos dentes atraumáticos na extremidade, ideal para tecidos densos ou fáscias.
- Pinça Backhaus
- Pinça de campo com pontas afiladas e curvas empregada na fixação dos campos operatórios estéreis entre si.
- Afastador de Farabeuf
- Afastador manual laminado duplo, de uso comum na exposição de planos cirúrgicos superficiais.
- Porta-agulhas Mayo-Hegar
- Instrumental próprio para preensão firme de agulhas de sutura durante o tempo de síntese tecidual.
- Dreno de Jackson-Pratt
- Sistema de drenagem fechado sob vácuo contínuo com reservatório maleável periforme, utilizado para retirar exsudatos.
- Dreno de Penrose
- Dreno aberto de látex macio que atua por capilaridade e gravidade para extravasamento de líquidos residuais.
- Dreno de tórax com selo d'água
- Dispositivo fechado de drenagem pleural ou mediastinal para restabelecer a pressão negativa e evacuar ar ou fluidos.
- SAEP (Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória)
- Metodologia científica organizada em fases para avaliar, planejar e documentar os cuidados de enfermagem a cada etapa cirúrgica.