Fisiologia do Ciclo Menstrual

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Estudo do ciclo menstrual e da fisiologia reprodutiva voltado para a prática de enfermagem e assistência à saúde da mulher.

55 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH)
Produzido no hipotálamo com liberação pulsátil; sua frequência orienta a enfermagem a avaliar o impacto do estresse crônico na amenorreia funcional hipotalâmica.
Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)
Secretado pela adeno-hipófise, estimula o crescimento folicular ovariano; a enfermagem monitora níveis elevados para rastrear falência ovariana prematura e climatério.
Hormônio Luteinizante (LH)
Desencadeia a ovulação após pico sérico; enfermeiros orientam pacientes a usarem testes urinários de LH para identificar a janela fértil em planejamento reprodutivo.
Estrogênio (Estradiol)
Promove proliferação endometrial e espessamento do epitélio vaginal; sua deficiência alerta a enfermagem para sintomas como atrofia urogenital e osteopenia.
Progesterona
Produzida pelo corpo lúteo, estabiliza o endométrio secretor; valores baixos em atraso menstrual com teste negativo orientam condutas para investigação de anovulação.
Fase Folicular do Ovário
Período variável de recrutamento até a maturação de um folículo dominante; a enfermagem explica que variações nessa fase causam ciclos mais longos ou curtos.
Ovulação
Ruptura do folículo e liberação do oócito, cerca de 24-36 horas após o pico de LH; a enfermagem orienta casais tentantes sobre relações sexuais nos dias anteriores.
Fase Lútea do Ovário
Duração fixa em torno de 14 dias com produção de progesterona; fases lúteas curtas (menores que 10 dias) levantam suspeita de infertilidade na consulta de enfermagem.
Fase Menstrual do Endométrio
Descamação da camada funcional endometrial decorrente da queda de estrogênio e progesterona; o enfermeiro quantifica perdas e investiga anemia por hipermenorreia.
Fase Proliferativa do Endométrio
Regeneração da mucosa induzida por estrogênio antes da ovulação; o enfermeiro a correlaciona com o aumento progressivo de muco cervical filante e fluido.
Fase Secretora do Endométrio
Ação da progesterona tornando as glândulas tortuosas e ricas em glicogênio para implantação; a enfermeira utiliza o conceito para datar endométrio receptivo.
Muco Cervical Tipo Clara de Ovo (Filância)
Muco fino e elástico sob alta ação estrogênica; na consulta, a enfermeira ensina o Método de Ovulação Billings para reconhecimento da fertilidade máxima.
Muco Cervical Progestacional
Espesso, opaco e hostil aos espermatozoides; a enfermagem reforça que esse é o principal mecanismo do progestagênio isolado em pílulas e implantes.
Temperatura Basal Corporal
Aumento térmico de 0,3 °C a 0,5 °C após ovulação por ação termogênica da progesterona; enfermagem orienta aferição diária ao despertar para monitorar ciclo.
Dor do Meio do Ciclo (Mittelschmerz)
Desconforto pélvico unilateral decorrente da distensão ou ruptura folicular; o enfermeiro acolhe e diferencia de abdômen agudo cirúrgico, como apendicite.
Duração Fisiológica do Ciclo Menstrual
Intervalo normal entre 24 e 38 dias; a enfermagem ensina o preenchimento de diário menstrual ou aplicativo para identificar ciclos irregulares.
Volume Normal do Fluxo Menstrual
Varia de 5 a 80 mL por ciclo menstrual; enfermeiros avaliam troca frequente de absorventes (mais de um a cada hora) como alerta para sangramento uterino anormal.
Duração Média do Sangramento Menstrual
Normalmente dura de 3 a 8 dias; a equipe de enfermagem investiga sangramentos prolongados que possam ocasionar astenia, fadiga e anemia ferropriva.
Feedback Negativo Hipotálamo-Hipófise-Ovário
Inibição de FSH e LH por níveis moderados de estrogênio; a enfermagem usa esse conceito para explicar o mecanismo de ação dos anticoncepcionais combinados.
Feedback Positivo do Estradiol
Pico de estradiol sustentado no final da fase folicular que dispara o surto de LH; o enfermeiro utiliza essa base para explicar o mecanismo da ovulação à paciente.
Corpo Lúteo
Estrutura temporária pós-ovulatória mantenedora da gravidez inicial; a enfermagem correlaciona sua falência precoce com queixas de sangramento de escape pré-menstrual.
Corpus Albicans
Cicatriz fibrosa decorrente da lúteólise quando não há fecundação; a enfermagem explica o processo para esclarecer por que a menstruação desce após cerca de 14 dias.
Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG)
Hormônio secretado pelo sinciciotrofoblasto que resgata o corpo lúteo; o enfermeiro solicita ou interpreta o teste rápido de urina ou beta-hCG sérico na suspeita gestacional.
Amenorreia Primária
Ausência de menarca aos 15 anos com caracteres sexuais, ou aos 13 sem eles; enfermeiros realizam triagem inicial do desenvolvimento puberal na escala de Tanner.
Amenorreia Secundária
Ausência de menstruação por 3 ciclos ou 6 meses em mulher previamente regular; o enfermeiro deve priorizar a exclusão de gravidez como primeira conduta.
Dismenorreia Primária
Cólica uterina causada pelo excesso de prostaglandinas PGF2a; a enfermagem orienta aplicação de calor local e o uso orientado de anti-inflamatórios não esteroides.
Dismenorreia Secundária
Dor pélvica decorrente de patologias como endometriose ou adenomiose; enfermeiros identificam dor progressiva e incapacitante para encaminhamento ginecológico.
Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (TPM)
Sintomas físicos e emocionais na fase lútea com remissão pós-menstrual; enfermagem sugere ajustes dietéticos, atividade física e higiene do sono.
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)
Forma grave de TPM com predomínio de sintomas psíquicos incapacitantes; a equipe de enfermagem realiza triagem e encaminhamento conjunto à saúde mental.
Metrorragia
Sangramento intermenstrual fora do ciclo habitual; na consulta ginecológica, a enfermagem investiga pólipos, infecções cervicais ou uso incorreto de anticoncepcionais.
Oligomenorreia
Ciclos menstruais com intervalos superiores a 38 dias; a enfermagem avalia sinais de hiperandrogenismo para rastreio da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
Polimenorreia
Ciclos menstruais anormalmente curtos, com intervalos menores que 24 dias; o enfermeiro monitora hemodinâmica e anemia por perdas frequentes.
Classificação PALM-COEIN
Sistema internacional para etiologia do sangramento uterino anormal; o enfermeiro organiza o histórico entre causas estruturais e não estruturais.
Menarca
Primeira menstruação, marcando maturidade puberal; a enfermagem acolhe a adolescente, orienta sobre higiene menstrual e desmistifica crenças populares.
Transição Menopáusica (Climatério)
Período pré-menopausa caracterizado por flutuações de FSH e ciclos irregulares; o enfermeiro educa sobre fogachos e métodos contraceptivos residuais necessários.
Menopausa
Data retrospectiva após 12 meses consecutivos de amenorreia sem causa patológica; enfermagem realiza consulta focada na saúde óssea e cardiovascular.
Pílula Anticoncepcional Combinada
Contém estrogênio e progestagênio, suprimindo o eixo hipotálamo-hipófise; o enfermeiro reforça a necessidade de adesão rigorosa diária e sinais de trombose.
Contracepção de Emergência (Levonorgestrel)
Atua adiando ou impedindo a ovulação se tomada antes do pico de LH; a enfermagem orienta o uso mais precoce possível até 72 horas pós-coito desprotegido.
Dispositivo Intrauterino de Cobre (DIU)
Provoca reação inflamatória citotóxica para óvulos e espermatozoides; enfermagem orienta que pode haver aumento fisiológico das cólicas e do fluxo menstrual.
Sistema Intrauterino com Levonorgestrel (SIU)
Espessa o muco cervical e causa atrofia endometrial acentuada; a enfermagem tranquiliza a usuária quanto a episódios de spotting e amenorreia comum.
Amenorreia Lactacional (LAM)
A prolactina elevada suprime a pulsatilidade do GnRH durante amamentação exclusiva; a enfermagem valida o método apenas se a mãe estiver em amenorreia e bebê menor de 6 meses.
Fator Folicular Múltiplo e Reserva Ovariana
Quantidade finita de oócitos que declina com a idade; enfermagem aborda planejamento reprodutivo realista para mulheres que postergam a gestação.
Hormônio Anti-Mülleriano (AMH)
Marcador sérico produzido por folículos pré-antrais; enfermeiros em reprodução assistida auxiliam na interpretação do potencial de resposta ovariana.
Spotting de Meio de Ciclo
Pequeno escape sanguíneo decorrente da leve queda de estrogênio pré-ovulatória; a enfermagem orienta tratar-se de evento benigno se os exames estiverem normais.
Pobreza Menstrual
Falta de acesso a saneamento, água e itens de higiene íntima; a enfermagem atua na atenção básica distribuindo insumos e promovendo dignidade menstrual.
Efeito da Prolactina Elevada (Hiperprolactinemia)
Inibe a secreção de GnRH causando amenorreia e galactorreia; enfermagem investiga uso de psicotrópicos e orienta dosagem sérica em jejum e repouso.
Avaliação do Colo Uterino no Ciclo Menstrual
No período fértil o colo fica alto, mole e aberto; a enfermagem treina mulheres no método sinto-térmico para reconhecimento da própria fertilidade.
Cisto Lúteo Hemorrágico
Vascularização excessiva do corpo lúteo levando a sangramento interno; a enfermagem avalia sinais de choque hipovolêmico e dor pélvica aguda unilateral.
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
Distúrbio anovulatório com hiperandrogenismo e resistência insulínica; enfermagem orienta mudança de estilo de vida como pilar central de cuidado.
Cuidado de Enfermagem na Coleta de Colpocitologia
Exame citopatológico que não deve ser realizado durante a menstruação; a enfermagem agenda a coleta fora do fluxo para não prejudicar a leitura do esfregaço.
Inibina B
Hormônio ovariano que exerce feedback negativo direto no FSH; a enfermagem em clínicas de fertilidade correlaciona sua queda com declínio de reserva ovariana.
Endométrio Atípico e Espessado
Proliferação endometrial sem oposição progestacional crônica; o enfermeiro reconhece o risco aumentado para hiperplasia e câncer endometrial.
Androgênios na Fisiologia Feminina
Produzidos em ovários e suprarrenais, precursores de estrogênios e ligados à libido; enfermagem avalia queixas de hirsutismo e acne intensa na anamnese.
Coito Interrompido e Eficácia Contraceptiva
Método comportamental com alta taxa de falha intrínseca; a enfermagem esclarece que o fluido pré-ejaculatório pode carregar espermatozoides viáveis.
Mastalgia Cíclica
Dor e ingurgitamento mamário bilateral na fase lútea por edema tecidual estrogênico/progestacional; enfermeiros orientam sutiãs com bom suporte e redução de cafeína.

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