Enfermagem: Fundamentos FGV

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Conceitos e procedimentos de fundamentos de enfermagem focados em questões de concursos da banca FGV. Destinado a estudantes e profissionais de enfermagem.

63 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Aferição de PA: largura da bolsa de borracha (manguito)
Deve corresponder a 40% da circunferência do braço. A FGV costuma inverter com o comprimento, que deve ser de pelo menos 80%.
Aferição de PA: comprimento da bolsa de borracha
Deve cobrir pelo menos 80% (idealmente 80% a 100%) da circunferência do braço do paciente.
Manguito muito estreito ou frouxo: impacto no valor da PA
Leva à falsa elevação (hiperestimação) dos níveis pressóricos sistólicos e diastólicos.
Manguito muito largo: impacto no valor da PA
Leva à falsa redução (subestimação) dos níveis de pressão arterial.
Sons de Korotkoff: determinação da pressão sistólica e diastólica
Sistólica: Fase I (primeiro som regular). Diastólica em adultos: Fase V (desaparecimento completo dos sons), e não na fase IV.
Hiato auscultatório
Desaparecimento temporário dos sons entre fases I e II. Pode subestimar a sistólica ou hiperestimar a diastólica se não palpar o pulso antes.
Posição do braço na aferição da PA
Apoiado na altura do precórdio/coração (quarto espaço intercostal). Braço pendente abaixo eleva falsamente os valores.
Tempo de espera com bexiga cheia ou após café/cigarro para aferir PA
Repouso de 3 a 5 minutos sentado; evitar bexiga cheia; aguardar 30 minutos se consumiu cafeína ou fumou.
Pulso apical: localização correta em adultos
No 5º espaço intercostal na linha hemiclavicular esquerda. Aferido com estetoscópio por 60 segundos completos.
Déficit de pulso: definição e técnica
Diferença entre a frequência cardíaca apical e o pulso periférico radial, aferidos simultaneamente por dois profissionais.
Respiração de Cheyne-Stokes
Padrão cíclico caracterizado por períodos de hiperpneia gradual seguidos de decréscimo e apneia; comum em IC grave e lesão cerebral.
Respiração de Kussmaul
Inspirações rápidas e profundas sem pausas, associada à compensação respiratória de acidose metabólica grave (ex.: cetoacidose diabética).
Respiração de Biot (atáxica)
Movimentos respiratórios irregulares em frequência e amplitude, intercalados com períodos abruptos de apneia; comum em lesão de tronco encefálico.
Medição de Sonda Nasogástrica (SNG) para gavagem/drenagem
Mede-se do ápice do nariz ao lóbulo da orelha e deste até o apêndice xifoide (método clássico NEX).
Medição de Sonda Nasoentérica (SNE) pós-pilórica
Mede-se do ápice da asa do nariz ao lóbulo da orelha, até o apêndice xifoide, somando-se de 15 a 25 cm para progressão enteral.
Padrão-ouro para confirmação de posicionamento de SNE/SNG
Radiografia com confirmação médica do trajeto e localização da extremidade distal. Teste de ausculta com ar não é padrão-ouro.
Teste de ausculta de borborigmo epigástrico com ar (sondagem)
Injeta-se ar auscultando o epigástrio; é método adjuvante, mas falho, pois ruídos na árvore traqueobrônquica podem simular o estômago.
Teste de pH gástrico vs. pulmonar no aspirado de sonda
pH gástrico em jejum é tipicamente ácido (≤ 5,5). Seletividade pulmonar ou intestinal apresenta pH alcalino (> 6,0).
Fixação de cateter vesical de demora (Foley) em homens
Fixa-se na região hipogástrica (abdome inferior) com o pênis voltado para cima, para evitar fístula penoescrotal e lesão de uretra.
Fixação de cateter vesical de demora (Foley) em mulheres
Fixa-se na face interna da coxa, sem tração excessiva, para permitir a mobilidade dos membros inferiores.
Volume e líquido para insuflar o balonete da sonda Foley
Água destilada estéril no volume indicado na via da sonda. Jamais usar soro fisiológico, pois cristaliza e bloqueia a desinsuflação.
Coleta de urina para cultura em paciente com Foley
Aspirar com agulha e seringa estéreis pelo dispositivo próprio de borracha após desinfecção. Nunca coletar da bolsa coletora.
Posicionamento da bolsa coletora do sistema fechado de diurese
Sempre mantida abaixo do nível da bexiga para evitar refluxo retrógrado de urina e infecção, sem tocar o chão.
Limpeza do meato uretral antes do cateterismo masculino
Com antisséptico aquoso, retrai-se o prepúcio e limpa-se da glande em movimento circular do meato para fora; reposicionar o prepúcio ao fim.
Ângulo de inserção de injeção intramuscular (IM)
Ângulo de 90 graus em relação à pele esticada.
Ângulo de inserção de injeção subcutânea (SC)
Ângulo de 90 graus (agulhas curtas de 4 a 6 mm) ou 45 graus (agulha longa de 13 mm ou pacientes magros/com prega fina).
Ângulo de inserção de injeção intradérmica (ID)
Ângulo de 10 a 15 graus, com o bisel voltado estritamente para cima até a formação da pápula.
Volume máximo seguro no músculo deltoide
Volume de 1 mL (excepcionalmente 2 mL em indivíduos hipertrofiados). O limite conservador de bancas como a FGV é 1 mL.
Região ventroglútea (de Hochstetter): limites anatômicos
Delimitada colocando o indicador na espinha ilíaca anterossuperior e o dedo médio aberto na crista ilíaca; injeção no centro do V.
Região ventroglútea: principal vantagem cobrada pela FGV
Sítio mais seguro para via IM: livre de grandes vasos e do nervo ciático, com fáscia muscular espessa e menor camada adiposa.
Técnica em Z na administração intramuscular
Tracionar a pele lateralmente antes da punção e soltar após retirada da agulha; veda o trajeto evitando escape de drogas irritantes.
Aspiração antes de injetar medicação IM
Recomendada para locais glúteos e deltoide para checar refluxo sanguíneo, exceto formalmente para vacinas (segundo CDC/OMS).
Lavagem das mãos com água e sabão vs. fricção com álcool 70%
Água e sabão é obrigatória se mãos visivelmente sujas, com fluidos corporais ou após contato com Clostridioides difficile.
Tempo mínimo de higienização das mãos
40 a 60 segundos com água e sabonete; 20 a 30 segundos na fricção antisséptica com preparação alcoólica.
Ordem de paramentação dos EPIs (ANVISA/CDC)
Avental/capote -> Máscara -> Óculos/protetor facial -> Luvas (calçadas cobrindo os punhos do avental).
Ordem de desparamentação dos EPIs
Luvas -> Avental -> Higienização das mãos -> Óculos/protetor -> Máscara (retirada fora do quarto ou no vestíbulo) -> Higienizar mãos.
Precaução para gotículas: máscara e distância
Máscara cirúrgica para o profissional a menos de 1 metro do paciente; paciente usa máscara cirúrgica em transporte.
Precaução para aerossóis: equipamento e ventilação
Máscara N95/PFF2 com vedação facial, quarto privativo com pressão negativa e filtro HEPA (ex.: tuberculose, sarampo, varicela).
Precauções de contato: indicações clássicas
Bactérias multirresistentes, escabiose, infecções por rotavírus e C. difficile. Exige luvas de procedimento e avental limpo.
Tricotomia pré-operatória: recomendação atual
Realizar apenas se indispensável, imediatamente antes da cirurgia, com tricotomizador elétrico; nunca lâmina/navalha.
Lesão por Pressão (LPP) Estágio 1
Pele íntegra com eritema que não embranquece à pressão; pode apresentar calor, edema e endurecimento local.
Lesão por Pressão (LPP) Estágio 2
Perda da espessura parcial da derme; leito raso, vermelho-róseo, sem esfacelo. Pode apresentar-se como bolha intacta ou rompida.
Lesão por Pressão (LPP) Estágio 3
Perda total da espessura da pele com tecido adiposo visível, mas osso, tendão e músculo NÃO estão expostos. Pode haver esfacelo.
Lesão por Pressão (LPP) Estágio 4
Perda total da espessura dos tecidos com osso, tendão ou músculo diretamente expostos, visíveis ou palpáveis.
Lesão por Pressão Inclassificável
Perda total da espessura dos tecidos em que a base está totalmente coberta por esfacelo (amarelo/marrom) ou necrose/escara preta.
Lesão por Pressão Tissular Profunda
Pele intacta ou não, com área localizada de coloração vermelho-escura, marrom ou púrpura que não embranquece, ou flictena sanguinolenta.
Curativo com Alginato de Cálcio: mecanismo e indicação
Forma gel em contato com o exsudato, promove desbridamento autolítico e hemostasia; indicado para feridas moderada a altamente exsudativas.
Curativo com Hidrogel: indicação primária
Doa umidade ao leito da ferida, promovendo desbridamento autolítico em feridas secas com esfacelo ou necrose de coagulação.
Curativo com Hidrocoloide: indicação e contraindicação
Indicado para feridas com exsudato leve a moderado; contraindicado em feridas infectadas, queimaduras de 3º grau ou feridas muito exsudativas.
Fórmula do gotejamento em gotas por minuto (tempo em horas)
Gotas/min = Volume (mL) / [Tempo (horas) x 3].
Fórmula do gotejamento em microgotas por minuto (tempo em horas)
Microgotas/min = Volume (mL) / Tempo (horas). O valor numérico de microgotas/min é exatamente o triplo do de gotas/min.
Fórmula de gotas por minuto para tempo em minutos
Gotas/min = [Volume (mL) x 20] / Tempo (minutos).
Posição de Trendelenburg: indicação clássica
Paciente em decúbito dorsal com a cabeceira mais baixa que os pés; usada para favorecer retorno venoso e em cirurgias pélvicas.
Posição de Fowler e Semi-Fowler: ângulos
Fowler: cabeceira elevada entre 45 e 60 graus. Semi-Fowler: cabeceira elevada entre 30 e 45 graus.
Posição de Sims: descrição e uso
Decúbito lateral esquerdo com perna direita flexionada sobre a esquerda; posição de escolha para lavagem intestinal e enemas.
Altura da bolsa para realização de enteroclisma/enema
A bolsa deve ser suspensa a cerca de 30 a 45 cm acima do nível do ânus para evitar pressão e desconforto excessivos.
Temperatura da solução para enema retal
Morna, em torno de 37°C a 40°C. Líquidos frios causam cólicas intensas e líquidos quentes podem queimar a mucosa retal.
Extensão de inserção da cânula retal em adultos
Inserir suavemente de 7,5 a 10 cm no reto adulto, direcionando a ponta em direção ao umbigo do paciente.
Escala de Braden: interpretação dos escores
Mede risco de LPP de 6 a 23. Escores menores indicam maior risco (<= 9 muito alto risco; 15 a 18 risco leve; > 18 sem risco).
Escala de Glasgow: resposta motora de decorticação vs. descerebração
Flexão anormal (decorticação) pontua 3; extensão anormal (descerebração) pontua 2 na avaliação motora.
Oxigenoterapia por Cateter Nasal (óculos): fluxo e fração inspirada
Fluxo recomendado de 1 a 5-6 L/min, fornecendo FiO2 de aproximadamente 24% a 44%. Acima de 6 L/min resseca mucosa e não ganha FiO2.
Umidificação do oxigênio em baixo fluxo
ANVISA/manuais recomendam umidificação se fluxo > 4 L/min ou sob queixa de ressecamento; fluxos baixos (1-3 L/min) dispensam água estéril.
Regra dos 9 Certos na Administração de Medicamentos
Paciente certo, medicamento certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo, orientação certa, forma certa e resposta certa.

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