Enfermagem em Pronto-Socorro Adulto

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Estes flashcards cobrem rotinas, protocolos de atendimento e procedimentos de enfermagem em pronto-socorro adulto, voltados para estudantes e profissionais da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Classificação de Risco (Manchester)
Triagem baseada em sintomas e sinais vitais que prioriza o atendimento por cores: Vermelho (imediato), Laranja (10 min), Amarelo (60 min), Verde (120 min) e Azul (240 min).
Protocolo de Sepse
Identificação precoce de disfunção orgânica (qSOFA/SOFA), coleta de hemoculturas e lactato, início de antibiótico de amplo espectro na 1ª hora e ressuscitação volêmica se hipotensão.
Protocolo de IAM (Dor Torácica)
Realização e interpretação de ECG em até 10 minutos da admissão, monitorização cardíaca, oxigênio se SatO2 < 90%, punção venosa e administração precoce de AAS.
Protocolo de AVC Isquêmico
Aplicação da escala de Cincinnati/NIHSS, TC de crânio sem contraste em até 20 minutos e avaliação médica para trombólise em janela terapêutica de até 4,5 horas.
Escala de Coma de Glasgow (ECG-P)
Avaliação do nível de consciência analisando abertura ocular (1-4), resposta verbal (1-5), resposta motora (1-6) e reatividade pupilar (subtrai 0-2).
SBAR na Passagem de Plantão
Ferramenta de comunicação estruturada composta por Situação (S), Breve histórico (B), Avaliação atual (A) e Recomendação (R).
Evolução de Enfermagem (SOAP)
Registro clínico composto por Subjetivo (relato do paciente), Objetivo (sinais e exame físico), Avaliação (diagnósticos de enfermagem) e Plano (condutas e cuidados).
Checagem do Carro de Emergência
Verificação diária do lacre, validade de drogas, teste funcional do desfibrilador/cardioversor, presença de lâminas de laringoscópio, tubos e oxigênio.
Parada Cardiorrespiratória (PCR) - Ritmos Chocáveis
Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP); conduta imediata com desfibrilação rápida e compressões contínuas.
Parada Cardiorrespiratória (PCR) - Ritmos Não Chocáveis
Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e Assistolia; conduta imediata com RCP de alta qualidade e Epinefrina precoce.
Compressões Torácicas de Alta Qualidade
Frequência de 100 a 120/min, profundidade de 5 a 6 cm no adulto, permitir retorno total do tórax e minimizar interrupções.
Papel do Enfermeiro na PCR
Liderança ou coordenação da equipe, gestão do tempo de ciclos e drogas, garantia de vias aéreas ou suporte avançado e checagem de pulso.
Atropina na Bradicardia Instável
Primeira droga de escolha (1 mg em bólus a cada 3-5 minutos, máximo de 3 mg) em pacientes com sinais de choque, síncope ou dor torácica.
Amiodarona na PCR
Antiarrítmico indicado em FV/TVSP refratária após o 3º choque (1ª dose 300 mg em bólus; 2ª dose 150 mg).
Sequência Rápida de Intubação (SRI) - Etapas
Sete passos: Preparação, Pré-oxigenação, Pré-tratamento, Paralisia com sedação, Posicionamento, Passagem do tubo e Pós-intubação.
Checagem pós-intubação traqueal
Ausculta em 5 pontos (epigástrio, bases pulmonares e ápices), capnografia de onda e confirmação por radiografia de tórax.
Cuidados na Sedação Contínua
Monitorização de parâmetros ventilatórios, aplicação da escala RASS, controle pressórico e protocolo diário de despertar quando indicado.
Balanço Hídrico no PS
Registro rigoroso e horário do total de líquidos infundidos (soros, drogas, dieta) versus eliminados (diurese, drenos, vômitos, perdas).
Hipotensão Permissiva no Trauma
Estratégia de ressuscitação volêmica restritiva para manter PAS entre 80-90 mmHg até o controle cirúrgico da hemorragia, exceto em TCE.
Atendimento Inicial ao Trauma (ABCDE)
A: Vias aéreas e coluna cervical; B: Respiração; C: Circulação e hemorragias; D: Disfunção neurológica; E: Exposição e prevenção de hipotermia.
Colar Cervical e Prancha Rígida
Dispositivos para restrição de movimento da coluna no politraumatizado; a prancha deve ser removida assim que o paciente estiver em leito seguro.
Punção Intraóssea (IO)
Via de emergência indicada quando o acesso venoso periférico falha ou é inviável em pacientes críticos, comumente na tíbia proximal.
Sinais Vitais e Índices de Alerta (NEWS)
Escore que quantifica o risco de deterioração clínica rápida através de FC, FR, PA, temperatura, saturação e nível de consciência.
Oxigenoterapia de Emergência
Titulação de FiO2 com base na oximetria de pulso, visando saturação de 92-96% no adulto comum e 88-92% no retentor de CO2 (DPOC).
Pneumotórax Hipertensivo - Identificação
Ausência de murmúrio vesicular unilateral, desvio de traqueia, hipotensão e turgência jugular; emergência com descompressão imediata por punção.
Prevenção de Lesão por Pressão em Macas
Mudança de decúbito assistida, uso de coxins e transferência rápida para leito adequado assim que o paciente é estabilizado.
Controle de Hemorragias com Torniquete
Aplicação em sangramento exanguinante em extremidades quando a pressão direta falha; anotar horário da colocação e não afrouxar no PS.
Infusão de Drogas Vasoativas (Noradrenalina)
Uso exclusivo em bomba de infusão, preferencialmente por acesso venoso central, com monitorização contínua de PA invasiva ou PANI a cada 15 min.
Prevenção de Extravasamento de Drogas Vesicantes
Checagem de refluxo de sangue antes da infusão periférica, vigilância local constante e interrupção imediata a qualquer sinal de edema ou dor.
Manejo da Cetoacidose Diabética (CAD)
Hidratação venosa vigorosa, infusão de insulina regular em bomba contínua, reposição de potássio e controle rigoroso de glicemia capilar horária.
Cuidados com Cateter Venoso Central (CVC)
Curativo oclusivo estéril com clorexidina alcoólica a 0,5-2%, desinfecção de conexões antes do uso e troca de equipes conforme protocolo.
Passagem de Sonda Vesical de Demora (SVD)
Procedimento estéril indicado para monitorização rigorosa de débito urinário em choque; insuflar balonete apenas com água destilada.
Passagem de Sonda Nasogástrica/Entero (SNG/SNE)
Descompressão gástrica em intoxicações ou obstruções e nutrição; teste de ausculta e confirmação radiológica obrigatória para posicionamento.
Protocolo de Manejo de Intoxicação Exógena
Identificação do agente, lavagem gástrica se < 1-2 horas e sem contraindicação, carvão ativado em dose única e antídotos específicos.
Antídoto para Opioides (Naloxona)
Administração fracionada EV de 0,4 a 2 mg diante de depressão respiratória grave e miose associadas ao uso de narcóticos.
Antídoto para Benzodiazepínicos (Flumazenil)
Uso criterioso EV para reversão de depressão respiratória, com cautela pelo risco de desencadear crises convulsivas em usuários crônicos.
Isolamento de Contato no Pronto-Socorro
Uso obrigatório de avental e luvas para atendimento de pacientes com microrganismos multirresistentes ou infecções entéricas (ex. C. difficile).
Isolamento Respiratório para Aerossóis
Uso de máscara N95/PFF2 pela equipe, quarto com pressão negativa quando disponível e máscara cirúrgica no paciente suspeito (ex. Tuberculose).
Isolamento para Gotículas
Uso de máscara cirúrgica a menos de 1 metro do paciente com suspeita de meningite meningocócica ou influenza.
Protocolo de Delirium no Paciente Crítico
Avaliação pelo CAM-ICU, correção de fatores precipitantes (hipóxia, dor, privação de sono) e evitar contenção física desnecessária.
Contenção Mecânica Segura
Indicação médica para risco de auto/heteroagressão ou perda de dispositivos; requer checagem de pulsos e perfusão periférica a cada 1-2 horas.
Prevenção de Quedas no PS
Identificação de risco com pulseira, manutenção de grades do leito/maca elevadas e auxílio obrigatório na deambulação.
Transfusão Sanguínea de Emergência
Conferência dupla à beira-leito dos dados da bolsa e do paciente, aferição de sinais vitais pré/pós e monitorização de reações transfusionais.
Protocolo de Transfusão Maciça
Liberação rápida e infusão balanceada de hemácias, plasma fresco e plaquetas na proporção 1:1:1 para pacientes em choque hemorrágico grave.
Manejo da Crise Convulsiva Ativa
Proteção da cabeça, posicionamento lateralizado, aspiração de vias aéreas, oxigênio suplementar e Diazepam ou Midazolam EV/retal precoce.
Aferição de Pressão Venosa Central (PVC)
Mensuração em coluna d'água ou transdutor conectado ao lúmen distal do CVC, zerado na linha axilar média (4º espaço intercostal).
Coleta de Hemoculturas em Febre/Sepse
Antissepsia rigorosa da pele com clorexidina, coleta de 2 pares de sítios venosos diferentes antes da primeira dose de antibiótico.
Cuidados com Dreno de Tórax em Selo d'Água
Manter o frasco sempre abaixo do tórax, observar oscilação e borbulhamento, não pinçar durante o transporte a menos que orientado.
Notificação Compulsória Imediata
Comunicação em até 24 horas à vigilância epidemiológica de agravos como botulismo, cólera, raiva, sarampo e violência interpessoal.
Transferência Interna/Externa de Paciente Crítico
Acompanhamento obrigatório por enfermeiro e médico, com monitor portátil, ventilador mecânico de transporte e drogas de emergência.

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