Enfermagem Geral

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Este conjunto cobre procedimentos e intervenções de enfermagem passo a passo, sendo ideal para estudantes e profissionais da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Cartões · 52

Higienização simples das mãos
Molhar as mãos, aplicar sabão líquido, friccionar palmas, dorso, espaços interdigitais, polegares, articulações e punhos por 40-60 segundos, enxaguar e secar com papel-toalha descartável.
Aferição da pressão arterial
Posicionar a braçadeira 2 a 3 cm acima da fossa cubital, palpar o pulso braquial, insuflar até o desaparecimento do pulso mais 30 mmHg, desinsuflar lentamente e identificar a fase I (sistólica) e fase V (diastólica) de Korotkoff.
Verificação da frequência respiratória
Contar as incursões respiratórias por 60 segundos observando a expansão torácica, sem avisar previamente o paciente para evitar alterações voluntárias no padrão respiratório.
Aferição da temperatura axilar
Secar a axila do paciente, posicionar a ponta do termômetro no centro da cavidade axilar, manter o braço aduzido contra o tórax e aguardar o sinal sonoro ou 3 a 5 minutos antes da leitura.
Punção venosa periférica
Garrotear o membro, selecionar a veia, realizar antissepsia alcoólica a 70%, puncionar em ângulo de 15 a 30 graus com bisel para cima, observar refluxo sanguíneo, avançar o cateter, retirar garrote e fixar o dispositivo.
Administração de medicação via intramuscular (glúteo)
Dividir o glúteo em quatro quadrantes, aplicar no quadrante superior externo com agulha a 90 graus, aspirar para checar ausência de retorno venoso, injetar o fármaco lentamente e retirar a agulha com compressão leve.
Administração de medicação via subcutânea
Realizar prega cutânea no abdômen ou braço, introduzir a agulha em ângulo de 90 graus (ou 45 graus com agulhas longas), injetar a solução sem aspirar caso seja heparina, soltar a prega e retirar a agulha.
Sondagem nasogástrica (SNG)
Medir do ápice do nariz ao lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, lubrificar o tubo, introduzir pela narina pedindo deglutição, confirmar posicionamento via aspiração de suco gástrico ou teste de ausculta e fixar.
Sondagem vesical de alívio feminina
Posicionar em decúbito dorsal ginecológico, paramentar com técnica estéril, realizar antissepsia dos pequenos e grandes lábios, afastar os lábios, introduzir sonda lubrificada no meato até drenar urina e retirar ao término.
Sondagem vesical de demora masculina
Paramentar em técnica estéril, antissepsia peniana, injetar gel de lidocaína na uretra, tracionar o pênis a 90 graus, introduzir a sonda Foley até a bifurcação, insuflar o balonete com água destilada e tracionar suavemente.
Curativo simples em ferida cirúrgica limpa
Higienizar as mãos, calçar luvas de procedimento, remover curativo antigo, calçar luvas estéreis, irrigar a lesão com soro fisiológico a 0,9%, secar as bordas com gaze estéril, ocluir e fixar com fita microporosa.
Aspiração de secreção em cânula de traqueostomia
Pré-oxigenar o paciente, calçar luvas estéreis, introduzir a sonda conectada ao vácuo sem sucção até encontrar leve resistência, tracionar 1 cm e aspirar rotacionando a sonda por no máximo 10 a 15 segundos.
Coleta de sangue venoso a vácuo
Garrotear o membro, fazer antissepsia, fixar a veia tracionando a pele, inserir agulha acoplada ao adaptador em ângulo de 15 a 30 graus, acoplar os tubos na ordem correta, homogeneizar por inversão e remover o garrote.
Teste de glicemia capilar
Higienizar o dedo com água e sabão ou álcool a 70% deixando secar, realizar punção com lanceta na lateral da polpa digital, desprezar a primeira gota de sangue, aproximar a tira reagente da segunda gota e ler o resultado.
Oxigenoterapia via cateter nasal tipo óculos
Verificar prescrição da vazão, conectar a extensão ao fluxômetro com umidificador, introduzir as cânulas nas narinas voltadas para baixo e fixar a tubulação ao redor das orelhas ajustando abaixo do queixo.
Instalação de dieta enteral fechada
Checar prescrição e integridade da bolsa, posicionar a cabeceira elevada a 30-45 graus, conectar o equipo ao frasco, preencher a câmara de gotejamento, conectar à sonda do paciente e regular o fluxo na bomba de infusão.
Lavagem gástrica em intoxicação aguda
Introduzir sonda calibrosa oral/nasal, conectar seringa de 50 ml ou equipo, infundir alíquotas de 200 a 300 ml de soro fisiológico morno, sifonar ou aspirar o conteúdo e repetir até retorno de efluente límpido.
Aplicação de bolsa de gelo (crioterapia)
Encher a bolsa com gelo até 2/3 da capacidade, retirar o excesso de ar, fechar hermeticamente, envolver com toalha ou fronha de tecido e aplicar sobre a área indicada por no máximo 20 minutos seguidos.
Realização de banho no leito
Manter privacidade e aquecimento, lavar rosto sem sabão, seguir em ordem céfalo-caudal higienizando tronco, membros superiores, abdômen, membros inferiores, decúbito dorsal para o dorso e por último região íntima.
Mudança de decúbito preventiva (LPP)
Mobilizar o paciente com auxílio de lençol móvel alternando entre decúbito dorsal e lateral a 30 graus a cada duas horas, posicionando coxins sob proeminências ósseas e mantendo lençóis esticados e secos.
Enema evacuativo (clister)
Posicionar o paciente em decúbito de Sims (lateral esquerdo), lubrificar a sonda retal, introduzir cerca de 7 a 10 cm no ânus apontando para o umbigo, infundir a solução lentamente e orientar a retenção por 5 a 10 minutos.
Troca de bolsa de colostomia
Descolar a placa suavemente de cima para baixo tracionando a pele, limpar o estoma e a pele periestoma com gaze e água morna, secar totalmente, medir o diâmetro da estoma, recortar a placa no tamanho exato e colar firme.
Realização de eletrocardiograma (ECG de 12 derivações)
Limpar a pele, posicionar eletrodos periféricos nos quatro membros e os precordiais nos pontos anatômicos V1 a V6, orientar o paciente a ficar imóvel sem falar e acionar o traçado no aparelho.
Desfibrilação manual em PCR (FV/TV sem pulso)
Ligar o desfibrilador, selecionar carga adequada, aplicar gel condutor nas pás, posicionar no ápice e esterno, carregar, conferir afastamento total da equipe gritando 'afaste-se' e disparar o choque imediatamente.
Ressuscitação cardiopulmonar (RCP) no adulto
Chamar ajuda e desfibrilador, posicionar as mãos sobre a metade inferior do esterno, comprimir forte e rápido (100-120 bpm, profundidade de 5 a 6 cm) permitindo o retorno do tórax, intercalando 30 compressões com 2 ventilações.
Manobra de Heimlich em paciente consciente
Posicionar-se atrás da vítima, envolver o abdômen com os braços, posicionar uma mão fechada com o polegar entre o umbigo e o apêndice xifoide, segurar com a outra mão e puxar vigorosamente para dentro e para cima.
Instalação de colar cervical rígido
Estabilizar manualmente a coluna cervical alinhando a cabeça, mensurar a distância entre o músculo trapézio e a mandíbula para escolher o tamanho correto, deslizar a parte posterior por trás do pescoço e fechar a tira de velcro.
Retirada de pontos cirúrgicos
Fazer antissepsia local, segurar a extremidade do nó com pinça dente de rato, tracionar suavemente para cima, cortar o fio rente à pele logo abaixo do nó com tesoura de Spencer e puxar no sentido da cicatriz.
Aplicação de heparina sódica profilática
Selecionar região periumbilical respeitando distância de 5 cm do umbigo, realizar antissepsia, fazer prega cutânea firme, introduzir agulha a 90 graus, injetar a dose sem aspirar, retirar a agulha e não massagear o local.
Instalação de hemoderivados (concentrado de hemácias)
Conferir dupla checagem dos dados do paciente e bolsa, aferir sinais vitais prévios, utilizar equipo com filtro próprio exclusivo, iniciar infusão lenta nos primeiros 15 minutos monitorando reações e concluir em até 4 horas.
Irrigação vesical contínua
Conectar a bolsa de solução fisiológica de 3000 ml ao equipo em Y, acoplar à via de irrigação da sonda de três vias, abrir o fluxo e regular a velocidade de gotejamento observando a coloração do efluente no coletor.
Aspiração de vias aéreas por tubo orotraqueal (TOT)
Calçar luvas estéreis, conectar sonda de aspiração ao circuito a vácuo, introduzir sem sucção até a marca prescrita, acionar a válvula ocluindo com o polegar, tracionar a sonda com movimentos giratórios em até 10 segundos.
Preparo e administração de medicação via endovenosa em bólus
Conferir a prescrição, reconstituir e aspirar a medicação em seringa estéril, fazer antissepsia do conector sem agulha, conectar a seringa, aspirar para checar retorno venoso, infundir o fármaco lentamente e 'lavar' com SF 0,9%.
Realização de teste rápido para HIV/Sífilis
Higienizar a polpa digital, puncionar com lanceta, coletar o volume exato de sangue com micropipeta, aplicar no poço da amostra da fita de teste, adicionar o número prescrito de gotas de tampão e ler no tempo estipulado.
Tricotomia pré-operatória
Realizar o procedimento o mais próximo possível do horário cirúrgico, preferencialmente utilizando tricotomizador elétrico com lâmina descartável de corte rente, sem friccionar lâminas manuais para não lesar a pele.
Higienização oral em paciente entubado
Posicionar cabeceira elevada a 30-45 graus, aspirar secreções orofaríngeas, insuflar o balonete da cânula se necessário, escovar dentes e língua com clorexidina a 0,12% em swab, aspirar o excesso de líquido e hidratar lábios.
Passagem de cateterismo vesical permanente em sistema fechado
Montar campo estéril, testar o balão da sonda com água destilada, conectar previamente o sistema à bolsa coletora fechada, realizar antissepsia rigorosa, introduzir no meato uretral, insuflar balão e tracionar delicadamente.
Administração de medicação oftálmica (colírio)
Inclinar a cabeça do paciente para trás, tracionar a pálpebra inferior para baixo formando um fundo de saco, instilar a gota sem encostar a ponta do frasco no olho, orientar a fechar os olhos suavemente e comprimir o canto interno.
Descarte seguro de materiais perfurocortantes
Descartar imediatamente após o uso agulhas e bisturis sem reencapar manualmente em caixa coletora de perfurocortantes rígida (Descarpack), preenchendo até a linha limite máxima pontilhada indicada na embalagem.
Instalação de ventilação mecânica não invasiva (VNI)
Explicar o procedimento ao paciente para reduzir ansiedade, escolher a máscara facial de tamanho adequado, fixar o arnês na cabeça sem aperto excessivo para evitar lesões de pele e conectar ao circuito do ventilador.
Punção de reservatório venoso totalmente implantado (Port-a-Cath)
Realizar assepsia cirúrgica estéril, palpar e estabilizar as bordas do reservatório com os dedos, puncionar o centro da membrana em ângulo reto de 90 graus com agulha tipo Huber até atingir a base metálica e aspirar sangue.
Curativo de fixação de Cateter Venoso Central (CVC)
Paramentar-se com máscara e luvas estéreis, remover cobertura antiga, realizar antissepsia ampla do sítio de inserção com clorexidina alcoólica a 2% em movimentos de vaivém por 30 segundos, secar e ocluir com película transparente.
Administração de medicamentos via sonda nasoenteral (SNE)
Confirmar posicionamento da sonda, triturar e diluir comprimidos separadamente em água estéril, pausar a dieta enteral, lavar a sonda com 20 ml de água antes, infundir o fármaco lentamente e lavar novamente com 20 ml ao final.
Cuidado pós-morte (tamponamento e preparo do corpo)
Posicionar o corpo em decúbito dorsal plano, fechar os olhos, retirar próteses/tubos conforme protocolo local, realizar tamponamento discreto de orifícios naturais com algodão hidrófobo, alinhar membros e identificar o corpo.
Administração de medicação otológica
Aquecer o frasco com as mãos para evitar vertigem, posicionar a cabeça de lado, puxar o pavilhão auricular para cima e para trás (adultos), instilar as gotas na parede do canal auditivo e manter a posição por 3 a 5 minutos.
Controle de balanço hídrico diário
Registrar rigorosamente ao longo do plantão todos os volumes líquidos administrados (orais, venosos, dietas) e eliminados (diurese, drenos, vômitos, fezes líquidas), somando e subtraindo totais a cada 24 horas.
Desmame da cânula de traqueostomia (decanulação)
Aspirar vias aéreas superiores e traqueia, desinsuflar o cuff sob supervisão, testar tolerância ocluindo a cânula temporariamente, retirar os cadarços de fixação, tracionar suavemente a cânula e aplicar curativo oclusivo seco.
Desobstrução de via aérea com cânula de Guedel
Medir a distância entre o canto da boca e o lóbulo da orelha, introduzir a cânula na cavidade oral com a concavidade voltada para cima (céu da boca) e girar 180 graus ao ultrapassar a língua para posicionamento anatômico.
Prevenção de hipotermia perioperatória
Avaliar temperatura corporal central basal, aplicar sistema de aquecimento ativo com manta térmica de ar forçado aquecido na sala cirúrgica e infundir soluções venosas e hemocomponentes previamente aquecidos a 37 graus.
Drenagem de tórax em selo d'água (cuidados do sistema)
Garantir o preenchimento do frasco com SF 0,9% estéril acima do tubo pescador, manter o frasco sempre abaixo do nível do tórax do paciente, checar oscilação da coluna líquida na respiração e inspecionar presença de bolhas.
Aplicação de compressa úmida e morna
Umedecer compressa ou toalha limpa em água morna (temperatura confortável testada no antebraço), torcer o excesso de líquido, aplicar sobre a área indicada cobrindo com toalha seca para reter o calor por 15 a 20 minutos.
Instalação de contenção mecânica no leito
Aplicar faixas acolchoadas nos punhos e tornozelos fixando-as sempre na estrutura articulável da cama (nunca nas grades móveis), deixando espaço de um a dois dedos de folga e reavaliando perfusão periférica a cada hora.

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