Epidemiologia

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Conceitos fundamentais de epidemiologia, abrangendo indicadores de saúde e estudos populacionais para estudantes de medicina e saúde pública.

55 cartões Português Nível: Ensino superior Saúde pública e SUS Publicado
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Epidemiologia
Estudo da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em populações específicas e sua aplicação no controle de problemas de saúde.
Saúde pública
Conjunto de medidas organizadas pela sociedade para promover, proteger e recuperar a saúde coletiva e prevenir agravos.
Incidência
Número de casos novos de uma doença que ocorrem em uma população sob risco durante um intervalo de tempo determinado.
Prevalência
Proporção de indivíduos de uma população que apresentam determinada doença ou condição em um ponto específico ou período do tempo.
Taxa de ataque
Tipo de taxa de incidência calculada para uma população restrita e exposta a um fator durante um curto período, comum em surtos.
Morbidade
Variável que descreve a frequência e a distribuição de doenças e agravos em uma população em dado período.
Mortalidade geral
Proporção de mortes por todas as causas ocorridas em uma população ao longo de um determinado período, geralmente anual.
Mortalidade proporcional
Fração de todos os óbitos de uma população atribuível a uma causa, faixa etária ou categoria específica.
Letalidade
Proporção de pessoas com determinada doença que morrem em decorrência direta dela, medindo a gravidade da afecção.
Endemia
Presença habitual e contínua de uma doença ou agente infeccioso em uma área geográfica ou população definida.
Epidemia
Ocorrência de casos de uma doença com frequência claramente superior à expectativa habitual em uma comunidade ou região.
Surto
Epidemia restrita a um espaço geográfico delimitado e pequeno, como uma escola, hospital ou bairro, com início súbito.
Pandemia
Epidemia de grandes proporções que se dissemina amplamente por vários continentes ou pelo mundo inteiro.
Tríade epidemiológica
Modelo clássico de causalidade de doenças infecciosas composto por agente etiológico, hospedeiro suscetível e meio ambiente.
Agente etiológico
Entidade biológica, química ou física cuja presença ou ausência é necessária para o desenvolvimento de uma doença.
Hospedeiro
Organismo simples ou complexo que oferece subsistência ou alojamento a um agente infeccioso sob condições naturais.
Vetor
Organismo intermediário, frequentemente um artrópode, que transporta o agente patogênico de um hospedeiro infectado para outro suscetível.
Reservatório
Qualquer ser humano, animal, artrópode, planta ou matéria inanimada onde um agente infeccioso vive, se multiplica e do qual depende para sobreviver.
Portador são
Indivíduo infectado que alberga o agente patogênico e pode transmiti-lo a terceiros, sem manifestar sinais clínicos da doença.
Período de incubação
Intervalo de tempo entre a exposição inicial ao agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos da doença.
Período de latência
Intervalo entre a infecção ou exposição inicial e o início do período de transmissibilidade do agente.
Período de transmissibilidade
Intervalo durante o qual um agente infeccioso pode ser transferido de uma pessoa infectada para outro indivíduo ou vetor.
Número básico de reprodução (R0)
Número médio de casos secundários causados por um indivíduo infectado em uma população totalmente suscetível.
Número efetivo de reprodução (Rt)
Número médio de transmissões secundárias provocadas por um infectado em um momento com indivíduos imunes e intervenções ativas.
Imunidade de rebanho
Proteção indireta contra uma doença infecciosa adquirida quando uma proporção suficiente da população desenvolve imunidade.
Fator de risco
Característica, condição ou hábito mensurável associado estatisticamente a uma maior probabilidade de desenvolvimento de um agravo.
Fator de proteção
Atributo ou exposição que reduz a probabilidade de ocorrência de uma determinada doença ou desfecho desfavorável.
Vigilância epidemiológica
Coleta, análise e interpretação contínua e sistemática de dados de saúde essenciais para o planejamento de intervenções.
Notificação compulsória
Comunicação obrigatória à autoridade sanitária sobre a suspeita ou confirmação de certas doenças, agravos ou eventos de saúde pública.
História natural da doença
Evolução temporal completa de um processo patológico desde a exposição aos fatores causais até a cura, cronicidade ou óbito, sem intervenção médica.
Prevenção primária
Ações direcionadas a indivíduos sadios para evitar a instalação da doença por meio da remoção de causas ou imunização.
Prevenção secundária
Detecção e tratamento precoces de afecções em indivíduos assintomáticos, visando deter ou retardar a evolução do agravo.
Prevenção terciária
Medidas de reabilitação e limitação de incapacidades em indivíduos com doenças clínicas crônicas estabelecidas.
Prevenção quaternária
Ações que visam identificar pessoas em risco de sobrediagnóstico e sobretratamento para protegê-las de intervenções médicas excessivas.
Sensibilidade
Capacidade de um teste diagnóstico identificar corretamente os indivíduos verdadeiramente portadores da condição pesquisada.
Especificidade
Capacidade de um teste diagnóstico identificar corretamente os indivíduos verdadeiramente sadios para a condição pesquisada.
Valor preditivo positivo (VPP)
Proporção de indivíduos com resultado positivo no teste diagnóstico que efetivamente possuem a doença investigada.
Valor preditivo negativo (VPN)
Proporção de indivíduos com resultado negativo no teste diagnóstico que efetivamente não possuem a doença investigada.
Rastreamento (screening)
Aplicação sistemática de testes ou exames em pessoas assintomáticas para identificar condições subclínicas em fase inicial.
Estudo transversal
Delineamento observacional que analisa a exposição e o desfecho simultaneamente em uma população em um ponto único do tempo.
Estudo de coorte
Estudo observacional longitudinal no qual grupos definidos por diferentes exposições são acompanhados no tempo para comparar a ocorrência do desfecho.
Estudo de caso-controle
Delineamento retrospectivo que compara indivíduos com a doença (casos) e sem a doença (controles) quanto à exposição passada a fatores suspeitos.
Ensaio clínico randomizado
Estudo experimental com alocação aleatória de participantes entre grupos de intervenção e controle para avaliar a eficácia terapêutica.
Estudo ecológico
Delineamento observacional cujas unidades de análise são grupos populacionais ou regiões agregadas, e não indivíduos isolados.
Falácia ecológica
Erro lógico que ocorre ao inferir relações causais no nível individual com base unicamente em associações observadas em nível agregado.
Risco relativo (RR)
Razão entre a incidência da doença no grupo exposto e a incidência no grupo não exposto, usada principalmente em estudos de coorte.
Razão de chances (Odds Ratio - OR)
Medida de associação que calcula a razão entre as chances de exposição nos casos e as chances de exposição nos controles.
Risco atribuível
Diferença entre o risco da doença nos expostos e nos não expostos, representando o excesso absoluto de risco devido ao fator.
Viés de seleção
Distorção sistemática nos resultados devida a procedimentos inadequados na inclusão ou retenção de participantes nos grupos de estudo.
Viés de informação (aferição)
Erro sistemático decorrente de diferenças ou imprecisões na mensuração da exposição ou dos desfechos entre os grupos comparados.
Fator de confusão
Variável externa associada tanto à exposição quanto ao desfecho, sem ser um elo na cadeia causal entre ambos, distorcendo o efeito real.
Critérios de Bradford Hill
Conjunto de nove princípios usados para avaliar se uma associação observada entre exposição e efeito tem plausibilidade de ser causal.
Força de associação
Critério de Hill que expressa a magnitude do risco medido; associações de grande magnitude são menos prováveis de decorrer apenas de vieses.
Temporalidade
Critério essencial de causalidade que exige que a exposição preceda obrigatoriamente no tempo a ocorrência do desfecho de saúde.
Gradiente biológico (dose-resposta)
Evidência causal caracterizada pela constatação de que o aumento progressivo na dose ou tempo de exposição eleva o risco da doença.

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