Exame de Papanicolau
Este conjunto aborda o exame de Papanicolau, incluindo instrumentais, etapas do procedimento e preparo, sendo ideal para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 50
- Objetivo do exame de Papanicolau
- Rastrear lesões precursoras do câncer do colo do útero e diagnosticar infecções vaginais.
- Público-alvo prioritário no Brasil
- Mulheres ou pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já iniciaram atividade sexual.
- Periodicidade recomendada pelo Ministério da Saúde
- Anual no início; após dois exames normais consecutivos, o intervalo passa a ser a cada 3 anos.
- Preparo: Relações sexuais
- Evitar contato sexual nas 48 horas anteriores ao exame, mesmo com preservativo.
- Preparo: Duchas e medicamentos vaginais
- Não usar duchas íntimas, pomadas, cremes ou óvulos vaginais por 48 horas antes da coleta.
- Preparo: Período menstrual
- Não realizar o exame durante a menstruação; aguardar no mínimo 5 dias após o término do sangramento.
- Especulo vaginal de Collins
- Instrumento articulado (descartável ou metálico) para afastar as paredes vaginais e expor o colo uterino.
- Espátula de Ayre
- Espátula de madeira ou plástico utilizada para coletar material celular da ectocérvice por rotação.
- Escova endocervical
- Escovinha cônica inserida no canal cervical para obter células da endocérvice por leve rotação.
- Lâmina de vidro com extremidade fosca
- Superfície onde a amostra citológica é espalhada e identificada com as iniciais da paciente.
- Fixador citológico em spray (álcool a 96% ou polietilenoglicol)
- Solução borrifada sobre a lâmina imediatamente após o esfregaço para preservar a estrutura celular.
- Tubo com álcool a 70% ou 96%
- Frasco de transporte usado na fixação úmida para imersão direta da lâmina logo após a coleta.
- Caixa porta-lâminas
- Recipiente rígido e seguro para transportar a lâmina até o laboratório de citopatologia.
- Líquido conservante para citologia em base líquida
- Frasco com solução conservante onde as pontas dos coletores são inseridas na citologia em meio líquido.
- Mesa ginecológica
- Mesa articulada com perneiras que permite posicionar a paciente em posição ginecológica.
- Foco de luz ginecológico
- Fonte luminosa direcionável essencial para a visualização clara da cavidade vaginal e colo do útero.
- Luvas de procedimento
- Equipamento de proteção individual descartável para a realização do exame e biossegurança.
- Lençol ou avental descartável
- Proteção descartável para cobrir a maca e manter a privacidade e o conforto da paciente.
- Etapa 1: Acolhimento e anamnese
- Entrevista inicial para coletar histórico ginecológico, DUM, queixas e esclarecer dúvidas.
- Etapa 2: Identificação da lâmina
- Anotar o nome ou código da paciente a lápis grafite na borda fosca antes de iniciar o procedimento.
- Etapa 3: Posicionamento da paciente
- Colocação da mulher na posição ginecológica (litotômica) com as pernas apoiadas nas perneiras.
- Etapa 4: Inspeção da genitália externa
- Exame visual de vulva, períneo e ânus em busca de lesões, verrugas, secreções ou inflamações.
- Etapa 5: Escolha do espéculo
- Seleção do tamanho adequado (P, M ou G) conforme a anatomia, paridade e porte da paciente.
- Etapa 6: Lubrificação do espéculo
- Umedecer com soro fisiológico ou água morna se necessário; não usar géis para não alterar a amostra.
- Etapa 7: Introdução do espéculo
- Inserção oblíqua (45 graus), inclinando para baixo, girando para a horizontal e abrindo suavemente.
- Etapa 8: Visualização do colo uterino
- Inspeção direta da cérvice para identificar a mucosa, presença de corrimento ou lesões visíveis.
- Ectocérvice
- Parte externa do colo uterino visível na vagina, revestida por epitélio escamoso estratificado.
- Endocérvice
- Canal interno que liga o colo à cavidade uterina, revestido por epitélio colunar simples mucíparo.
- Junção Escamo-Colunar (JEC)
- Linha de transição entre os epitélios onde ocorre a imensa maioria das lesões neoplásicas.
- Zona de transformação
- Área do colo onde ocorrem processos de metaplasia e foco principal da amostragem citológica.
- Etapa 9: Coleta ectocervical
- Apoio da extremidade anatômica da espátula de Ayre no orifício externo com rotação de 360 graus.
- Etapa 10: Esfregaço da amostra ectocervical
- Dispersão uniforme do material na metade transversal da lâmina em movimento contínuo e suave.
- Etapa 11: Coleta endocervical
- Introdução delicada da escova endocervical no canal e rotação suave de 90 a 180 graus.
- Etapa 12: Esfregaço da amostra endocervical
- Rolamento da escova ao longo do restante da lâmina para transferir as células sem rompê-las.
- Etapa 13: Fixação imediata
- Aplicação do fixador em spray a 20 cm de distância ou imersão em álcool em até 15 segundos.
- Consequência de fixação tardia
- Artefato de dessecação celular pelo ar, inviabilizando a leitura citopatológica correta.
- Etapa 14: Retirada do espéculo
- Desbloqueio do parafuso e fechamento parcial das valvas ao recuar, evitando pinçar as paredes vaginais.
- Etapa 15: Conclusão e orientações
- Ajuda à paciente para levantar-se e instruções sobre o prazo de entrega e retorno com o resultado.
- Formulário de requisição citopatológica
- Documento clínico que acompanha a amostra com dados de identificação, DUM e histórico médico.
- Citologia em base líquida: Coleta
- As amostras ecto e endocervical são imersas e agitadas diretamente no frasco de conservante líquido.
- Vantagem da citologia em base líquida
- Redução de sangue, muco e debris na lâmina final e possibilidade de testagem molecular para HPV.
- Adequabilidade da amostra: Satisfatória
- Apresenta células escamosas suficientes e bem preservadas, preferencialmente com representação da JEC.
- Adequabilidade da amostra: Insatisfatória
- Material escasso, ressecado, hemorrágico ou purulento que impede a avaliação, exigindo repetição.
- Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US)
- Alterações leves nas células escamosas com probabilidade de estarem associadas a processos benignos.
- Lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL)
- Alterações citológicas leves geralmente associadas à infecção transitória pelo HPV.
- Lesão intraepitelial de alto grau (HSIL)
- Grau avançado de alterações pré-malignas que requer encaminhamento urgente para colposcopia.
- Papel do HPV no colo uterino
- Agente etiológico obrigatório para o surgimento de lesões pré-cancerosas e carcinoma cervical.
- Pinça de Cheron
- Pinça longa com algodão usada para retirar excesso de muco ou secreção antes da coleta celular.
- Uso de gazes ou algodão
- Materiais usados para secar delicadamente corrimentos profusos sem raspar o epitélio do colo.
- Descarte seguro de materiais
- Eliminação de itens descartáveis em lixeira de resíduo infectante (saco branco leitoso).