Farmacologia Aplicada à Enfermagem
Estudo dos conceitos fundamentais de farmacologia aplicados à enfermagem, incluindo definições de fármacos, vias de administração e farmacocinética.
Cartões · 54
- Farmacologia
- Ciência que estuda as propriedades dos fármacos e a interação entre substâncias químicas e os organismos vivos.
- Fármaco
- Substância química pura, de estrutura definida, com atividade biológica conhecida, utilizada para fins terapêuticos.
- Medicamento
- Produto farmacêutico tecnicamente elaborado, contendo um ou mais fármacos e excipientes, com finalidade profilática, curativa ou paliativa.
- Droga
- Qualquer substância que, ao ser introduzida em um organismo vivo, modifica uma ou mais de suas funções fisiológicas ou psíquicas.
- Remédio
- Qualquer recurso ou prática empregada para aliviar ou curar um desconforto, dor ou doença, incluindo recursos não farmacológicos.
- Forma farmacêutica
- Estado físico final de apresentação de um medicamento para facilitar sua administração, absorção e dosagem segura.
- Excipiente
- Substância inerte adicionada aos medicamentos para dar volume, consistência, estabilidade ou facilitar a deglutição.
- Veículo
- Meio líquido inerte que carrega o princípio ativo em soluções, suspensões ou emulsões.
- Farmacocinética
- Estudo do caminho que o medicamento faz no organismo: processos de absorção, distribuição, biotransformação e excreção (ADME).
- Farmacodinâmica
- Estudo dos efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e seus mecanismos de ação no organismo.
- Absorção
- Passagem do fármaco do seu local de administração para a corrente sanguínea circulatória.
- Biodisponibilidade
- Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica de forma inalterada e a velocidade com que isso ocorre.
- Distribuição
- Transporte do fármaco pela corrente sanguínea para os tecidos, fluidos corporais e sítios de ação.
- Ligação a proteínas plasmáticas
- Interação reversível do fármaco com a albumina; apenas a fração livre exerce efeito farmacológico.
- Barreira hematoencefálica
- Estrutura capilar especializada do SNC que impede a passagem da maioria dos fármacos lipofóbicos ao cérebro.
- Biotransformação (Metabolismo)
- Alteração química do fármaco no organismo, principalmente pelo fígado, transformando-o em composto mais polar para excreção.
- Efeito de primeira passagem
- Metabolização precoce do fármaco pelo fígado antes de alcançar a circulação sistêmica, comum na via oral.
- Pró-fármaco
- Composto inativo que necessita ser biotransformado pelo organismo para se converter no metabólito ativo terapeuticamente.
- Excreção
- Eliminação do fármaco ou de seus metabólitos para fora do organismo, principalmente pela via renal ou biliar.
- Meia-vida (T1/2)
- Tempo necessário para reduzir pela metade a concentração plasmática de um determinado fármaco no organismo.
- Janela terapêutica
- Intervalo entre a dose mínima eficaz e a concentração máxima tolerada antes do surgimento de toxicidade.
- Índice terapêutico
- Relação entre a dose tóxica e a dose eficaz do fármaco; quanto menor o índice, maior o risco de toxicidade.
- Agonista
- Substância que se liga a um receptor celular, ativando-o e gerando uma resposta biológica mensurável.
- Antagonista
- Substância que se liga ao receptor sem ativá-lo, bloqueando ou diminuindo a ação de agonistas endógenos.
- Sinergismo
- Efeito combinado de dois ou mais medicamentos que resulta em uma resposta igual ou superior à soma dos efeitos individuais.
- Tolerância
- Diminuição progressiva do efeito de um fármaco após administrações repetidas, exigindo doses maiores para o mesmo efeito.
- Taquifilaxia
- Desenvolvimento rápido e agudo de tolerância que surge logo após poucas administrações sucessivas do fármaco.
- Efeito colateral
- Efeito não pretendido que surge paralelamente ao efeito terapêutico principal em doses habituais.
- Reação adversa a medicamento (RAM)
- Qualquer resposta nociva e involuntária que ocorre sob doses normalmente usadas no ser humano para terapia.
- Idiosincrasia
- Reação anormal e geneticamente determinada a um medicamento, não relacionada a dose ou alergia clássica.
- Via enteral
- Vias de administração que utilizam qualquer porção do trato gastrointestinal: oral, sublingual e retal.
- Via parenteral
- Administração de medicamentos sem passar pelo trato digestivo, principalmente por injeções endovenosa, intramuscular ou subcutânea.
- Via sublingual
- Absorção rápida pela mucosa sublingual, com acesso direto à circulação venosa sistêmica, evitando o fígado.
- Via endovenosa (EV)
- Injeção direta na corrente sanguínea com 100% de biodisponibilidade e efeito imediato, sem etapa de absorção.
- Via intramuscular (IM)
- Aplicação no tecido muscular profundo com absorção vascular rápida, adequada para volumes moderados e soluções aquosas ou oleosas.
- Via subcutânea (SC)
- Administração no tecido adiposo abaixo da derme, propiciando absorção lenta, contínua e constante de fármacos como a insulina.
- Via intradérmica (ID)
- Aplicação na camada superior da pele, utilizada prioritariamente para testes alérgicos e vacinas específicas como BCG.
- 9 certos da administração
- Diretrizes de segurança na enfermagem para prevenir erros de medicação antes, durante e após o procedimento.
- Paciente certo
- Confirmação ativa da identidade do indivíduo por nome completo e data de nascimento na pulseira antes da medicação.
- Medicamento certo
- Conferência rigorosa do rótulo da medicação com a prescrição médica em três etapas sucessivas do preparo.
- Via certa
- Garantia de que a medicação seja administrada exatamente pela via anatômica descrita na prescrição médica.
- Hora certa
- Administração do fármaco no horário previsto para manter concentrações plasmáticas terapêuticas contínuas.
- Dose certa
- Verificação cuidadosa da quantidade prescrita, realizando cálculos exatos de diluição e conversão de medidas.
- Registro certo
- Anotação imediata no prontuário do paciente contendo fármaco, dose, via, horário e assinatura de quem administrou.
- Ação certa
- Compreensão da indicação médica do fármaco para o diagnóstico e o quadro clínico atual do paciente.
- Forma certa
- Conferência de que a apresentação física administrada corresponde àquela apropriada para a via escolhida.
- Resposta certa
- Monitoramento clínico contínuo do paciente para avaliar se o medicamento produziu a eficácia terapêutica esperada.
- Ampola
- Recipiente de vidro hermeticamente fechado de dose única destinado a soluções ou suspensões parenterais.
- Frasco-ampola
- Recipiente selado com rolha de borracha, de dose única ou múltipla, frequentemente contendo pó liofilizado para reconstituição.
- Reconstituição
- Processo de dissolver um soluto seco ou liofilizado com diluente estéril para transformá-lo em solução líquida.
- Diluição
- Adição de mais volume líquido a uma solução já líquida para diminuir a sua concentração por mililitro.
- Solução isotônica
- Solução com osmolaridade similar à do plasma (ex: SF 0,9%), sem causar migração hídrica abrupta nas hemácias.
- Solução hipotônica
- Solução com menor osmolaridade que o plasma, promovendo a entrada de água para o interior das células.
- Solução hipertônica
- Solução com maior osmolaridade que o plasma, atraindo água para fora das células corporais.