Fisiologia da Respiração Humana

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Estudo das estruturas anatômicas e dos processos fisiológicos envolvidos no sistema respiratório humano. Desenvolvido para estudantes de medicina e biologia.

60 cartões Português Nível: Ensino superior Fisiologia Publicado
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Cavidade nasal
Filtra, aquece e umedece o ar inalado por meio do muco e dos cílios da mucosa respiratória.
Conchas nasais
Projeções ósseas que aumentam a área de superfície da cavidade nasal e criam turbulência no ar.
Faringe
Tubo muscular que serve de passagem comum para o ar e o alimento, conectando o nariz e a boca à laringe.
Nasofaringe
Porção superior da faringe, com função exclusivamente respiratória, onde desembocam as tubas auditivas.
Orofaringe
Região intermediária da faringe que funciona como via de passagem compartilhada de ar e alimentos.
Laringofaringe
Porção inferior da faringe que se bifurca anteriormente na laringe e posteriormente no esôfago.
Laringe
Estrutura cartilaginosa que abriga as pregas vocais e atua como válvula para proteger a via aérea inferior.
Epiglote
Cartilagem em forma de folha que cobre a entrada da laringe durante a deglutição, evitando aspirações.
Pregas vocais verdadeiras
Dobras de tecido elástico na laringe que vibram com o ar expirado para produzir o som da voz.
Glote
Espaço anatômico formado pelas pregas vocais e pela abertura entre elas, essencial na fonação.
Cartilagem tireóidea
A maior cartilagem da laringe, formando a proeminência laríngea (pomo de Adão).
Cartilagem cricóidea
Anel cartilaginoso completo localizado na base da laringe, ligando-a à traqueia.
Traqueia
Tubo condutor reforçado por anéis de cartilagem em formato de C que mantém a via aérea aberta.
Carina traqueal
Crista de cartilagem na bifurcação inferior da traqueia, rica em receptores do reflexo de tosse.
Brônquios principais
Primeiras ramificações da traqueia; o direito é mais largo, curto e verticalizado que o esquerdo.
Árvore brônquica
Sistema ramificado de vias aéreas formado por brônquios lobares, segmentares e bronquíolos.
Bronquíolos terminais
Últimas ramificações puramente condutoras de ar, desprovidas de placas cartilaginosas.
Bronquíolos respiratórios
Vias de transição que já possuem alguns alvéolos espalhados em suas paredes, iniciando as trocas gasosas.
Ductos alveolares
Pequenos tubos terminais que conectam os bronquíolos respiratórios aos sacos alveolares.
Alvéolos pulmonares
Sacos microscópicos de parede fina cercados por capilares, sítio primário da hematose.
Pneumócitos tipo I
Células epiteliais escamosas muito delgadas que cobrem a maior parte da área superficial alveolar.
Pneumócitos tipo II
Células cuboides responsáveis por sintetizar e secretar o surfactante pulmonar.
Surfactante pulmonar
Mistura de lipídios e proteínas que reduz a tensão superficial alveolar e previne o colapso expiratório.
Macrófagos alveolares
Células fagocitárias de defesa que removem partículas de poeira e microrganismos dos alvéolos.
Membrana alvéolo-capilar
Barreira delgada composta por epitélio alveolar, membranas basais e endotélio, onde ocorre a difusão gasosa.
Pulmão direito
Órgão dividido em três lobos (superior, médio e inferior) por duas fissuras (horizontal e oblíqua).
Pulmão esquerdo
Órgão dividido em dois lobos (superior e inferior) pela fissura oblíqua, com uma incisura cardíaca.
Pleura visceral
Membrana serosa delgada que reveste diretamente a superfície externa de cada pulmão.
Pleura parietal
Membrana serosa que reveste a face interna da parede torácica, o mediastino e o diafragma.
Cavidade pleural
Espaço virtual entre as pleuras contendo líquido lubrificante que reduz o atrito e gera pressão negativa.
Líquido pleural
Fluido que mantém o acoplamento mecânico das duas camadas pleurais durante as excursões respiratórias.
Diafragma
Principal músculo inspiratório que contrai e desce, aumentando a dimensão vertical da cavidade torácica.
Músculos intercostais externos
Músculos que elevam as costelas durante a inspiração, aumentando os diâmetros torácicos anteroposterior e lateral.
Músculos intercostais internos
Músculos ativos na expiração forçada, deprimindo a caixa torácica e reduzindo seu volume.
Músculos da respiração forçada
Incluem o esternocleidomastoideo e escalenos na inspiração, e os retos abdominais na expiração.
Inspiração em repouso
Processo mecânico ativo impulsionado principalmente pela contração rítmica do diafragma.
Expiração em repouso
Processo mecânico passivo resultante do recuo elástico do parênquima pulmonar e da parede torácica.
Pressão intrapleural
Pressão subatmosférica na cavidade pleural que mantém os alvéolos abertos e expandidos.
Pressão transpulmonar
Diferença entre a pressão alveolar e a intrapleural, medindo a força elástica pulmonar.
Hematose
Troca de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar alveolar e o sangue capilar pulmonar por difusão passiva.
Lei de Boyle no pulmão
Princípio que explica como o aumento do volume torácico reduz a pressão alveolar, puxando o ar para dentro.
Complacência pulmonar
Capacidade dos pulmões de se distenderem e expandirem em resposta a mudanças de pressão.
Elastância pulmonar
Tendência natural do tecido pulmonar de retornar à sua forma original após a insuflação.
Volume corrente (VC)
Quantidade de ar inalada ou exalada em um ciclo respiratório normal em repouso (cerca de 500 mL).
Volume de reserva inspiratório (VRI)
Volume extra de ar que pode ser inalado com esforço máximo após uma inspiração corrente normal.
Volume de reserva expiratório (VRE)
Volume adicional de ar que pode ser expirado ativamente após uma expiração corrente normal.
Volume residual (VR)
Quantidade de ar que permanece nos pulmões mesmo após uma expiração forçada máxima.
Capacidade vital (CV)
Volume máximo de ar exalado após esforço inspiratório máximo, composto pela soma de VC, VRI e VRE.
Capacidade pulmonar total (CPT)
Volume total de gás contido nos pulmões ao final de uma inspiração máxima (soma de todos os volumes).
Espaço morto anatômico
Volume das vias aéreas condutoras onde não ocorrem trocas gasosas com o sangue (cerca de 150 mL).
Ventilação alveolar
Volume de ar fresco que efetivamente atinge a zona respiratória por minuto e participa da hematose.
Transporte de oxigênio
Feito predominantemente ligado à hemoglobina nos eritrócitos (cerca de 98,5%) e dissolvido no plasma (1,5%).
Curva de saturação da hemoglobina
Gráfico sigmoide que descreve a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio conforme varia a PO2.
Efeito Bohr
Redução da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio em presença de maior concentração de CO2 e íons H+.
Transporte de dióxido de carbono
Ocorre principalmente na forma de íons bicarbonato no plasma (cerca de 70%), além de carbaminoemoglobina e dissolvido.
Anidrase carbônica
Enzima eritrocitária que converte reversivelmente dióxido de carbono e água em ácido carbônico.
Efeito Haldane
Fenômeno em que a desoxigenação da hemoglobina aumenta sua capacidade de se ligar e transportar CO2.
Quimiorreceptores centrais
Neurônios no bulbo sensíveis a variações de pH no líquido cefalorraquidiano, causadas pela PCO2 sanguínea.
Quimiorreceptores periféricos
Corpos carotídeos e aórticos que detectam quedas expressivas na PO2 arterial e aumentos na PCO2 ou acidez.
Centro respiratório bulbar
Conjunto de núcleos que gera o ritmo automático da respiração e comanda os neurônios motores dos músculos ventilatórios.

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