Fisiologia do Sistema Nervoso

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Este conjunto aborda a estrutura e o funcionamento do sistema nervoso humano com definições detalhadas em português.

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Neurônio
Célula fundamental e excitável do tecido nervoso especializada na recepção, integração e transmissão rápida de impulsos elétricos.
Soma (corpo celular)
Região central do neurônio que abriga o núcleo e as organelas metabólicas, sustentando a vida celular e integrando sinais sinápticos.
Dendritos
Extensões ramificadas curtas do corpo celular projetadas para receber sinais químicos de outros neurônios e convertê-los em impulsos elétricos.
Axônio
Prolongamento celular único e longo que conduz potenciais de ação do corpo celular até as terminações pré-sinápticas.
Cone de implantação
Zona de transição entre o soma e o axônio com alta densidade de canais de sódio, onde os potenciais de ação são deflagrados.
Bainha de mielina
Capa lipídica isolante que envolve o axônio, aumentando a velocidade de condução do impulso elétrico através da condução saltatória.
Nódulos de Ranvier
Intervalos desprovidos de mielina ao longo do axônio onde ocorre a regeneração contínua do potencial de ação.
Terminais pré-sinápticos
Extremidades dilatadas do axônio que armazenam e liberam neurotransmissores na fenda sináptica mediante estímulo elétrico.
Fenda sináptica
Espaço extracelular microscópico entre neurônios por onde neurotransmissores se difundem para acoplar em receptores específicos.
Astrócitos
Células gliais em forma de estrela que mantêm a homeostase iônica extracelular, sustentam a barreira hematoencefálica e nutrem os neurônios.
Oligodendrócitos
Células gliais responsáveis por sintetizar e manter as bainhas de mielina em múltiplos axônios dentro do sistema nervoso central.
Células de Schwann
Células gliais que envolvem e produzem a bainha de mielina em axônios individuais do sistema nervoso periférico.
Micróglia
Macrófagos residentes do sistema nervoso central que executam vigilância imune, fagocitose de detritos e mediação inflamatória.
Células ependimárias
Células epiteliais ciliadas que revestem os ventrículos cerebrais e o canal espinhal, auxiliando na circulação do líquido cefalorraquidiano.
Potencial de repouso
Diferença de potencial elétrico transmembrana de cerca de menos setenta milivolts mantida pela permeabilidade iônica seletiva e bombas de transporte ativo.
Bomba de sódio e potássio
Proteína carreadora que expulsa três íons sódio e internaliza dois íons potássio consumindo ATP, gerando gradientes químicos vitais.
Despolarização
Fase do potencial de ação causada pelo influxo rápido de sódio através de canais dependentes de voltagem, tornando o interior celular positivo.
Repolarização
Fase em que a inativação dos canais de sódio e a abertura de canais de potássio restauram o potencial elétrico negativo interno.
Hiperpolarização
Queda transitória do potencial de membrana abaixo do repouso normal devido ao fechamento retardado dos canais de potássio.
Período refratário absoluto
Intervalo durante o qual nenhum novo potencial de ação pode ser gerado devido à inativação completa dos canais de sódio voltagem-dependentes.
Período refratário relativo
Momento pós-estimulação em que um estímulo supralimiar mais intenso consegue disparar um novo potencial elétrico.
Sinapse química
Junção intercelular assimétrica que converte sinais elétricos em sinais químicos mediadores da comunicação neuronal.
Sinapse elétrica
Conexão direta mediada por junções comunicantes que permite a passagem passiva de corrente iônica instantânea e bidirecional.
Acetilcolina
Neurotransmissor clássico que atua na junção neuromuscular ativando a contração muscular e modula funções corticais no encéfalo.
Glutamato
Principal neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central, essencial para plasticidade sináptica, aprendizagem e memória.
GABA (ácido gama-aminobutírico)
Principal neurotransmissor inibitório do encéfalo adulto, agindo na redução da excitabilidade neuronal global.
Glicina
Neurotransmissor inibitório predominante no tronco encefálico e medula espinhal, atuando no controle motor e sensorial.
Dopamina
Monoamina que desempenha papel central no circuito de recompensa, na motivação, na tomada de decisões e no controle motor fino.
Noradrenalina
Catecolamina que atua na regulação do estado de alerta, atenção, ciclo sono-vigília e respostas reflexas de luta ou fuga.
Serotonina
Indolamina sintetizada a partir do triptofano envolvida na modulação do humor, apetite, sono, sensibilidade à dor e termorregulação.
Endorfinas
Peptídeos opioides endógenos que inibem a transmissão nociceptiva e promovem analgesia natural e sensação de bem-estar.
Sistema nervoso central (SNC)
Divisão anatômica que compreende o encéfalo e a medula espinhal, responsável pelo processamento e integração das informações corporais.
Sistema nervoso periférico (SNP)
Rede formada por nervos e gânglios externos ao neuroeixo que conecta os tecidos do corpo ao sistema nervoso central.
Encéfalo
Massa complexa de tecido neural contida no crânio, dividida em cérebro, cerebelo e tronco encefálico.
Córtex cerebral
Camada externa pregueada de substância cinzenta que comanda cognição superior, percepção sensorial consciente e atos motores voluntários.
Lobo frontal
Região cortical anterior responsável pelas funções executivas, planejamento comportamental, julgamento crítico e controle motor voluntário.
Lobo parietal
Lobo cerebral responsável pelo processamento e integração de informações somatossensoriais, propriocepção e atenção espacial.
Lobo temporal
Região cortical lateral implicada na percepção auditiva, compreensão da linguagem falada e consolidação inicial da memória episódica.
Lobo occipital
Região cortical posterior primária dedicada ao processamento e interpretação de estímulos visuais recebidos das retinas.
Giro pré-central
Área anatômica do córtex frontal que abriga o córtex motor primário, onde movimentos voluntários são originados e mapeados.
Giro pós-central
Área do lobo parietal que abriga o córtex somatossensorial primário, mapeando as sensações táteis de toda a superfície corporal.
Área de Broca
Região motora da linguagem no lobo frontal dominante responsável pela articulação e produção fluente da fala.
Área de Wernicke
Área cortical associativa localizada no lobo temporal posterior responsável pela compreensão do significado das palavras faladas e escritas.
Corpo caloso
Feixe maciço de fibras comissurais que conecta os dois hemisférios cerebrais promovendo a comunicação inter-hemisférica.
Tálamo
Grande massa nuclear diencefálica que atua como centro retransmissor e modulador de quase todas as informações sensoriais em direção ao córtex.
Hipotálamo
Estrutura do diencéfalo que orquestra a homeostase corporal, regulação neuroendócrina, apetite, sede e comportamento autônomo.
Hipocampo
Estrutura curva do sistema límbico essencial para a consolidação de novas memórias declarativas e orientação espacial.
Amígdala basolateral
Complexo nuclear no lobo temporal crucial para a detecção de ameaças, processamento de reações de medo e aprendizado emocional.
Gânglios da base
Grupo de núcleos subcorticais que calibram e refinam a execução dos movimentos voluntários, evitando tremores e movimentos anômalos.
Substância negra
Núcleo mesencefálico rico em neurônios dopaminérgicos cuja perda degenerativa é a causa primária da Doença de Parkinson.
Cerebelo
Estrutura dorsal da fossa posterior encarregada do equilíbrio, coordenação motora refinada, tônus muscular e aprendizado motor.
Tronco encefálico
Segmento composto por mesencéfalo, ponte e bulbo que conecta o cérebro à medula e controla funções vegetativas autônomas vitais.
Bulbo raquidiano
Parte inferior do tronco encefálico que abriga centros reflexos autônomos de regulação cardiorrespiratória, deglutição e vômito.
Ponte
Região do tronco encefálico que atua como ponte de relé entre córtex e cerebelo e auxilia no controle rítmico da respiração.
Mesencéfalo
Segmento superior do tronco encefálico envolvido no controle do movimento ocular e nas vias reflexas auditivas e visuais.
Medula espinhal
Cordão cilíndrico de tecido neural no canal vertebral que conduz sinais entre encéfalo e corpo e abriga circuitos reflexos medulares.
Meninges
Conjunto de três camadas conjuntivas que envolvem, estabilizam e protegem mecanicamente o encéfalo e a medula espinhal.
Dura-máter
Membrana meningea fibrosa mais externa e espessa que protege os tecidos neurais contra impactos mecânicos severos.
Aracnoide
Camada meníngea intermediária avascular, semelhante a teia de aranha, que delimita o espaço subaracnóideo contendo líquor.
Pia-máter
Membrana meníngea interna e delicada que adere intimamente à superfície do tecido cerebral e medular contendo vasos sanguíneos.
Espaço subaracnóideo
Espaço intermeníngeo onde circula livremente o líquido cefalorraquidiano promovendo flutuação amortecedora e trocas moleculares.
Líquido cefalorraquidiano
Fluido aquoso incolor que amortece mecanicamente o sistema nervoso central contra choques e elimina escórias metabólicas.
Plexo coroide
Rede vascular modificada nos ventrículos cerebrais responsável pela produção contínua do líquido cefalorraquidiano.
Barreira hematoencefálica
Barreira fisiológica seletiva formada por junções oclusivas em capilares contínuos que protege o tecido cerebral de toxinas sistêmicas.
Nervo craniano I (Olfatória)
Nervo puramente sensitivo que conduz impulsos químicos olfativos do epitélio nasal diretamente aos bulbos olfatórios.
Nervo craniano II (Óptico)
Nervo sensorial que transmite os sinais fóticos processados pelas células ganglionares da retina até o córtex visual.
Nervo craniano III (Oculomotor)
Nervo motor que comanda a movimentação da maioria dos músculos extraoculares e a constrição pupilar reflexa.
Nervo craniano IV (Troclear)
Nervo motor responsável por inervar o músculo oblíquo superior, permitindo o olhar para baixo e para dentro.
Nervo craniano V (Trigêmeo)
Nervo misto principal que fornece inervação sensitiva à face e comanda a musculatura da mastigação.
Nervo craniano VI (Abducente)
Nervo motor somático que inerva o músculo reto lateral para promover o desvio lateral abduzido do globo ocular.
Nervo craniano VII (Facial)
Nervo misto que controla os músculos da mímica facial e transmite percepções gustativas dos dois terços anteriores da língua.
Nervo craniano VIII (Vestibulococlear)
Nervo sensitivo encarregado de transmitir informações acústicas para a audição e dados sensoriais de aceleração para o equilíbrio.
Nervo craniano IX (Glossofaríngeo)
Nervo misto que atua na deglutição, secreção salivar e percepção gustativa do terço posterior da língua.
Nervo craniano X (Vago)
Principal nervo parassimpático do corpo, inervando órgãos torácicos e abdominais para desacelerar o coração e estimular a digestão.
Nervo craniano XI (Acessório)
Nervo motor que inerva os músculos esternocleidomastóideo e trapézio para rotação do pescoço e elevação dos ombros.
Nervo craniano XII (Hipoglosso)
Nervo motor somático encarregado de movimentar a musculatura intrínseca e extrínseca da língua durante fala e deglutição.
Arco reflexo
Via neural direta que processa uma resposta motora involuntária imediata antes que a informação atinja o córtex cerebral consciente.
Fuso muscular
Mecanorreceptor intrafusal sensível ao estiramento muscular que deflagra reflexos proprioceptivos de estiramento miotático.
Órgão tendinoso de Golgi
Receptor sensorial na junção miotendínea sensível à tensão muscular excessiva que promove relaxamento reflexo protetor.
Sistema nervoso somático
Divisão do sistema nervoso periférico que conduz comandos voluntários aos músculos esqueléticos e recebe estímulos sensoriais exógenos.
Sistema nervoso autônomo
Ramo do SNP involuntário que regula visceralmente a função cardiovascular, digestiva, respiratória e excretora.
Sistema nervoso simpático
Divisão autônoma com origem toracolombar que prepara o organismo para ações vigorosas de luta, fuga ou emergência estressora.
Sistema nervoso parassimpático
Divisão autônoma com origem craniossacral que favorece o repouso, digestão, preservação e restauração de energia biológica.
Sistema nervoso entérico
Complexa rede intrínseca autônoma na parede do trato gastrointestinal que coordena motilidade, fluxo sanguíneo e secreções locais.
Substância cinzenta
Tecido neural denso composto majoritariamente por corpos celulares, dendritos desmielinizados e capilares onde ocorrem sinapses.
Substância branca
Tecido neural composto predominantemente por feixes de axônios densamente mielinizados que interconectam áreas nervosas.
Plasticidade sináptica
Capacidade adaptativa dos neurônios de alterar a força e a eficácia de suas sinapses em resposta à atividade prévia repetida.
Potenciação de longa duração (LTP)
Fortalecimento persistente da resposta pós-sináptica após estimulação de alta frequência, fundamental para o aprendizado biológico.
Depressão de longa duração (LTD)
Enfraquecimento sustentado da transmissão sináptica em resposta a estimulações repetidas de baixa frequência, regulando memórias.
Neurogênese adulta
Geração continuada de novos neurônios funcionais a partir de células-tronco em zonas específicas do cérebro adulto como o hipocampo.
Canal iônico regulado por voltagem
Proteína de membrana que abre ou fecha seu poro seletivo dependendo de alterações na voltagem elétrica do potencial celular.
Canais iônicos dependentes de ligante
Receptores de membrana que se abrem exclusivamente mediante ligação de neurotransmissores específicos, gerando potenciais pós-sinápticos.
Potencial pós-sináptico excitatório (EPSP)
Despolarização graduada transitória da membrana pós-sináptica que aproxima o neurônio do limiar de disparo elétrico.
Potencial pós-sináptico inibitório (IPSP)
Hiperpolarização transitória da membrana celular que afasta o neurônio de seu limiar de despolarização funcional.
Somatório temporal
Integração aditiva de múltiplos potenciais graduados desencadeados em rápida sucessão por um mesmo terminal axonal pré-sináptico.
Somatório espacial
Somação do efeito cumulativo de múltiplos potenciais pós-sinápticos gerados quase simultaneamente por diferentes sinapses ativas.
Ventrículos cerebrais
Cavidades comunicantes internas ao encéfalo preenchidas por líquido cefalorraquidiano que mantêm a circulação desse fluido protetor.
Aqueduto de Sylvius (mesencefálico)
Canal estreito no mesencéfalo que estabelece a passagem de fluido liquórico entre o terceiro e o quarto ventrículo cerebral.
Gânglio sensitivo da raiz dorsal
Agrupamento de corpos de neurônios pseudounipolares que transportam informações somatossensoriais da periferia à medula espinhal.
Via corticoespinhal (piramidal)
Trato descendente efeitor primário que comanda a motricidade voluntária fina distal do corpo decussando nas pirâmides bulbares.
Trato espinotalâmico
Via ascendente da medula espinhal encarregada de transmitir sensações de dor térmica e mecânica rápida em direção ao tálamo.
Trato das colunas dorsais (grácil e cuneiforme)
Trato sensorial que ascende na medula transportando tato fino discriminativo, propriocepção consciente e sensações de vibração corporal.
Corno ventral da medula
Região anterior da substância cinzenta medular que abriga os corpos celulares dos motoneurônios alfa geradores da contração muscular.
Corno dorsal da medula
Região posterior da substância cinzenta da medula especializada na recepção e processamento de informações aferentes sensoriais periféricas.
Nociceptor
Terminação nervosa livre especializada em detectar estímulos mecânicos, térmicos ou químicos nocivos com potencial danoso ao tecido.
Propriocepção
Sentido somático cinestésico inconsciente e consciente da posição, orientação angular articular e movimento dos membros no espaço.
Mecanicorreceptor
Receptor sensorial transdutor que responde a deformações físicas provocadas por tato, pressão, vibração ou distensão mecânica.
Corpúsculo de Pacini
Mecanicorreceptor encapsulado de rápida adaptação na derme profunda que transduz estímulos de alta vibração mecânica transitória.
Corpúsculo de Meissner
Receptor sensorial dérmico encapsulado de rápida adaptação que decodifica o tato leve discriminativo de baixa frequência e textura.
Discos de Merkel
Receptores sensoriais cutâneos de adaptação lenta que sinalizam toque contínuo com precisão, revelando detalhes de bordas e relevos.
Corpúsculos de Ruffini
Receptores somatossensoriais de adaptação lenta na derme que respondem ao estiramento sustentado da pele e dobras articulares.
Termorreguladores corporais centrais
Circuitos neuronais da área pré-óptica hipotalâmica que monitoram a temperatura sanguínea para disparar respostas termorreguladoras.
Núcleo supraquiasmático
Agrupamento neuronal no hipotálamo anterior que atua como o principal relógio biológico modulando os ritmos circadianos diários.
Glândula pineal
Glândula endócrina do epitálamo que converte estímulos de escuridão em síntese e liberação do hormônio melatonina regulador do sono.
Sistema límbico
Rede interconectada de núcleos e córtices que governa as emoções primárias, impulsos comportamentais e consolidação de memórias.
Giro do cíngulo
Componente do córtex límbico implicado no direcionamento da atenção emocional, monitoramento de conflito cognitivo e regulação visceral.
Córtex pré-frontal dorsolateral
Região cortical associativa responsável por funções executivas complexas como memória operacional, planejamento e raciocínio abstrato.
Córtex orbitofrontal
Área pré-frontal ventral que processa o valor subjetivo de recompensas e comanda a inibição adaptativa de comportamentos impulsivos.
Insula
Córtex profundo na fissura lateral que integra percepção visceral interoceptiva com experiências emocionais e paladar consciente.
Sinapse axodendrítica
Tipo comum de sinapse no qual o axônio pré-sináptico estabelece contato funcional com a árvore dendrítica pós-sináptica.
Sinapse axossomática
Conexão sináptica direta entre o terminal axonal de um neurônio e o pericário de outro, exercendo controle inibitório eficiente.
Sinapse axoaxônica
Junção entre axônios envolvida na facilitação ou inibição pré-sináptica modulando a liberação final de neurotransmissores.
Exocitose de vesículas sinápticas
Mecanismo dependente de influxo de cálcio onde vesículas se fundem à membrana pré-sináptica para esvaziar transmissores na fenda.
Proteínas SNARE
Complexo proteico transmembrana essencial para a ancoragem, acoplamento e fusão de vesículas sinápticas estimuladas pelo cálcio.
Recaptação de neurotransmissores
Transporte ativo retrógrado de moléculas sinalizadoras da fenda para o terminal pré-sináptico ou células gliais vizinhas.
Acetilcolinesterase
Enzima que degrada com rapidez a acetilcolina em acetato e colina na fenda sináptica, interrompendo a contração ou transmissão.
Receptores ionotrópicos
Complexos de canais iônicos diretamente ativados por ligação de ligante que alteram a permeabilidade de íons em milissegundos.
Receptores metabotrópicos
Receptores associados à proteína G que acionam cascatas bioquímicas intracelulares de segundos mensageiros com respostas duradouras.
Segundo mensageiro (ex: AMPc)
Molécula sinalizadora intracelular que amplifica e dispersa a resposta celular ativada por um receptor de membrana metabotrópico.
Junção neuromuscular
Sinapse química especializada entre a terminação motora axonal e a placa motora de uma fibra de músculo estriado esquelético.
Placa motora terminal
Região pós-sináptica pregueada da membrana da fibra muscular densamente povoada de receptores nicotínicos de acetilcolina.
Reflexo miotático patelar
Reflexo espinhal monossináptico no qual o estiramento do tendão do quadríceps desencadeia contração reflexa do músculo extensor.
Decussação das pirâmides
Cruzamento anatômico da maior parte das fibras motoras do trato corticoespinhal no bulbo que determina o controle motor cruzado.
Homúnculo de Penfield
Mapeamento topográfico somatotópico do córtex que retrata a representação corporal sensorial e motora desproporcional à sua sensibilidade.
Córtex somatossensorial secundário
Área de associação parietal que processa características somatossensoriais bilaterais como padrão tátil e retenção de memórias de toque.
Via auditiva ascendente
Cadeia neural que conduz impulsos elétricos do nervo coclear ao colículo inferior, corpo geniculado medial e córtex auditivo primário.
Córtex auditivo primário
Região no giro temporal transverso de Heschl organizada tonotopicamente para decodificar frequências sonoras primárias.
Quiasma óptico
Estrutura cerebral onde as fibras nasais das retinas cruzam de hemisfério garantindo visão binocular consolidada aos córtices visuais.
Trato óptico
Feixe neural derivado do quiasma óptico que transporta o sinal visual correspondente ao campo visual contralateral até o tálamo.
Corpo geniculado lateral
Núcleo talâmico que recebe os axônios do trato óptico e retransmite o fluxo de informação visual organizado para o córtex occipital.
Corpo geniculado medial
Núcleo talâmico especializado na retransmissão e triagem de sinais auditivos ascendentes ao córtex cerebral temporal.
Córtex visual primário (V1)
Área ao redor do sulco calcarino encarregada do mapa retinotópico inicial que discrimina linhas, orientações, contrastes e luminosidade.
Área tegmentar ventral
Núcleo mesencefálico rico em neurônios dopaminérgicos cujas projeções ao estriado ventral moldam o sistema de recompensa biológico.
Núcleo accumbens
Estrutura do estriado ventral central no processamento do reforço motivacional, do prazer antecipatório e da dependência aditiva.
Neurônio motor superior
Neurônio piramidal cujo axônio desce do córtex ou tronco para modular e recrutar neurônios motores inferiores na medula espinhal.
Neurônio motor inferior
Célula motora medular cujos axônios eferentes saem pelo SNP e inervam diretamente as fibras musculares esqueléticas periféricas.
Neurônio pseudounipolar
Neurônio com um único processo que se bifurca em ramo periférico sensorial e central condutor típico de gânglios espinhais sensitivos.
Neurônio bipolar
Neurônio com dois processos distintos estendendo-se do soma, característico de órgãos sensoriais como a retina e o epitélio olfatório.
Neurônio multipolar
Neurônio com múltiplos dendritos e um axônio individual longo, arquitetura celular mais abundante no sistema nervoso dos vertebrados.
Interneurônios
Neurônios de circuito local que interconectam neurônios aferentes e eferentes integrando os circuitos reflexos no sistema central.
Células de Purkinje
Neurônios cerebelares gigantescos com arborização dendrítica planar maciça que emitem os únicos sinais eferentes inibitórios do córtex cerebelar.
Células piramidais
Principais neurônios de projeção excitatória do córtex cerebral com dendritos apicais longos e dendritos basais ramificados na base.
Sinaptogênese
Processo biológico de formação, diferenciação e refinamento morfológico de sinapses neuronais ao longo do neurodesenvolvimento ou aprendizado.
Poda sináptica
Eliminação fisiológica programada de sinapses redundantes ou inativas para aumentar a eficiência computacional das redes neurais maduras.
Formação reticular
Rede difusa de núcleos de substância cinzenta ao longo do tronco que modula a vigília, nível de consciência e padrões tônicos motores.
Sistema ativador reticular ascendente (SARA)
Via axonal que projeta sinais inespecíficos do tronco ao córtex para sustentar o estado funcional de alerta desperto do cérebro.
Sono REM
Fase do sono caracterizada por atonia muscular periférica, movimentos oculares rápidos e predomínio de sonhos intensos e ativos.
Sono de ondas lentas (NREM)
Estágio profundo do sono com predomínio de ondas delta corticais que viabiliza a recuperação metabólica tecidual e homeostase sináptica.
Dopamina nigroestriatal
Via eferente que conecta a substância negra ao estriado essencial para a ativação correta e refinamento dos padrões do movimento humano.
Via mesolímbica
Circuito dopaminérgico que vai da área tegmentar ventral ao núcleo accumbens governando motivação, busca e gratificação hedônica.
Via mesocortical
Trato dopaminérgico projetado para o córtex pré-frontal envolvido nas funções cognitivas superiores e modulação emocional.
Trato tuberoinfundibular
Projeção dopaminérgica do hipotálamo até a hipófise anterior cuja função é inibir tonicamente a secreção basal do hormônio prolactina.
Hipófise posterior (neuro-hipófise)
Lobo glandular posterior que atua liberando ocitocina e vasopressina sintetizadas originalmente por neurônios do hipotálamo.
Ocitocina
Neuro-hormônio peptídico que estimula a ejeção láctea, contrações uterinas no parto e modula confiança interpessoal e vínculo afetivo.
Vasopressina (ADH)
Hormônio antidiurético e vasoconstritor que atua nos túbulos renais promovendo a retenção de água livre para regular a volemia.
Polígono de Willis
Anel arterial anastomótico na base cerebral que equilibra o fluxo sanguíneo fornecido pelas artérias carótidas internas e vertebrais.
Barorreflexo arterial
Arco reflexo rápido ativado por estiramento nos seios carotídeos e arco aórtico para controlar a pressão arterial batimento a batimento.
Nervo frênico
Nervo motor misto oriundo do plexo cervical que inerva o músculo diafragma, tornando-se indispensável para a mecânica ventilatória.
Plexo braquial
Rede complexa de raízes espinhais cervicais e torácicas que emite nervos periféricos motores e sensitivos para o membro superior.
Nervo ciático
Maior nervo periférico do organismo humano originado no plexo sacral que inerva músculos da coxa, perna e planta dos pés.
Nervo vago no coração
Inervação parassimpática que reduz o cronotropismo no nó sinoatrial diminuindo a frequência cardíaca basal através da acetilcolina.
Receptores adrenérgicos beta-1
Receptores acoplados à proteína G estimulatória no miocárdio que aumentam a força contrátil e frequência de disparo cardíaco.
Receptores muscarínicos M2
Receptores cardíacos inibitórios ativados por acetilcolina vagal promovendo redução na condutibilidade no nó atrioventricular.
Transdução sensorial
Mecanismo biofísico de conversão de estímulos físicos ambientais em sinais despolarizantes ou hiperpolarizantes na membrana sensorial.
Potencial receptor
Variação de voltagem elétrica graduada induzida em um receptor sensorial proporcional à magnitude de um estímulo ambiental aplicado.
Adaptação sensorial
Diminuição progressiva na resposta ou disparo neuronal perante a presença mantida de um estímulo sensorial invariável no tempo.
Células ciliadas cocleares
Mecanotransdutores no órgão de Corti cujos estereocílios fletem com a onda fluida convertendo vibrações sonoras em impulsos neurais.
Canais semicirculares
Três tubos ósseos e membranosos no labirinto vestibular sensíveis às acelerações rotacionais e angulares da cabeça no espaço.
Otólitos (utrículo e sáculo)
Órgãos do vestíbulo interno que detectam a aceleração linear vetorial e a gravidade estática através da inércia dos cristais otoconiais.
Fotorreceptores cones
Células retinianas fotossensíveis ricas em iodopsinas que mediam a visão diurna colorida de alta acuidade espacial na fóvea central.
Fotorreceptores bastonetes
Células retinianas extremamente sensíveis à luz que mediam a visão escotópica noturna monocromática com baixa acuidade espacial.
Rodopsina
Fotopigmento nos bastonetes que se dissocia com a absorção de luz desencadeando uma cascata bioquímica de hiperpolarização de membrana.
Córtex somatossensorial primário
Área localizada no giro pós-central que processa de modo direto sinais aferentes de tato, vibração corporal e propriocepção.
Sulco lateral (fissura de Sylvius)
Profunda depressão no córtex que separa o lobo frontal e o lobo parietal do lobo temporal inferior.
Sulco central (fissura de Rolando)
Sulco vertical na superfície cerebral que demarca com precisão anatômica o lobo frontal motor do lobo parietal somatossensorial.
Hemisfério cerebral esquerdo
Hemisfério dominante na maioria dos humanos para o processamento linguístico estruturado, cálculo analítico e raciocínio sequencial.
Hemisfério cerebral direito
Hemisfério especializado no processamento holístico visuoespacial, prosódia emocional na linguagem e reconhecimento facial complexo.
Afasia de Broca
Síndrome neurológica em que a capacidade de articular a fala é prejudicada, mantendo-se a compreensão da linguagem intacta.
Afasia de Wernicke
Disfunção neurológica onde o paciente emite fala fluente e conexa, porém vazia de sentido lógico, com grave déficit de compreensão.
Nervo óptico mielinizado
Trato axonal do SNC mielinizado por oligodendrócitos, o que explica sua suscetibilidade seletiva a doenças como esclerose múltipla.
Esclerose múltipla
Doença autoimune crônica em que a bainha de mielina dos axônios do sistema nervoso central sofre destruição inflamatória e desmielinização.
Doença de Parkinson
Transtorno neurodegenerativo provocado pela morte progressiva de neurônios na substância negra causando bradicinesia, rigidez e tremores.
Doença de Alzheimer
Patologia degenerativa cerebral caracterizada por placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares levando a déficit mnemônico progressivo.
Epilepsia
Condição clínica caracterizada por crises recorrentes de hiperatividade elétrica sincrônica e anormal de grupamentos neuronais corticais.
Sinapses inibitórias axossomáticas
Conexões axossomáticas focadas que regulam diretamente a amplitude de sinal impedindo o disparo descuidado de potenciais axônicos.
Bainha conjuntiva epineuro
Camada externa mais densa de tecido conjuntivo que envolve o nervo periférico inteiro protegendo seus feixes axonais internos.
Perineuro
Bainha intermediária de tecido conectivo que circunda individualmente cada fascículo contido dentro de um nervo periférico.
Endoneuro
Fina rede reticular de tecido conjuntivo frouxo que envolve cada axônio mielinizado ou amielínico individualizado no nervo periférico.
Gânglio autônomo
Agrupamento de corpos de neurônios motores viscerais periféricos onde ocorre a sinapse entre neurônios pré e pós-ganglionares.
Fibra nervosa tipo A alfa
Fibra sensorial mielínica espessa e rápida especializada na condução veloz de dados proprioceptivos motores finos.
Fibra nervosa tipo C
Fibra amielínica fina de condução elétrica lenta que transmite estímulos de dor crônica surda, prurido e variações de temperatura.
Dermatomo
Área topográfica da pele cuja inervação somática sensitiva é abastecida pelas fibras aferentes de uma única raiz espinhal dorsal.
Miótomo
Conjunto de fibras musculares esqueléticas inervadas por axônios motores pertencentes a uma raiz de segmento espinhal isolada.
Decussação motora
Inversão anatômica das vias eferentes no tronco encefálico determinando que o hemisfério esquerdo movimente o lado direito corporal.
Circuito de Papez
Via neural límbica que conecta hipocampo, corpos mamilares, tálamo anterior e giro do cíngulo organizando a memória e emoção.
Corpos mamilares
Núcleos na base do hipotálamo posterior que participam da retransmissão de sinais da memória episódica na via do fórnix.
Fórnix cerebral
Trato arqueado de substância branca que transporta sinais de saída do hipocampo até os corpos mamilares hipotalâmicos.
Striatum (Estriado)
Composto por núcleo caudado e putâmen que atua na seleção de ações motoras voluntárias e aprendizado baseado em hábitos.
Globo pálido interno
Núcleo de saída dos gânglios da base que inibe tonicamente o tálamo para restringir movimentos involuntários indesejados.
Núcleo subtalâmico
Núcleo dos gânglios da base que exerce controle excitatório glutamatérgico no circuito indireto para frear o início motor impulsivo.
Via direta dos gânglios da base
Circuito motor basal que desinibe o tálamo motor promovendo a facilitação e o início fluente do movimento voluntário planejado.
Via indireta dos gânglios da base
Circuito neural basal que intensifica a inibição talâmica, resultando na contenção ou frenagem de movimentos indesejados e concorrentes.
Barreira hematoliquórica
Filtro estrutural com zônulas de oclusão presente nas células do plexo coroide controlando a composição química do líquido cefalorraquidiano.
Granulações aracnóideas
Projeções meníngeas microscópicas que drenam o líquido cefalorraquidiano de volta para o seio venoso sagital superior.
Nódulo de Hensen neural (placa neural)
Estrutura embrionária derivada da ectoderme que se invagina durante a neurulação primária para originar o tubo neural encefálico.
Tubo neural
Cilindro embrionário percursor que dá origem direta ao cérebro, tronco e medula espinhal durante as primeiras semanas de gestação.
Crista neural
Células migratórias pluripotentes originadas na neurulação que formam o sistema nervoso periférico, gânglios e células de Schwann.
Microtúbulos no axônio
Polímeros de tubulina do citoesqueleto que fornecem trilhos estruturais cruciais para o transporte axonal de vesículas e organelas.
Transporte axonal anterógrado
Fluxo intracelular conduzido por cinesinas que movimenta neurotransmissores e vesículas do soma até a extremidade terminal axonal.
Transporte axonal retrógrado
Movimentação mediada pela proteína dineína de sinais tróficos e detritos celulares dos botões sinápticos de volta para o corpo celular.
Fator de crescimento do nervo (NGF)
Neurotrofina essencial para a maturação, sobrevida prolongada e manutenção da integridade sináptica de neurônios sensoriais e simpáticos.
Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)
Proteína regulatória que promove a sobrevida celular, a formação de novas espinhas dendríticas e a consolidação da LTP sináptica.
Espinhas dendríticas
Pequenas saliências bulbosas nos ramos dendríticos onde convergem os terminais excitatórios, sedes da plasticidade plástica funcional.
Córtex entorrinal
Estrutura temporal que funciona como o portal de entrada e saída primário de conectividade entre o neocórtex e a rede hipocampal.
Células de grade (grid cells)
Neurônios no córtex entorrinal medial que mapeiam posições espaciais periódicas triangulares atuando como sistema GPS intrínseco.
Células de lugar (place cells)
Neurônios hipocampais que disparam eletricamente apenas quando o indivíduo se encontra em uma localização espacial específica.
Camada de mielina internodal
Segmento recoberto de mielina intercalado entre dois nódulos de Ranvier onde a resistência elétrica transmembrana é elevada.
Despolarização limiar
Valor crítico de voltagem de membrana em que os canais de sódio rápidos disparam irreversivelmente o potencial de ação elétrico.
Inativação de canal de sódio
Fechamento mecânico conformacional do poro de sódio por sua comporta interna após milissegundos da abertura, gerando o período refratário.
Condutância iônica
Medida da facilidade com que íons específicos cruzam a membrana por meio dos poros de seus canais abertos sob gradiente de voltagem.
Equação de Nernst
Expressão matemática eletroquímica que calcula o potencial de equilíbrio termodinâmico para um íon específico através de uma membrana celular.
Equação de Goldman-Hodgkin-Katz
Fórmula que calcula o potencial de repouso levando em consideração as concentrações e as permeabilidades relativas de vários íons.
Auto-receptores pré-sinápticos
Receptores na terminação pré-sináptica que se ligam ao transmissor recém-liberado para promover feedback negativo e conter excessos.
Heterorreceptores pré-sinápticos
Receptores axonais que respondem a neuromoduladores produzidos por neurônios vizinhos regulando indiretamente a liberação sináptica.
Meningite
Processo inflamatório grave nas membranas meníngeas desencadeado por infecções bacterianas ou virais com risco de dano neurológico.
Hidrocefalia
Acúmulo patológico de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos devido à obstrução de fluxo ou absorção deficiente aumentando a PIC.
Pressão intracraniana (PIC)
Pressão dinâmica mantida dentro da caixa craniana pelo equilíbrio do tecido neural, volume de sangue e volume liquórico existente.
Área pré-motora
Região cortical frontal anterior ao córtex primário que participa do planejamento e sequenciamento contextual de atos motores voluntários.
Área motora suplementar
Região do córtex frontal encarregada do aprendizado e coordenação de padrões motores complexos executados de forma bimanual.
Via olfativa primária
Única via sensorial aferente que atinge o córtex piriforme telencefálico diretamente sem necessidade de relé obrigatório prévio no tálamo.
Transdução gustativa para salgado
Despolarização direta de células gustativas provocada pela entrada de cátions sódio ambientais por canais epiteliais de sódio (ENaC).
Transdução gustativa para doce
Ativação de receptores metabotrópicos ligados à proteína G da família T1R que disparam mensageiros para abertura de canais de cálcio.
Reflexo corneal
Piscamento reflexo protetor bilateral dos olhos disparado por estimulação tátil na córnea mediado por ramos trigeminal e facial.
Reflexo pupilar à luz
Constrição pupilar parassimpática simétrica disparada pelo pré-teto do mesencéfalo quando uma retina é iluminada por foco de luz.
Midríase
Dilatação pupilar decorrente da contração do músculo dilatador da íris promovida pela estimulação das vias do sistema simpático.
Miose
Constrição do diâmetro pupilar decorrente da ativação da musculatura esfincteriana da íris comandada pelas fibras parassimpáticas oculomotoras.
Tronco celíaco e gânglios pré-vertebrais
Estações periféricas de sinapses simpáticas que redistribuem comandos autonômicos reguladores dos órgãos digestivos abdominais.
Gânglio estrelado
Agrupamento simpático cervical inferior e torácico que fornece fibras eferentes para a inervação autonômica do coração e face.
Reflexo vestíbulo-ocular (RVO)
Reflexo motor ocular que estabiliza as imagens retinianas no campo visual durante movimentações rápidas da cabeça movendo olhos na direção oposta.
Canal ependimário medular
Lúmen central residual microscópico que percorre o eixo longitudinal da medula contendo vestígios de líquido cefalorraquidiano.
Sulco pontino superior
Depressão anatômica macroscópica no tronco encefálico que estabelece os limites entre o mesencéfalo e a protuberância anular pontina.
Lóbulos parietais superiores
Córtex associativo que correlaciona percepções somatossensoriais com a visão espacial para direcionar a preensão de objetos com precisão.
Lóbulo temporal medial
Região que abriga o hipocampo e os córtices paripocampais, essencial para a aquisição e consolidação contínua da memória declarativa.
Memória operacional
Sistema cognitivo de retenção e manipulação volitiva e transitória de informações ativas sob controle do córtex pré-frontal.
Neurônios-espelho
Células corticais frontoparietais que disparam tanto na execução de um ato motor intencional quanto na observação da mesma ação em outrem.
Zona de gatilho do quimiorreceptor (área postrema)
Área desprovida de barreira hematoencefálica no bulbo que detecta toxinas eméticas na corrente sanguínea deflagrando o vômito.
Pedúnculos cerebelares
Feixes calibrosos de axônios que atam o cerebelo ao tronco encefálico possibilitando a troca contínua de sinais de calibração motora.
Clonus
Série de contrações musculares rítmicas involuntárias induzidas pelo estiramento súbito do tendão associada a lesões de motoneurônio superior.
Sinal de Babinski
Extensão dorsal reflexa anômala do hálux com abertura dos dedos à estimulação cutânea plantar indicando lesão do trato corticoespinhal.
Axônio amielínico
Fibra nervosa desprovida de bainha concêntrica de mielina em que a propagação da onda elétrica é contínua e substancialmente lenta.
Bainha de mielina compacta
Espirais repetidas e comprimidas da membrana plasmática glial ricas em lipídios que impedem a dissipação do gradiente elétrico axonal.
Transporte glial de glutamato (GLT-1)
Mecanismo nos astrócitos que remove glutamato da fenda sináptica para impedir neurotoxicidade causada pelo excesso de ativação neuronal.
Ciclo glutamato-glutamina
Processo bioquímico em que astrócitos convertem o glutamato recaptado em glutamina inerte que é devolvida ao neurônio para ressíntese.
Neurônio adrenérgico
Neurônio do sistema simpático e tronco encefálico capaz de sintetizar e secretar noradrenalina em suas sinapses periféricas ou centrais.
Neurônio colinérgico
Neurônio que sintetiza acetilcolina a partir de colina e acetil-coenzima A, amplamente presente no sistema somático e parassimpático.
Receptores nicotínicos
Canais iônicos dependentes de acetilcolina que geram despolarização celular rápida na junção neuromuscular e nos gânglios autônomos.
Receptores muscarínicos
Receptores acoplados à proteína G ativados por acetilcolina que modulam alvos eferentes no sistema nervoso autônomo parassimpático.
Trato reticuloespinhal
Via motora descendente extra-piramidal que regula a postura estática e modula o tônus basal da musculatura extensora antigravitacional.
Trato rubroespinhal
Trato descendente com origem no núcleo rubro do mesencéfalo envolvido no controle do tônus dos músculos flexores das extremidades distais.

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