Sistema Digestório
Estudo dos órgãos e enzimas do sistema digestório humano, ideal para estudantes de biologia e medicina.
Cartões · 66
- Boca
- Inicia a digestão mecânica pela mastigação e a digestão química do amido por meio da salivação.
- Dentes incisivos
- Cortam os alimentos durante a mastigação.
- Dentes caninos
- Rasgam os alimentos fibrosos e resistentes.
- Dentes pré-molares e molares
- Trituram e esmagam os alimentos para formar o bolo alimentar.
- Língua
- Manipula o alimento, mistura-o à saliva, detecta sabores e auxilia na deglutição.
- Glândulas parótidas
- Produzem saliva rica em ptialina (amilase salivar) e água para umedecer a boca.
- Glândulas submandibulares
- Secretam uma mistura de saliva serosa e mucosa na cavidade oral.
- Glândulas sublinguais
- Secretam muco salivar sob a língua, lubrificando os alimentos.
- Ptialina (amilase salivar)
- Enzima presente na saliva que hidrolisa o amido em maltose.
- Lisozima salivar
- Enzima com ação antibacteriana que atua na defesa da mucosa oral.
- Faringe
- Canal comum ao sistema respiratório e digestório que conduz o bolo alimentar ao esôfago.
- Epiglote
- Cartilagem que fecha a laringe durante a deglutição, impedindo a entrada de alimento nas vias aéreas.
- Esôfago
- Tubo muscular que transporta o bolo alimentar da faringe até o estômago por meio de movimentos peristálticos.
- Esfíncter esofágico superior
- Músculo que controla a entrada do bolo alimentar no esôfago e evita refluxo para a faringe.
- Esfíncter esofágico inferior (cárdia)
- Controla a passagem de alimentos para o estômago e previne o refluxo do suco gástrico.
- Estômago
- Armazena, mistura e inicia a digestão química de proteínas, transformando o bolo alimentar em quimo.
- Células parietais (oxínticas)
- Secretam ácido clorídrico (HCl) e fator intrínseco no estômago.
- Ácido clorídrico (HCl)
- Acidifica o meio estomacal, desnatura proteínas e ativa o pepsinogênio em pepsina.
- Células principais (zimogênicas)
- Secretam a proenzima pepsinogênio no estômago.
- Pepsina
- Enzima gástrica ativa que cliva ligações peptídicas, quebrando proteínas em peptídeos menores.
- Células mucosas gástricas
- Secretam muco e bicarbonato para proteger a parede do estômago contra a acidez.
- Fator intrínseco
- Glicoproteína gástrica essencial para a posterior absorção da vitamina B12 no íleo.
- Gastrina
- Hormônio produzido por células G do estômago que estimula a secreção ácida e a motilidade gástrica.
- Esfíncter pilórico
- Regula a liberação gradual e controlada do quimo do estômago para o duodeno.
- Intestino delgado
- Principal local de digestão química e absorção de água e nutrientes.
- Duodeno
- Primeira porção do intestino delgado, onde o quimo recebe a bile e o suco pancreático.
- Jejuno
- Segmento intermediário do intestino delgado, especializado na absorção ativa de carboidratos e aminoácidos.
- Íleo
- Porção final do intestino delgado, responsável pela absorção de vitamina B12 e sais biliares.
- Vilosidades intestinais
- Projeções digitiformes na mucosa que aumentam expressivamente a área de superfície de absorção.
- Microvilosidades
- Dobras da membrana apical dos enterócitos que formam a borda em escova e potencializam a absorção.
- Enterócitos
- Células epiteliais absortivas predominantes no revestimento do intestino delgado.
- Células caliciformes
- Produzem muco lubrificante e protetor ao longo do trato gastrointestinal.
- Enteroquinase (enteropeptidase)
- Enzima da mucosa duodenal que converte tripsinogênio pancreático na forma ativa tripsina.
- Maltase
- Enzima da borda em escova que hidrolisa maltose em duas moléculas de glicose.
- Sacarase
- Enzima intestinal que digere sacarose em glicose e frutose.
- Lactase
- Enzima da borda em escova intestinal que quebra lactose em glicose e galactose.
- Peptidases intestinais
- Enzimas da mucosa do intestino delgado que finalizam a quebra de peptídeos em aminoácidos livres.
- Pâncreas exócrino
- Secreta suco pancreático rico em bicarbonato e enzimas digestivas essenciais no duodeno.
- Bicarbonato pancreático
- Neutraliza o pH ácido do quimo vindo do estômago, permitindo a atuação das enzimas intestinais.
- Tripsina
- Enzima pancreática que hidrolisa proteínas e ativa outros precursores enzimáticos no duodeno.
- Quimiotripsina
- Enzima pancreática que atua em conjunto com a tripsina na digestão proteica.
- Amilase pancreática
- Converte amido e glicogênio em maltose e oligossacarídeos na luz duodenal.
- Lipase pancreática
- Hidrolisa triglicerídeos emulsionados em ácidos graxos livres e monoglicerídeos.
- Colipase
- Coenzima secretada pelo pâncreas que ancora a lipase aos glóbulos de lipídios envolvidos por bile.
- Nucleases pancreáticas
- Desoxirribonucleases e ribonucleases que degradam DNA e RNA ingeridos em nucleotídeos.
- Fígado
- Sintetiza a bile, processa nutrientes absorvidos pela veia porta e atua na desintoxicação metabólica.
- Bile
- Fluido que atua como detergente biológico, emulsionando gorduras para facilitar a ação das lipases.
- Sais biliares
- Componentes anfipáticos da bile derivados do colesterol fundamentais para formar micelas lipídicas.
- Vesícula biliar
- Armazena e concentra a bile produzida pelo fígado até que seja solicitada pela digestão.
- Ducto colédoco
- Canal que transporta a bile da vesícula e do fígado em direção à ampola duodenal.
- Colecistocinina (CCK)
- Hormônio intestinal estimulado por lipídios e proteínas que contrai a vesícula biliar e estimula o pâncreas.
- Secretina
- Hormônio duodenal estimulado pela acidez que induz a secreção de bicarbonato pelo pâncreas.
- Válvula ileocecal
- Controla a passagem do quilo do íleo para o ceco e impede o refluxo de bactérias cólicas.
- Intestino grosso
- Absorve a maior parte da água e eletrólitos residuais, formando e armazenando as fezes.
- Ceco
- Bolsa inicial do intestino grosso que recebe o conteúdo residual do intestino delgado.
- Apêndice cecal
- Estrutura tubular com tecido linfoide associado que abriga bactérias benéficas para a microbiota.
- Cólon ascendente
- Segmento do cólon que transporta o conteúdo fecal para cima enquanto continua absorvendo água.
- Cólon transverso
- Segmento horizontal do intestino grosso onde o bolo fecal torna-se mais consistente por reabsorção hídrica.
- Cólon descendente
- Armazena fezes formadas que serão encaminhadas rumo ao cólon sigmoide.
- Cólon sigmoide
- Segmento terminal curvo do cólon que conecta ao reto e retém os resíduos fecais.
- Microbiota intestinal
- Bactérias comensais que fermentam fibras, produzem ácidos graxos voláteis e sintetizam vitaminas (como K e B12).
- Reto
- Câmara final do tubo digestório que armazena fezes e desencadeia o reflexo de defecação quando distendida.
- Esfíncter anal interno
- Anel muscular liso involuntário que relaxa reflexamente sob pressão fecal no reto.
- Esfíncter anal externo
- Músculo estriado esquelético de controle voluntário que permite reter ou liberar as fezes.
- Peritônio
- Membrana serosa que reveste a cavidade abdominal e sustenta os órgãos digestórios em suas posições.
- Mesentério
- Dobra peritoneal que ancora o intestino delgado à parede abdominal e conduz vasos sanguíneos e nervos.