Fisiologia Geral e do Movimento

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Conceitos fundamentais de fisiologia geral, fisiologia neuromuscular e do movimento para estudantes da área da saúde.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Fisiologia Publicado
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Cartões · 51

Homeostase
Capacidade do organismo de manter o meio interno em equilíbrio dinâmico e constante, apesar das alterações no meio externo.
Feedback negativo
Mecanismo de controle homeostático que atenua ou reverte o estímulo inicial para trazer a variável biológica de volta ao ponto de ajuste.
Feedback positivo
Resposta biológica que amplifica o estímulo inicial, acelerando um processo até a sua conclusão, como no parto e na coagulação.
Potencial de repouso da membrana
Diferença de carga elétrica através da membrana celular em repouso, mantida em grande parte pela bomba de sódio-potássio e permeabilidade ao potássio.
Bomba de Na+/K+ ATPase
Transporte ativo primário que bombeia 3 íons de sódio para fora e 2 íons de potássio para dentro contra seus gradientes de concentração.
Potencial de ação
Inversão rápida e transitória da polaridade elétrica da membrana celular, disparada quando o limiar de excitabilidade é atingido.
Despolarização celular
Fase do potencial de ação causada pela abertura de canais de sódio voltagem-dependentes e influxo maciço de Na+, tornando o interior positivo.
Repolarização celular
Restauração do potencial de repouso devido ao fechamento dos canais de sódio e abertura de canais de potássio, com efluxo de K+.
Período refratário absoluto
Intervalo no qual é impossível deflagrar um novo potencial de ação, pois os canais de sódio voltagem-dependentes estão inativados.
Período refratário relativo
Momento em que um novo potencial de ação só pode ser gerado caso ocorra um estímulo de intensidade muito maior que o limiar habitual.
Condução saltatória
Propagação rápida do impulso nervoso de um nódulo de Ranvier para o próximo ao longo de axônios mielinizados.
Bainha de mielina
Capa lipídica isolante formada por células de Schwann (SNP) ou oligodendrócitos (SNC) que aumenta a velocidade de condução neural.
Sinapse química
Comunicação entre células excitáveis mediada pela liberação de neurotransmissores na fenda sináptica por exocitose.
Placa motora terminal
Região especializada da membrana muscular (sarcolema) que contém receptores nicotínicos para a acetilcolina liberada pelo neurônio motor.
Acetilcolina (ACh)
Principal neurotransmissor excitatório liberado na junção neuromuscular para iniciar a contração do músculo esquelético.
Acetilcolinesterase
Enzima presente na fenda sináptica neuromuscular que degrada rapidamente a acetilcolina, cessando o estímulo de despolarização.
Sarcômero
Unidade morfofuncional da miofibrila delimitada por duas linhas Z consecutivas, onde ocorre o deslizamento dos miofilamentos.
Miosina
Filamento proteico espesso com cabeças globulares dotadas de atividade ATPásica que interagem com a actina gerando tração.
Actina
Filamento proteico fino que possui sítios específicos de ligação para as cabeças de miosina durante o ciclo de pontes cruzadas.
Tropomiosina
Proteína filamentosa que recobre os sítios de ligação da actina para miosina durante o repouso muscular.
Troponina
Complexo proteico regulador ligado à tropomiosina que sofre mudança conformacional ao ligar-se ao cálcio, expondo a actina.
Túbulos transversos (Túbulos T)
Invaginações do sarcolema que conduzem rapidamente o potencial de ação para o interior profundo da fibra muscular.
Retículo sarcoplasmático
Estrutura intracelular muscular especializada no armazenamento, liberação rápida e recaptação de íons cálcio.
Acoplamento excitação-contração
Sequência de eventos que conecta o potencial de ação no sarcolema à liberação de cálcio e à geração de tensão mecânica.
Teoria dos filamentos deslizantes
Mecanismo pelo qual as cabeças de miosina tracionam a actina em direção ao centro do sarcômero, encurtando-o sem alterar o comprimento dos filamentos.
Papel do ATP na contração
Fornece energia para a rotação da cabeça de miosina e permite a dissociação da miosina em relação à actina para reiniciar o ciclo.
Rigidez cadavérica (Rigor mortis)
Estado de rigidez muscular pós-morte resultante da exaustão de ATP celular, impedindo a separação entre actina e miosina.
Unidade motora
Conjunto formado por um único motoneurônio alfa e todas as fibras musculares esqueléticas inervadas por ele.
Princípio do tamanho de Henneman
Padrão fisiológico de recrutamento motor em que unidades motoras menores são ativadas antes das maiores conforme a demanda de força cresce.
Contração isométrica
Tipo de contração muscular onde há desenvolvimento de força sem alteração no comprimento total do músculo ou movimento articular.
Contração concêntrica
Contração dinâmica isotônica na qual a força gerada supera a carga externa, provocando o encurtamento do músculo.
Contração excêntrica
Contração dinâmica em que a resistência externa vence a força muscular, fazendo o músculo se alongar ativamente sob tensão.
Fibras musculares tipo I (Lentas)
Fibras oxidativas ricas em mioglobina e mitocôndrias, muito resistentes à fadiga e adequadas para atividades posturais e de longa duração.
Fibras musculares tipo IIx (Rápidas)
Fibras glicolíticas de alta velocidade de encurtamento e grande produção de potência mecânica, porém muito fatigáveis.
Fuso neuromuscular
Proprioceptor situado paralelamente às fibras musculares que detecta o comprimento muscular e a velocidade de seu alongamento.
Órgão tendinoso de Golgi (OTG)
Proprioceptor localizado na junção miotendínea sensível à tensão muscular que inibe reflexamente o motoneurônio para evitar sobrecarga.
Reflexo miotático (de estiramento)
Reflexo medular monossináptico que causa contração reflexa do músculo agonista em resposta ao seu alongamento brusco.
Inervação recíproca
Circuito neural reflexo que excita o músculo agonista e relaxa simultaneamente o músculo antagonista por intermédio de interneurônios inibitórios.
Sumatório temporal
Somação de potenciais pós-sinápticos sucessivos emitidos em alta frequência por um único terminal pré-sináptico.
Sumatório espacial
Integração simultânea de potenciais gerados por múltiplos terminais pré-sinápticos em diferentes locais da mesma célula-alvo.
Tétano muscular
Estado de contração muscular contínua e sustentada induzido por estimulação neural de frequência tão alta que impede o relaxamento.
Fadiga neuromuscular periférica
Queda transitória da capacidade de gerar força decorrente de falha nos túbulos T, acúmulo de metabólitos ou esgotamento de cálcio.
Córtex motor primário
Área cortical situada no giro pré-central que envia comandos motores diretos para a execução do movimento voluntário refinado.
Trato corticoespinal
Principal via neural descendente responsável pela transmissão de comandos motores voluntários do córtex cerebral aos motoneurônios da medula.
Cerebelo no controle motor
Centro que compara o comando motor planejado com o movimento executado em tempo real, corrigindo erros e calibrando o equilíbrio e timing.
Gânglios da base
Estruturas subcorticais que selecionam planos motores adequados, suprimem movimentos indesejados e iniciam padrões motores automáticos.
Motoneurônio gama
Neurônio motor eferente que inerva as extremidades contráteis das fibras intrafusais, ajustando a sensibilidade do fuso neuromuscular.
Bomba de SERCA
ATPase de cálcio do retículo sarcoplasmático que bombeia íons Ca2+ do citoplasma de volta ao retículo, viabilizando o relaxamento muscular.
Potencial excitatório pós-sináptico (PEPS)
Despolarização graduada transitória da membrana pós-sináptica provocada pela entrada de cátions, aproximando a célula do limiar de disparo.
Potencial inibitório pós-sináptico (PIPS)
Hiperpolarização transitória pós-sináptica gerada pela entrada de cloreto ou saída de potássio, distanciando a célula do limiar de disparo.
Curva comprimento-tensão muscular
Relação que define que a força máxima gerada ocorre no comprimento de repouso do sarcômero, permitindo o encaixe ideal de pontes cruzadas.

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