Fundamentos de Enfermagem

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Conceitos fundamentais de enfermagem e segurança do paciente com exemplos práticos. Destinado a estudantes e profissionais da área da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Cartões · 50

Higienização das mãos (5 momentos da OMS)
Friccionar as mãos com álcool em gel antes de tocar no acesso vascular periférico do paciente para administrar um antibiótico prescrito.
Identificação correta do paciente
Conferir o nome completo e data de nascimento na pulseira com a prescrição antes de puncionar uma veia ou infundir sangue.
Comunicação efetiva (técnica SBAR)
Telefonar ao médico plantonista relatando a Situação, Breve histórico, Avaliação e Recomendação de analgesia para dor pós-operatória intensa.
Segurança na administração de medicamentos (9 certos)
Checar via, dose e horário antes de administrar insulina subcutânea, confirmando com um segundo profissional na dupla checagem.
Cirurgia segura (Time-out)
Pausar a equipe antes da incisão para confirmar paciente, sítio cirúrgico demarcado e procedimento de colecistectomia a ser realizado.
Prevenção de quedas
Manter as grades da cama elevadas e a campainha ao alcance de um idoso confuso em uso de sedativos leves.
Prevenção de lesão por pressão (LPP)
Realizar mudança de decúbito a cada duas horas em paciente com AVC acamado e utilizar colchão pneumático redutor de pressão.
Aferição de pressão arterial (PA)
Aguardar 5 minutos de repouso e colocar o manguito na altura do coração antes de insuflar em paciente relatando cefaleia.
Verificação de frequência cardíaca e pulso apical
Auscultar o pulso apical por 60 segundos antes de administrar digoxina para garantir que a frequência não esteja abaixo de 60 bpm.
Avaliação da oximetria de pulso
Posicionar o sensor em dedo sem esmalte e aquecido de paciente com DPOC queixando-se de falta de ar súbita.
Mensuração de frequência respiratória
Contar as incursões respiratórias por um minuto sem avisar o paciente, simulando a continuidade da palpação do pulso.
Avaliação e manejo da dor (5º sinal vital)
Aplicar a escala visual analógica em paciente pós-laparotomia e reavaliar 30 minutos após a aplicação de analgésico intravenoso.
Cateterismo vesical de demora (técnica asséptica)
Manter campo estéril rigoroso ao introduzir a sonda Foley em paciente com retenção urinária aguda no pronto-socorro.
Prevenção de infecção do trato urinário (ITU)
Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga para evitar o refluxo retrógrado de urina durante o transporte do paciente.
Sondagem nasogástrica (SNG) para descompressão
Medir do nariz ao lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, checar o pH do aspirado gástrico antes de abrir para drenagem.
Sondagem nasoenteral (SNE) para alimentação
Encaminhar o paciente ao raio-X de tórax e abdome para confirmação da posição distal antes de iniciar a primeira dieta enteral.
Aspiração de vias aéreas superiores
Inserir a sonda estéril sem sucção na cânula de traqueostomia e aspirar com movimentos rotatórios por no máximo 10 a 15 segundos.
Oxigenoterapia por cânula nasal de O2
Instalar fluxo de 2 L/min em paciente hipoxêmico, monitorando a integridade da pele atrás das orelhas e na mucosa nasal.
Nebulização terapêutica
Orientar o paciente asmático a inspirar profundamente pela boca durante a inalação de broncodilatador e lavar o rosto após o término.
Punção venosa periférica
Garrotear o braço, realizar antissepsia com álcool 70% e introduzir cateter com bisel para cima em paciente desidratado.
Prevenção de flebite em cateter periférico
Avaliar o sítio de punção a cada plantão quanto a calor, rubor ou dor, retirando o cateter imediatamente aos primeiros sinais.
Curativo de ferida cirúrgica limpa
Limpar a incisão de dentro para fora com soro fisiológico 0,9% estéril e cobrir com gaze seca nas primeiras 48 horas.
Desbridamento autolítico com hidrogel
Aplicar hidrogel no leito de uma úlcera crônica com esfacelo para promover a quebra enzimática do tecido desvitalizado.
Administração de medicação via intramuscular (ventro-glútea)
Palpar a espinha ilíaca anterossuperior e crista ilíaca para formar um V e aplicar injeção oleosa profunda com segurança.
Técnica em Z para injeção intramuscular
Tracionar a pele lateralmente antes de aplicar ferro injetável no glúteo para evitar refluxo e manchamento cutâneo.
Administração de insulina subcutânea
Fazer prega cutânea e aplicar em ângulo de 90 graus no abdome, alternando os locais para prevenir a lipohipertrofia.
Preparo de medicação a partir de ampola de vidro
Envolver o gargalo com gaze para quebrar a ampola e usar agulha com filtro para aspirar o conteúdo sem fragmentos de vidro.
Balanço hídrico rigoroso
Registrar meticulosamente todos os volumes de soro infundidos e toda a diurese coletada em 24h em paciente cardiopata descompensado.
Isolamento de contato
Colocar luvas e avental descartável ao entrar no quarto de um paciente colonizado por bactéria multirresistente (KPC).
Isolamento por gotículas
Usar máscara cirúrgica a menos de 1 metro de paciente internado com suspeita ou confirmação de meningite bacteriana.
Isolamento por aerossóis
Colocar máscara respirador PFF2/N95 antes de entrar no quarto com pressão negativa de paciente com tuberculose pulmonar ativa.
Banho no leito para paciente crítico
Lavar e secar a pele por segmentos, cobrindo o tórax rapidamente para evitar hipotermia e inspecionando pontos de pressão.
Higiene oral com clorexidina 0,12%
Escovar dentes e aplicar antisséptico bucal em paciente intubado na UTI para reduzir a incidência de pneumonia associada à ventilação.
Posição de Fowler (45° a 60°)
Elevar a cabeceira da cama para facilitar a expansão torácica e melhorar a respiração de um paciente em crise de insuficiência cardíaca.
Posição de Trendelenburg
Inclinar a maca com a cabeça mais baixa que os membros inferiores em caso de hipotensão grave transitória durante choque circulatório.
Posição de Sims (decúbito lateral com flexão)
Posicionar o paciente de lado com a perna superior flexionada para a realização confortável e segura de um enema evacuativo.
Aplicação de compressa fria
Aplicar bolsa de gelo protegida por toalha sobre entorse de tornozelo recente nas primeiras 48h para reduzir edema e vasoconstrição.
Aplicação de calor local
Colocar compressa morna sobre espasmo muscular na região lombar para promover vasodilatação e relaxamento das fibras.
Controle glicêmico capilar (HGT)
Fazer punção na face lateral da ponta do dedo para obter sangue e orientar a dose de insulina rápida conforme esquema prescrito.
Coleta de hemoculturas
Colher amostras de sítios venosos distintos antes de iniciar antibioticoterapia venosa em paciente com febre e suspeita de sepse.
Coleta de urina para urocultura (jato médio)
Orientar o paciente a higienizar a genitália, desprezar o primeiro jato de urina e colher a porção média no frasco estéril.
Drenagem de tórax com selo d'água
Manter o frasco de drenagem sempre em nível inferior ao tórax do paciente e observar a oscilação da coluna líquida na respiração.
Cuidados com estomia intestinal (colostomia)
Esvaziar a bolsa coletora quando atingir um terço da capacidade e mensurar o estoma para recortar a placa no tamanho correto.
Passagem de plantão estruturada
Transmitir as pendências, intercorrências do turno e resultados de exames críticos beira-leito com a equipe que assume o setor.
Anotação de enfermagem pontual
Registrar no prontuário horário exato, resposta do paciente à medicação e presença de náuseas imediatamente após o cuidado prestado.
Contenção mecânica terapêutica no leito
Aplicar faixas acolchoadas em paciente agitado com risco de autoextubação sob prescrição, checando pulso e pele a cada hora.
Prevenção de broncoaspiração em dieta oral
Manter o paciente idoso sentado a 90 graus durante a refeição e mantê-lo ereto por 30 minutos após ingerir o alimento.
Transfusão de concentrado de hemácias
Permanecer ao lado do paciente nos primeiros 15 minutos monitorando sinais vitais para identificar precocemente reações transfusionais.
Cuidados pós-morte (preparo do corpo)
Realizar higiene, retirar dispositivos invasivos autorizados, tamponar cavidades e identificar o corpo respeitosamente antes do velório.
Promoção do autocuidado (Teoria de Orem)
Ensinar o paciente diabético recém-diagnosticado a preencher sua planilha diária e a autoaplicar insulina com caneta dosadora.

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