Fundamentos de Enfermagem
Este conjunto de flashcards aborda termos, definições e procedimentos fundamentais de enfermagem, sendo ideal para estudantes e profissionais da área da saúde.
Cartões · 51
- Higienização simples das mãos
- Fricção com água e sabão por 40 a 60 segundos cobrindo palmas, dorso, espaços interdigitais, unhas e punhos para remover sujidades e microbiota transitória.
- Cinco momentos da higienização das mãos
- Antes do contato com o paciente, antes de procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após contato com o paciente e após contato com áreas próximas.
- Aferição da pressão arterial (PA)
- Posicionar o manguito 2 a 3 cm acima da fossa cubital, inflar até sumir o pulso radial mais 30 mmHg, desinsuflar lentamente e identificar os sons de Korotkoff I e V.
- Normotensão em adultos
- Valores de pressão arterial sistólica menores que 120 mmHg e diastólica menores que 80 mmHg em repouso.
- Bradicardia
- Frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto em adultos em repouso.
- Taquicardia
- Frequência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto em adultos em repouso.
- Aferição da frequência respiratória
- Contar as incursões respiratórias por 1 minuto sem alertar o paciente, observando expansão torácica, ritmo e profundidade (normal: 12 a 20 ipm).
- Bradipneia e Taquipneia
- Bradipneia é a frequência respiratória abaixo de 12 ipm; taquipneia é a frequência respiratória acima de 20 ipm em adultos.
- Verificação de temperatura axilar
- Secar a axila do paciente, posicionar a haste do termômetro no côncavo axilar, manter o braço aduzido e aguardar sinal sonoro (faixa normal: 35,5 °C a 37,2 °C).
- Oximetria de pulso
- Posicionar sensor em leito ungueal limpo e aquecido para medir a saturação periférica de oxigênio (SpO2), idealmente mantida acima de 95% em ar ambiente.
- Sondagem vesical de alívio (SVA)
- Introdução asséptica de sonda uretral até a bexiga para esvaziamento imediato de urina, com remoção logo após a drenagem completa.
- Sondagem vesical de demora (SVD)
- Inserção estéril de sonda de Foley, insuflação do balonete com água destilada e conexão em sistema de drenagem fechado abaixo do nível da bexiga.
- Cuidados com sonda vesical de demora
- Manter a bolsa coletora sempre abaixo do nível da pelve, fixar adequadamente o cateter, esvaziar periodicamente e realizar higiene meatal diária.
- Sondagem nasogástrica (SNG)
- Passagem de sonda do nariz ao estômago mensurada do ápice do nariz ao lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, usada para drenagem gástrica ou descompressão.
- Confirmação de posicionamento da SNG
- Realizar teste de ausculta com ar no epigástrio, aspirar conteúdo gástrico para teste de pH e confirmar preferencialmente via raio X antes de qualquer infusão.
- Sondagem nasoentérica (SNE)
- Sonda com fio-guia e ogiva distal de tungstênio posicionada em duodeno ou jejuno, voltada exclusivamente para suporte nutricional enteral.
- Punção venosa periférica (PVP)
- Garrotear o membro, palpar a veia, realizar antissepsia alcoólica a 70%, introduzir cateter sobre agulha com bisel para cima em ângulo de 15 a 30 graus e fixar com filme transparente.
- Sinais de flebite
- Dor, calor, rubor, edema no trajeto venoso e presença eventual de cordão fibroso palpável, exigindo retirada imediata do cateter.
- Infiltração venosa
- Vazamento inadvertido de solução não vesicante para tecidos circundantes, caracterizado por pele pálida, fria ao toque e edema local.
- Administração por via intradérmica (ID)
- Aplicação na derme em ângulo de 10 a 15 graus com bisel para cima, volume máximo de 0,5 mL, formando pápula (ex.: vacina BCG e teste de Mantoux).
- Administração por via subcutânea (SC)
- Injeção no tecido adiposo em ângulo de 45 a 90 graus conforme espessura da prega e agulha, com volume de até 1,5 mL (ex.: insulina e anticoagulantes).
- Administração intramuscular (IM) no músculo deltoide
- Injeção de até 2 mL aplicada a 2 a 3 dedos abaixo do acrômio em ângulo reto de 90 graus, indicada para vacinas e volumes pequenos.
- Administração intramuscular ventroglútea (Hochstetter)
- Área segura longe de grandes nervos e vasos, delimitada pelo dedo indicador na espinha ilíaca anterossuperior e dedo médio na crista ilíaca.
- Administração intramuscular dorsoglútea
- Aplicação no quadrante superior externo da nádega, com risco de lesão no nervo ciático caso a demarcação anatômica não seja precisa.
- Técnica em Z para injeção intramuscular
- Tracionar a pele lateralmente antes de puncionar e soltá-la após retirar a agulha, vedando o trajeto para evitar vazamento de soluções irritantes.
- Nove certos na administração de medicamentos
- Paciente certo, medicamento certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo, orientação certa, forma certa e resposta certa.
- Aspiração de vias aéreas superiores
- Introdução asséptica da sonda sem vácuo, aplicação de sucção intermitente ao retirar em movimentos circulares por no máximo 10 a 15 segundos.
- Nebulização
- Transformação de medicação líquida em aerossol inalável conectado a fluxo de oxigênio ou ar comprimido entre 6 e 8 L/min.
- Oxigenoterapia por cânula nasal (cateter tipo óculos)
- Dispositivo de baixo fluxo que fornece vazão de 1 a 6 L/min, garantindo fração inspirada de oxigênio (FiO2) aproximada de 24% a 44%.
- Máscara com reservatório não reinalante
- Dispositivo de alto fluxo que fornece FiO2 de 80% a 95% quando operado com fluxo mínimo de 10 a 15 L/min para manter a bolsa cheia.
- Curativo oclusivo simples
- Limpeza da ferida com soro fisiológico a 0,9% em jatos, secagem das bordas, aplicação de cobertura primária e fechamento com fita adesiva estéril.
- Lesão por pressão (LPP) - Estágio 1
- Pele intacta com área localizada de eritema que não embranquece após alívio da pressão, geralmente sobre proeminência óssea.
- Lesão por pressão (LPP) - Estágio 2
- Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme, apresentando leito avermelhado e úmido ou como bolha íntegra ou rompida.
- Lesão por pressão (LPP) - Estágio 3
- Perda total da espessura da pele com tecido adiposo visível, presença frequente de tecido de desvitalização e bordas descoladas, sem osso ou músculo expostos.
- Lesão por pressão (LPP) - Estágio 4
- Perda total da espessura dos tecidos com osso, tendão ou músculo diretamente expostos ou palpáveis, muitas vezes com necrose ou esfacelo.
- Prevenção de lesão por pressão
- Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas, manter a pele limpa e hidratada, usar coxins e superfícies de redistribuição de pressão (colchão pneumático).
- Desbridamento autolítico
- Processo de remoção de tecido necrótico mediado por enzimas do próprio organismo através da retenção de umidade com hidrogéis ou hidrocoloides.
- Posição de Fowler
- Paciente semissentado com cabeceira elevada entre 45 e 60 graus para facilitar a expansão torácica e melhorar a respiração.
- Posição de Trendelenburg
- Decúbito dorsal com a cabeceira mais baixa que os membros inferiores em inclinação de 15 a 30 graus, usada para melhorar o retorno venoso.
- Posição de Sims
- Decúbito lateral esquerdo com a perna direita flexionada sobre a esquerda, posição de escolha para enemas e exames retais.
- Banho no leito
- Procedimento de higiene corporal total realizado em sequência céfalo-caudal com proteção do leito, privacidade do paciente e controle térmico da água.
- Precaução padrão
- Medidas aplicadas a todos os pacientes com uso de EPIs conforme o risco de contato com sangue, fluidos, secreções e pele não íntegra.
- Precaução de contato
- Uso obrigatório de luvas de procedimento e avental de mangas longas para atendimento de pacientes com microrganismos multirresistentes.
- Precaução para gotículas
- Uso de máscara cirúrgica pelo profissional ao entrar a menos de 1 metro do paciente com infecção transmitida por partículas respiratórias pesadas (ex.: gripe).
- Precaução para aerossóis
- Uso de máscara PFF2/N95 pelo profissional e quarto com pressão negativa para infecções transmitidas por núcleos de gotículas suspensos (ex.: tuberculose).
- Glicemia capilar
- Puncionar lateral da polpa digital limpa e seca com lanceta, aplicar a gota de sangue na fita reagente e ler no glicosímetro portátil.
- Balanço hídrico
- Registro e cálculo da diferença entre todos os fluidos administrados (orais, venosos, dietas) e eliminados (diurese, drenos, vômitos) em 24 horas.
- Coleta de hemocultura
- Procedimento estéril com antissepsia rigorosa da pele e tampa dos frascos, puncionando dois sítios anatômicos diferentes antes da antibioticoterapia.
- Drenagem torácica em selo d'água
- Sistema fechado para retirada de ar e líquidos da pleura, devendo ser mantido estritamente abaixo do tórax com oscilação líquida visível no tubo.
- Prevenção de quedas
- Manter grades da cama elevadas, cama travada na menor altura, campainha de chamada ao alcance do paciente e ambiente bem iluminado.
- Descarte seguro de materiais perfurocortantes
- Descartar imediatamente em recipiente rígido sem reencapar agulhas, respeitando o limite máximo de preenchimento até a linha pontilhada.