Hepatites Virais

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Este conjunto aborda as hepatites virais, detalhando agentes etiológicos, formas de transmissão, sintomas e marcadores diagnósticos. É destinado a estudantes e profissionais da área da saúde.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Cartões · 51

Hepatite A: agente etiológico e genoma
Vírus da Hepatite A (HAV), um vírus de RNA fita simples de sentido positivo pertencente à família Picornaviridae.
Hepatite A: principal via de transmissão
Via fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados, além de contato pessoa a pessoa.
Hepatite A: cronificação ocorre?
Não, a hepatite A não cronifica; cura espontaneamente e confere imunidade duradoura após a infecção.
Hepatite A: sintomas clássicos na fase ictérica
Icterícia, colúria (urina escura), acolia fecal (fezes claras), prurido e melhora progressiva do mal-estar.
Hepatite A: marcador diagnóstico de fase aguda
Presença de anticorpos IgM anti-HAV no soro sanguíneo.
Hepatite A: marcador de infecção passada ou imunidade
Presença de anticorpos IgG anti-HAV isolados.
Hepatite A: forma de prevenção primária mais eficaz
Vacinação específica (duas doses ou dose única conforme calendário local) associada ao saneamento básico.
Hepatite A: faixa etária com maior frequência assintomática
Crianças menores de 6 anos, que frequentemente apresentam quadro anictérico ou subclínico.
Hepatite B: agente etiológico e genoma
Vírus da Hepatite B (HBV), vírus de DNA fita dupla parcial pertencente à família Hepadnaviridae.
Hepatite B: principais vias de transmissão
Transmissão parenteral, sexual desprotegida e vertical (da mãe infectada para o feto ou recém-nascido).
Hepatite B: taxa de cronificação segundo a idade
Até 90% em recém-nascidos, caindo para cerca de 5% a 10% em adultos imunocompetentes.
Hepatite B: significado clínico do HBsAg reagente
Indica infecção ativa pelo vírus HBV, seja ela aguda ou crônica.
Hepatite B: significado do Anti-HBs reagente isolado
Indica imunidade decorrente de vacinação bem-sucedida contra hepatite B.
Hepatite B: marcador de replicação viral ativa e alta infectividade
HBeAg reagente, acompanhado geralmente por níveis elevados de HBV-DNA.
Hepatite B: significado de Anti-HBc total reagente com Anti-HBs positivo
Indica cura clínica e imunidade após infecção pregressa natural pelo HBV.
Hepatite B: marcador sorológico precoce da fase aguda
IgM anti-HBc, que indica infecção aguda ou exacerbação grave recente.
Hepatite B: principais complicações da forma crônica
Cirrose hepática descompensada, hipertensão portal e carcinoma hepatocelular (CHC).
Hepatite B: profilaxia neonatal em mães HBsAg positivas
Aplicação da vacina contra hepatite B e imunoglobulina humana específica (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida.
Hepatite C: agente etiológico e características genômicas
Vírus da Hepatite C (HCV), vírus de RNA fita simples positiva pertencente à família Flaviviridae.
Hepatite C: principal via de transmissão
Via parenteral, sobretudo uso compartilhado de agulhas e materiais perfurocortantes, ou transfusões pré-1992.
Hepatite C: taxa de cronificação
Elevada, ocorrendo em cerca de 70% a 85% dos pacientes infectados.
Hepatite C: quadro clínico na fase aguda
Majoritariamente assintomático ou oligossintomático (mais de 80% dos casos não apresentam icterícia).
Hepatite C: teste confirmatório de infecção ativa
Pesquisa do RNA viral por PCR (HCV-RNA detectável), após triagem com Anti-HCV positivo.
Hepatite C: disponibilidade de vacina
Não existe vacina disponível para HCV devido à alta variabilidade genética e taxa de mutação viral.
Hepatite C: manifestações extra-hepáticas comuns
Crioglobulinemia mista, glomerulonefrite membranoproliferativa, porfiria cutânea tardia e líquen plano.
Hepatite C: prognóstico do tratamento atual
Cura virológica sustentada acima de 95% com uso de antivirais de ação direta (DAAs) por via oral.
Hepatite D: agente causador e dependência viral
Vírus da Hepatite D (HDV), vírus de RNA defectivo que necessita do envelope do HBV (HBsAg) para se replicar.
Hepatite D: o que é coinfecção HBV/HDV?
Infecção simultânea por HBV e HDV, geralmente resultando em hepatite aguda grave, mas com baixa cronificação.
Hepatite D: o que é superinfecção por HDV?
Infecção por HDV em portador crônico prévio de HBV; frequentemente leva a hepatite fulminante e alta taxa de cronificação.
Hepatite D: principal via de transmissão
Parenteral e sexual, idêntica às vias de contaminação do vírus da hepatite B.
Hepatite D: forma mais eficiente de prevenção
Vacinação universal contra o vírus da hepatite B, prevenindo a base obrigatória para a infecção por HDV.
Hepatite E: agente etiológico e genoma
Vírus da Hepatite E (HEV), vírus de RNA fita simples sem envelope da família Hepeviridae.
Hepatite E: transmissão principal dos genótipos 1 e 2
Via fecal-oral, predominantemente pela contaminação de fontes de água potável em países em desenvolvimento.
Hepatite E: transmissão dos genótipos 3 e 4
Zoonótica, por ingestão de carne mal cozida de suínos ou animais de caça infectados.
Hepatite E: grupo de maior risco de mortalidade
Gestantes, especialmente no 3º trimestre, com risco de hepatite fulminante e mortalidade de 15% a 25%.
Hepatite E: ocorre cronificação?
Geralmente não, exceto em pacientes imunossuprimidos (como transplantados) infectados pelo genótipo 3.
Hepatites de transmissão fecal-oral
Hepatites A e E, ligadas a condições sanitárias e ingestão de água ou alimentos contaminados.
Hepatites de transmissão parenteral e sexual
Hepatites B, C e D, associadas a sangue, fluidos corporais e material biológico.
Hepatite fulminante: definição clínica
Falência hepática aguda com encefalopatia e coagulopatia (INR > 1,5) em até 8 semanas do início dos sintomas.
Pródromo das hepatites virais agudas
Sintomas inespecíficos como astenia, náuseas, anorexia, febre baixa, mialgia e cefaleia antes da icterícia.
Colúria e acolia fecal: mecanismo fisiopatológico
Excreção renal aumentada de bilirrubina conjugada (urina escura) e menor fluxo de bile para o intestino (fezes claras).
Alteração laboratorial marcante na lesão hepatocelular aguda
Elevação acentuada das transaminases (ALT/TGP e AST/TGO), frequentemente ultrapassando 10 a 20 vezes o limite normal.
Qual transaminase é mais específica para inflamação hepática?
ALT (Alanina Aminotransferase), pois se localiza primordialmente no citoplasma dos hepatócitos.
Hepatite crônica: definição temporal
Persistência da inflamação hepática ou presença de marcadores virais (como HBsAg ou HCV-RNA) por mais de 6 meses.
Hepatite B 'mutante pré-core': achado sorológico típico
HBeAg não reagente com Anti-HBe positivo, mas com carga viral de HBV-DNA persistentemente elevada.
Hepatites virais com vacinas amplamente disponíveis
Hepatite A e Hepatite B (que indiretamente também previne a infecção por Hepatite D).
Janela imunológica na hepatite B
Período em que o HBsAg desaparece e o Anti-HBs ainda não surgiu; o único marcador reagente é o IgM anti-HBc.
Rastreio de hepatocarcinoma em cirróticos por hepatite B ou C
Ultrassonografia abdominal a cada 6 meses, com ou sem dosagem sérica de alfa-fetoproteína.
Conduta imediata após exposição ocupacional perfurocortante a HBV
Avaliar sorologia da fonte e do acidentado; administrar imunoglobulina (HBIG) e reforço vacinal se não imune.
Importância da pesquisa do Anti-HCV no pré-natal e rotina adulta
Detectar infecções silenciosas assintomáticas antes da progressão para fibrose avançada, cirrose ou câncer.
Sintoma constitucional mais persistente na convalescença da hepatite viral
Fadiga crônica e fraqueza, que podem persistir por semanas após a normalização das transaminases e icterícia.

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